Boa Vista
De delegacias especializadas ao monitoramento de agressores: o que os candidatos ao Governo de Roraima propõem contra a violência à mulher
Os quatro candidatos ao Governo de Roraima nas Eleições 2026 apresentam propostas específicas para enfrentar a violência contra a mulher. Embora todos reconheçam a necessidade de ampliar a proteção às vítimas, os caminhos previstos nos planos de governo passam por diferentes estratégias, que vão desde a criação de delegacias e casas de acolhimento até o uso de tecnologia para monitorar agressores.
Disputam o Palácio Senador Hélio Campos Arthur Henrique (PL), Soldado Sampaio (Republicanos), Farah Mesquita (Solidariedade) e Rosi Aires (PSOL). Clébio Genuíno (PCO), que constava na primeira lista de candidatos registrados, não integra esta análise após ter a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.
O Roraima 1 analisou os planos de governo dos quatro candidatos com um recorte específico: o que cada um pretende fazer para prevenir a violência, proteger mulheres ameaçadas e ampliar a capacidade do Estado de atender vítimas e responsabilizar agressores.
O tema ganha peso diante dos indicadores de violência de gênero no Estado. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados em 2026 apontaram sete feminicídios em Roraima no ano anterior, com taxa de 1,9 caso para cada 100 mil mulheres, acima da média nacional de 1,43. O cenário também inclui elevados índices de violência sexual.
Além dos números, a própria estrutura de atendimento tem enfrentado dificuldades. Em agosto, o Ministério Público de Roraima (MPRR) alertou para risco de colapso no Plantão Central Especializado de Atendimento à Mulher, em Boa Vista, e recomendou reforço emergencial de delegados, agentes e escrivães, além de medidas para reduzir o acúmulo de procedimentos.
É diante desse cenário que os quatro candidatos apresentam suas propostas.
Arthur propõe monitoramento de agressores e rede estadual de acolhimento
Arthur Henrique (PL) reúne as principais propostas para a área no programa Roraima Protege Elas, voltado especificamente ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Uma das medidas previstas é ampliar para os 15 municípios a Ronda AME, serviço de acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta busca levar para o interior um modelo de proteção e acompanhamento hoje concentrado principalmente na capital.
O plano também prevê a implantação de uma rede estadual de acolhimento e a criação de uma Casa Abrigo destinada a mulheres que precisem deixar suas residências por estarem em situação de risco.
Outro eixo é o uso de tecnologia para acompanhar agressores. Arthur propõe monitoramento eletrônico de homens envolvidos em casos de violência contra a mulher, associado ao acompanhamento das vítimas.
O programa inclui ainda a criação de um cadastro estadual integrado de condenados por violência contra a mulher. A intenção apresentada no documento é permitir maior integração de informações entre os órgãos envolvidos no atendimento e na segurança.
Além das medidas diretamente policiais, o plano relaciona o enfrentamento da violência à autonomia da vítima. Entre as propostas aparecem ações de qualificação profissional, apoio à geração de renda e medidas de assistência para mulheres em situação de vulnerabilidade.
A estratégia apresentada por Arthur combina, portanto, acompanhamento policial, acolhimento, tecnologia e políticas sociais, com previsão de expansão dos serviços para o interior.
Sampaio quer Delegacia da Mulher em Rorainópolis e Ronda Maria da Penha nos 15 municípios
Soldado Sampaio (Republicanos) coloca o enfrentamento à violência contra mulheres, crianças e adolescentes entre os objetivos do eixo de Segurança Pública.
Na estrutura policial, uma das principais propostas é fortalecer a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Boa Vista e implantar uma nova Delegacia da Mulher em Rorainópolis.
O município do Sul do Estado funcionaria, dessa forma, como outro ponto especializado de atendimento fora da capital.
Sampaio também propõe ampliar a Ronda Maria da Penha para os 15 municípios de Roraima.
O plano prevê atuação integrada para identificar e responsabilizar autores de violência sexual e feminicídio, associada ao atendimento humanizado às vítimas.
A proteção à mulher aparece ainda em outro eixo do programa. O candidato propõe criar o Espaço de Acolhimento da Mulher Roraimense, com uma unidade em Boa Vista e outras três no interior.
Os espaços teriam atendimento multidisciplinar. Na área de combate à violência, a proposta inclui rede de atendimento, casa de acolhimento, assistência psicológica e jurídica e acompanhamento das vítimas.
O programa também relaciona proteção à independência financeira. Prevê iniciativas para produtoras rurais, microcrédito, capacitação profissional, primeiro emprego, empreendedorismo e inclusão digital.
Assim, a proposta de Sampaio distribui as medidas entre segurança pública e assistência social, com ênfase na expansão territorial da Ronda Maria da Penha, fortalecimento da DEAM e criação de estruturas de atendimento no interior.
Rosi propõe geolocalização de agressores e regionalização de delegacias
Rosi Aires (PSOL) também dedica parte específica do programa ao enfrentamento à violência contra a mulher e propõe integrar segurança, saúde, assistência social, educação e sistema de Justiça.
Na segurança pública, o plano prevê regionalizar as delegacias especializadas e ampliar a Patrulha Maria da Penha.
Uma das propostas é adotar mecanismos de geolocalização de homens que ameacem mulheres vítimas de violência. O objetivo é utilizar tecnologia para reforçar a proteção nos casos em que exista risco à vítima.
O programa prevê ainda abrigos seguros e atendimento 24 horas.
Essas medidas integram a proposta de criação do Programa Estadual Mulher Segura e Autônoma.
O programa seria articulado entre segurança pública, saúde, assistência social, educação, Defensoria Pública, Ministério Público, Poder Judiciário e municípios.
Rosi também pretende ampliar a rede de acolhimento, as casas de passagem e o atendimento psicossocial para mulheres vítimas de violência doméstica, sexual e patrimonial.
A autonomia econômica aparece como parte da estratégia. O plano prevê programas voltados à independência financeira de mulheres que estejam tentando romper ciclos de violência.
O documento também trata de públicos específicos e prevê políticas de atendimento que considerem diferentes realidades sociais e territoriais, incluindo mulheres indígenas.
A proposta de Rosi, dessa forma, associa expansão da estrutura especializada, tecnologia de monitoramento, atendimento permanente e integração entre diferentes órgãos públicos.
Farah propõe rede de apoio e delegacias especializadas em todos os municípios
Farah Mesquita (Solidariedade) apresenta uma proposta mais sintética para o enfrentamento à violência contra a mulher.
No eixo de Segurança Pública, o plano estabelece como objetivo combater a violência doméstica por meio de delegacias especializadas e de uma rede de apoio às mulheres em situação de violência em todos os municípios de Roraima.
A proposta, portanto, busca descentralizar a estrutura especializada e ampliar a presença dos serviços fora de Boa Vista.
O documento não apresenta, nesse ponto, o mesmo nível de detalhamento operacional encontrado em outros programas sobre como seria feita a implantação dessas delegacias ou qual seria o cronograma para que a estrutura chegasse aos 15 municípios.
A política para mulheres também aparece no eixo social.
Farah propõe criar o Roraima Mulher, definido no plano como uma rede de apoio e capacitação profissional voltada às mulheres, com foco na autonomia econômica.
A estratégia conecta o atendimento à possibilidade de geração de renda, considerando que a dependência financeira pode ser uma das dificuldades enfrentadas por mulheres que tentam romper situações de violência.
Interiorização aparece em diferentes propostas
Acolhimento, assistência psicológica, apoio jurídico, capacitação profissional e autonomia financeira aparecem, em diferentes formatos, nos programas.
As diferenças ficam mais evidentes quando os planos detalham os instrumentos que pretendem utilizar.
Arthur inclui monitoramento eletrônico de agressores e cadastro estadual integrado de condenados. Sampaio especifica a criação de uma nova Delegacia da Mulher em Rorainópolis e quatro estruturas de acolhimento, uma na capital e três no interior. Rosi propõe geolocalização de homens que ameacem vítimas, atendimento 24 horas e uma política intersetorial por meio do Mulher Segura e Autônoma. Farah concentra a proposta na expansão das delegacias especializadas, na rede de apoio em todos os municípios e na autonomia econômica.
Os planos mostram, portanto, que o combate à violência contra a mulher entrou de forma específica na agenda dos candidatos ao Governo de Roraima.
A diferença está principalmente em como cada candidatura pretende organizar a resposta do Estado depois que a violência acontece, e nas medidas previstas para tentar impedir que uma ameaça, uma agressão ou o descumprimento de uma medida protetiva termine em feminicídio.
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Nova lei estimula indústria de minerais estratégicos e pode atrair investimentos para Roraima
Sancionada na quarta-feira (16), a Lei nº 15.506/2026 cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A medida busca ampliar a pesquisa, a extração, o beneficiamento e a transformação de minerais considerados essenciais para a economia, a produção de fertilizantes, a tecnologia, a transição energética e a segurança nacional.
A proposta é reduzir a dependência do mercado externo e incentivar que os minerais retirados no Brasil sejam também processados e transformados no país. A legislação alcança toda a cadeia produtiva, incluindo pesquisa mineral, extração, beneficiamento, industrialização, comercialização e reciclagem de baterias, equipamentos eletrônicos e outros resíduos.
A lista oficial dos minerais abrangidos ainda será definida pelo Governo Federal e deverá ser revisada a cada quatro anos. Substâncias como terras raras, lítio, nióbio, níquel, cobre, grafita, tântalo, estanho, potássio e fosfato podem ser enquadradas como críticas ou estratégicas.
Incentivos poderão chegar a R$ 7 bilhões
A lei prevê até R$ 7 bilhões em instrumentos de apoio ao setor mineral. Desse total, a União poderá destinar até R$ 2 bilhões ao Fundo Garantidor da Atividade Mineral, criado para oferecer garantias e reduzir os riscos de financiamentos destinados aos projetos selecionados.
Outros R$ 5 bilhões poderão ser concedidos em créditos fiscais entre 2030 e 2034, com limite de R$ 1 bilhão por ano. As empresas escolhidas poderão receber créditos equivalentes a até 20% dos investimentos considerados elegíveis.
Os benefícios deverão priorizar projetos que promovam o beneficiamento e a transformação dos minerais no território brasileiro, com geração de empregos, desenvolvimento de tecnologia e instalação de unidades industriais.
Os valores, no entanto, não estão imediatamente disponíveis. A concessão dos incentivos dependerá de regulamentação, seleção dos empreendimentos e previsão no Orçamento da União.
Produção terá sistema de rastreamento
A legislação determina a criação de um sistema de rastreabilidade. O mecanismo deverá permitir a identificação da jazida de origem, das empresas envolvidas, das operações comerciais, das licenças ambientais e das autorizações minerárias.
Os projetos prioritários também deverão adotar medidas para prevenir, reduzir e compensar impactos ambientais. A lei prevê atenção à segurança de barragens e rejeitos, contratação de trabalhadores locais, aquisição de produtos e serviços nas regiões afetadas e diálogo com as comunidades.
Operações envolvendo empresas estrangeiras também poderão ser submetidas à análise do Governo Federal, especialmente quando houver mudanças no controle de companhias, contratos internacionais ou acesso a informações geológicas consideradas estratégicas.
Possíveis impactos em Roraima
Em Roraima, a política pode estimular pesquisas geológicas, qualificação profissional, atração de empresas e instalação de unidades de beneficiamento. Também poderá ampliar a fiscalização sobre a origem e a comercialização dos minerais.
Os investimentos dependerão, entretanto, da comprovação de reservas economicamente viáveis, da disponibilidade de infraestrutura e energia e da regularidade ambiental e territorial das áreas.
A existência de uma ocorrência mineral ou de um requerimento apresentado à Agência Nacional de Mineração (ANM) não significa que a extração esteja autorizada. Em muitos casos, o registro representa apenas o interesse de uma empresa em pesquisar determinada área.
A Lei nº 15.506 também não autoriza a mineração em terras indígenas. A exploração nessas regiões continua dependendo de autorização do Congresso Nacional, consulta às comunidades afetadas e cumprimento das exigências constitucionais e ambientais.
Os empreendimentos enquadrados na nova política poderão ter prioridade na análise dos órgãos públicos, mas continuarão sujeitos ao licenciamento ambiental e às demais autorizações exigidas pela legislação.
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Boa Vista
Helena da Asatur relata ataques na campanha e cobra respeito às mulheres na política
A candidata ao Senado Helena da Asatur (PSD) afirmou que tem sido alvo de ataques e informações falsas durante a campanha eleitoral. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela relacionou o aumento das críticas à presença de mulheres em espaços de decisão e defendeu um debate político baseado em propostas e respeito.
Segundo Helena, divergências fazem parte do processo democrático, mas não devem servir de justificativa para agressões pessoais, intimidação ou tentativas de descredibilizar candidaturas femininas.
“Podem discordar de mim. Isso faz parte da democracia. Mas nós, mulheres, não podemos aceitar que a violência seja usada para tentar nos tirar dos espaços que conquistamos”, declarou.
A candidata afirmou que decidiu se manifestar após perceber uma intensificação dos ataques desde que entrou na disputa eleitoral. Para ela, esse tipo de violência não se restringe à sua candidatura e atinge mulheres de diferentes partidos e posições políticas.
“Quando a mulher cresce, os ataques começam. Todas elas enfrentaram ataques e, muitas vezes, quanto mais a mulher cresce, mais esses ataques aumentam”, disse.
Helena defendeu que adversários e eleitores questionem suas propostas, ideias e posicionamentos, mas condenou ataques pessoais e a divulgação de informações falsas para prejudicar sua imagem.
A candidata afirmou que permanecerá na disputa e continuará apresentando suas propostas aos eleitores de Roraima.
“Eu escolho seguir em frente. Eu escolho fazer política, defender minhas ideias e mostrar o que penso. A força das mulheres está justamente em não desistir”, concluiu.
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Homem é preso suspeito de feminicídio após perícia contrariar versão de acidente em Boa Vista
Um servidor público de 44 anos foi preso preventivamente nesta sexta-feira (18), em Boa Vista, suspeito do feminicídio da técnica em radiologia Michele Soares de Deus, de 48 anos. Segundo a Polícia Civil de Roraima (PCRR), uma perícia confrontou a versão inicialmente apresentada pelo investigado de que a companheira havia sofrido uma queda da cama.
Identificado pelas iniciais E.O.S., o homem foi preso no bairro Buritis, zona Oeste da capital, após a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) reunir depoimentos, documentos médicos e uma perícia médico-legal que ajudaram a reconstruir as circunstâncias em que Michele sofreu o ferimento que posteriormente provocou sua morte.
A técnica em radiologia sofreu um grave traumatismo cranioencefálico no dia 27 de julho e foi internada no Hospital Geral de Roraima (HGR). Ela permaneceu hospitalizada por aproximadamente 40 dias e morreu em 7 de setembro em decorrência dos ferimentos.
Família desconfiou de versão sobre queda
As circunstâncias do caso começaram a ser questionadas pela família enquanto Michele ainda estava internada.
No dia 2 de setembro, uma irmã da vítima procurou o Plantão Central Especializado (PCE) e registrou um boletim de ocorrência. Segundo a Polícia Civil, ela relatou que E.O.S. havia informado à família que Michele teria caído da cama dentro da residência e batido a cabeça.
A familiar, no entanto, desconfiou que a gravidade das lesões não seria compatível com a explicação apresentada e pediu que o caso fosse investigado.
Em 11 de setembro, quatro dias depois da morte de Michele, uma filha da vítima apresentou novas informações à polícia. O relato trouxe uma versão diferente sobre a origem do traumatismo.
Conforme as informações apresentadas à investigação, Michele e E.O.S. teriam participado de uma festa e discutido no local. Durante a discussão, o servidor teria empurrado a companheira. Ela teria caído, batido a cabeça no pedal de uma motocicleta e ficado desacordada.
Ainda segundo o relato, E.O.S. teria colocado Michele em um veículo e informado que a levaria para receber atendimento médico, mas não teria levado a vítima ao hospital naquele momento.
A Polícia Civil informou que outras explicações também teriam sido apresentadas pelo investigado sobre o ferimento. Além da suposta queda da cama, ele teria mencionado a possibilidade de Michele ter escorregado em um igarapé no interior de Roraima.
Perícia analisou lesão no crânio
O caso foi encaminhado à Deam no dia 14 de setembro. A partir daí, a delegada Carla Gabriella Muniz Paulain e a equipe da unidade aprofundaram as diligências para confrontar os relatos com os elementos técnicos reunidos durante a investigação.
Entre as medidas adotadas esteve uma perícia médico-legal indireta, que incluiu uma reconstrução em 3D da lesão no crânio de Michele.
O procedimento foi realizado pelo médico-legista Esdras Fagundes, do Instituto de Medicina Legal (IML).
Segundo a Polícia Civil, a análise identificou características compatíveis com um impacto contra objeto rígido, saliente e de superfície limitada. O resultado, conforme a investigação, mostrou-se compatível com a dinâmica apresentada posteriormente à polícia e incompatível com a hipótese de uma simples queda no chão.
“Quando recebemos as novas informações, passamos a verificar cada detalhe e confrontar as versões apresentadas com os elementos de prova. A perícia indireta foi fundamental para esclarecer a natureza da lesão e verificar a compatibilidade com a dinâmica relatada”, afirmou a delegada Carla Gabriella.
Prisão preventiva
Após três dias de aprofundamento das investigações na Deam, a delegada pediu a prisão preventiva de E.O.S. na quinta-feira (17). A medida foi autorizada pela Justiça e cumprida no fim da tarde desta sexta-feira.
O servidor foi localizado no bairro Buritis e conduzido à sede da delegacia. Durante o interrogatório, exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Ele deve passar por audiência de custódia neste sábado (19).
De acordo com a delegada, a investigação buscou reconstruir o que ocorreu e confrontar as diferentes versões sobre a origem da lesão sofrida por Michele.
“Foi um trabalho de reconstrução dos fatos. Nós tínhamos uma versão apresentada pelo investigado e precisávamos confrontá-la com aquilo que os demais elementos de prova demonstravam. A prova técnica, construída a partir dos exames médicos, foi fundamental para esclarecer a dinâmica da lesão e desmontar uma versão criada para ocultar o que realmente aconteceu”, afirmou Carla Gabriella.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil.
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