Boa Vista
Inscrições para Corrida dos Profissionais da Educação seguem abertas até 5 de outubro
Os interessados em participar da Corrida dos Profissionais da Educação têm até as 23h59 do dia 5 de outubro para se inscrever. O evento será realizado no dia 17 de outubro, com largada às 18h30, na Praça Linear Chico do Carneiro, no bairro dos Estados, em Boa Vista. São disponibilizadas 2 mil vagas gratuitas. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet.
Organizada pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), a corrida terá percurso de aproximadamente 5 quilômetros e é voltada aos profissionais da educação, além do público geral do setor, conforme as categorias previstas.
Categorias
Os participantes serão divididos em três faixas etárias: até 35 anos, de 36 a 59 anos e 60 anos ou mais. Nas categorias destinadas aos profissionais da Educação, será necessário informar o número da matrícula funcional no momento da inscrição para comprovar o vínculo com a rede.
A corrida tem como proposta reunir servidores da Rede Municipal de Ensino em uma atividade esportiva e de integração, além de estimular a prática de atividades físicas.
Percurso
A largada será na Rua Pernambuco, nº 480. Os corredores seguirão pela via até a avenida Amazonas e, depois, pela avenida Minas Gerais até o cruzamento com a Rua Pau-Rainha, onde será feito o retorno.
Na volta, o percurso passará novamente pelas avenidas Minas Gerais e Amazonas até a Rua Pernambuco, com chegada na região da Praça Linear Chico do Carneiro.
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Boa Vista
Jalser Renier é preso pela PF após agentes encontrarem R$ 19 mil e planilhas de campanha em escritório
O candidato a deputado estadual Jalser Renier foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (24), em Boa Vista, durante uma operação que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, agentes encontraram R$ 19 mil em espécie e planilhas relacionadas à campanha eleitoral no escritório do candidato, o que levantou suspeitas de crime eleitoral.
Renier foi conduzido à sede da Polícia Federal, onde prestou depoimento. A operação foi realizada pelo Grupo de Pronta Intervenção (GPI), unidade especializada da PF que atua em situações de crise e operações de médio e alto risco.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação busca reunir novos elementos sobre a origem e a destinação dos recursos movimentados e identificar outros possíveis envolvidos ou beneficiários das operações financeiras.
Desdobramento de investigação
A ação desta quinta-feira foi batizada de Operação Filargíria e, segundo a PF, é um desdobramento de uma investigação que resultou na prisão de um homem encontrado com R$ 305 mil em espécie, em outubro de 2025.
A operação desta quinta-feira teve como objetivo obter novos elementos de prova sobre a origem e a destinação dos recursos investigados, além de identificar possíveis envolvidos ou beneficiários.
Defesa contesta relação com compra de votos
Em nota, a defesa de Jalser Renier afirmou que os valores apreendidos na residência e no escritório têm origem lícita e natureza pessoal.
Os advogados também sustentaram que os documentos apreendidos estão relacionados à organização financeira da campanha e à contratação de cabos eleitorais.
“Jalser Renier permanecerá sob custódia das autoridades para os procedimentos legais cabíveis, exercendo seu direito de defesa e colaborando com a apuração”, afirmou a defesa.
Os advogados ressaltaram ainda que a investigação está em andamento e que os fatos ainda serão apurados.
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Boa Vista
Venezuela anuncia ‘transformação democrática’ em discurso na ONU e convoca jovens emigrados a retornar
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou, durante o discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), o início de um processo que classificou como uma “transformação democrática” do país. Segundo ela, a iniciativa pretende promover mudanças políticas e econômicas, reconstruir instituições e criar condições para a recuperação da Venezuela.
“Tenho o prazer de anunciar que a Venezuela iniciou um processo de transformação democrática para o seu Renascimento. Um processo ordenado, institucional e verificável para construir um país mais livre para todos, mais próspero e mais reconciliado consigo mesmo”, afirmou.
Rodríguez definiu a iniciativa como um processo de “mudança política, econômica e espiritual”, acompanhado de reformas estruturais. Segundo a presidente, o objetivo é estabelecer novas bases para o desenvolvimento nacional e ampliar a participação de diferentes setores da sociedade.
“Trata-se de construir um país onde ninguém precise vencer ignorando o outro, porque somos todos Venezuela, especialmente os jovens que estão apenas começando sua socialização política”, declarou.
Soberania e reconstrução
Durante a fala, Rodríguez também defendeu uma liderança política voltada aos interesses nacionais e independente de pressões externas e das redes sociais. “Devemos aspirar a uma Venezuela cuja classe política esteja intimamente comprometida com os interesses nacionais acima de tudo e não seja refém dos algoritmos da mídia”, afirmou.
A presidente também destacou sua experiência no serviço público e disse que pretende utilizá-la na reestruturação da economia venezuelana. Ao falar sobre o processo de transformação, declarou que “sabe onde estão as portas que devem ser abertas para a profunda transformação da Venezuela e para a construção das novas bases de uma economia a serviço do desenvolvimento nacional”.
Rodríguez citou ainda o pensamento de Simón Bolívar como referência para a soberania e a unidade nacional. Durante o discurso, reproduziu um trecho atribuído ao Libertador sobre a soberania popular e defendeu que os diferentes grupos políticos e sociais atuem conjuntamente na reconstrução do país.
“Não em uma única entidade poderosa, um único partido, uma única facção: vamos todos juntos contribuir com nossos esforços para o renascimento da pátria próspera que nossas filhas e filhos merecem”, afirmou.
Apelo aos jovens que deixaram o país
Um dos pontos destacados pela presidente foi o chamado aos jovens venezuelanos que emigraram nos últimos anos. Rodríguez pediu que eles retornem ao país e participem da reconstrução econômica e institucional.
“Aos jovens que cresceram vendo um país fragmentado e que muitas vezes decidiram partir em busca do que não encontraram aqui: digo que vale a pena acreditar novamente. Este é o momento de construir o país para o qual muitos desejarão retornar, e não apenas aquele do qual muitos quiseram fugir”, disse.
A presidente relacionou a participação dessa parcela da população à construção de uma nova etapa política e econômica na Venezuela, com a criação de oportunidades para as novas gerações.
Crises enfrentadas em 2026
No discurso, Rodríguez afirmou que a Venezuela passou por duas grandes crises ao longo de 2026. A primeira, segundo ela, estaria relacionada ao cenário político interno e à intensificação do confronto com os Estados Unidos.
A segunda foi atribuída aos efeitos de fenômenos naturais. Rodríguez citou o “duplo terremoto de 24 de junho” e mencionou as perdas humanas e materiais provocadas pelo desastre.
“A cada venezuelano que hoje, em meio às perdas materiais e humanas causadas pelo terremoto, se pergunta se vale a pena continuar de pé: eu respondo que sim. Que a força deste povo não se mede em tempos fáceis, mas precisamente em momentos como este”, afirmou.
Ao concluir o discurso, a presidente reconheceu que a recuperação do país deverá ser um processo prolongado.
“Não prometo um caminho fácil. A recuperação do país levará tempo; reconstruir a alma nacional será nossa prioridade. Caminharemos juntos como uma nação que, após a dor, decidiu escolher a esperança”, declarou.
Assembleia Geral das Nações Unidas
A 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas reúne, entre 22 e 28 de setembro, representantes dos 193 países-membros da ONU para discutir questões internacionais e buscar soluções coletivas para temas como paz, segurança, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e mudanças climáticas.
O tema deste ano é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. O Brasil também participa da programação, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tendo feito o discurso de abertura do Debate Geral.
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Boa Vista
Presidente da Guiana leva à ONU disputa com Venezuela e alerta para segurança e estabilidade da região
A 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas reúne, entre 22 e 28 de setembro, representantes dos 193 países-membros da ONU para discutir questões internacionais e buscar soluções coletivas para temas como paz, segurança, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e mudanças climáticas. O tema deste ano é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. O Brasil também participa da programação, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tendo feito o discurso de abertura do Debate Geral.
Foi nesse contexto que o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, tratou de questões que envolvem diretamente a segurança e a estabilidade do norte da América do Sul. Embora não tenha citado nominalmente o Brasil ou Roraima em seu discurso, Ali abordou a disputa territorial entre a Guiana e a Venezuela e destacou a necessidade de cooperação regional contra o crime transnacional, dois temas que alcançam o entorno da fronteira brasileira.
Guiana cobra solução para disputa com Venezuela
Ao falar sobre seu país, Irfaan Ali afirmou que a Guiana continua defendendo uma solução pacífica para a controvérsia de sua fronteira com a Venezuela. O presidente guianês citou a Sentença Arbitral de 1899 e afirmou que o país vem enfrentando “provocações e agressões prolongadas e repetidas”.
A disputa envolve o território de Essequibo, região reivindicada pela Venezuela e administrada pela Guiana. Segundo Ali, a controvérsia está sendo analisada pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), após décadas de tentativas de negociação bilateral e de mediação por mecanismos ligados à ONU.
O presidente afirmou ainda que Guiana e Venezuela participaram das audiências da Corte, concluídas em maio de 2026, e defendeu que os dois países cumpram a próxima decisão judicial.
“Agora que ambos participamos das audiências, concluídas em maio de 2026, instamos a Venezuela a cumprir a próxima decisão, em conformidade com sua obrigação perante a Carta da ONU, assim como a Guiana fará”, declarou Ali.
O presidente guianês disse esperar uma nova fase de relações entre os dois países, associando a resolução da disputa ao desenvolvimento e à estabilidade da região.
Segurança regional também entra no discurso
Outro ponto com reflexos para o norte da América do Sul foi a defesa de maior cooperação no combate ao crime transnacional. Ali afirmou que a Guiana é membro fundador do chamado Escudo das Américas, iniciativa lançada em março de 2026, e disse que o país trabalha com os Estados Unidos e outras 13 nações.
Segundo o presidente, a iniciativa busca ampliar a cooperação, o compartilhamento de informações e a atuação conjunta contra redes criminosas. Ele afirmou que a segurança regional depende de parcerias entre os países.
“Entendemos que somente por meio de parcerias, compartilhamento de informações e cooperação poderemos combater eficazmente as ameaças que representam para nossas economias e para o sustento de nossos cidadãos”, afirmou.
Guiana defende cooperação e desenvolvimento
Além das questões de fronteira e segurança, Irfaan Ali dedicou parte do discurso à agenda de desenvolvimento sustentável, biodiversidade e fortalecimento do multilateralismo.
Por fim, o presidente afirmou que a Guiana pretende integrar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável às políticas públicas e ao orçamento do país. Também destacou iniciativas relacionadas à preservação da biodiversidade e à estratégia nacional de desenvolvimento de baixo carbono.
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