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ALERTA CLIMÁTICO Podcast da TV ALERR debate impactos do fenômeno El Niño em Roraima

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Bate-papo com especialistas pretende discutir medidas preventivas com base nos eventos climáticos de seca e incêndios registrados em 2023 e 2024

Os possíveis efeitos do fenômeno El Niño no clima, no meio ambiente e na população de Roraima serão tema do podcast da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) desta quinta-feira (27). O bate-papo será transmitido a partir das 15 horas pela TV ALERR, no canal 57.3, e terá foco na prevenção e na redução dos impactos provocados pela estiagem, pelo aumento das temperaturas, pela redução do nível dos rios e pelo risco de incêndios e queimadas.

A discussão pretende resgatar experiências recentes vivenciadas no Estado, especialmente durante os períodos de seca e incêndios registrados em 2023 e 2024, além de transformar as dificuldades enfrentadas nesses anos em aprendizado e preparação para possíveis novos eventos climáticos extremos.

O time de convidados é composto por um pesquisador da Embrapa, que explicará como o fenômeno pode afetar a produção agrícola e as condições do solo; um meteorologista, responsável por apresentar uma abordagem mais técnica sobre o El Niño e seus efeitos no clima; e um representante do Corpo de Bombeiros, que contribuirá com informações sobre os riscos de incêndios e queimadas durante períodos de estiagem.

‘É impossível deixar essa temática de lado, sabendo que ela já está afetando, por exemplo, nossos rios’, enfatiza a mediadora Isabela Bastos.

Completa o grupo o professor Vladimir de Souza, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), que possui histórico de pesquisas relacionadas ao solo e aos impactos provocados por fenômenos climáticos. A mediadora da conversa será a jornalista Isabela Bastos. Ela comenta a importância do debate.

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“Além de estarmos em uma Casa Legislativa, que sempre tem políticas públicas e leis voltadas para isso, o próprio El Niño vem afetando Roraima há muito tempo. Em 2019, tivemos uma seca severa causada por esse fenômeno, e, mais recentemente, em 2023 e 2024, houve muitas queimadas em decorrência dele. Então, é impossível deixar essa temática de lado, sabendo que ela já está afetando, por exemplo, nossos rios, que estão em um nível de estiagem fora do normal para essa época”, enfatiza Isabela.

Escolha dos temas

A diretora da TV e da Rádio Assembleia, Camila Dall’Agnol, comentou que as escolhas dos temas para produções da Casa, como documentários, podcasts, séries e matérias especiais, partem da identificação de assuntos que demandam um debate mais aprofundado. A partir dessa avaliação, a equipe busca ouvir especialistas, reunir diferentes pontos de vista e apresentar à população as consequências e os impactos relacionados a cada tema.

A diretora da TV e da Rádio Assembleia, Camila Dall’Agnol, ressalta que o tema surgiu da identificação de assuntos que demandam um debate mais aprofundado.

“Esse tema em específico, que é o meio ambiente, a gente já vem trabalhando há tempos. Em 2024, fizemos o primeiro podcast, que debateu, naquele momento, como as populações indígenas estavam se preparando para as queimadas ou pré cheias. Também já desenvolvemos dois documentários falando sobre o clima seco e os impactos das queimadas, e, agora, com o alerta do super El Niño, e o período de seca mais intenso do que o normal, resolvemos trazer novamente a temática, convidando especialistas, até para sabermos de que forma a população pode se prevenir de uma possível seca mais severa”, destaca Camila.

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Cuidados redobrados

Em Roraima, o período seco exige atenção especial. Entre os meses de outubro e março, a redução das chuvas, as altas temperaturas e os fortes ventos característicos da região de lavrado favorecem a rápida propagação do fogo. Nesse cenário, a questão das queimadas está entre as principais preocupações, já que focos iniciados de forma aparentemente pequena podem se espalhar rapidamente, ganhando grandes proporções, diante da combinação de vegetação seca, calor intenso e ventos fortes.

O debate também ganha relevância com alertas relacionados ao comportamento do El Niño e de seus possíveis reflexos sobre as temperaturas e o regime de chuvas na Região Norte. Por isso, mais do que discutir previsões, o podcast propõe uma reflexão sobre as medidas que podem ser adotadas antecipadamente para reduzir as consequências de uma eventual intensificação dos eventos climáticos.

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Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Nonato Sousa

SupCom ALERR – 26.08.2026

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Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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RORAIMA EM DESTAQUE PDDHC e CHAME conquistam reconhecimento internacional por atuação na defesa das mulheres

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Programas da ALERR obtêm Selo do Fundo de População das Nações Unidas, que reconhece iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência contra a população feminina

O trabalho desenvolvido pelo Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC) e pelo Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), ganhou destaque internacional. No dia 27 de agosto, os dois programas receberam, durante o “Seminário Poderosas da Amazônia – Direitos, Autonomia e Igualdade”, realizado em Boa Vista, o Selo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A iniciativa reconhece os esforços de instituições que atuam na promoção da saúde materna e dos direitos humanos, bem como na prevenção e no enfrentamento da violência contra meninas, adolescentes e mulheres na Amazônia. A programação integra as ações do Agosto Lilás e reúne representantes de instituições públicas, organismos internacionais e da sociedade civil.

Socorro Santos destaca o trabalho diário e divide o prêmio com a equipe do PDDHC

Para a diretora e coordenadora do PDDHC, Socorro Santos, o reconhecimento representa a valorização do trabalho desenvolvido diariamente pela equipe. “Para nós, que trabalhamos arduamente, não somente eu, Socorro Santos, mas toda uma equipe que está junto comigo, isso traz uma gratificação muito grande e, principalmente, mais força e coragem para continuarmos militando pelos direitos das pessoas”, comenta.

A diretora do Chame, Hannah Monteiro, comemora o alcance das ações do programa, que visa oferecer acolhimento e atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade por meio dos serviços de escuta e orientação jurídica, psicológica e social, contribuindo para o acesso à informação, à proteção e à garantia de direitos.

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“Esse prêmio coroa o esforço de uma equipe dedicada, que faz da empatia e da justiça social a sua missão todos os dias. Ter um selo de uma agência internacional nos dá ainda mais força e visibilidade. Ele atesta a seriedade, a transparência e a eficácia das nossas entregas”, avaliou. “Estamos honradas e emocionadas porque esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo para transformar realidades. O Chame não é apenas um espaço físico, é um porto seguro”, completou.

O reconhecimento está relacionado à participação do PDDHC no projeto “Poderosas da Amazônia”, iniciativa voltada ao fortalecimento de políticas públicas e da sociedade civil para a promoção dos direitos das mulheres e adolescentes na Região Norte. A ALERR participa há cerca de dois anos, período em que acompanhou ações de formação e fortalecimento da rede de proteção.

Entre os eixos trabalhados estão o aprimoramento dos serviços públicos, oficinas de atenção primária e enfrentamento à violência baseada em gênero, elaboração de protocolos, capacitação de profissionais, gestão de casos e fortalecimento da sociedade civil.

Segundo Socorro Santos, a participação no projeto possibilitou ampliar o conhecimento e a articulação entre as instituições que atuam na proteção das mulheres.

“Há dois anos estávamos junto com eles, conhecendo o projeto e todos os seus eixos de atuação. Estávamos entre tantas instituições para receber esse reconhecimento e foi uma alegria muito grande, porque não esperávamos que o nosso trabalho recebesse essa homenagem”, destaca.

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Para Hannah Monteiro o prêmio reconhece o acolhimento feito pelo Chame às mulheres vítimas de violência doméstica

O projeto “Poderosas da Amazônia” é coordenado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em parceria com o UNFPA e com apoio da Embaixada da França no Brasil. A iniciativa promove ações de formação, seminários e articulação institucional para fortalecer serviços públicos e organizações da sociedade civil envolvidos na prevenção e no enfrentamento à violência baseada em gênero.

Ao todo, 18 instituições participaram da iniciativa em Roraima e seis receberam o Selo UNFPA pelas ações desenvolvidas. Outras instituições também foram homenageadas pela contribuição no enfrentamento à violência contra a mulher.

 

 

 

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Texto: Bárbara Carvalho

Fotos: Arquivo pessoal

SupCom ALERR – 1º.09.2026

 

 

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SEGURANÇA E REDES SOCIAIS Projeto Educar é Prevenir alerta estudantes sobre riscos de aliciamento na internet

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Programa da ALERR orienta jovens e profissionais da educação a identificar situações de risco relacionadas ao tráfico humano

O Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) realizou, nesta sexta-feira (28), o encerramento do projeto “Educar é Prevenir” na Escola Estadual Monteiro Lobato, com uma roda de conversa que alertou os jovens sobre segurança, principalmente na internet.

“Ver várias leis sendo incorporadas ao ECA e ajudando na proteção dessa população, é de grande valia”, ressaltou Socorro Santos, diretora do PDDHC.

A iniciativa orienta os estudantes do ensino médio contra o aliciamento e o tráfico humano para fins diversos. Durante cinco dias, são feitas atividades educativas com a comunidade. A diretora do programa, Socorro Santos, destacou duas ações da programação. Na terça-feira (25), os alunos compartilharam reflexões e conhecimentos sobre a deep web e relataram como têm se relacionado com a internet.

Já na quarta-feira (26), houve um encontro com mais de 30 professores. Embora a atividade não tenha contado com a participação de toda a comunidade escolar, a conversa possibilitou apresentar uma mensagem aos educadores e, principalmente, ouvir as dificuldades enfrentadas no cotidiano escolar.

“Hoje, finalizamos com um grande número de alunos. Tivemos a participação do juiz Parima, que conversou com a garotada sobre as novas leis vigentes. Então, para mim, que ajudei na criação do Estatuto da Criança e do Adolescente nos anos 90, ver agora várias leis sendo incorporadas e ajudando na proteção dessa população, é de grande valia”, comentou.

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A aluna Luara Cavalcante, de 17 anos, conta que já tinha conhecimento sobre o tema, mas, que durante a semana, teve acesso a mais informações.

“É muito importante falar com os estudantes, porque isso acontece, principalmente, na internet, onde boa parte dos jovens estão”, frisou a aluna Luara Cavalcante.

“É muito importante falar com os estudantes, porque isso acontece, principalmente, na internet, onde boa parte dos jovens estão. Então, foi ensinado que a gente tem que se prevenir e prestar atenção ainda em quem está do outro lado, porque existem pessoas que a gente não conhece, além de ser um local mais fácil de enganar os jovens”, avaliou.

Esta é a terceira ação do PDDHC na escola. A diretora, Rozmeri Biensfeld, destacou a parceria entre as duas instituições, que, segundo ela, possibilitou o aprendizado envolvendo professores, líderes estudantis e alunos.

“Temos 2,5 mil alunos. Muitas vezes, eles ficam fechados nas suas caixinhas e não falam sobre suas aflições”, relatou a diretora Rozmeri Biensfeld.

“A escola sempre recebe a Assembleia com muito carinho nesse sentido. Temos 2,5 mil alunos e acontece de tudo com eles. Muitas vezes, eles ficam fechados nas suas caixinhas e não falam sobre suas aflições. Por isso, a gente procura sempre acolhê-los para que eles tenham essa liberdade de falar com um professor, com um colega ou com a gestão, para que eles se previnam contra esse mal”, relatou a gestora.

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Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Nonato Sousa

SupCom ALERR – 28.08.2026

 

 

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EL NINŌ EM RORAIMA Calor e eventos climáticos extremos são tema de debate no Podcast da TV ALERR

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Conversa com especialistas aborda os efeitos do El Niño e das mudanças climáticas sobre a saúde, produção, meio ambiente e rotina da população

O aumento das temperaturas e a intensificação de eventos climáticos extremos colocam Roraima diante de um período que exige atenção e planejamento. Para discutir os possíveis impactos do calor e da estiagem nos próximos meses, a Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) reuniu especialistas de diferentes áreas em um podcast da TV ALERR. O debate mostrou como as condições climáticas interferem em setores como saúde, produção agrícola, logística e meio ambiente.

A jornalista Isabela Bastos destacou a importância do debate sobre os efeitos dos eventos climáticos.

A conversa também destacou a importância de compreender a relação entre os fenômenos naturais, como o El Niño, e as mudanças provocadas pelas atividades humanas, além da necessidade de antecipar medidas capazes de reduzir os impactos sobre a população. A jornalista e mediadora do podcast, Isabela Bastos, ressaltou que o assunto precisa ser analisado sob diferentes perspectivas.

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“Foi importante entender e ouvir como um fenômeno climático afeta diversas áreas da nossa vida. Tem a questão da nossa saúde com o calor, os incêndios, as queimadas e a fumaça, a questão da nossa produção, logística. Tudo que a gente tem hoje em dia é afetado por esse fenômeno”, ressaltou.

O geólogo Vladimir de Souza explicou como o fenômeno El Niño interfere no clima da região Amazônica.

O geólogo e professor Vladimir de Souza explicou durante a conversa que o El Niño é resultado de uma combinação de fatores oceânicos e atmosféricos e, apesar de ocorrer no Oceano Pacífico, provoca reflexos em diferentes partes do mundo. O aquecimento das águas altera padrões de circulação atmosférica e pode influenciar a ocorrência de períodos mais secos ou chuvosos em determinadas regiões.

“Ele é um fenômeno global que afeta o clima como um todo, principalmente aqui na região Amazônica. Foge ao controle humano você nunca sabe quando é que você vai ter ou não, é um sistema natural e complexo”, explicou.

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Eventos extremos mais frequentes

A relação entre o El Niño e as mudanças climáticas também foi abordada pelo meteorologista Leonardo Alves Vergasta, que possui doutorado em Clima e Ambiente pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). O especialista, que participou de forma remota, lembrou que Roraima e outros estados da região amazônica têm registrado episódios de eventos  climáticos extremos em intervalos cada vez menores. Para ele, o aquecimento dos oceanos também tem influência nesse cenário, já que a interação entre oceano e atmosfera interfere nos padrões de circulação e, consequentemente, no clima da Região Norte.

“Esse aumento de temperatura nos oceanos tem um impacto direto no clima, pois há uma interação entre o oceano e a atmosfera que modifica os padrões de circulação, trazendo consequências aqui na região Norte do Brasil, principalmente no estado de Roraima”, detalhou. Leonardo também explicou que as projeções apontam a ocorrência do fenômeno até o início de 2027, o que reforça a necessidade de planejamento para os impactos no próximo ano.

O geólogo Felipe Toledo ressaltou a importância da preparação do poder público diante da intensificação dos eventos climáticos extremos.

O geólogo Felipe Toledo, que é professor Associado do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, chamou atenção para a necessidade de preparação diante da intensificação dos eventos climáticos extremos. Ele comentou que o conhecimento sobre períodos anteriores ajuda a compreender os possíveis cenários para o futuro.

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“É importante mostrar que as mudanças climáticas, tanto no passado como o que está acontecendo agora, mostram a importância de a gente se precaver. O maior problema, na realidade, dentro das mudanças, são os eventos extremos que a gente vai enfrentar. A gente tem que estar preparado, porque os eventos vão ser mais curtos e cada vez mais graves”, alertou.

 

Prevenção contra incêndios

Com a chegada do período mais seco, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil também reforçam o planejamento para reduzir os impactos sobre a população. Segundo o comandante e coordenador estadual da Defesa Civil, Anderson Matos, os municípios localizados no chamado Arco do Fogo estão entre as áreas prioritárias para as ações de prevenção, devido ao histórico de ocorrências e aos focos de calor já registrados.

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O comandante Anderson Matos orientou sobre medidas de prevenção durante o período de estiagem.

Entre as localidades que recebem atenção estão Pacaraima, Amajari, Alto Alegre, Mucajaí, Iracema e Caracaraí, além de outros municípios da região Sul do Estado. O comandante informou que, mesmo com a transição do período chuvoso para a estiagem, Roraima já registra focos de incêndio, o que exige a antecipação das medidas de prevenção.

“Hoje nós já estamos numa seca no nosso estado. Estamos saindo de uma operação relacionada às chuvas e iniciando uma outra operação relacionada à falta de chuva, temperaturas altas e tudo que é relacionado com os impactos de uma seca, de uma estiagem e do fenômeno El Niño”, ressaltou.

A orientação é manter terrenos limpos e evitar o uso do fogo para limpeza. No campo, queimadas somente podem ser realizadas quando autorizadas pelos órgãos responsáveis e dentro das regras estabelecidas. Anderson frisou ainda que propriedades rurais devem manter áreas de proteção ao redor de estruturas como casas, currais e cercas.

“A população tem um papel fundamental. Vamos tratar aqui da população de área urbana: quem tem o seu terreno baldio, aquele seu lote lá, manter ele limpo. Para a população da área rural são várias recomendações: uso do fogo somente quando for autorizado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente e ter muito cuidado porque estamos num período extremamente seco”, pontuou.

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Impactos para os produtores

Os reflexos do fenômeno também chegam ao setor agropecuário. O pesquisador da Embrapa Roraima e professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Haron Xaud, esclareceu que as alterações nas temperaturas e, principalmente, no regime de chuvas têm relação direta com as atividades desenvolvidas no campo.

O pesquisador Haron Xaud elencou os impactos do El Niño sobre a agropecuária de Roraima.

Por isso, compreender antecipadamente os possíveis efeitos do El Niño e buscar estratégias para reduzir os prejuízos é uma tarefa que envolve não apenas produtores, mas também instituições que atuam no estado.

“O El Niño mexe com a parte climática e principalmente com a precipitação e temperatura aqui em Roraima, tem íntima relação com os efeitos na agropecuária do estado. Avaliar e propor soluções para amenizar é um dever das instituições de Roraima”, avaliou.

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Para a mediadora Isabela Bastos, o debate também serviu como oportunidade para que a população reflita sobre os próprios hábitos e a necessidade de construir estratégias de adaptação diante das mudanças no clima. Segundo ela, a discussão ganha ainda mais importância porque os efeitos já podem ser percebidos antes mesmo do auge do período seco.

“É um debate muito importante pra gente refletir sobre como as nossas ações influenciam isso e também pra gente já pensar em estratégias para lidar com isso. Já estamos enfrentando temperaturas altas, uma estiagem acima da média e vários outros impactos” enfatizou.

Em razão da legislação eleitoral, a produção será disponibilizada no Youtube da ALERR (@assembleiaRR) somente após o período de campanha eleitoral.

 

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Texto: Monica Gizele

Fotos: Jader Souza

SupCom ALERR – 27.08.2026

 

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