Roraima
Governo de Roraima faz cooperação com CBF e Federação para modernizar estádios e ampliar campos gramados
Acordo prevê cessão do Canarinho, Ribeirão e investimentos de R$ 3 milhões em estrutura para o futebol no estado
O Governo de Roraima anunciou uma parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Federação Roraimense de Futebol para modernização de estádios e ampliação da infraestrutura esportiva no estado. Para detalhar os termos da cooperação, o governador Soldado Sampaio recebeu nesta segunda-feira, 4, no Palácio Senador Hélio Campos, o presidente da CBF, Samir Xaud.
O investimento de R$ 3 milhões da CBF e FRF para a gestão compartilhada com o Governo de Roraima, vai beneficiar o estádio Canarinho com foco na adequação às exigências técnicas, incluindo gramado novo irrigado, painel eletrônico e ampliação do uso para competições e treinamentos.
O estádio Ribeirão receberá gramado novo e reforma de vestiários e arquibancadas. Já o Campo Rei Pelé terá melhorias também no gramado. Durante a agenda institucional, Soldado Sampaio destacou que a ação conjunta valoriza o esporte local profissional e amador.
“Estamos construindo uma cooperação entre o Governo do Estado, a CBF e a Federação Roraimense para o uso compartilhado do Canarinho. Em contrapartida, haverá investimentos importantes dessas entidades na melhoria dos campos e da estrutura esportiva”, afirmou.
Entre as intervenções previstas na modernização do Estádio Canarinho está a troca do gramado, implantação de sistema de irrigação e drenagem, além de melhorias em equipamentos e estrutura. As adequações, neste sentido, buscam alinhar o estádio aos padrões exigidos para competições oficiais.
O presidente da CBF, Samir Xaud, ressaltou que a iniciativa atende a uma demanda histórica do futebol roraimense e reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento regional.
“Esse é um pedido importante para o desporto roraimense. Vamos fazer a troca do gramado do Canarinho, com irrigação e drenagem, garantindo um padrão de qualidade compatível com competições nacionais”, disse.
Expansão da estrutura esportiva
Além do Canarinho, o Estádio Ribeirão deverá receber novo gramado, ampliando a capacidade de uso para treinamentos e partidas. Já o campo do Rei Pelé também será contemplado com substituição do gramado.
“O projeto inclui a implantação de gramado no Ribeirão e melhorias em outros campos utilizados pela comunidade. Isso amplia as opções para atletas e fortalece a prática esportiva no estado”, afirmou Xaud.
O governador acrescentou que o Estado também atuará diretamente na ampliação da estrutura esportiva. “Além desses investimentos, o Governo do Estado vai garantir o gramado de outros espaços, como o campo do Careca, no Caranã. Com isso, vamos ampliar a quantidade de campos com condições adequadas para a prática do futebol”, destacou.
Cessão e gestão dos estádios
Como parte do acordo, o Governo de Roraima prevê a cessão de uso dos estádios Canarinho e Ribeirão à Federação Roraimense de Futebol por período de até 20 anos. Nesse tempo, a entidade será responsável pela gestão e manutenção das estruturas, enquanto o Estado continuará garantindo suporte operacional, como segurança, energia e água.
A proposta também inclui melhorias em áreas como arquibancadas, vestiários, estacionamento e espaços para imprensa, com objetivo de ampliar as condições de uso e atender às exigências técnicas das competições.
Fortalecendo o futebol roraimense
A iniciativa ocorre em um contexto de crescimento da participação de clubes roraimenses em competições nacionais, o que aumenta a demanda por infraestrutura adequada para jogos nacionais e regionais. A modernização dos estádios é considerada necessária para garantir a realização de partidas com segurança e qualidade.
Conforme Xaud, a Federação já vem trabalhando esse projeto há alguns anos, e que agora será colocado em prática.
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Roraima
Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da PF
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de suas funções.
A conclusão do julgamento, contudo, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto isso, a liminar (decisão urgente e provisória) de Mendonça segue em vigor.
O pedido de vista foi requerido por Gilmar Mendes assim que a sessão extraordinária da Segunda Turma para analisar o caso foi aberta, às 10h.
Pouco depois, porém, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam o voto para confirmar a decisão de Mendonça, formando maioria de três entre os cinco ministros que compõem o colegiado. O ministro Dias Toffoli também integra a Segunda Turma.
A sessão extraordinária da Segunda Turma foi convocada horas depois de Mendonça ter assinado a decisão de afastar Rodrigues e o delegado Leandro Almada, diretor de inteligência da PF. Ele atendeu a um pedido do partido Novo.
Entenda
O ministro justificou a decisão afirmando ter sido monitorado ilegalmente durante o mês de agosto, com a produção de ao menos seis relatórios de inteligência ocultos. Também foi monitorado o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A existência dos relatórios veio à tona após o ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo, ter tornado um deles público, afirmando, com base no documento, que Mendonça estaria cometendo abusos de autoridade ao direcionar como relator as investigações da Operação Compliance Zero.
A operação apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e seu antigo dono, Daniel Vorcaro.
Moraes divulgou o que seria um “relatório de inteligência” da PF depois que Mendonça, por sua vez, tornou públicas mensagens recuperadas do celular apreendido de Vorcaro e que a PF diz terem sido enviadas a Moraes.
Nas mensagens, o ex-banqueiro aparenta ter relação de proximidade com Moraes. Uma delas sugere, por exemplo, que o ministro recebeu e editou um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório de advocacia de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.
Em outra mensagem, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da Polícia Federal para prendê-lo. Moraes, por sua vez, nega qualquer contato com o ex-banqueiro.
Roraima
Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5% este ano
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,01% para 5% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta terça-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
A previsão está acima do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
No mês de julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo.
A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.
Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,28% para 4,29%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em agosto, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela quarta vez seguida.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 15 e 16 de setembro.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica chegue a 13,75% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,5% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,5%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,96% e 2%, respectivamente.
No segundo trimestre de 2026, a economia do país cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 1,9%, de acordo com o IBGE.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.
Roraima
Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal
O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções.
Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.
O ministro justificou a urgência da medida diante do que disse ser a “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de “relatórios de inteligência” da PF pelo ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo.
O movimento ocorre após Moraes ter tornado público, na semana passada, um relatório da PF em que se sugere um possível direcionamento das investigações do caso Master contra desafetos políticos de Mendonça. O documento, contudo, não é assinado nem possui o cabeçalho da PF.
“[O episódio] impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, escreveu Mendonça.
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