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Pé-de-Meia: MEC paga incentivo para nascidos em novembro e dezembro
O Ministério da Educação (MEC) paga, nesta quinta-feira (5), duas parcelas do Programa Pé-de-Meia de 2025 aos estudantes beneficiados que nasceram nos meses de novembro e dezembro.
A primeira parcela é referente à conclusão, em 2025, de uma das séries do ensino médio. A outra parcela é depositada somente aos concluintes desta etapa do ensino que participaram dos dois dias da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
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Os depósitos são escalonados conforme o mês de nascimento do estudante diretamente nas contas da Caixa Econômica Federal abertas em nome do beneficiário.
Confira o calendário de pagamentos:
- janeiro e fevereiro: receberam na quinta-feira (26 de fevereiro);
- março e abril: receberam na sexta-feira (27);
- maio e junho: receberam nesta segunda-feira (2);
- julho e agosto: receberam nesta terça-feira (3);
- setembro e outubro: receberam nesta quarta-feira (4);
- novembro e dezembro: recebem nesta quinta-feira.
Os valores pagos são: R$ 1 mil. Mais R$ 200, pela participação no Enem de 2025.
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Depósito
Os alunos do Pé-de-Meia que foram aprovados no 3º ano em 2025 terão o incentivo de conclusão do Pé-de-Meia liberado para saque imediato, no valor de R$ 1.000, além da parcela única de R$ 200 se fez os dois dias do Enem do ano passado.
Os estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio público terão o valor de R$1.000 creditado em conta, que permanecerá bloqueado até a conclusão da etapa.
O estudante pode optar por manter o recurso na poupança da instituição bancária ou direcioná-lo para aplicação no Tesouro Direto, por meio do aplicativo Caixa Tem.
Comprovação pelas redes de ensino
O MEC explica que o pagamento do incentivo de conclusão aos beneficiários do Pé-de-Meia não é gerado automaticamente após o fim das aulas do ano letivo.
Somente aqueles que tiverem suas informações devidamente confirmadas pelas redes de ensino terão os pagamentos garantidos.
O processo de envio de informações pelas secretarias de educação ocorre em duas etapas: a da confirmação da aprovação dos estudantes no fim do ano letivo e a de confirmação da conclusão do ensino médio.
De acordo com a pasta, o objetivo é oferecer mais segurança e qualificação para os dados desta política pública.
Cinco datas
Caso ocorra atraso no envio dos dados dos alunos pela rede de ensino, o governo federal explica que as parcelas do Pé-de-Meia serão depositadas em uma das cinco datas programadas pelo MEC até o início de julho.
O prazo final para as redes de ensino encaminharem as informações das escolas é junho.
Se o pagamento não caiu na primeira data, o aluno deve apenas aguardar a atualização das informações pela rede de ensino.
O MEC orienta os estudantes a acompanharem regularmente sua situação na página virtual Consulta Pé-de-Meia, com acesso pela conta da plataforma Gov.br.
Pé-de-Meia
O Pé-de-Meia beneficia cerca de 4 milhões de estudantes por meio de um incentivo financeiro-educacional do governo federal.
A iniciativa é voltada a estudantes matriculados no ensino médio público inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
O programa funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes nessa etapa de ensino. O objetivo é democratizar o acesso à educação e reduzir a desigualdade social entre os jovens.
Para mais informações, o interessado pode entrar em contato com o Fale Conosco do MEC pelo telefone 0800-61-61-61; e pelo site oficial do Pé-de-Meia.
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Rádio Nacional estreia documentário de 90 episódios sobre os 90 anos
A Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estreia nesta segunda-feira (15) o documentário especial 90 anos em 90 histórias, com episódios diários e uma contagem regressiva até o aniversário de nove décadas da emissora, lembrado em 12 de setembro. A iniciativa resgata a trajetória histórica da Rádio Nacional a partir de entrevistas com personagens que ajudaram a construir sua relevância e acervos raros.
A série, que será composta por 90 episódios de cerca de 6 minutos, vai ao ar todos os dias, em toda a cadeia Nacional, às 10h e às 20h, no Horário de Brasília (DF). As edições ficarão disponíveis também no site da Rádio Nacional, a partir de 17 de junho. Haverá ainda opção de ouvir o documentário via Spotify.
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A produção da série é conduzida pelos jornalistas Guilherme Strozi, Raquel Júnia e César Faccioli, que também fazem um amplo trabalho de pesquisa em acervos institucionais, como os da EBC, do Arquivo Público de Brasília, do Arquivo Nacional e do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.
A montagem e a sonorização são assinadas por Jailton Sodré. A pesquisa no acervo da EBC contou com o trabalho de Aline Brettas, Indiara Goes e Thiago Guimarães.
A concepção da série é de Thiago Regotto, com coordenação de produção de Cynthia Cruz. O projeto teve como objetivo construir uma linha do tempo sonora que percorre a história do Brasil dos anos 1930 aos dias atuais.
Segundo o diretor-geral da EBC, Thiago Regotto, esta é a primeira vez que a Rádio Nacional realiza uma produção dedicada a revisitar e organizar sua trajetória.
“Muita gente já contou a história da Rádio Nacional ao longo desses 90 anos, mas a própria emissora ainda não. Estamos fazendo esse exercício de olhar para o passado para reconstruir uma linha do tempo mais integrada, sem os hiatos provocados por períodos de apagamento, como na ditadura, ou por rupturas mais recentes, como aconteceu no governo passado.”
De acordo com ele, o programa conta a história de uma emissora que nasce no início do século passado. “[A Nacional] ajuda a formar a identidade cultural do país, faz o Brasil falar português, torcer por futebol, falar de novelas e integra o território nacional por meio das ondas curtas da Amazônia. É a história que faz a Rádio ser, hoje, a maior emissora pública da América Latina e uma das mais importantes da história do rádio no Brasil.”
Entrevistados
Para reconstruir a trajetória da Rádio Nacional em toda a sua riqueza e complexidade, o especial reúne depoimentos de pesquisadores, jornalistas, artistas e protagonistas que ajudam a compreender a dimensão histórica da emissora.
Entre as novas entrevistas feitas exclusivamente para o especial estão antigos e atuais profissionais da Rádio Nacional, estudiosos, pesquisadores e amantes da memória do rádio brasileiro como Erika Herd, Lia Calabre, Henrique Cazes, João Batista de Abreu, Marcelo Abud, Izani Mustafá, o escritor Luiz Antonio Simas, o sambista Rubens Confete, além do ex-presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci; e da primeira presidenta da EBC, Tereza Cruvinel.
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Saiba como sintonizar a Rádio Nacional
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Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz
São Paulo: FM 87,1 MHz
Recife: FM 87,1 MHz
São Luís: FM 93,7 MHz
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Alto Solimões: FM 96,1 MHz
Acesse também o site da RNCP e confira qual é a parceira da Rádio Nacional em sua região.
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Mostra em SP celebra arte e modo de aprender indígenas
Com obras coletivas, uma mostra em São Paulo reúne registros e experiências do movimento indígena das Escolas Vivas. As obras apresentam modos de transmissão de saberes ligados aos povos Guarani Mbya, Baniwa, Huni Kuin, Maxakali e Tukano-Desana-Tuyuka. A exposição está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até 9 de agosto e a entrada é gratuita.
O visitante poderá conhecer práticas pedagógicas, saberes e obras construídas a partir da relação entre território, memória, espiritualidade e vida coletiva. A mostra é uma correalização do Tomie Ohtake com a Associação Selvagem e teve a colaboração dos coordenadores das Escolas Vivas.
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“Historicamente, a colonização do Brasil foi tão violenta que atravessou profundamente os nossos corpos, as nossas memórias e os nossos territórios. O movimento das Escolas Vivas vem dizendo que a transmissão de conhecimento, para nós, não se dá só através das letras e números, mas se dá através das artes, das espiritualidades, de todos os conhecimentos antigos das nossas avós e avôs”, explica a filósofa e educadora Cristine Takuá.
Curadora da mostra, Cristine Takuá, detalha, em entrevista à Agência Brasil, que o projeto Escolas Vivas trata-se de um coletivo que busca transformar a relação do ensinar-aprender, valorizando o que é realmente útil e necessário “na troca constante de saberes que são ancestrais, mas que, por uma arrogância colonial e epistemológica, foram desfigurados numa escola clássica e quadrada”.
“[A exposição revela] que nós estamos existindo, que os povos indígenas existem e que sempre semearam esses pensamentos e essa forma própria de transmitir saberes. Na verdade, todo o território indígena é Escola Viva”, conclui a curadora.
As obras presentes na exposição foram produzidas no âmbito de oficinas nos territórios das Escolas Vivas e também na residência Casa Escola Viva, realizada em outubro de 2025 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O encontro reuniu dez artistas indígenas em um processo de criação e troca de saberes.
Obras
Do povo Baniwa, vem a instalação O umbigo do mundo, com trançados de fibra de tucum produzidos pelas mãos de mulheres Baniwa. Os Huni Kuĩ apresentam um pano professor com kenes, grafismos tradicionais que orientam o aprendizado e a transmissão de conhecimentos ligados à sua visão de mundo.
Entre os Maxakali, a instalação coletiva se organiza a partir de mastros – os mīmãnãns – que, segundo a tradição, orientam e tornam possível a presença dos espíritos nos rituais. A instalação Pytü, o Escuro, dos Guarani Mbya, é uma representação do escuro intenso, de onde pode surgir o primeiro suspiro, o primeiro ser, a primeira vida.
Para completar o conjunto, a mostra conta com uma farmácia amazônica, com plantas medicinais, elixires e bálsamos trazidos pelos povos Tukano, Desana e Tuyuka.
Um núcleo dedicado aos mais velhos integra a exposição, com obras de Ailton Krenak, Ehuana Yanomami, Tõrãmu Kẽhíri (Luiz Lana) e Moisés Piyãko. Considerados referências na preservação e transmissão dos conhecimentos indígenas, os mais velhos, afirma a curadora, são aqueles que sustentam – por meio de histórias, cantos e práticas cotidianas – a memória que atravessa o tempo e conecta diferentes planos de existência.
“Para nós, educação não é só alfabetização, não é só teoria, não é só entrar na faculdade. É a gente conseguir lançar uma flecha em encontro ao bem-viver, em encontro à vida. Aprender a pedir licença para entrar, aprender a respeitar todas as formas de vida. Essa é a educação que para nós é verdadeira”, ressalta a curadora.
Ela avalia que as Escolas Vivas podem contribuir para inspirar a sociedade a repensar o modelo de educação vigente no Brasil, mesmo para fora dos territórios indígenas. Ela menciona que o currículo das escolas, muitas vezes, prioriza referências de fora do país.
“Por exemplo, na alfabetização aparece a zebra, o tigre, o elefante, a girafa. E os alunos, as crianças, que estudam na Mata Atlântica não conhecem a cutia, a paca, a lontra, os seres que habitam a Nhe’ẽry [a Mata Atlântica].”
Ela afirma que a mostra é um convite à sociedade para repensar a educação e a relação com a natureza.
“Porque a natureza não é nossa, nós somos uma parte da natureza, uma pequena partícula que constitui toda essa teia de relações. É um convite também a esse despertar de consciência para que todos possam se somar nessa luta para cuidar, para respeitar a natureza como um todo”, diz.
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Veja os jogos deste domingo na Copa do Mundo 2026
Todos os jogos da primeira rodada dos grupos E e F da Copa do Mundo Fifa 2026 serão disputados neste domingo (14).
Grupo E:
- Alemanha x Curaçau, às 14h, em Houston (EUA).
- Costa do Marfim x Equador, às 2h, na Filadélfia (EUA).
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Grupo F:
- Holanda x Japão, às 17h, em Dallas (EUA).
- Suécia x Tunísia, às 23h, em Monterrey (MEX).
Grupo E
Com um currículo de quatro Copas do Mundo (1954, 1974, 1990 e 2014) e uma equipe tecnicamente qualificada, a Alemanha é apontada como a equipe favorita do Grupo E, que tem, ainda, Curaçau, Costa do Marfim e Equador.
A equipe favorita para a ocupar a segunda vaga do grupo é o Equador. Com um time sólido e competitivo, o Equador fez uma ótima campanha durante as eliminatórias da América do Sul, ficando na segunda posição, à frente do Brasil e atrás apenas da Argentina.
Costa do Marfim, um time de força física e velocidade, e Curaçau, estreante em Copas do Mundo, correm por fora. Caso se classifiquem, serão certamente grandes surpresas no torneio.
Grupo F
Uma das chaves mais equilibradas desta edição da Copa do Mundo é o Grupo F, com Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.
Não há um favorito absoluto, ainda que, historicamente, a Holanda e a Suécia tenham feito campanhas mais bem sucedidas do que as demais equipes em outras copas. Os dois países também têm um elenco de qualidade, organizado defensivamente.
O Japão, por sua vez, possui uma das melhores gerações de sua história. Costuma fazer um jogo de transições rápidas e muita disciplina tática, o que pode acabar surpreendendo seus concorrentes. Já a Tunísia pode ser apontada como azarão do grupo, apesar da boa campanha feita durante as eliminatórias africanas.
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