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EBC e MinC assinam acordo para integrar acervo ao Tela Brasil

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A TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), vai integrar a plataforma Tela Brasil, lançada neste sábado (30).

Pelo acordo de cooperação técnica firmado entre o Ministério da Cultura (MinC) e a EBC, inicialmente, a TV Brasil vai ceder mais de 150 obras para o catálogo da plataforma. Ao todo, cerca de 3 mil horas do acervo da EBC migrarão para o streaming público e gratuito.

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Os programas serão disponibilizados ao longo dos próximos meses na plataforma Tela Brasil, com acesso pelo portal de serviços do governo federal, o Gov.br.

O termo de cooperação foi formalmente assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela ministra da Cultura, Margareth Menezes; pela presidente da EBC, Antonia Pellegrino; pelo secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares; e pela secretária nacional do audiovisual da mesma pasta, Joelma Gonzaga.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entende que a nova plataforma vai ajudar a democratizar o conteúdo de audiovisual e este contribuirá para o autoconhecimento.

“É muito importante conhecermos a nossa própria gente. É muito importante nós não sermos estranhos entre nós. Isso vai dar uma identidade muito forte e vai fazer com que a meninada continue sonhando com muita coisa, mas sonhe com o Brasil.”

Comunicação pública

Aos presentes, a presidente da EBC destacou a dimensão do acervo compartilhado e celebrou o resgate da voz da empresa pública dentro do próprio governo federal. “Esse termo é histórico porque significa que, além de todo esse trabalho já feito para o Tela Brasil, até o fim do ano, teremos toda a programação da TV pública, toda a memória da comunicação pública aderindo ao Tela Brasil.”

“Essa união de forças é muito importante para que a gente democratize ainda mais o acesso, para que a gente traga toda a diversidade da comunicação pública também acrescentando isso ao Tela [Brasil].”

Entre os conteúdos próprios que a TV Brasil vai disponibilizar para a plataforma coordenada pelo MinC estão as edições do programa de entrevistas Sem Censura; do programa musical Samba na Gamboa, que que explora as diferentes formas e derivações do samba; o Xodó de Cozinha, de culinária. 

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O acordo estabelece que o conteúdo da programação da TV Brasil, como o dos programas Caminhos da Reportagem e Observatório da Imprensa, serão digitalizados e disponibilizados gratuitamente. Além disso, produções futuras licenciadas pela TV pública entrarão automaticamente na janela do Tela Brasil.


Antonia Pellegrino destaca a dimensão do acervo compartilhado e celebra o resgate da voz da empresa pública dentro do governo federal- Fernando Frazão/Agência Brasil

Cultura

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, aposta que a plataforma da Tela Brasil irá crescer muito. Ele contextualiza a parceria com a TV pública brasileira.

“A gente acredita muito que comunicação pública também é cultura. Ao ser cultura, um direito à cidadania, a gente só tem sentido nesta relação se a gente incorporar a EBC , a TV Brasil, o conjunto das suas produções, dentro dessa plataforma.”

Sob o ponto de vista financeiro, o Márcio Tavares tratou da estratégia de fomento às produções que serão veiculadas na TV Brasil e no novo streaming público. “São R$ 120 milhões que vão produzir séries, filmes, documentários, novelas”.

Margareth Menezes destaca que o Brasil, que sempre foi conhecido como país do futebol, agora também está sendo conhecido como país do cinema. “O renascimento do Ministério da Cultura tem essa missão de fortalecer a nossa representatividade em todo o território brasileiro.”

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Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Edital da EBC seleciona programas da RNCP para exibir nas rádios

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Sete programas produzidos por emissoras integrantes da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) foram selecionados para integrar a programação das rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

As atrações começam a ser veiculadas em rede nacional a partir de 1º de julho, levando aos ouvintes produções voltadas à música brasileira, música instrumental, música clássica, conteúdos infantis e valorização da cultura amazônica.

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O resultado do Edital de Chamada Pública foi anunciado no último dia 18 de maio, durante o Encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública, no Rio de Janeiro.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a diversidade da programação das emissoras públicas, fortalecer a integração entre as rádios parceiras e incentivar a produção regional de conteúdos de interesse público. Ao todo 35 programas das 5 regiões do país foram inscritos no chamado público que a EBC fez para sua rede em 30 de março de 2026.

Para a gerente da Rede Nacional de Comunicação Pública – Rádio, Luciana Moreno Couto, a iniciativa amplia o alcance das produções desenvolvidas pelas emissoras públicas parceiras da rede.

“Essa seleção fortalece a circulação de conteúdos produzidos pelas emissoras da RNCP e reafirma o compromisso da comunicação pública com a diversidade cultural brasileira. Os ouvintes terão acesso a programas de diferentes regiões do país, com identidade própria e grande qualidade de produção”, destacou.

Programas selecionados

  • Rádio Nacional

– Beco da Bossa (Bossa Nova e Samba Jazz) – da Rádio UENF, da Universidade Estadual do Norte Fluminense
– Brasil Instrumental (música instrumental brasileira) – da Rádio UNESP FM, da Universidade Estadual Paulista

  • Rádio MEC

– Piano Forte (música clássica) – da Rádio UFRGS, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
– Aquarela Instrumental (música instrumental brasileira) – da Rádio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
– Unespinha (infantojuvenil) – da Rádio UNESP FM, da Universidade Estadual Paulista

  • Rádio Nacional da Amazônia

– Abracadabra (infantojuvenil) – da Rádio Cultura do Pará
– Amazônia Sonora (música regional do Amazonas) – da Rádio Encontro das Águas FM, do Amazonas

Além dos programas selecionados para a primeira fase, a EBC manteve no catálogo, para exibição no 4º trimestre, as séries Mulheres da Música e Sonosfera Instrumental, da Rádio Educadora da Bahia; e os interprogramas Mulheres Compositoras e Que Canto é Esse? da Rádio Unesp.

Ângela Grossi, diretora da Rádio UNESP FM, contemplada no edital com os programas Brasil Instrumental e Unespinha, comemorou o resultado da seleção e destacou a importância da integração entre as emissoras públicas.

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“Pra gente é uma alegria imensa poder contribuir e fortalecer a RNCP. Levar conteúdos produzidos em uma rádio pública universitária do interior de São Paulo para mais lugares do Brasil é um reconhecimento super importante. O Unespinha está há 35 anos no ar, começou junto com a Rádio UNESP FM, e o Brasil Instrumental mostra toda a diversidade da nossa cultura”, afirmou.

A diretora também ressaltou a relevância do ingresso da emissora na rede pública de comunicação, oficializado em março deste ano. “A gente acabou de entrar na RNCP, então, pra nós, isso é mais relevante ainda, porque também vamos contribuindo e nos fortalecendo dentro dessa rede que é tão importante”, completou.

O Edital de Chamada Pública foi realizado pela Gerência Executiva de Rádios, em parceria com a Gerência Executiva de Integração de Conteúdos e Rede. A ação também integra as comemorações pelos 90 anos da Rádio Nacional, celebrados em 2026.

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Programa Conversa com o Autor, da Rádio MEC, recebe Luize Valente

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A Rádio MEC transmite, neste domingo (31), às 12h30, mais uma edição inédita do Conversa com o Autor, que apresenta um bate-papo com a escritora e jornalista Luize Valente. Na entrevista concedida à apresentadora Katy Navarro, Luize fala do seu novo romance A Confraria da Oliveira.

Durante o programa, a convidada explica o processo de criação do livro, a construção dos personagens, a intensa pesquisa realizada e a relação da obra com sua própria história de vida. Segundo a autora, o romance é sobre pertencimento e transmissão, sobre as marcas que herdamos e as que decidimos, finalmente, plantar.

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Enredo

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No dia em que completa 50 anos, a personagem Branca recebe uma notícia inesperada: herdou uma oliveira – árvore de azeitonas – em Santarém, Portugal, de um parente desconhecido. A herança é o ponto de partida do romance que narra a vida de duas mulheres separadas por quatro séculos e unidas por um segredo familiar.

Com uma estrutura que alterna passado e presente, a história começa na cidade do Rio de Janeiro, em 2018, e volta à Portugal do século XVI.

Em paralelo à revelação da herança, Branca atravessa um momento de esgotamento profissional e pessoal, presa a um relacionamento que se deteriora em conflitos sutis e relações de poder. A desavença em torno do corte do galho de uma árvore é o estopim para Branca terminar seu casamento, pedir demissão e seguir para Portugal atrás da inusitada herança.

No século XVI, sua antepassada, também Branca, é denunciada ao Santo Ofício depois de um conflito doméstico, também motivado pelo corte do galho de uma árvore, que muda o rumo de sua vida. Duas trajetórias em busca de liberdade e identidade numa história que atravessa gerações marcadas por migrações, amores interrompidos e segredos enterrados.

Luize Valente publicou os livros O Segredo do Oratório, Uma Praça em Antuérpia e Sonata em Auschwitz. Ela também é cineasta documentarista e tem romances históricos e documentários premiados.

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Sobre o Conversa com o Autor

Apresentado e produzido pela jornalista Katy Navarro, são quase 30 minutos de uma conversa que gira em torno dos lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros. 

Os episódios da nova temporada também ficam disponíveis em formato de videocast no canal da emissora pública no YouTube.

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A cultura faz a gente “enxergar mais longe”, defende Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado (30), no Rio de Janeiro, que a promoção da cultura seja uma política de Estado. “Se for apenas uma política do governo, qualquer um que entra pode tirar. Porque tirar as coisas é muito fácil. Consertar é que é difícil”, afirmou durante o lançamento da plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro.

“Há uma coisa com a cultura que os ignorantes não gostam: a cultura ensina, a cultura abre a cabeça, abre horizontes e faz a gente enxergar um pouco mais longe, o que antes não era visível para nós”. 

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Lula destacou que o Brasil alcançou a marca de 16 mil Pontos de Cultura, que são projetos financiados pelo Ministério da Cultura e implementados por entidades públicas e não governamentais.

Crítica às privatizações

Durante a cerimônia, Lula também fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro e à decisão pela privatização da BR Distribuidora, em junho de 2021 e da Liquigás, em novembro de 2020.

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“O que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR [Distribuidora]? O que que melhorou no posto de gasolina? A gente tinha comprado uma empresa chamada Liquigás, para controlar o preço do gás dentro da Petrobrás. Eles venderam. Hoje, a gente não tem controle”, disse. 

De acordo com o presidente, as medidas tomadas pelo governo para conter a subida dos preços dos combustíveis em decorrência da guerra no Irã teriam mais efeitos caso as distribuidoras não fossem privadas. 

“Nós isentamos o PIS e Cofins para não aumentar o preço do petróleo e repartimos com os estados para que estes também não aumentassem o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Mas, a gente não tem uma distribuidora para controlar, porque eles acharam que era bom vender”, defendeu. 

Cooperação com África e América Latina

Ao final da Semana da África – o Dia da África foi celebrado na última segunda-feira (25) – o presidente Lula também detalhou os recentes intercâmbios no campo educacional entre universidades federais brasileiras e nações africanas.

Em relação a América Latina, aos presentes, o presidente anunciou que, em junho, inaugurará as novas estruturas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR), depois que a continuidade do projeto havia sido paralisada.

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Lula defendeu convênios com países latino-americanos e os cursos a distância para transmissão de conhecimento.

Por fim, o presidente convidou a comunidade a participar de uma transformação estrutural: 

“Ajudem esse país a fazer a revolução que ele não fez. A revolução cultural para que esse país, definitivamente, seja dono do seu nariz, da sua história e das suas coisas.”

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