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Após cirurgia, cacique Raoni segue com boa evolução clínica em UTI

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O cacique Raoni Metukire, de 94 anos, foi submetido na tarde de sábado (20) a uma cirurgia para desobstrução intestinal, no hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista.

O procedimento foi feito sem complicações, com uma técnica minimamente invasiva. Posteriormente, o cacique foi transferido para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para se recuperar da cirurgia e do quadro de desidratação e pneumonia aspirativa.

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Em boletim divulgado às 11h30 deste domingo (21), o hospital afirma que o cacique segue com boa evolução clínica, afebril e respirando em ar ambiente. Está consciente e respondendo às solicitações. 

O Instituto Raoni, que presta informações sobre o estado de saúde do cacique, nas redes sociais, agradeceu a todos que vibraram positivamente pela cirurgia e pela recuperação da liderança indígena.

“A cirurgia foi um sucesso e ele permanece na UTI para observação, recebendo todos os cuidados”, afirma o instituto, em nota. “Nossa profunda gratidão por cada gesto de carinho e solidariedade”.

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Anteriormente, Raoni estava internado no hospital Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, no Mato Grosso. Ele foi transferido para São Paulo sexta-feira (19).

Em São Paulo, o acompanhamento de Raoni é conduzido pelo médico Franz Robert Apodaca Torrez, cirurgião e professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp.

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Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Curaçao conquista primeiro ponto nas Copas ao frear o Equador: 0 a 0

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Um roteiro parecido com o do confronto entre Espanha e Cabo Verde, na rodada inaugural da Copa do Mundo de 2026, rendeu a Curaçao seu primeiro ponto na história das Copas. Na noite deste sábado (20), com grande atuação de um goleiro (no caso Eloy Room, de 37 anos), a seleção estreante segurou o 0 a 0 com o Equador, em Kansas City e chega à última rodada da chave ainda com chances de classificação. Tanto Curaçao quanto Equador somam um ponto, a Costa do Marfim tem três e a Alemanha, já classificada, tem seis.

O jogo foi uma grande exibição de Eloy Room, que depois de sofrer sete gols da Alemanha na estreia, teve atuação espetacular, com 15 defesas, sendo escolhido o melhor em campo. A defesa mais impressionante foi no primeiro tempo, quando Enner Valencia surgiu livre, dentro da área e o goleiro defendeu o chute forte do atacante do Internacional.

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Na segunda etapa, o Equador seguiu tendo a posse (75% do tempo) e finalizando (26 chutes a gol no total), mas sem eficiência. Curaçao até se arriscou no ataque e teve algumas chances de marcar.

Mas o 0 a 0 se manteve no placar, para alegria de um lado e decepção do outro. Na última rodada, no dia 25, o Equador encara a Alemanha em Nova Jersey, enquanto Curaçao enfrenta a Costa do Marfim na Filadélfia.

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Japão goleia a Tunísia e acirra briga pela liderança do grupo F: 4 a 0

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Se a Holanda impressionou goleando a Suécia, o Japão não ficou para trás. Na madrugada deste domingo (21), os nipônicos golearam a Tunísia por 4 a 0, em Monterrey, no México e agora têm campanha quase idêntica à dos holandeses, com quem empataram por 2 a 2 na primeira rodada do grupo F da Copa do Mundo de 2026. Ambos somam quatro pontos e quatro gols de saldo, com a Holanda ficando à frente por ter marcado um gol a mais. A rodada decisiva da chave que cruza com o grupo do Brasil na próxima fase acontece na quinta-feira.

A partida foi um recital de futebol do Japão. O primeiro gol saiu logo aos três minutos. Nakamaura foi lançado na ponta esquerda, avançou e cruzou rasteiro. Kamada, embolado com os zagueiros tunisianos, desviou para o gol para marcar.

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A seleção japonesa esteve muito próxima do gol por duas vezes, mas o zagueiro Bronn impediu um gol certo de Ueda praticamente em cima da linha e depois o goleiro Dahmen fez uma defesaça literalmente em cima da linha, em lance que teve que ser confirmado pela tecnologia do chip dentro da bola, que mostrou que ela entrou quase inteiramente.

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No entanto, aos 31, não teve escapatória: Ueda arriscou da entrada da área, pelo lado direito e acertou um chutaço sem chances para Dahmen.

Na volta para o segundo tempo, o Japão seguiu controlando o jogo e naturalmente chegou às redes mais duas vezes: aos 24, após bela triangulação pelo meio, Ito apareceu livre na cara do gol e tocou na saída do goleiro para ampliar.

Aos 38, outra jogada bem trabalhada pela direita terminou em cruzamento para Ueda finalizar de cabeça, no contrapé da zaga, para marcar o segundo dele e dar números finais à partida.

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A Tunísia, já eliminada da Copa, faz seu último jogo diante da Holanda, em Kansas City. Japão e Suécia (que tem três pontos) medem forças em Dallas, com ambas podendo até terminar em primeiro na chave, a depender dos resultados. Os dois primeiros deste grupo enfrentam os dois primeiros do grupo do Brasil na primeira fase de mata-mata. Com a atual classificação, os confrontos seriam Brasil x Japão e Holanda x Marrocos.

 

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Estudo revela preservação de tecidos de pterossauro por 113 milhões

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Um novo mecanismo global de fossilização capaz de preservar tecidos moles e até esteroides, moléculas orgânicas extremamente frágeis, em um pterossauro do período Cretáceo [era dos dinossauros] encontrado na Formação Romualdo, na Bacia do Araripe (CE) foi identificado por pesquisadores do Brasil, Austrália, Alemanha e Estados Unidos.

O estudo inédito, baseado em análises avançadas de geoquímica, microscopia e tomografia 3D, revela que bactérias oxidantes de enxofre desempenharam papel decisivo na mineralização rápida do fóssil, garantindo sua preservação tridimensional excepcional.

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O trabalho reuniu especialistas de 15 instituições internacionais. O documento detalha análises de tomografia, geoquímica isotópica, microscopia eletrônica e espectrometria de massa.

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“A preservação desse pterossauro é extraordinária. Estamos falando de tecidos e moléculas que, em condições normais, desapareceriam em poucos dias. O fato de termos acesso a esse nível de detalhe, mais de 100 milhões de anos depois, mostra como a Bacia do Araripe é um dos sítios fossilíferos mais importantes do planeta”, destaca entusiasmado o paleontólogo Alexander Kellner, do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um dos autores do estudo.

A professora titular da Cátedra John Curtin e diretora fundadora do Centro de Geoquímica Orgânica e Isotópica da Austrália Ocidental na Universidade Curtin, Klitin Grici afirmou que as descobertas abrem uma nova janela para a formação de fósseis.

“Este fóssil é uma verdadeira cápsula do tempo — não apenas está lindamente preservado, mas, pela primeira vez, detectamos traços de esteroides em um pterossauro, fornecendo mais evidências de que essas criaturas provavelmente se alimentavam de peixes ou lulas”, afirmou Klitin.

A pesquisa aponta que é um processo em “efeito dominó” no qual a decomposição inicial do animal cria microambientes químicos que alimentam microrganismos específicos. Esses micróbios desencadeiam uma sequência de precipitações minerais (sulfatos, fosfatos e múltiplas fases de carbonato), que selam o fóssil antes que tecidos e biomoléculas se degradem.

“Essa descoberta muda nossa compreensão sobre como fósseis excepcionais se formam. Mostramos que micróbios podem criar microambientes altamente eficientes para preservar tecidos e moléculas que normalmente desapareceriam em dias. O estudo comprova que a Bacia do Araripe continua revelando segredos extraordinários. Este trabalho reforça a importância científica e patrimonial da região”, avalia o professor Antônio Álamo Feitosa Saraiva, da Universidade Regional do Cariri.

” Os pterossauros eram répteis voadores que viveram ao lado dos dinossauros e foram os primeiros vertebrados a dominar o voo motorizado, com algumas espécies atingindo envergaduras gigantescas, acima dos 10 metros. O presente exemplar representa um indivíduo do grupo denominado de Anhangueridae e tinha perto de 8 metros de abertura alar”, afirma o professor Renan Bantim, Curador do Museu de Plácido Cidade Nuvens, onde o exemplar está depositado.

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Além da questão científica, cabe comemorar a parceria entre o Museu Nacional/UFRJ e a Universidade Regional do Cariri (URCA), vem de longa data e tem produzido achados espetaculares. Agora, através do Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – INCT Paleovert – programa financiado pelo CNPq, temos a possibilidade de firmar parecerias como esta liderada pela Universidade Curtin da Austrália, e atuar na fronteira do conhecimento na pesquisa de organismos que há milhões de anos habitaram o nosso planeta” reforça Kellner.

O estudo foi publicado no dia 18 na revista iScience.

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