Boa Vista
Com paralisação de serviços terceirizados UERR recorre a teletrabalho
A Universidade Estadual de Roraima adotou o regime de teletrabalho em caráter eventual para todos os seus servidores a partir do dia 9 de dezembro de 2025. A medida atinge docentes, técnicos administrativos, comissionados e bolsistas e foi anunciada após a suspensão dos serviços terceirizados considerados essenciais para o funcionamento das unidades da instituição.
Segundo a nota oficial da Reitoria, a decisão foi motivada por caso fortuito ou força maior, decorrente da paralisação dos serviços de apoio operacional prestados por empresa contratada. O teletrabalho foi formalizado por meio de portaria da Reitoria.
A universidade informou que a medida está amparada na Resolução nº 86/2024 do Conselho Universitário, que regulamenta o regime de teletrabalho e autoriza sua aplicação em situações excepcionais. A UERR declarou ainda que não haverá prejuízo às atividades acadêmicas e administrativas, que seguirão sendo executadas de forma remota, conforme orientação das chefias imediatas.
De acordo com o comunicado institucional, o regime permanecerá em vigor até nova deliberação, e qualquer retorno às atividades presenciais será informado oficialmente à comunidade acadêmica.
Em resposta à decisão, a empresa BRS Serviços e Comércio Ltda, responsável pelos serviços terceirizados, divulgou nota de esclarecimento informando que a interrupção dos atendimentos ocorreu no dia 4 de dezembro de 2025 e foi motivada por inadimplência contratual da universidade superior a 90 dias.
A empresa afirmou que a suspensão está prevista no artigo 78, inciso XV, da Lei nº 8.666 de 1993, que trata dos contratos administrativos. A BRS também informou que mantém contratos com outras instituições públicas e privadas e que a decisão busca resguardar compromissos com seus colaboradores.
Até o momento, a UERR não se manifestou sobre a alegação de inadimplência apresentada pela empresa. O impasse ocorre enquanto a universidade mantém suas atividades em formato remoto.
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Boa Vista
Defensoria Pública leva serviços jurídicos gratuitos a comunidades de Normandia até sexta-feira (23)
A Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR) oferece atendimento jurídico gratuito à população de Normandia até sexta-feira (23). Os serviços são realizados por meio da Defensoria Itinerante, com atendimentos na comunidade indígena Raposa I e na sede do município.
Nesta terça-feira (20), a equipe atende na Escola Estadual Indígena Viriato Raposo, na comunidade Raposa I. De quarta-feira (21) até sexta-feira (23), os serviços estarão disponíveis no Ginásio Poliesportivo, na sede de Normandia.
Entre os serviços oferecidos estão reconhecimento e dissolução de união estável, regulamentação de guarda, pensão alimentícia, divórcio sem partilha de bens e reconhecimento de maternidade e paternidade biológica ou socioafetiva.
A população também poderá solicitar atendimento para assentamento tardio de registro civil indígena, emissão de segunda via de documentos, retificação e restauração de registros civis, além de suprimento de registro de óbito.
A equipe da Defensoria também prestará orientações jurídicas e esclarecimentos sobre processos que já são acompanhados pela instituição.
Para receber atendimento, os interessados devem comparecer aos locais indicados com documentos pessoais e aqueles relacionados à solicitação. A recomendação é apresentar RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de renda, caso possua.
Nos casos que envolvam crianças e adolescentes, também é necessário levar a documentação do menor de idade.
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Boa Vista
Bebê de 10 meses chega sem vida a UBS de Boa Vista e pai é levado à delegacia
Uma bebê de aproximadamente 10 meses deu entrada sem sinais vitais em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Santa Tereza, em Boa Vista, na manhã de sexta-feira (16). Segundo a Polícia Militar de Roraima (PMRR), a morte foi atestada pela equipe médica, e o pai da criança foi conduzido à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
O transporte até a unidade foi feito por agentes de fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que realizavam patrulhamento na região e prestaram socorro emergencial.
Conforme o relato inicial sobre a ocorrência, populares abordaram a equipe na Rua Jaraqui e pediram ajuda para a bebê, que estaria engasgada. A nota da Polícia Militar, porém, não confirma essa informação nem aponta a causa da morte.
Após a confirmação do óbito, policiais militares localizaram o pai da criança e o apresentaram à delegacia para os procedimentos legais. A corporação não informou o motivo específico da condução nem se houve prisão. A nota também não menciona a condução da mãe.
O caso ficou sob responsabilidade da Polícia Civil de Roraima, que deverá investigar as causas e as circunstâncias da morte.
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Boa Vista
Casal venezuelano é preso suspeito de sequestrar, torturar e extorquir duas pessoas em Boa Vista
Um casal venezuelano foi preso preventivamente na manhã desta segunda-feira (19), no bairro Alvorada, zona oeste de Boa Vista, suspeito de sequestrar, torturar e extorquir duas pessoas. Segundo a Polícia Civil de Roraima (PCRR), as vítimas foram mantidas em cativeiro e os familiares tiveram que pagar R$ 9 mil para conseguir a libertação. Os crimes ocorreram entre os dias 25 e 26 de julho deste ano.
As prisões ocorreram após quase três meses de investigação conduzida pelo 4º Distrito Policial, sob responsabilidade do delegado Jonathan Freese. Durante a apuração, foram analisados depoimentos, comprovantes de transferências bancárias, informações sobre veículos e vídeos gravados durante o cativeiro.
De acordo com a Polícia Civil, o caso começou na tarde de 25 de julho, quando um venezuelano de 20 anos foi levado à força para um lava-jato, onde teria sido amarrado e agredido. A violência teria sido motivada por um desentendimento relacionado ao desaparecimento de objetos do estabelecimento.
Na mesma noite, o suspeito de 25 anos, acompanhado da companheira, de 29, teria ido à residência dos pais de uma brasileira de 19 anos, namorada da primeira vítima. No local, os envolvidos recolheram aparelhos celulares para impedir que a família acionasse a polícia.
A jovem foi retirada à força da residência e agredida diante dos familiares. Em seguida, foi levada para um imóvel no bairro Asa Branca, onde o namorado também estava sendo mantido em cativeiro.
Segundo as investigações, os dois permaneceram trancados e amarrados, sofrendo agressões físicas e ameaças. Durante os depoimentos, o suspeito admitiu ter mantido as vítimas no imóvel e agredido ambas com uma tábua de madeira.
Ele também confirmou ter gravado um vídeo em que os dois eram obrigados a fazer declarações sobre o suposto furto e assumir o compromisso de pagar pelos prejuízos alegados.
Familiares pagaram R$ 9 mil pela libertação
Enquanto as vítimas permaneciam em cativeiro, os familiares receberam cobranças para conseguir a libertação. Os suspeitos exigiram R$ 4 mil pela jovem e R$ 5 mil pelo namorado.
Para reunir o dinheiro, os familiares precisaram buscar recursos e chegaram a empenhar uma motocicleta.
A investigação identificou indícios de que a mulher presa participou diretamente das negociações, fornecendo uma chave Pix vinculada à própria empresa para receber parte dos valores. Os comprovantes das transferências foram analisados pela Polícia Civil.
Após os pagamentos, a jovem foi deixada na Praça Germano Sampaio, no bairro Pintolândia, por volta das 2h do dia 26 de julho. O namorado foi libertado posteriormente, por volta das 4h30.
Conforme os depoimentos, a jovem apresentava inchaço no rosto e hematomas provocados pelas agressões.
Investigação continua
Com as provas reunidas, o delegado Jonathan Freese solicitou à Justiça a prisão preventiva do casal. Os mandados foram cumpridos na manhã de segunda-feira (19).
“Uma suspeita de crime deve ser apurada pelas autoridades e não autoriza ninguém a sequestrar, agredir ou exigir dinheiro para libertar pessoas. Nosso trabalho foi reconstituir a dinâmica dos fatos, reunir provas e identificar a participação dos envolvidos”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil também investiga a possível participação de outras pessoas nos crimes. As diligências continuam para esclarecer a atuação de cada envolvido.
Após as prisões, os suspeitos foram encaminhados à sede do 4º Distrito Policial para os procedimentos legais. Ambos devem passar por audiência de custódia nesta terça-feira (20).
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