Boa Vista
Congresso encerra atividades da semana na quinta-feira (10)
Os trabalhos do Congresso entram na última semana antes da pausa de fim de ano com agenda concentrada até a quinta-feira, dia 10. Até lá, deputados e senadores se dedicam a uma pauta carregada de propostas estruturais, temas sensíveis na área de segurança pública, votações em comissões, além do avanço das apurações sobre o escândalo do Banco Master. Após essa data, não há previsão de sessões no plenário.
A semana começa oficialmente na terça-feira, dia 9, com a sessão solene para a promulgação da PEC 72/23, que garante imunidade de IPVA para veículos com 20 anos ou mais em todo o país. A proposta uniformiza uma regra que já existia em parte dos estados e deve ter impacto direto sobre proprietários de carros antigos, especialmente da população de baixa renda. A promulgação marca um dos últimos atos simbólicos do Congresso em 2025.
Na Câmara dos Deputados, o principal foco político será a apresentação do parecer do deputado Mendonça Filho sobre a PEC 18/25 da Segurança Pública. O texto havia sido adiado após resistência de líderes partidários e agora retorna ao centro do debate. Entre os pontos já antecipados estão a limitação de atos normativos do Conselho Nacional de Justiça que interfiram em prerrogativas do Legislativo e a reformulação do Conselho Nacional de Segurança Pública, que perde caráter deliberativo e passa a atuar de forma consultiva.
Mesmo sem sessões deliberativas no plenário da Câmara nesta semana, as comissões mantêm ritmo intenso. Na Comissão de Constituição e Justiça é aguardado o parecer sobre o projeto que institui piso salarial nacional para trabalhadores da educação básica que não são professores, como porteiros, merendeiras, secretários escolares e auxiliares administrativos. A proposta atrela o valor a 75 por cento do piso dos professores e pode gerar impacto direto nos orçamentos estaduais e municipais.
Também está prevista a votação do novo Plano Nacional de Educação para o período de 2024 a 2034, além do relatório sobre a regulamentação do trabalho de motoristas e entregadores de aplicativos. Esse projeto estabelece critérios mínimos de jornada, tempo conectado às plataformas, exigência de contrato e parâmetros de disponibilidade, tema que enfrenta forte disputa entre empresas e trabalhadores.
Outro eixo central da semana é o escândalo do Banco Master, que mobiliza diversas comissões da Câmara. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias no mercado financeiro e deve ser debatido em audiências com representantes do banco, de órgãos de controle, do Ministério da Fazenda e do Banco Central. Também estão previstos debates sobre os efeitos da liquidação extrajudicial da instituição para consumidores e para o sistema financeiro.
O Conselho de Ética da Câmara terá agenda cheia até quinta-feira. Estão previstas oitivas de testemunhas em processos que envolvem os deputados Marcos Pollon, Marcel Van Hattem e Zé Trovão. Além disso, o colegiado vota o relatório em uma ação apresentada pelo partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias. A continuidade dos depoimentos na quinta-feira, dia 10, marca o último compromisso formal da Câmara antes da interrupção dos trabalhos.
No Senado, o centro da tensão política permanece na PEC 48/23, que trata do marco temporal das terras indígenas. A proposta altera a Constituição para fixar como referência a ocupação em 5 de outubro de 1988. O tema voltou ao topo da pauta após o anúncio do presidente da Casa de que pode pautar a votação como resposta à decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que restringiu quem pode apresentar denúncias contra ministros da Corte. O próprio STF também julga a matéria.
Os senadores ainda devem discutir a proposta que permite a acumulação do cargo de professor com outro de qualquer natureza e a urgência para o projeto que autoriza o pagamento retroativo de benefícios a servidores de entes que decretaram calamidade durante a pandemia. Ambos os temas envolvem impacto direto na folha de pagamento dos estados e municípios.
A CPI do Crime Organizado também movimenta a semana com o depoimento do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que deve apresentar as ações do governo federal no enfrentamento às facções. Já na área ambiental, a ministra Marina Silva é esperada para falar sobre a política nacional de espécies exóticas invasoras, além da votação de relatório sobre a execução da política de reforma agrária.
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Boa Vista
Defensoria Pública leva serviços jurídicos gratuitos a comunidades de Normandia até sexta-feira (23)
A Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR) oferece atendimento jurídico gratuito à população de Normandia até sexta-feira (23). Os serviços são realizados por meio da Defensoria Itinerante, com atendimentos na comunidade indígena Raposa I e na sede do município.
Nesta terça-feira (20), a equipe atende na Escola Estadual Indígena Viriato Raposo, na comunidade Raposa I. De quarta-feira (21) até sexta-feira (23), os serviços estarão disponíveis no Ginásio Poliesportivo, na sede de Normandia.
Entre os serviços oferecidos estão reconhecimento e dissolução de união estável, regulamentação de guarda, pensão alimentícia, divórcio sem partilha de bens e reconhecimento de maternidade e paternidade biológica ou socioafetiva.
A população também poderá solicitar atendimento para assentamento tardio de registro civil indígena, emissão de segunda via de documentos, retificação e restauração de registros civis, além de suprimento de registro de óbito.
A equipe da Defensoria também prestará orientações jurídicas e esclarecimentos sobre processos que já são acompanhados pela instituição.
Para receber atendimento, os interessados devem comparecer aos locais indicados com documentos pessoais e aqueles relacionados à solicitação. A recomendação é apresentar RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de renda, caso possua.
Nos casos que envolvam crianças e adolescentes, também é necessário levar a documentação do menor de idade.
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Boa Vista
Bebê de 10 meses chega sem vida a UBS de Boa Vista e pai é levado à delegacia
Uma bebê de aproximadamente 10 meses deu entrada sem sinais vitais em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Santa Tereza, em Boa Vista, na manhã de sexta-feira (16). Segundo a Polícia Militar de Roraima (PMRR), a morte foi atestada pela equipe médica, e o pai da criança foi conduzido à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
O transporte até a unidade foi feito por agentes de fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que realizavam patrulhamento na região e prestaram socorro emergencial.
Conforme o relato inicial sobre a ocorrência, populares abordaram a equipe na Rua Jaraqui e pediram ajuda para a bebê, que estaria engasgada. A nota da Polícia Militar, porém, não confirma essa informação nem aponta a causa da morte.
Após a confirmação do óbito, policiais militares localizaram o pai da criança e o apresentaram à delegacia para os procedimentos legais. A corporação não informou o motivo específico da condução nem se houve prisão. A nota também não menciona a condução da mãe.
O caso ficou sob responsabilidade da Polícia Civil de Roraima, que deverá investigar as causas e as circunstâncias da morte.
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Boa Vista
Casal venezuelano é preso suspeito de sequestrar, torturar e extorquir duas pessoas em Boa Vista
Um casal venezuelano foi preso preventivamente na manhã desta segunda-feira (19), no bairro Alvorada, zona oeste de Boa Vista, suspeito de sequestrar, torturar e extorquir duas pessoas. Segundo a Polícia Civil de Roraima (PCRR), as vítimas foram mantidas em cativeiro e os familiares tiveram que pagar R$ 9 mil para conseguir a libertação. Os crimes ocorreram entre os dias 25 e 26 de julho deste ano.
As prisões ocorreram após quase três meses de investigação conduzida pelo 4º Distrito Policial, sob responsabilidade do delegado Jonathan Freese. Durante a apuração, foram analisados depoimentos, comprovantes de transferências bancárias, informações sobre veículos e vídeos gravados durante o cativeiro.
De acordo com a Polícia Civil, o caso começou na tarde de 25 de julho, quando um venezuelano de 20 anos foi levado à força para um lava-jato, onde teria sido amarrado e agredido. A violência teria sido motivada por um desentendimento relacionado ao desaparecimento de objetos do estabelecimento.
Na mesma noite, o suspeito de 25 anos, acompanhado da companheira, de 29, teria ido à residência dos pais de uma brasileira de 19 anos, namorada da primeira vítima. No local, os envolvidos recolheram aparelhos celulares para impedir que a família acionasse a polícia.
A jovem foi retirada à força da residência e agredida diante dos familiares. Em seguida, foi levada para um imóvel no bairro Asa Branca, onde o namorado também estava sendo mantido em cativeiro.
Segundo as investigações, os dois permaneceram trancados e amarrados, sofrendo agressões físicas e ameaças. Durante os depoimentos, o suspeito admitiu ter mantido as vítimas no imóvel e agredido ambas com uma tábua de madeira.
Ele também confirmou ter gravado um vídeo em que os dois eram obrigados a fazer declarações sobre o suposto furto e assumir o compromisso de pagar pelos prejuízos alegados.
Familiares pagaram R$ 9 mil pela libertação
Enquanto as vítimas permaneciam em cativeiro, os familiares receberam cobranças para conseguir a libertação. Os suspeitos exigiram R$ 4 mil pela jovem e R$ 5 mil pelo namorado.
Para reunir o dinheiro, os familiares precisaram buscar recursos e chegaram a empenhar uma motocicleta.
A investigação identificou indícios de que a mulher presa participou diretamente das negociações, fornecendo uma chave Pix vinculada à própria empresa para receber parte dos valores. Os comprovantes das transferências foram analisados pela Polícia Civil.
Após os pagamentos, a jovem foi deixada na Praça Germano Sampaio, no bairro Pintolândia, por volta das 2h do dia 26 de julho. O namorado foi libertado posteriormente, por volta das 4h30.
Conforme os depoimentos, a jovem apresentava inchaço no rosto e hematomas provocados pelas agressões.
Investigação continua
Com as provas reunidas, o delegado Jonathan Freese solicitou à Justiça a prisão preventiva do casal. Os mandados foram cumpridos na manhã de segunda-feira (19).
“Uma suspeita de crime deve ser apurada pelas autoridades e não autoriza ninguém a sequestrar, agredir ou exigir dinheiro para libertar pessoas. Nosso trabalho foi reconstituir a dinâmica dos fatos, reunir provas e identificar a participação dos envolvidos”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil também investiga a possível participação de outras pessoas nos crimes. As diligências continuam para esclarecer a atuação de cada envolvido.
Após as prisões, os suspeitos foram encaminhados à sede do 4º Distrito Policial para os procedimentos legais. Ambos devem passar por audiência de custódia nesta terça-feira (20).
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