Boa Vista
AtlasIntel aponta Arthur Henrique com 60,7% na disputa pelo governo de Roraima
O candidato Arthur Henrique (PL) lidera a disputa pelo governo de Roraima com 60,7% das intenções de voto, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (10). Soldado Sampaio (Republicanos) aparece em segundo lugar, com 32,4%.
A diferença entre os dois candidatos é de 28,3 pontos percentuais. Como o levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, Arthur e Sampaio estão fora da margem de empate.
Na sequência aparecem Rosi Aires (PSOL), com 2,2%, e Farah Mesquita (Solidariedade), com 0,1%. Clébio Genuíno (PCO) não pontuou. Os votos brancos e nulos somam 4,1%, enquanto 0,5% dos entrevistados não soube responder.
Primeiro turno
- Arthur Henrique (PL): 60,7%
- Soldado Sampaio (Republicanos): 32,4%
- Rosi Aires (PSOL): 2,2%
- Farah Mesquita (Solidariedade): 0,1%
- Clébio Genuíno (PCO): não pontuou
- Branco ou nulo: 4,1%
- Não sabe: 0,5%
Segundo turno
A AtlasIntel também simulou um segundo turno entre Arthur Henrique e Soldado Sampaio. Nesse cenário, o candidato do PL alcança 61,7%, enquanto o adversário registra 33,2%. A vantagem é de 28,5 pontos percentuais.
Os votos brancos e nulos representam 4,3%. Outros 0,7% dos participantes não souberam responder.
- Arthur Henrique (PL): 61,7%
- Soldado Sampaio (Republicanos): 33,2%
- Branco ou nulo: 4,3%
- Não sabe: 0,7%
Metodologia
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores de Roraima entre os dias 4 e 9 de setembro. O levantamento foi contratado pela própria AtlasIntel e tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RR 07280/2026. Os resultados representam o cenário encontrado no período das entrevistas e não constituem uma previsão do resultado da eleição.
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Boa Vista
Menino de 12 anos é atropelado por carreta de combustível em Boa Vista
Um menino de 12 anos foi atropelado por uma carreta de transporte de combustível na manhã desta quarta-feira (28), na avenida General Ataíde Teive, no bairro Alvorada, zona Oeste de Boa Vista. Segundo a Polícia Militar, o motorista deixou o local antes da chegada da equipe policial.
De acordo com o relato do adolescente aos policiais, ele seguia de bicicleta pela calçada quando desviou de um poste e acessou a pista de rolamento. Nesse momento, foi atingido pelas rodas da carreta, que trafegava no sentido bairro-centro.
Com o impacto, o menino caiu e sofreu diversas escoriações pelo corpo. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros e o encaminhou ao Hospital Geral de Roraima (HGR).
Quando os policiais chegaram, o condutor da carreta já havia saído do local em direção desconhecida. Por isso, não foi possível identificá-lo naquele momento nem colher sua versão sobre o acidente. A perícia também não foi realizada no local.
A ocorrência foi registrada pela Companhia Independente de Policiamento de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar.
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Boa Vista
TCE aponta indícios de sobrepreço em transporte escolar de Alto Alegre; rota prevê R$ 55 por km para um aluno
O Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR) apontou indícios de sobrepreço e irregularidades em uma contratação de R$ 1,6 milhão para o transporte escolar de alunos da rede municipal de Alto Alegre. Entre os problemas identificados está uma rota de 15 quilômetros, destinada ao transporte de apenas um estudante, com valor previsto de R$ 55,40 por quilômetro rodado. A decisão foi publicada no Diário Eletrônico do Tribunal desta quarta-feira (28).
O caso envolve o Credenciamento nº 001/2026, realizado pela Prefeitura de Alto Alegre, com valor estimado de R$ 1.640.331,42 para seis meses de prestação dos serviços, o equivalente a aproximadamente R$ 273,3 mil mensais.
Segundo a decisão, o valor previsto para a rota de um aluno resulta da aplicação de um multiplicador de quatro vezes sobre o preço de referência de R$ 13,85 por quilômetro. O município justificou a utilização desses fatores pelas condições das estradas rurais, como trechos sem pavimentação, atoleiros, erosões, dificuldades de acesso e maior desgaste dos veículos.
O TCE, entretanto, identificou falta de documentação técnica suficiente para demonstrar como os custos foram calculados e justificar os valores estabelecidos para cada rota. A análise também apontou deficiências na pesquisa de preços, baseada em uma contratação anterior do próprio município.
O Tribunal ressaltou que as condições das estradas podem justificar preços diferenciados, mas que a administração municipal precisa demonstrar a relação entre essas dificuldades e os valores cobrados. Nesta fase, não foi possível confirmar a existência de sobrepreço ou prejuízo aos cofres públicos.
Contratação também apresenta falhas no planejamento
A investigação começou após uma representação apresentada pela empresa Ana Paula N. Almeida Ltda., que questionou o procedimento utilizado pela Prefeitura para contratar os serviços.
Além dos valores, o TCE identificou problemas na escolha do credenciamento, modalidade que permite a contratação de prestadores que atendam a condições previamente estabelecidas, sem a disputa tradicional de preços.
O edital prevê 12 rotas principais, além de rotas de reserva, com a possibilidade de alternância mensal entre os prestadores. Para o Tribunal, a Prefeitura não demonstrou suficientemente por que esse modelo seria mais vantajoso do que uma contratação com empresas responsáveis por rotas fixas.
Outra irregularidade identificada foi a ausência de publicação do edital no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), exigência prevista na legislação.
Em manifestação apresentada ao TCE, o prefeito e os agentes de contratação reconheceram a falta de publicação e atribuíram o problema a limitações estruturais e tecnológicas do município. Eles defenderam a regularidade do procedimento e argumentaram que a suspensão poderia comprometer o transporte dos estudantes.
A empresa denunciante também levantou suspeitas de favorecimento de participantes e retaliação durante o credenciamento. Contudo, a análise preliminar não encontrou provas suficientes para sustentar essas alegações.
TCE dá prazo de dez dias úteis para Prefeitura apresentar documentos
Apesar das irregularidades identificadas, o conselheiro Antônio Mecias Pereira de Jesus decidiu não suspender imediatamente a contratação. A justificativa foi o risco de prejudicar os estudantes que dependem do transporte escolar, principalmente nas comunidades rurais.
A decisão cautelar autorizou, de forma excepcional, a continuidade dos serviços indispensáveis até o encerramento do ano letivo de 2026, sem permitir a prorrogação automática dos contratos para 2027.
O TCE determinou que a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação apresentem, no prazo de dez dias úteis, a relação das empresas credenciadas, os contratos firmados, as rotas atendidas, a quantidade de alunos transportados e os valores já pagos.
Também deverão ser entregues planilhas de custos que justifiquem os preços por quilômetro, documentos sobre a publicação do procedimento e informações sobre o planejamento do transporte escolar para 2027.
A área técnica do Tribunal continuará acompanhando o caso para verificar a legalidade da contratação, a formação dos preços e a eventual ocorrência de prejuízo aos cofres públicos.
A decisão, registrada no processo nº 003078/2026, ainda será submetida à análise do órgão colegiado competente e não representa julgamento definitivo das irregularidades apontadas.
Outro lado
A reportagem procurou a Prefeitura de Alto Alegre para questionar os critérios utilizados na definição dos valores do transporte escolar, especialmente na rota destinada a um único aluno, e as medidas adotadas diante das irregularidades apontadas pelo TCE-RR. O espaço segue aberto para manifestação.
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Boa Vista
Condenado a mais de 22 anos por estupro de três adolescentes é preso em Boa Vista
Um homem condenado a 22 anos, dois meses e seis dias de prisão por estupro de vulnerável contra três adolescentes foi preso na tarde desta terça-feira (27), no bairro São Francisco, em Boa Vista. A prisão foi realizada pela Polícia Interestadual (Polinter), após a Justiça expedir um mandado definitivo para o cumprimento da pena.
Segundo a Polícia Civil de Roraima (PCRR), os crimes ocorreram entre 2020 e 2022, em uma residência no bairro São Bento. O condenado tinha vínculo familiar com as três vítimas.
Conforme a sentença, uma das adolescentes, que tinha entre 12 e 13 anos na época, ficava sob os cuidados do homem e da esposa enquanto a mãe trabalhava à noite. Os abusos ocorreram repetidamente entre novembro de 2021 e março de 2022.
As outras duas vítimas, que tinham 13 e 16 anos à época dos fatos, frequentavam a residência da família. De acordo com o processo, os crimes ocorreram em ocasiões diferentes, quando elas dormiam no imóvel.
Durante o julgamento, a Justiça analisou os depoimentos das vítimas, os relatos de testemunhas e outras provas reunidas no processo. O homem foi condenado pelos três crimes, com pena de 22 anos, dois meses e seis dias de reclusão, em regime inicial fechado.
A condenação transitou em julgado, o que significa que não cabe mais recurso contra a decisão. Com isso, foi expedido o mandado definitivo de prisão.
Após ser localizado pelos policiais, o condenado foi encaminhado à sede da Polinter, onde foram realizados os procedimentos legais. Na manhã desta quarta-feira (28), ele foi apresentado em audiência de custódia.
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