Boa Vista
Foragido por estupro de vulnerável e homicídio é preso durante operação da Polícia Civil em Boa Vista
A Polícia Civil de Roraima (PCRR) cumpriu, nesta quinta-feira (28), três mandados judiciais em Boa Vista e prendeu dois investigados por crimes graves. As ações foram realizadas pela Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), com apoio do Núcleo de Inteligência (NI).
Entre os presos está L.G.O.S., de 66 anos, alvo de dois mandados de prisão preventiva por estupro de vulnerável e homicídio qualificado. Também foi presa E.F.S.S., de 38 anos, investigada por tráfico de drogas no município de Caroebe.
As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e da Justiça Militar e pelo Núcleo de Plantão Judicial e Audiências de Custódia do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR).
As prisões ocorreram nos bairros Pedra Pintada e Conjunto Cidadão, após trabalho de inteligência e diligências realizadas pelas equipes policiais.
Investigado era procurado por estupro de vulnerável
Um dos mandados contra L.G.O.S. é referente a um caso de estupro de vulnerável registrado em 2018, no município do Cantá.
Segundo a Polícia Civil, o investigado mantinha relacionamento com a mãe das vítimas e frequentava a residência da família. Durante esse período, teria abusado sexualmente de duas enteadas, que tinham seis e dez anos de idade à época dos fatos.
As investigações apontam que os crimes ocorriam durante a noite e que o suspeito utilizava ameaças para impedir que as crianças revelassem os abusos.
O caso foi descoberto após uma das vítimas relatar os fatos à madrinha, o que deu início às investigações.
Crime teria relação com atividade garimpeira
Além da acusação de estupro de vulnerável, L.G.O.S. também era procurado por envolvimento em um homicídio qualificado ocorrido em outubro de 2019, na região do Tatajuba I, no Cantá.
De acordo com a investigação, a vítima foi encontrada morta com um disparo de arma de fogo às margens de uma estrada rural.
A Polícia Civil apurou que o crime teria sido motivado pelo fato de a vítima ter conhecimento de uma atividade garimpeira irregular na região, informação que os envolvidos pretendiam manter em segredo.
O suspeito foi localizado e preso no bairro Pedra Pintada.
Mulher é presa por tráfico de drogas
A terceira ordem judicial foi cumprida contra E.F.S.S., de 38 anos, investigada por tráfico de drogas em Caroebe.
Conforme a Polícia Civil, ela é suspeita de comercializar entorpecentes em sua residência. As investigações reuniram elementos que embasaram o pedido de prisão temporária, posteriormente autorizado pela Justiça.
Ainda segundo a corporação, a mulher possui antecedentes relacionados ao tráfico de drogas.
Após as prisões, os investigados foram encaminhados à sede da Polinter para os procedimentos legais e apresentados em audiência de custódia nesta sexta-feira (29).
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Boa Vista
Feriado prolongado termina com uma morte e oito feridos nas rodovias federais de Roraima
Uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas em seis acidentes registrados nas rodovias federais de Roraima durante o feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida. O balanço foi divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que intensificou as fiscalizações entre quinta-feira (8) e segunda-feira (12).
Durante o período, os policiais fiscalizaram 625 veículos e 970 pessoas, além de realizarem cerca de 550 testes de etilômetro, conhecido como bafômetro. Ao todo, 17 motoristas foram autuados por alcoolemia.
As ações ocorreram nas BRs 174, 401, 432 e 210, com foco na prevenção de acidentes, redução de mortes e combate à criminalidade.
O acidente mais grave ocorreu na BR 174, em Rorainópolis, no Sul do estado, onde uma motocicleta e uma caminhonete se envolveram em uma colisão frontal. A ocorrência deixou uma pessoa morta e três feridas. No mesmo município, uma colisão traseira entre um carro e uma motocicleta deixou outra pessoa ferida.
Ainda na BR 174, em Amajari, um veículo de passeio saiu da pista, deixando uma pessoa ferida. Já na BR 432, no município de Cantá, foram registradas duas saídas de pista envolvendo carros de passeio, com dois feridos.
Na BR 401, em Bonfim, uma colisão frontal entre uma caminhonete e uma carreta deixou uma pessoa ferida.
Apreensões e ocorrências criminais
Além das fiscalizações de trânsito, a PRF registrou três ocorrências criminais durante o feriado, envolvendo uma arma de fogo, uma motocicleta furtada e o transporte de mercúrio.
Na quinta-feira (8), um homem de 56 anos foi detido na BR 174, em Caracaraí, após os policiais encontrarem uma espingarda calibre 32 no banco traseiro do veículo que ele conduzia. Embora a arma tivesse registro, o motorista foi encaminhado à Polícia Civil por porte ilegal de arma de fogo.
No domingo (11), uma motocicleta furtada dois dias antes, em Alto Alegre, foi recuperada durante uma fiscalização em Boa Vista. Segundo a PRF, o condutor abandonou o veículo na via e fugiu a pé ao perceber a presença dos policiais. A consulta aos sistemas confirmou o registro de furto.
Já na segunda-feira (12), policiais apreenderam 57 quilos de mercúrio transportados em dois cilindros dentro de um veículo que seguia de Bonfim para Boa Vista, pela BR 401, em Cantá.
O material e o veículo foram encaminhados à Polícia Federal, responsável pela continuidade das investigações.
Segundo a PRF, a intensificação das fiscalizações durante o feriado teve como objetivo reduzir comportamentos de risco nas rodovias e reforçar o enfrentamento à criminalidade.
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Boa Vista
TSE manda Flávio Bolsonaro e aliados apagarem vídeo que associa ato pró-Lula ao uso de drogas
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, nesta segunda-feira (12), que o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e outros três aliados retirem das redes sociais publicações com imagens descontextualizadas utilizadas para associar uma manifestação de apoio ao presidente Lula (PT) ao consumo de drogas.
A decisão também atinge Carlos Bolsonaro, Pablo Marçal e o deputado federal eleito Rony Gabriel (Podemos-RS). Os quatro têm prazo de 24 horas, a partir da intimação, para excluir as postagens.
O conteúdo mostra uma mulher supostamente consumindo cocaína e apresenta as imagens como se tivessem sido registradas durante a manifestação realizada no domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. No entanto, o vídeo já circulava no Chile um dia antes do evento.
A determinação atende parcialmente a um pedido da coligação de Lula, que denunciou a divulgação de conteúdos enganosos contra participantes da chamada Marcha pela Democracia.
Na decisão, Bellizze apontou indícios de manipulação por descontextualização, quando imagens reais são utilizadas fora de sua situação original para sustentar uma informação falsa.
“Essa forma de apresentação falsa e manipulada dos fatos, mesclando acontecimentos reais e situações que de fato não ocorreram é extremamente deletéria”, afirmou o ministro.
O magistrado destacou que a discussão não envolve a existência ou não de consumo de drogas durante a manifestação, mas a utilização de um vídeo anterior ao evento como se fosse um registro feito na Avenida Paulista.
Críticas políticas não foram proibidas
Segundo a coligação de Lula, as publicações associavam manifestantes ao consumo de drogas, à depredação do patrimônio público e ao apoio a movimentos terroristas. Os conteúdos teriam alcançado aproximadamente 1,1 milhão de visualizações no Instagram.
A ação também incluiu o PL e os deputados Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato. No entanto, Bellizze não determinou a exclusão das publicações atribuídas aos dois parlamentares.
O ministro considerou que os vídeos divulgados por eles continham imagens reais da manifestação e não reproduziam o trecho anteriormente divulgado no Chile.
Na avaliação do magistrado, críticas políticas, mesmo contundentes, estão protegidas pela liberdade de expressão. A intervenção judicial, neste caso, ficou restrita às publicações que apresentam imagens descontextualizadas como se fossem registros do ato pró-Lula.
Multa não foi aplicada
Bellizze também determinou que a Meta torne indisponível uma publicação do perfil @sociedadeemfatos, no Instagram, caso o responsável não faça a retirada. A empresa deverá fornecer informações que permitam identificar o administrador da conta.
A coligação de Lula havia solicitado multa de até R$ 30 mil por publicação para cada um dos representados, além da suspensão integral do perfil e da proibição de novas postagens semelhantes.
O ministro não acolheu esses pedidos neste momento. Segundo ele, medidas genéricas poderiam restringir manifestações políticas legítimas.
A decisão é liminar, e os envolvidos ainda poderão apresentar defesa. O caso será analisado definitivamente após manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral.
Bellizze também determinou o encaminhamento da medida ao Plenário do TSE.
A ordem foi expedida a menos de duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.
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Boa Vista
Indígenas denunciam ameaças de garimpeiros após primeiro turno das eleições
A Aliança em Defesa dos Territórios, formada por representantes dos povos Kayapó, Yanomami e Munduruku, denunciou ameaças de garimpeiros contra comunidades indígenas em Roraima, Pará e Mato Grosso após o primeiro turno das eleições de 2026. Segundo carta aberta divulgada na sexta-feira (9), as intimidações começaram a circular nas redes sociais no dia 5 de outubro, estimuladas pelos resultados eleitorais.
No documento, as lideranças manifestam preocupação com a possibilidade de novos ataques aos territórios indígenas e com a eleição de políticos favoráveis à exploração mineral nessas áreas. O grupo também faz um apelo para que a população, especialmente quem não votou no primeiro turno, participe da segunda etapa da disputa presidencial.
“Ter na liderança do país alguém abertamente contra as nossas vidas vai, sem dúvida, intensificar ataques que nunca deixamos de enfrentar”, afirma a carta.
A Aliança relaciona o temor de novas invasões ao avanço do garimpo ilegal durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo dados do MapBiomas citados no documento, a área de exploração mineral ilegal nas terras indígenas Kayapó, Munduruku e Yanomami cresceu mais de 128% entre 2018 e 2022.
As lideranças atribuem esse crescimento às declarações do então presidente e ao enfraquecimento das políticas de proteção ambiental. Também apontam consequências como desmatamento, contaminação dos rios, aumento dos casos de malária, violência contra mulheres indígenas e mortes de crianças por causas evitáveis.
“O garimpo rasgou milhares de hectares de floresta, envenenou rios e destruiu o sustento de milhares de famílias indígenas”, destaca o documento.
Crise na Terra Yanomami
A situação da Terra Indígena Yanomami, localizada entre Roraima e Amazonas, é apresentada na carta como um dos principais exemplos das consequências da exploração ilegal de ouro na Amazônia.
O documento relembra a crise humanitária que atingiu as comunidades, marcada pelo avanço de doenças, desnutrição e dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
Na carta, as lideranças afirmam que a crise expôs ao mundo as consequências da atividade garimpeira, mas demonstram preocupação com o esquecimento da tragédia.
“Grande parte da sociedade, no Brasil e no exterior, ficou horrorizada ao ver as imagens das crianças vítimas dessa barbárie. No entanto, parece que, para muitos não indígenas, as tragédias humanas são facilmente esquecidas ou ignoradas”, diz o documento.
Preocupação com o próximo governo
A carta também manifesta preocupação com o posicionamento de governadores, senadores e deputados eleitos em outubro. Segundo a Aliança, parte desses políticos já declarou apoio à mineração em terras indígenas e a propostas contrárias aos direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988 e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Embora não mencione nominalmente os candidatos que disputam o segundo turno presidencial, o documento afirma que o resultado da eleição terá consequências diretas para a proteção dos territórios e para as condições de vida das comunidades a partir de 2027.
As lideranças afirmam que continuarão resistindo às ameaças, independentemente do resultado eleitoral, mas reconhecem que a escolha do próximo presidente poderá ampliar as dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas.
Apelo aos eleitores
Na parte final, a Aliança dirige uma mensagem especialmente aos brasileiros que se solidarizam com a causa indígena, mas deixaram de votar no primeiro turno.
O grupo reconhece que a ausência pode ter diferentes motivos, desde dificuldades de deslocamento até o desânimo com a política, e pede que essas pessoas reconsiderem a decisão no segundo turno.
“Seja qual for a sua razão, pedimos que, neste segundo turno, você pense de novo. Porque para nós, povos Kayapó, Yanomami e Munduruku, abrir mão do direito de viver bem não é uma opção”, afirma a carta.
O documento termina com uma referência ao líder indígena Ailton Krenak e um alerta sobre as consequências da destruição ambiental para toda a sociedade.
“Afinal, se o céu desabar sobre as nossas cabeças, ninguém estará a salvo.”
>>>>>>> Para ler a carta completa, clique aqui.
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