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Jhonatan de Jesus cobra avanços na assistência estudantil e aponta falhas na distribuição de recursos das universidades federais

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O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, defendeu o fortalecimento da assistência estudantil nas universidades federais e cobrou avanços do Ministério da Educação (MEC) na implementação de medidas para garantir a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Relator do processo que acompanha a execução das políticas de assistência estudantil no país, Jhonatan destacou que o trabalho do TCU tem como foco combater a evasão universitária e garantir que estudantes de baixa renda consigam concluir a graduação.

“Nosso trabalho avaliou esse instrumento essencial para garantir a permanência e a conclusão de curso dos estudantes de graduação em situação de vulnerabilidade, combatendo a evasão e a retenção acadêmica”, afirmou o ministro.

O acompanhamento também analisou os impactos da Lei nº 14.914/2024, que instituiu a Política Nacional de Assistência Estudantil e ampliou o alcance das ações voltadas aos alunos em situação de fragilidade socioeconômica.

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Segundo Jhonatan de Jesus, apesar dos avanços registrados nos últimos anos, ainda existem desafios importantes. Um deles é a recomposição do orçamento destinado à assistência estudantil. Dados analisados pelo TCU mostram que os recursos passaram de R$ 983 milhões em 2022 para R$ 1,32 bilhão em 2025.

“Contudo, esse valor, quando confrontado com os demais anos atualizados, ainda não alcançou o patamar registrado em 2016”, ponderou o ministro.

Crítica à distribuição dos recursos

O relator também apontou que uma das recomendações feitas anteriormente pelo TCU continua sem ser implementada pelo MEC: a revisão da matriz de distribuição dos recursos entre as universidades federais.

De acordo com Jhonatan, o ministério segue adotando apenas a correção dos valores pela inflação, sem considerar indicadores que reflitam a quantidade real de estudantes vulneráveis atendidos por cada instituição.

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“Essa paralisia do Ministério da Educação impede que os recursos sejam alocados de forma equitativa, prejudicando instituições que possuam perfis discentes com demandas sociais mais acentuadas”, afirmou.

Mais da metade dos estudantes elegíveis não pede auxílio

Outro dado que chamou a atenção do TCU foi o chamado “Funil da Vulnerabilidade”. O levantamento revelou que 52% dos estudantes que poderiam receber assistência estudantil sequer chegam a solicitar os benefícios oferecidos pelas universidades.

Segundo o ministro, o problema está relacionado ao desconhecimento dos programas e à burocracia exigida durante o processo de inscrição.

“A dimensão facilidade de reunir documentação obteve a pior avaliação, indicando que o excesso de exigências documentais e formulários complexos afastam o estudante vulnerável antes mesmo da análise de mérito do pedido”, observou.

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O TCU informou que continuará monitorando a implementação das recomendações feitas ao MEC, especialmente em relação à distribuição dos recursos, à modernização dos sistemas de acompanhamento e à ampliação do acesso dos estudantes aos programas de assistência estudantil.

Para Jhonatan de Jesus, o fortalecimento dessas políticas é fundamental para garantir que dificuldades financeiras não se transformem em barreiras ao acesso e à conclusão do ensino superior.

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Técnico de refrigeração é preso suspeito de furtar estruturas metálicas do IML em Boa Vista

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A Polícia Civil de Roraima prendeu em flagrante um técnico de refrigeração de 44 anos suspeito de furtar estruturas metálicas do Instituto de Medicina Legal (IML), em Boa Vista. Segundo a corporação, 20 barras de metalon retiradas da unidade foram recuperadas durante a investigação.

O homem, identificado pelas iniciais L.B.O., foi preso em uma ação do 4º Distrito Policial e do Grupo de Resposta Imediata (GRI). A Polícia Civil afirma que ele contou com a ajuda de outro suspeito, já identificado, mas que não havia sido localizado até esta sexta-feira (5).

O caso começou a ser apurado após servidores do IML perceberem a retirada de estruturas metálicas armazenadas no local para uso nas obras do prédio. Uma servidora fotografou a movimentação e comunicou a direção da unidade.

De acordo com a investigação, um dos envolvidos utilizava uniforme de uma empresa que havia prestado serviços anteriormente no instituto. Questionado, ele alegou que o material seria destinado a uma obra do Corpo de Bombeiros.

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A informação foi verificada pela Secretaria de Segurança Pública, que informou não existir autorização para a retirada das estruturas. Segundo a Polícia Civil, os materiais já integravam o patrimônio do órgão.

Durante as diligências, o suspeito devolveu inicialmente cinco barras de metalon. As fotografias registradas por servidores, porém, indicavam uma quantidade maior de material retirada do local.

Após ser confrontado com as imagens, o homem informou onde o restante das estruturas estava armazenado. Outras 15 barras foram encontradas em uma serralheria no bairro Pricumã.

Depois dos procedimentos no 4º Distrito Policial, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia e permaneceu à disposição da Justiça.

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UFRR abre 132 vagas em 30 cursos para estudantes indígenas; inscrições seguem até 30 de junho

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A Universidade Federal de Roraima (UFRR) está com inscrições abertas para o Vestibular Indígena 2027, que oferta 132 vagas distribuídas em 30 cursos de graduação. As oportunidades são destinadas a estudantes indígenas e contemplam cursos ofertados nos campi Paricarana, Cauamé e Murupu.

Os interessados podem se inscrever até o dia 30 de junho, exclusivamente pelo portal da Comissão Permanente de Vestibular (CPV/UFRR). Para participar, é necessário realizar cadastro prévio no sistema e preencher o questionário socioeconômico exigido pela instituição.

A taxa de inscrição é de R$ 90. O período para solicitação de isenção encerrou na última quarta-feira (4).

Nesta edição, o processo seletivo será realizado em fase única, composta por prova objetiva e redação. A aplicação está marcada para o dia 27 de setembro, das 8h às 12h, no campus Paricarana, em Boa Vista.

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Os locais de prova serão divulgados posteriormente na página da CPV e na área de acompanhamento dos candidatos.

Conforme o cronograma oficial, o resultado final do Vestibular Indígena 2027 será publicado em 6 de novembro.

Considerado um dos principais mecanismos de acesso de indígenas ao ensino superior em Roraima, o vestibular busca ampliar a presença dos povos originários nos cursos de graduação da universidade, fortalecendo a formação acadêmica e a valorização da diversidade cultural no ambiente universitário.

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Defesa Civil Municipal retira família de área de risco após avanço das águas no bairro Cauamé

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Uma família que morava em uma área de risco no bairro Cauamé, em Boa Vista, foi retirada de casa nesta sexta-feira (5) pela Defesa Civil Municipal após o avanço das águas provocado pela cheia do Rio Branco.

A ação foi realizada após um chamado registrado na Central de Atendimento 156. A residência fica em uma Área de Preservação Permanente (APP), às margens do rio, região que tem sido monitorada pelas equipes municipais devido ao aumento do nível das águas.

Com apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec), que disponibilizou um caminhão para o transporte dos pertences, móveis e animais da família foram levados para uma residência no bairro Laura Moreira, considerada segura.

Segundo a Defesa Civil, o trabalho integrado entre os órgãos municipais tem permitido respostas mais rápidas às ocorrências relacionadas ao período chuvoso.

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“Assim que recebemos a solicitação, organizamos toda a logística necessária para prestar assistência à família. O trabalho em conjunto permite que as ações ocorram com rapidez e segurança”, afirmou o inspetor José Moraes.

Nível do Rio Branco 

De acordo com a Defesa Civil, o Rio Branco atingiu 8,23 metros em Boa Vista nesta sexta-feira, mantendo o alerta para áreas vulneráveis à inundação. A capital também permanece sob alerta amarelo para chuvas intensas, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Além das remoções emergenciais, as equipes seguem monitorando áreas de risco e orientando moradores sobre medidas preventivas durante o período de cheia.

A população pode acionar a Central 156 a qualquer hora para comunicar ocorrências relacionadas às chuvas ou solicitar apoio da Defesa Civil.

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