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Eleições 2026: Quando tantos se calaram, nós escolhemos falar

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Amanhã, Roraima volta às urnas. E, para quem viveu esta eleição não apenas como eleitor, mas diariamente dentro de uma redação, é impossível chegar a este momento sem refletir sobre o caminho percorrido.

Foi uma campanha diferente de todas as outras. Tivemos uma eleição suplementar em junho, disputas judiciais, incertezas, uma nova campanha poucos meses depois e, no meio de tudo isso, uma avalanche de versões jurídicas, acusações, narrativas e informações falsas ou distorcidas circulando principalmente pelas redes sociais.

O Roraima 1 atravessou todo esse período fazendo escolhas editoriais. E eu também fiz as minhas.

Escolhemos publicar o que entendíamos ser relevante. Escolhemos confrontar versões com documentos, decisões judiciais, dados oficiais e o contraditório. Escolhemos abrir espaço para fatos que, muitas vezes, encontravam silêncio onde deveria haver questionamento.

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Isso certamente desagradou pessoas e grupos políticos. Jornalismo que não desagrada ninguém provavelmente também não incomoda quem gostaria de agir sem ser questionado.

Em alguns momentos, fomos acusados de tomar partido simplesmente porque fizemos contraponto a determinadas narrativas. Mas existe uma diferença importante entre tomar partido e não aceitar passivamente uma informação que pode ser verificada.

Notícia é notícia, opinião é opinião. No Roraima 1, procuramos deixar essa separação clara. Quando informamos, temos o compromisso de apresentar fatos, ouvir os envolvidos e permitir que o leitor forme sua própria conclusão. Quando eu opino, assino aquilo que penso e assumo a responsabilidade pelas minhas palavras.

E considero importante dizer isso às vésperas da eleição: a minha opinião também tem valor. Ser jornalista não me retira o direito de interpretar a realidade, de discordar, de questionar ou de me posicionar. Ao contrário: depois de anos acompanhando a política de Roraima, conhecendo seus personagens, observando governos, campanhas, promessas e contradições, seria estranho fingir que não tenho opinião.

O que não posso (e não quero) é disfarçar opinião de notícia. Quando escrevo um artigo como este, o leitor sabe que está lendo a visão de Rubens Medeiros. Pode concordar comigo, discordar completamente, criticar ou apresentar outro ponto de vista. É assim que deve ser.

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O que não considero aceitável é exigir silêncio de um jornalista simplesmente porque a opinião dele contraria interesses.

Nesta campanha, houve momentos em que falar significou ficar praticamente sozinho. Houve injustiças que poderiam ter passado sem contraponto. Houve versões repetidas tantas vezes que corriam o risco de ganhar aparência de verdade apenas pela repetição. E houve quem preferisse o conforto do silêncio.

Nós escolhemos outro caminho. O Roraima 1 não será lembrado como um veículo que procurou descobrir de que lado soprava o vento antes de publicar uma notícia. Quero que seja lembrado como um portal que teve disposição para fazer perguntas quando elas precisavam ser feitas, inclusive quando isso tinha custo.

Também não acredito em jornalismo feito para destruir reputações ou fabricar heróis. Nosso compromisso deve continuar sendo com aquilo que pode ser demonstrado.

Amanhã, entretanto, o protagonismo deixa definitivamente as redações, os candidatos, os institutos de pesquisa, os grupos de WhatsApp e as redes sociais. Passa para o eleitor. Cada cidadão entrará sozinho diante da urna. Nenhum jornalista estará ali. Nenhum candidato estará ao lado. Nenhum influenciador poderá apertar os números por ele.

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E talvez essa seja uma das maiores virtudes da democracia: depois de meses de discursos, acusações, pesquisas, notícias, opiniões e disputas de narrativa, a decisão pertence exclusivamente ao eleitor.

O Roraima 1 cumpriu o papel que escolheu exercer nesta campanha: informar, questionar, confrontar versões e não aceitar que o silêncio fosse nossa resposta diante daquilo que entendíamos precisar ser dito.

Amanhã, cada roraimense fará a sua como cidadão. E, qualquer que seja o resultado das urnas, uma coisa não muda: quando a eleição terminar, o jornalismo precisa continuar.

Fiscalizando quem vencer. Cobrando as promessas feitas durante a campanha. Dando voz a quem precisar ser ouvido. Corrigindo informações falsas, independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado pela verdade.

Governos passam, campanhas acabam e os candidatos vencem ou perdem. A credibilidade que construímos diante do leitor é o que fica. E essa, para mim, é a eleição que uma redação disputa todos os dias.

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Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Eleições 2026: saiba a ordem dos votos e como usar a urna eletrônica

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Os eleitores de Roraima vão às urnas neste domingo (4) para o primeiro turno das Eleições 2026. No estado, a votação começa às 7h e termina às 16h, pelo horário local. Quem estiver na fila no momento do encerramento terá o direito de votar.

Neste ano, cada eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica. A sequência é apresentada automaticamente pelo equipamento e começa pelos cargos proporcionais, passa pelos dois votos para o Senado e termina com governador e presidente da República.

A ordem de votação será:

  1. Deputado federal – quatro dígitos;
  2. Deputado estadual – cinco dígitos;
  3. Primeiro senador – três dígitos;
  4. Segundo senador – três dígitos;
  5. Governador – dois dígitos;
  6. Presidente da República – dois dígitos.

Após digitar o número, o eleitor deve conferir na tela a foto, o nome, o cargo e o partido do candidato. Se os dados estiverem corretos, basta apertar a tecla verde “Confirma”. Caso tenha digitado algum número errado, é possível usar a tecla laranja “Corrige” e refazer a escolha antes da confirmação.

Dois votos para senador

Uma das principais diferenças desta eleição é a escolha de dois senadores. Os votos são registrados separadamente e precisam ser destinados a candidatos diferentes.

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Se o eleitor digitar o mesmo candidato nas duas etapas, o primeiro voto será considerado válido e o segundo será anulado. Por isso, é importante organizar previamente os números dos dois candidatos escolhidos.

Atenção à tecla “Confirma”

A urna eletrônica possui uma pausa de segurança antes da liberação da tecla verde “Confirma”. Depois que o eleitor termina de digitar o número do candidato, a mensagem “Confira seu voto” aparece na tela durante um segundo.

Nesse intervalo, a tecla fica temporariamente inativa. Se o eleitor apertar “Confirma” antes da liberação, o comando não será registrado. É necessário aguardar e pressionar novamente.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclarece que não existe na urna uma mensagem chamada “Confirma o seu voto”. O eleitor deve apenas conferir os dados apresentados na tela e confirmar quando a tecla estiver liberada.

O que levar para votar

Para se identificar na seção eleitoral, o eleitor pode utilizar o e-Título com fotografia ou apresentar um documento oficial com foto.

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São aceitos documentos como RG, identidade social, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Leve uma “cola” com os números

A Justiça Eleitoral recomenda levar uma anotação em papel com os números dos candidatos, seguindo a ordem de votação. A medida ajuda a evitar esquecimentos e pode tornar o processo mais rápido.

O eleitor pode consultar a anotação dentro da cabine. Celulares e outros equipamentos eletrônicos não podem ser levados para a cabine de votação e devem ser deixados no local indicado pelos mesários.

Votação termina às 16h em Roraima

A votação termina às 16h deste domingo, no horário de Roraima, equivalente às 17h de Brasília. Eleitores que já estiverem na fila nesse horário poderão votar normalmente.

Depois do encerramento, cada urna eletrônica emite o Boletim de Urna (BU), documento público que apresenta o resultado registrado naquela seção eleitoral.

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O primeiro turno ocorre neste domingo, 4 de outubro. Se houver necessidade de segundo turno para presidente da República ou governador, a nova votação será realizada em 25 de outubro.

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Na última pesquisa antes da eleição, Quaest aponta Arthur com 64% dos votos válidos contra 34% de Sampaio

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A última pesquisa Quaest antes do primeiro turno das Eleições 2026 aponta Arthur Henrique (PL) com 64% dos votos válidos na disputa pelo Governo de Roraima. Soldado Sampaio (Republicanos) aparece com 34%. O levantamento foi divulgado neste sábado (3), véspera da votação.

Farah Mesquita (Solidariedade) e Rosi Aires (PSOL) têm 1% cada. Clébio Genuíno (PCO) aparece com 0%.

Nos votos totais, Arthur tem 59%, contra 33% de Sampaio. Na pesquisa anterior, divulgada em 25 de setembro, os dois apareciam com 57% e 32%, respectivamente. Os indecisos caíram de 7% para 3%.

Nicoletti (PL), Teresa (MDB), Helena (PSD) e Chico (PSB). Fotos: reprodução

Senado

Na disputa pelas duas vagas ao Senado, Nicoletti (PL) aparece com 26% dos votos válidos, Teresa Surita (MDB) tem 25% e Helena da Asatur (PSD), 19%. Chico Rodrigues (PSB) aparece com 15%.

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Na pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 25 de setembro, Teresa tinha 22%, Nicoletti 19% e Helena 17%. Naquela rodada, os três estavam em situação de empate técnico considerando a margem de erro de três pontos percentuais. No levantamento deste sábado, a margem de erro caiu para dois pontos percentuais.

A pesquisa foi encomendada pela Rede Amazônica, grupo afiliado a TV Globo em Roraima, e ouviu 1.800 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RR-08283/2026.

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Lei seca começa às 23h deste sábado (3) em Roraima e segue até as 17h de domingo (4)

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A venda, a distribuição, o fornecimento e o consumo de bebidas alcoólicas estarão proibidos em Roraima das 23h deste sábado (3) às 17h de domingo (4), dia do primeiro turno das Eleições 2026. A determinação vale para todo o território estadual.

A restrição foi estabelecida pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) por meio da Portaria nº 195, de 24 de setembro de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado em 28 de setembro. O texto não limita a proibição a bares, restaurantes ou outros estabelecimentos comerciais.

Segundo a portaria, a medida busca preservar a ordem pública e garantir a segurança e a normalidade dos trabalhos eleitorais. A Sesp considera que o consumo de álcool na véspera e no dia da votação pode provocar transtornos ao processo eleitoral.

Descumprimento pode resultar em prisão

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A portaria prevê que o descumprimento sujeita o infrator às sanções legais cabíveis, inclusive prisão em flagrante por desobediência. A norma cita o artigo 347 do Código Eleitoral e o artigo 330 do Código Penal.

Quem for flagrado descumprindo a determinação será conduzido pela Polícia Militar a uma delegacia da Polícia Civil para as providências legais.

Cópias da portaria foram encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima, às forças de segurança estaduais, municipais e federais e ao Ministério Público Eleitoral, entre outros órgãos, para conhecimento e adoção das providências necessárias.

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