Roraima
Governo de Roraima firma parceria com a Funai para atender escolas da Terra Yanomami
Na manhã desta sexta-feira, 28, o Governo de Roraima, por meio da Seed (Secretaria de Educação e Desporto), firmou uma parceria com a Força Tarefa da Funai (Fundação Nacional do Povos Indígenas). O objetivo é fortalecer o atendimento educacional para estudantes de escolas localizadas em área de voo na Terra Indígena Yanomami.
O coordenador da Força Tarefa, Ivo Macuxi, foi recebido pelo secretário adjunto de Gestão do Sistema Educacional da Seed, Edson Mendonça, para alinhar as atividades que serão executadas por meio da parceria.
“É uma parceria muito importante que vem nos ajudar na logística de distribuição tanto de kits escolares, insumos, merenda, nessa região Yanomami, principalmente a região de área de voo. Então nós recebemos hoje o Ivo, que é o chefe da Força Tarefa que se comprometeu a inserir dentro dos voos que a Fundação faz rotineiramente dentro da terra Yanomami, o transporte dessa merenda”, explicou o secretário Edson.
Ele reforçou o compromisso do Governo de Roraima em fazer com que todas as escolas estaduais sejam atendidas de forma plena, incluindo as indígenas localizadas em áreas de difícil acesso.
“É uma preocupação do Governo do Estado e da Secretaria de Educação, fazer com que essa merenda chegue para que os alunos tenham segurança alimentar garantida, para que eles assistam às aulas de forma digna, de forma segura, com kit de material escolar, com fardamento, com a merenda de qualidade, com estrutura adequada”, finalizou.
Ivo Macuxi explicou que a Força Tarefa é fruto de um Termo de Execução Descentralizada entre a Funai e a Fiocruz e que atualmente, possui 78 profissionais atuando.
“A gente tem essa Força Tarefa de Desenvolvimento Sustentável da Terra Yanomami, que é uma parceria com a Fiocruz e viemos falar com o secretário Edson para saber se poderíamos fechar a parceria e aproveitar melhor os recursos públicos, principalmente recurso federal, para encaixar nos voos que temos semanalmente, algum material para atender as comunidades indígenas da Terra Yanomami, tanto a merenda escolar, material didático e equipamentos”, afirmou.
Parceria atenderá o ano letivo 2026
A parceria contemplará as escolas da Terra Indígena Yanomami já no ano letivo de 2026. Segundo o Censo Escolar, a rede estadual possui 22 escolas indígenas na região, que juntas atendem 1.284 estudantes.
A Força-Tarefa atende com voos semanais enviando suprimentos para as regiões de Auaris, Surucucu, Sauba, Alto e Baixo Mucajaí, Missão Catrimani e Ericó.
Com a parceria, a Seed aproveitará essa logística para enviar gêneros alimentícios, kits de fardamento escolar, materiais didáticos e pedagógicos, a fim de atender as instituições indígenas localizadas em áreas de difícil acesso de forma integral e regular.
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Roraima
Ligação de Roraima ao Pará pela BR-210 volta à cena política em período eleitoral
A proposta de ligar Roraima ao Pará por uma estrada a partir da BR-210 voltou à cena política durante a campanha eleitoral de 2026. Nesta quarta-feira (2), a candidata ao Senado Teresa Surita (MDB) anunciou que pretende trabalhar pela construção de uma conexão entre Caroebe, no Sul do estado, e Óbidos, no oeste paraense.
A bandeira, apresentada como alternativa para o escoamento da produção, atravessa décadas de debates sobre a integração regional.
No anúncio divulgado por sua assessoria, Teresa associou a iniciativa ao ex-governador Ottomar Pinto. “O nosso saudoso Ottomar Pinto tinha um sonho que era fazer a ligação da estrada até o Pará, pelo Caroebe. E eu vou lutar por esse projeto”, afirmou.
O material de campanha, porém, não apresenta estimativa de custo, cronograma, fonte de financiamento ou detalhamento do traçado. Também não informa a situação dos estudos técnicos e ambientais necessários à implantação da ligação anunciada.
Origem remonta à Perimetral Norte
O antecedente histórico da integração pela BR-210 é o projeto da Perimetral Norte, concebido durante a ditadura militar. A rodovia já aparecia no Decreto-Lei nº 1.164, de abril de 1971. Na redação incorporada em 1973, o eixo previsto passava por Macapá, Caracaraí e Içana, seguindo até a fronteira com a Colômbia. Tratava-se de uma proposta de alcance amazônico, muito mais ampla que a conexão específica entre Caroebe e Óbidos citada agora.
A abertura da Perimetral Norte começou em 1973. Sua história também inclui graves impactos sobre os povos indígenas: publicação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) registra que comunidades Yanomami em contato com trabalhadores da obra foram atingidas por doenças. Esse passado integra o contexto da rodovia e não deve ser confundido com uma avaliação do traçado atualmente defendido, que não foi detalhado no anúncio.
A referência a Ottomar, portanto, diz respeito à defesa política da ligação, conforme relatada por Teresa. Os antecedentes documentais da Perimetral Norte são anteriores e não permitem atribuir a criação do projeto rodoviário à candidatura atual ou a uma única liderança de Roraima.
Estudos autorizados em 2016 e mobilização de Remídio Monai
A integração voltou a ganhar espaço no debate federal em 2016, dentro das discussões sobre a logística do Arco Norte. Em 24 de junho daquele ano, o Ministério dos Transportes informou a assinatura de uma ordem de serviço para estudos de viabilidade de obras nas rodovias BR-210 e BR-163, durante um fórum em Santarém, no Pará. O ato anunciado era destinado a estudos, não ao início da construção da ligação entre os estados.
Em janeiro de 2017, o então deputado federal Remídio Monai defendia publicamente a união da bancada e do governo estadual para viabilizar a conexão de Roraima com Pará e Amapá pela BR-210. Em entrevista registrada pela Folha de Boa Vista, ele mencionou a ligação entre Caroebe e Santarém e cobrou articulação para garantir orçamento.
Na ocasião, Monai relatou a apresentação de alternativas de traçado no estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental. A manifestação mostra que a proposta já envolvia discussão técnica e disputa por apoio político quase uma década antes da campanha atual.
A própria Teresa participou de uma iniciativa anterior em favor da estrada. Em 2 de junho de 2023, o MDB apresentou ao governo federal uma carta de propostas para o Plano Plurianual. O documento era assinado por Romero Jucá, Teresa Surita, Arthur Henrique e Helena Lima.
Entre as demandas de transporte estava a ligação da BR-210 com o Pará, com continuidade a partir de Jatapu, em Caroebe. A carta foi entregue ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo. Assim, o anúncio de 2026 retoma uma reivindicação que a candidata já havia subscrito três anos antes.
Debate passou pela Câmara e chegou à campanha de Chico Rodrigues
Em 2025, o deputado federal Defensor Stélio Dener levou novamente o assunto à Câmara. De sua autoria, o Requerimento nº 2/2025 solicitou uma audiência sobre a situação da BR-210 e a integração entre Roraima, Pará e Amapá.
Realizada em 28 de agosto daquele ano, a audiência contou com representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Ministério dos Transportes e dos municípios de Caroebe e São João da Baliza.
Já na campanha de 2026, o senador Chico Rodrigues também incluiu a conexão entre suas prioridades. Em entrevista ao programa Agenda da Semana, noticiada em 17 de agosto, defendeu avançar na ligação da BR-210 ao Pará pela região de Cachoeira Porteira, associando a proposta à ampliação dos mercados para a produção agrícola.
Os registros mostram a permanência da pauta entre diferentes lideranças. Também revelam referências distintas de percurso e destino — Óbidos, Santarém e Cachoeira Porteira — que não podem ser tratadas automaticamente como um único projeto executivo.
Promessa de desenvolvimento ainda sem detalhamento no anúncio
Segundo a assessoria de Teresa, a candidata visitou Caroebe, São João da Baliza, São Luiz do Anauá e Rorainópolis no último fim de semana, quando conversou com moradores e empresários. Ela argumenta que a estrada poderia ampliar as alternativas de transporte, reduzir custos de escoamento agrícola e estimular emprego e renda.
“Vamos gerar mais emprego, mais renda, teremos a oportunidade, inclusive, de facilitar e baratear o escoamento agrícola para todos os mercados possíveis”, declarou.
Esses benefícios são apresentados como expectativas da candidata. O comunicado não traz estudos que quantifiquem a redução dos fretes ou a geração de postos de trabalho, nem esclarece como a proposta atual se relaciona com os estudos autorizados em 2016.
Com a retomada eleitoral, a ligação Roraima–Pará volta a ocupar espaço nos discursos sobre desenvolvimento. O histórico reúne planejamento federal, estudos, reivindicações partidárias e audiências públicas. No anúncio atual, continuam sem resposta os pontos que permitiriam ao eleitor avaliar a execução da promessa: qual estrada será construída, quanto custará, de onde virão os recursos e em que prazo poderá ser entregue.
Roraima
MP denuncia envolvidos em lavagem de dinheiro por meio de bets
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou oito pessoas por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do jogo do bicho por meio de empresas de apostas esportivas online, as bets.
As investigações do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco) mostram que os denunciados Flavio da Silva Santos, Vinicius Pereira Drumond, Alexandre Vinicius da Costa Guedes, Jorge Roberto de Oliveira Figueiredo, João Eric Lourenço da Silva, Ana Paula Batista Vitorino, João Victor de Araujo Souza e Lucas Pastore Laporte de Souza dissimularam e ocultaram ilicitamente pelo menos R$ 5,2 milhões.
A Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, Freguesia, Botafogo e centro do Rio, além dos estados do Paraná e de Goiás.
A pedido do MPRJ, a Justiça também determinou a suspensão das atividades e dos cadastros nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações. As buscas fora do Rio de Janeiro contaram com o apoio dos ministérios públicos do Paraná e de Goiás. A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio.
De acordo com a denúncia, recursos provenientes da contravenção eram inseridos na economia formal por meio da casa de apostas Rio Jogos, operada pela Lema Administração e Participações S/A. Para viabilizar o esquema, o grupo utilizava diferentes empresas, entre elas a JRF Eagle Participações e a Invectry Participações, além de pessoas apontadas como laranjas.
O rastreamento financeiro identificou que, em 6 de maio de 2024, a Lema recebeu dois aportes de R$ 2,5 milhões cada, um proveniente de João Eric e outro da Apoio Consultoria Financeira, de titularidade dos denunciados Ana Paula e João Victor. No mesmo dia, a Lema transferiu R$ 5,2 milhões à Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) como pagamento da outorga necessária à exploração de apostas de cota fixa.
Roraima
Em 5 anos, furto de fios de cobre no Rio deu prejuízo de R$ 69 milhões
Operação conjunta das Forças de Segurança e a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, com foco em ferros-velhos, busca reduzir furtos de fios de cobre na cidade, que provocaram prejuízo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos municipais nos últimos cinco anos – entre 2021 e 2025.
A primeira ação operacional do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos e fiação de cobre foi realizada nessa quarta-feira (2).
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), responsável pela instalação dos sinais de trânsito na cidade, registrou furto de quase 500 quilômetros (km) de cabos de semáforo no Rio, gerando prejuízo de R$ 27 milhões.
A RioLuz, responsável pela iluminação pública, teve prejuízo de R$ 42 milhões, com mais de 1,8 km de cabos de cobre furtados da rede elétrica.
Os agentes públicos estiveram na Rua Alzira Valdetaro, no bairro do Sampaio, zona norte, onde dois ferros-velhos foram desapropriados e terão a área usada no planejamento urbano para a instalação de políticas públicas mais eficientes, com foco na regularização ambiental e urbanística.
A ação visa reduzir o furto de equipamentos, como material de cobre usado nos sinais de trânsito, placas de sinalização e fiação da iluminação e da rede elétrica, que provoca vários transtornos na capital.
“O combate também foca no receptador, para desestruturar essa cadeia logística criminosa”, disse o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior.
Os agentes também atuaram na Avenida Marechal Rondon, sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas, no mesmo bairro, onde foi feita a demolição de uma estrutura que vinha sendo utilizada ilegalmente como ferro-velho.
“A região do Grande Méier vem sofrendo com o furto de cabos, problema que afeta não só o trânsito, mas toda a população. Não há manutenção que dê jeito nisso enquanto ferros-velhos clandestinos estiverem abertos para receptação ilegal.
Segundo o subprefeito da zona norte, Douglas Araújo, essa rede criminosa causa prejuízo de milhões aos cofres públicos anualmente”.
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