Últimas
Brasil sofre com Marrocos e estreia na Copa do Mundo com empate
A caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo iniciou dramática para o Brasil. Neste sábado (13), a seleção verde e amarela empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Essa foi a partida de abertura do Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia. As duas seleções ainda se enfrentam na rodada.
A expectativa era de um confronto difícil. Se a equipe brasileira ocupa o sexto lugar do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a marroquina aparece logo atrás e vem de uma semifinal no último Mundial, no Catar.
Notícias relacionadas:
- Lula pede para seleção do Brasil “jogar com a alma” na Copa do Mundo.
- Surpresas em reta final de ciclo estão na história do Brasil em Copas.
A seleção de Carlo Ancelotti foi dominada na maior parte da etapa inicial e sofreu o gol, em contra-ataque veloz dos africanos. O time brasileiro não se encontrava em campo e errava muito. Vinícius Júnior, porém se destacava. Parecia mais à vontade no jogo e em jogada individual empatou com um belo gol.
O Brasil até teve maior presença ofensiva nos 45 minutos finais, mas sem eficiência suficiente. Mudanças no time no segundo tempo melhoraram a saída de bola e deram mais volume de jogo para a Seleção, mas não o suficiente para virar o jogo. Em um confronto que prometia ser muito equilibrado, a lógica prevaleceu.
Fim do mistério
Ancelotti fez mistério ao longo da semana e evitou dar pistas da escalação nos 15 minutos diários aos quais a imprensa tinha acesso nos treinos. As maiores dúvidas foram sanadas cerca de uma hora e meia antes de a bola rolar, com a divulgação dos titulares. A opção foi por Ibañez no lugar de Wesley, cortado por lesão, e de Igor Thiago no comando do ataque.
Primeiro tempo no lucro
A partida iniciou com Marrocos no controle das ações. A seleção africana ocupou o campo de ataque e pressionou a saída de bola, aproveitando o nervosismo do Brasil, que encontrava dificuldades para trocar passes e cometia erros em sequência. Em 15 minutos, os Leões do Atlas (como é conhecido o time marroquino) já tinham seis chutes, ainda que nenhum de grande perigo, e mais de 55% de posse.
Quando os brasileiros pareciam se encontrar no jogo, veio o gol marroquino. Aos 20 minutos, Bilal El Khannous desarmou Lucas Paquetá, que não conseguiu dominar o passe forte de Ibañez, e deu início ao contra-ataque. O também meia Brahim Diaz recebeu pelo meio e lançou Ismael Saibari. O atacante superou a dupla de zaga na velocidade e tocou por cobertura, na saída de Alisson.
O gol deixou o Brasil ainda mais tenso em campo, sem conseguir ajustar a marcação, frágil e lenta. Marrocos aproveitou e sufocou o time de Ancelotti na defesa. Para complicar, Ibañez e Casemiro receberam cartões amarelos e ficaram pendurados, sob risco de expulsão.
Parecia que somente a qualidade individual recolocaria a seleção brasileira no jogo. E ela veio com Vinícius Júnior. Aos 31, o camisa 7 recebeu do volante Bruno Guimarães na área pela esquerda, driblou o meia Neil El Aynaoui e bateu forte e cruzado para deixar tudo igual. Um belo gol em Nova Jersey.
Mais calmos, os brasileiros conseguiram equilibrar o jogo e trocar mais passes. Marrocos não abdicou do ataque, mas a partida perdeu intensidade. A melhor chance antes do intervalo foi um voleio de Lucas Paquetá, dentro da área pela direita, após cruzamento de Douglas Santos pela esquerda, que o goleiro Yassine Bono defendeu.
Brasil melhora
Para o segundo tempo, Ancelotti trocou os amarelados Ibañez e Casemiro para entradas de Danilo e Fabinho. Mais ligado, o Brasil voltou do intervalo se lançando a frente, conseguindo diminuir o espaço de Marrocos. Aos seis minutos, na sequência de uma cobrança de lateral rápida pela esquerda, Igor Thiago recebeu na área e chutou forte, em cima de Bono, que espalmou no susto. Foi o único lance de perigo do camisa 25 na partida.
Atrás de mais mobilidade no setor ofensivo, o técnico italiano fez outras duas mudanças, tirando Igor Thiago, que errou praticamente tudo no jogo, e Lucas Paquetá. No lugar deles, entraram Matheus Cunha e Luiz Henrique. Por fim, Bruno Guimarães deu lugar a Danilo Santos.
Com as alterações, o Brasil tomou conta do campo marroquino, mas sem conseguir acertar o último passe, ou seja, concluir com efetividade. Rafinha, outro que acertou pouco na partida, ainda teve a chance da redenção na reta final do jogo. Recebeu de Vinícius Júnior na grande área, com espaço, mas não acertou em cheio o chute, que parou nas mãos de Bono.
Nos instantes finais, os Leões do Atlas ainda obrigaram Alisson a duas grandes defesas. Primeiro, em chute de El Aynaoui de fora da área. Depois, antecipando-se ao atacante Ayoube Amaimouni no rebote na pequena área, salvando a seleção canarinho da derrota.
O próximo compromisso será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No mesmo dia, mas às 19h, Marrocos pega a Escócia no Gillette Stadium, em Boston.
Últimas
Rádio Nacional estreia documentário de 90 episódios sobre os 90 anos
A Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estreia nesta segunda-feira (15) o documentário especial 90 anos em 90 histórias, com episódios diários e uma contagem regressiva até o aniversário de nove décadas da emissora, lembrado em 12 de setembro. A iniciativa resgata a trajetória histórica da Rádio Nacional a partir de entrevistas com personagens que ajudaram a construir sua relevância e acervos raros.
A série, que será composta por 90 episódios de cerca de 6 minutos, vai ao ar todos os dias, em toda a cadeia Nacional, às 10h e às 20h, no Horário de Brasília (DF). As edições ficarão disponíveis também no site da Rádio Nacional, a partir de 17 de junho. Haverá ainda opção de ouvir o documentário via Spotify.
Notícias relacionadas:
- Rádio Nacional celebra 90 anos com memória e digitalização.
- Videocast celebra 90 anos da Rádio Nacional.
- Rádio Nacional faz campanha para reunir arquivos históricos.
A produção da série é conduzida pelos jornalistas Guilherme Strozi, Raquel Júnia e César Faccioli, que também fazem um amplo trabalho de pesquisa em acervos institucionais, como os da EBC, do Arquivo Público de Brasília, do Arquivo Nacional e do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.
A montagem e a sonorização são assinadas por Jailton Sodré. A pesquisa no acervo da EBC contou com o trabalho de Aline Brettas, Indiara Goes e Thiago Guimarães.
A concepção da série é de Thiago Regotto, com coordenação de produção de Cynthia Cruz. O projeto teve como objetivo construir uma linha do tempo sonora que percorre a história do Brasil dos anos 1930 aos dias atuais.
Segundo o diretor-geral da EBC, Thiago Regotto, esta é a primeira vez que a Rádio Nacional realiza uma produção dedicada a revisitar e organizar sua trajetória.
“Muita gente já contou a história da Rádio Nacional ao longo desses 90 anos, mas a própria emissora ainda não. Estamos fazendo esse exercício de olhar para o passado para reconstruir uma linha do tempo mais integrada, sem os hiatos provocados por períodos de apagamento, como na ditadura, ou por rupturas mais recentes, como aconteceu no governo passado.”
De acordo com ele, o programa conta a história de uma emissora que nasce no início do século passado. “[A Nacional] ajuda a formar a identidade cultural do país, faz o Brasil falar português, torcer por futebol, falar de novelas e integra o território nacional por meio das ondas curtas da Amazônia. É a história que faz a Rádio ser, hoje, a maior emissora pública da América Latina e uma das mais importantes da história do rádio no Brasil.”
Entrevistados
Para reconstruir a trajetória da Rádio Nacional em toda a sua riqueza e complexidade, o especial reúne depoimentos de pesquisadores, jornalistas, artistas e protagonistas que ajudam a compreender a dimensão histórica da emissora.
Entre as novas entrevistas feitas exclusivamente para o especial estão antigos e atuais profissionais da Rádio Nacional, estudiosos, pesquisadores e amantes da memória do rádio brasileiro como Erika Herd, Lia Calabre, Henrique Cazes, João Batista de Abreu, Marcelo Abud, Izani Mustafá, o escritor Luiz Antonio Simas, o sambista Rubens Confete, além do ex-presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci; e da primeira presidenta da EBC, Tereza Cruvinel.
Rádio Nacional na internet e nas redes sociais
Site: https://radios.ebc.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr
Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv
YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr
Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr
X: https://x.com/radionacionalbr
Streaming: https://aovivo.ebc.com.br/embed-audio.html?emissora=radio-nacional-do-rio-de-janeiro
WhatsApp Nacional
– Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201
– Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536
– Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568
– Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966
Saiba como sintonizar a Rádio Nacional
Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz
Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz
São Paulo: FM 87,1 MHz
Recife: FM 87,1 MHz
São Luís: FM 93,7 MHz
Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC
Alto Solimões: FM 96,1 MHz
Acesse também o site da RNCP e confira qual é a parceira da Rádio Nacional em sua região.
Últimas
Mostra em SP celebra arte e modo de aprender indígenas
Com obras coletivas, uma mostra em São Paulo reúne registros e experiências do movimento indígena das Escolas Vivas. As obras apresentam modos de transmissão de saberes ligados aos povos Guarani Mbya, Baniwa, Huni Kuin, Maxakali e Tukano-Desana-Tuyuka. A exposição está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até 9 de agosto e a entrada é gratuita.
O visitante poderá conhecer práticas pedagógicas, saberes e obras construídas a partir da relação entre território, memória, espiritualidade e vida coletiva. A mostra é uma correalização do Tomie Ohtake com a Associação Selvagem e teve a colaboração dos coordenadores das Escolas Vivas.
Notícias relacionadas:
- Sem-terra plantam 5 mil mudas na semana do Meio Ambiente.
- Jovens preparam carta para encontro internacional da ONU sobre água.
“Historicamente, a colonização do Brasil foi tão violenta que atravessou profundamente os nossos corpos, as nossas memórias e os nossos territórios. O movimento das Escolas Vivas vem dizendo que a transmissão de conhecimento, para nós, não se dá só através das letras e números, mas se dá através das artes, das espiritualidades, de todos os conhecimentos antigos das nossas avós e avôs”, explica a filósofa e educadora Cristine Takuá.
Curadora da mostra, Cristine Takuá, detalha, em entrevista à Agência Brasil, que o projeto Escolas Vivas trata-se de um coletivo que busca transformar a relação do ensinar-aprender, valorizando o que é realmente útil e necessário “na troca constante de saberes que são ancestrais, mas que, por uma arrogância colonial e epistemológica, foram desfigurados numa escola clássica e quadrada”.
“[A exposição revela] que nós estamos existindo, que os povos indígenas existem e que sempre semearam esses pensamentos e essa forma própria de transmitir saberes. Na verdade, todo o território indígena é Escola Viva”, conclui a curadora.
As obras presentes na exposição foram produzidas no âmbito de oficinas nos territórios das Escolas Vivas e também na residência Casa Escola Viva, realizada em outubro de 2025 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O encontro reuniu dez artistas indígenas em um processo de criação e troca de saberes.
Obras
Do povo Baniwa, vem a instalação O umbigo do mundo, com trançados de fibra de tucum produzidos pelas mãos de mulheres Baniwa. Os Huni Kuĩ apresentam um pano professor com kenes, grafismos tradicionais que orientam o aprendizado e a transmissão de conhecimentos ligados à sua visão de mundo.
Entre os Maxakali, a instalação coletiva se organiza a partir de mastros – os mīmãnãns – que, segundo a tradição, orientam e tornam possível a presença dos espíritos nos rituais. A instalação Pytü, o Escuro, dos Guarani Mbya, é uma representação do escuro intenso, de onde pode surgir o primeiro suspiro, o primeiro ser, a primeira vida.
Para completar o conjunto, a mostra conta com uma farmácia amazônica, com plantas medicinais, elixires e bálsamos trazidos pelos povos Tukano, Desana e Tuyuka.
Um núcleo dedicado aos mais velhos integra a exposição, com obras de Ailton Krenak, Ehuana Yanomami, Tõrãmu Kẽhíri (Luiz Lana) e Moisés Piyãko. Considerados referências na preservação e transmissão dos conhecimentos indígenas, os mais velhos, afirma a curadora, são aqueles que sustentam – por meio de histórias, cantos e práticas cotidianas – a memória que atravessa o tempo e conecta diferentes planos de existência.
“Para nós, educação não é só alfabetização, não é só teoria, não é só entrar na faculdade. É a gente conseguir lançar uma flecha em encontro ao bem-viver, em encontro à vida. Aprender a pedir licença para entrar, aprender a respeitar todas as formas de vida. Essa é a educação que para nós é verdadeira”, ressalta a curadora.
Ela avalia que as Escolas Vivas podem contribuir para inspirar a sociedade a repensar o modelo de educação vigente no Brasil, mesmo para fora dos territórios indígenas. Ela menciona que o currículo das escolas, muitas vezes, prioriza referências de fora do país.
“Por exemplo, na alfabetização aparece a zebra, o tigre, o elefante, a girafa. E os alunos, as crianças, que estudam na Mata Atlântica não conhecem a cutia, a paca, a lontra, os seres que habitam a Nhe’ẽry [a Mata Atlântica].”
Ela afirma que a mostra é um convite à sociedade para repensar a educação e a relação com a natureza.
“Porque a natureza não é nossa, nós somos uma parte da natureza, uma pequena partícula que constitui toda essa teia de relações. É um convite também a esse despertar de consciência para que todos possam se somar nessa luta para cuidar, para respeitar a natureza como um todo”, diz.
Últimas
Veja os jogos deste domingo na Copa do Mundo 2026
Todos os jogos da primeira rodada dos grupos E e F da Copa do Mundo Fifa 2026 serão disputados neste domingo (14).
Grupo E:
- Alemanha x Curaçau, às 14h, em Houston (EUA).
- Costa do Marfim x Equador, às 2h, na Filadélfia (EUA).
Notícias relacionadas:
- Clima de medo e preço alto afastam torcedores da Copa do Mundo nos EUA.
- Impedido de entrar na Copa, árbitro somali apitará Supercopa da Uefa.
- Governo define horário de expediente em jogos do Brasil na Copa .
Grupo F:
- Holanda x Japão, às 17h, em Dallas (EUA).
- Suécia x Tunísia, às 23h, em Monterrey (MEX).
Grupo E
Com um currículo de quatro Copas do Mundo (1954, 1974, 1990 e 2014) e uma equipe tecnicamente qualificada, a Alemanha é apontada como a equipe favorita do Grupo E, que tem, ainda, Curaçau, Costa do Marfim e Equador.
A equipe favorita para a ocupar a segunda vaga do grupo é o Equador. Com um time sólido e competitivo, o Equador fez uma ótima campanha durante as eliminatórias da América do Sul, ficando na segunda posição, à frente do Brasil e atrás apenas da Argentina.
Costa do Marfim, um time de força física e velocidade, e Curaçau, estreante em Copas do Mundo, correm por fora. Caso se classifiquem, serão certamente grandes surpresas no torneio.
Grupo F
Uma das chaves mais equilibradas desta edição da Copa do Mundo é o Grupo F, com Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.
Não há um favorito absoluto, ainda que, historicamente, a Holanda e a Suécia tenham feito campanhas mais bem sucedidas do que as demais equipes em outras copas. Os dois países também têm um elenco de qualidade, organizado defensivamente.
O Japão, por sua vez, possui uma das melhores gerações de sua história. Costuma fazer um jogo de transições rápidas e muita disciplina tática, o que pode acabar surpreendendo seus concorrentes. Já a Tunísia pode ser apontada como azarão do grupo, apesar da boa campanha feita durante as eliminatórias africanas.
-
Boa Vista6 dias atrásMP Eleitoral defende retorno da campanha de Arthur Henrique e diz que proibição viola Lei das Eleições
-
Boa Vista5 dias atrásJoilma Teodora pede reforma de ginásios estaduais e aponta problemas de estrutura em espaços esportivos de Roraima
-
Roraima7 dias atrásDino mantém remoção de vídeos de vereador que ofendeu adversário
-
Roraima7 dias atrásA 30ª Parada do Orgulho LGBT+ alerta sobre importância do voto
-
Roraima7 dias atrásI° Copa Dão e Vinícius de Velocross reúne 10 categorias em promoção beneficente na capital Boa Vista
-
Últimas6 dias atrásMercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano
-
Últimas5 dias atrásSenadores discutem ritmo de tramitação da PEC do fim da escala 6×1
-
Roraima7 dias atrásSampaio apresenta pacote de propostas com concursos, policlínicas regionais e Poupa Tempo Macuxi


