Boa Vista
Operação Catrimani II destrói dois garimpos ilegais na Terra Yanomami
Tropas do Comando Operacional Conjunto Catrimani II inutilizaram dois garimpos ilegais nas regiões conhecidas como Garimpo do Brabinho e Garimpo do Barão, na Terra Indígena Yanomami, durante patrulhas fluviais realizadas nos dias 21 e 22.
A ação ocorreu em coordenação com a Casa de Governo no estado de Roraima e integra a estratégia de combate ao garimpo ilegal na região. Durante a operação, os militares localizaram duas estruturas de garimpo abandonadas, além de dois motores e utensílios domésticos deixados pelos garimpeiros.
As patrulhas fluviais são utilizadas como um dos principais instrumentos de negação logística ao garimpo ilegal, com o objetivo de interromper o transporte de pessoas, insumos e equipamentos usados na atividade ilícita. Segundo o comando da operação, a presença contínua das tropas busca desestimular novas ocupações, aumentar a segurança das comunidades indígenas e contribuir para a preservação ambiental da área.
Desde abril de 2024, quando teve início a Operação Catrimani II, o Comando Operacional Conjunto mantém monitoramento permanente nos rios Uraricoera e Mucajaí, considerados rotas estratégicas para o deslocamento de garimpeiros. Nessas áreas de selva densa, o acesso terrestre é limitado, o que torna os rios os principais corredores logísticos da atividade ilegal.
A Operação Catrimani II reúne Órgãos de Segurança Pública, agências federais e as Forças Armadas, sob coordenação da Casa de Governo em Roraima. A atuação está prevista na Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024, e tem como objetivo ações preventivas e repressivas contra o garimpo ilegal, crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços na Terra Indígena Yanomami.
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Boa Vista
Cavalgada marca Dia do Gaúcho e encerra 38ª Semana Farroupilha em Roraima
A celebração do Dia do Gaúcho, neste domingo (20), marcou o encerramento da 38ª edição da Semana Farroupilha em Roraima, promovida pelo Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Nova Querência. Entre os destaques da programação esteve a tradicional cavalgada, que reuniu cavaleiros, tropeiros e integrantes da comunidade tradicionalista pelas ruas de Boa Vista.
Vestidos com pilchas e trajes típicos, os participantes se concentraram por volta das 8h na sede do CTG Nova Querência. De lá, a comitiva seguiu em cortejo por importantes avenidas da capital, levando para as ruas símbolos e costumes da cultura gaúcha.
Para o patrão do CTG Nova Querência, Milton Piovesan, a cavalgada representa a preservação das raízes e o sentimento de pertencimento dos tradicionalistas que vivem no extremo Norte do país.
“Estamos encerrando com chave de ouro a nossa 38ª Semana Farroupilha, iniciada no dia 11 de setembro. Hoje, 20 de setembro, data em que celebramos o Dia do Gaúcho, realizamos essa cavalgada tão emblemática. O CTG é a nossa segunda casa. Embora o Rio Grande do Sul esteja geograficamente distante, permanece muito perto dos nossos corações. Ser gaúcho é um estado de espírito: é honrar as tradições, usar o lenço e manter viva a nossa história”, afirmou.
Semana Farroupilha
A 38ª Semana Farroupilha começou no dia 11 de setembro e reuniu uma programação voltada à preservação e à valorização das tradições gaúchas em Roraima. A abertura contou com a tradicional Missa Crioula e a diplomação de prendas e peões.
Ao longo da programação, o público acompanhou apresentações de danças folclóricas, shows musicais e atividades ligadas aos costumes do Sul do país. A gastronomia também esteve presente, com elementos tradicionais como o chimarrão e o costelão preparado no fogo de chão.
A cavalgada realizada neste domingo fechou os dez dias de atividades e coincidiu com o 20 de setembro, data tradicionalmente celebrada pela comunidade gaúcha.
Dia do Gaúcho
Celebrado anualmente em 20 de setembro, o Dia do Gaúcho está relacionado ao início da Revolução Farroupilha, também conhecida como Guerra dos Farrapos, iniciada em 1835.
A data se consolidou como uma referência para a preservação da cultura e das tradições gaúchas. Em Roraima, a Semana Farroupilha mantém esses costumes a milhares de quilômetros do Rio Grande do Sul e reúne famílias e tradicionalistas em torno da música, da dança, da gastronomia e de manifestações culturais transmitidas entre gerações.
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Boa Vista
A confiança do cidadão na Justiça entrou em julgamento
A crise que hoje atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) não deveria ser tratada apenas como mais um embate entre ministros em Brasília. Quando a mais alta Corte do país passa a enfrentar questionamentos públicos sobre seus próprios integrantes e sobre a forma como lida com conflitos internos, existe uma consequência que ultrapassa os limites do STF: a confiança do cidadão na Justiça. E confiança é um patrimônio difícil de construir e muito fácil de perder.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que 48% dos brasileiros dizem não confiar no STF, o maior percentual registrado desde o início da série histórica, em 2012. O número chama atenção porque o aumento da desconfiança no Supremo ocorreu enquanto o descrédito em relação à maioria das demais instituições pesquisadas permaneceu estável ou apresentou redução.
Mas o que uma crise entre ministros em Brasília tem a ver com quem vive em Boa Vista, Caracaraí, Rorainópolis, Pacaraima ou qualquer outro município de Roraima? Mais do que pode parecer.
Para a maioria das pessoas, as divisões institucionais do Judiciário são muito menos claras do que são para quem trabalha com Direito. STF, tribunais superiores, tribunais estaduais e juízes de primeira instância fazem parte, aos olhos de parcela da sociedade, de uma mesma estrutura: a Justiça.
Por isso, existe um risco evidente quando a instituição situada no topo dessa estrutura atravessa uma crise de credibilidade. O desgaste pode não permanecer restrito ao Supremo. Pode alimentar uma percepção mais ampla de que decisões judiciais são influenciadas por interesses políticos, relações pessoais ou disputas de poder. Isso é especialmente delicado em Roraima.
Nos últimos anos, o roraimense acompanhou decisões judiciais com consequências diretas sobre a política estadual. Mandatos, candidaturas, eleições e disputas pelo comando do Estado passaram repetidamente pelos tribunais. Em alguns momentos, decisões tomadas a milhares de quilômetros daqui produziram efeitos imediatos na vida política de Roraima.
Não se trata de discutir, neste espaço, se determinada decisão foi correta ou equivocada. Esse debate exige análise individual dos processos, das provas e da legislação.
O cidadão ainda confia em quem decide? Uma democracia não exige que a população concorde com todas as decisões judiciais. Isso seria impossível. Exige, entretanto, que as pessoas reconheçam legitimidade nas instituições responsáveis por tomá-las.
Quando alguém perde uma ação, seu candidato tem o registro negado ou uma decisão judicial contraria seus interesses, é natural haver insatisfação. O problema começa quando a discordância deixa de ser com a decisão e passa a ser com a legitimidade de quem julga.
Se decisões passam a ser interpretadas exclusivamente conforme quem ganha e quem perde, a Justiça deixa de ser percebida como árbitro e começa a ser enxergada como participante da disputa. E não existe democracia saudável quando cada lado só reconhece a Justiça nos dias em que vence.
Também seria precipitado afirmar que a atual crise do STF provocou uma crise de confiança no Judiciário de Roraima. Para chegar a essa conclusão, seriam necessários levantamentos específicos e comparáveis ao longo do tempo. Mas ignorar a possibilidade de contaminação institucional seria igualmente um erro.
O Judiciário brasileiro enfrenta desafios que antecedem a atual turbulência no Supremo: morosidade, milhões de processos pendentes, questionamentos sobre supersalários, transparência, decisões monocráticas e dificuldade de acesso à Justiça. A crise do STF acrescenta a esse cenário uma questão ainda mais sensível: a credibilidade de quem está no topo do sistema. Roraima não está isolado desse debate.
Ao contrário. Em um Estado no qual decisões judiciais frequentemente ocupam o centro da vida política, preservar a confiança nas instituições deveria ser preocupação de todos, desde magistrados, a advogados, passando pelo Ministério Público, Defensoria, imprensa, políticos e na sociedade.
Recuperar confiança não se faz exigindo que a população simplesmente confie. Faz-se com transparência, com decisões compreensíveis, com regras claras de impedimento e suspeição. Faz-se ainda com prestação de contas e tratamento igual diante de situações semelhantes. Mas, principalmente, com instituições capazes de reconhecer que autoridade jurídica e confiança pública não são exatamente a mesma coisa. A primeira decorre da Constituição, a segunda precisa ser conquistada todos os dias.
A crise do Supremo poderá passar. Ministros também passarão. Só que quando essa crise terminar, quanto da confiança do brasileiro na Justiça terá ficado pelo caminho?
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Boa Vista
Arthur lidera nas cinco pesquisas; quatro apontam vantagem média de 34 pontos sobre Sampaio
A pesquisa mais recente sobre a disputa pelo Governo de Roraima mostra Arthur Henrique (PL) com 63% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 22,9% de Soldado Sampaio (Republicanos). O levantamento do Instituto Eficaz foi divulgado na noite deste sábado (19) e aponta uma diferença de 40,1 pontos percentuais entre os dois candidatos.
Clébio Genuíno (PCO), cuja candidatura foi barrada pela Justiça Eleitoral, aparece com 0,9%, Rosi Aires (Psol) tem 0,8% e Farah Mesquita (SD) registra 0,7%. Outros 2,9% dos entrevistados disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 8,8% não souberam ou preferiram não responder.
A Eficaz também perguntou espontaneamente em quem os entrevistados pretendem votar, sem apresentar previamente os nomes dos candidatos. Nesse cenário, Arthur Henrique registra 60,7%, enquanto Soldado Sampaio aparece com 17,9%.
Rosi Aires e Farah Mesquita são citadas por 0,2% cada. Outros nomes também foram mencionados, enquanto 20,4% não souberam ou não responderam. Brancos e nulos representam 0,2%.
A proximidade entre os percentuais de Arthur nos dois cenários chama atenção: são 60,7% na espontânea e 63% na estimulada, diferença de 2,3 pontos. Sampaio passa de 17,9% na espontânea para 22,9% quando os nomes são apresentados, diferença de 5 pontos.
Metodologia – O levantamento foi realizado entre os dias 14 e 19 de setembro e ouviu 1.291 eleitores com 16 anos ou mais. As entrevistas foram feitas em Boa Vista, Rorainópolis, Caracaraí, Cantá, Mucajaí, Alto Alegre e Bonfim, com distribuição proporcional da amostra entre os municípios pesquisados. A margem de erro informada é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RR-00428/2026.
Para efeito de comparação do eleitor
O resultado da Eficaz se soma a outros levantamentos divulgados desde o fim de agosto sobre a disputa pelo Governo de Roraima. Arthur Henrique aparece numericamente à frente de Soldado Sampaio nos cinco levantamentos considerados, mas há diferenças relevantes no tamanho da distância registrada por cada instituto.
Na Quaest divulgada em 27 de agosto, Arthur aparecia com 60%, contra 27% de Sampaio, uma diferença de 33 pontos percentuais. O instituto entrevistou 804 eleitores entre os dias 23 e 26 de agosto, com margem de erro de 3 pontos. (Registro no TSE/ BR-08926/2026).
A Real Time Big Data, divulgada em 10 de setembro, registrou Arthur com 62% e Sampaio com 28%. A distância naquele levantamento foi de 34 pontos. Foram ouvidos 1.600 eleitores entre os dias 5 e 9 de setembro, e a margem de erro foi de 2 pontos percentuais. (Registro no TSE/ RR-03170/2026).
Na AtlasIntel, divulgada em 11 de setembro, Arthur registrou 60,7%, enquanto Sampaio apareceu com 32,4%. A diferença foi de 28,3 pontos percentuais. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre 4 e 9 de setembro e informou margem de erro de 3 pontos. (Registro no TSE/ RR-07280/2026)
Já o Instituto Census apresentou um cenário abruptamente diferente dos demais. É o único que coloca o candidato do PL abaixo de 60% das intenções de voto do eleitorado. A pesquisa coloca ainda, dentro de sua margem de erro, a possibilidade de um segundo turno em Roraima entre Arthur e Sampaio. No levantamento divulgado na quinta-feira (17), Arthur registrou 50,04% e Sampaio 38,08%, uma diferença de 11,96 pontos percentuais. A pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre 8 e 13 de setembro e tem margem de erro de 2,5 pontos. (Registro no TSE/ RR- 07346/2026).
Embora os números apresentados pela pesquisa indiquem a possibilidade de segundo turno, o Instituto Census não divulgou levantamento sobre um eventual confronto entre Arthur Henrique e Soldado Sampaio nessa etapa da disputa.
Agora, a pesquisa do Instituto Eficaz coloca Arthur em 63% e Sampaio em 22,9%, elevando a distância entre os dois para 40,1 pontos no levantamento mais recente.
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