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EBC participa de evento internacional sobre futuro do futebol feminino
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é apoiadora institucional da primeira edição do Women’s International Football Summit (WIFS), evento dedicado ao desenvolvimento, à profissionalização e ao fortalecimento da indústria do futebol feminino no Brasil. O encontro acontece nesta segunda-feira (14) e terça-feira (15), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ).
A participação da EBC reforça a atuação da TV Brasil como a tela do futebol feminino, com a presença da diretora-presidente da empresa, Antonia Pellegrino; da jornalista Marília Arrigoni; e da comentarista Rachel Motta como painelistas da programação. No evento também será divulgado o Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas, iniciativa criada para reconhecer atletas, treinadoras, equipes técnicas, gestoras e clubes que se destacam na modalidade.
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Nesta segunda-feira (14), a jornalista Marília Arrigoni, da TV Brasil, participou do painel “Futebol feminino entre gerações: experiências, conquistas e novos horizontes”. Integram a mesa a moderadora Marion Konczyk Kaplan, presidente da Bancada Feminina do Flamengo; Renata Armiliato, gerente de Futebol Feminino do Internacional; e as ex-jogadoras Pelézinha e Danda.
Na terça-feira (15), às 14h30, a diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino, modera o painel “Comunicação do futebol feminino em transformação: novos formatos, plataformas e narrativas”. A mesa terá a participação de Suleima Sena, fundadora do Donas FC; Rachel Motta, jornalista esportiva e comentarista da TV Brasil; Daniela Grelin, diretora-executiva da NO MORE Foundation; e da fotojornalista esportiva brasileira Lívia Villas Boas.
“O convite para a TV Brasil participar de dois painéis temáticos tão importantes está em consonância com o papel que a emissora vem assumindo como a tela do futebol feminino nos últimos anos. Estamos nesse debate como uma televisão pública que transmite a modalidade, que ajuda a ampliar sua presença no cotidiano do público e que entende a comunicação como parte essencial da valorização das atletas, dos clubes e das histórias que movem esse universo”, afirma Antonia Pellegrino.
“Às vésperas da Copa do Mundo Feminina de 2027, esse compromisso ganha ainda mais força. A TV Brasil tem trabalhado para ampliar as transmissões, fortalecer parcerias com o setor esportivo e desenvolver iniciativas como o Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas, que reconhece o futebol feminino em sua dimensão mais ampla: esportiva, cultural, econômica e social. Queremos contribuir para que essa visibilidade se transforme em legado”, acrescenta Pellegrino, destacando que o Brasil será a sede da próxima Copa do Mundo Feminina da FIFA.
Sobre o evento
O Womens International Football Summit surge com a proposta de se consolidar como um ponto de encontro estratégico para os principais profissionais do setor, com formato B2B (Business to Business) e voltado à geração de negócios, à construção de parcerias e à capacitação de profissionais que atuam direta ou indiretamente na modalidade.
Ao longo dos dois dias de programação, os participantes terão acesso a uma imersão em conteúdos, tendências, desafios e oportunidades que impactam o presente e o futuro do futebol feminino. O evento também será um espaço privilegiado para networking, troca de experiências e construção de conexões entre diferentes agentes do ecossistema do futebol feminino.
Clubes, federações, atletas, patrocinadores, agências, empresas, investidores, profissionais de marketing, comunicação e gestão esportiva, além de outros representantes do mercado, poderão compartilhar experiências, discutir soluções e impulsionar novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável do setor. A organização é da Confut, plataforma global de negócios voltado ao futebol.
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Confiança da indústria recua e mantém 21 meses de pessimismo
A confiança dos empresários industriais voltou a recuar em setembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta segunda-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 1,4 ponto, passando de 46,3 para 44,9 pontos.
O resultado mantém o indicador abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de pessimismo. Com isso, a indústria completa 21 meses consecutivos sem confiança, no período mais prolongado já registrado pela série desde 2015 e 2016.
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Segundo a CNI, a queda foi disseminada entre os componentes do índice, atingindo tanto a avaliação das condições atuais quanto as expectativas para os próximos meses.
“Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas”, afirmou em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Economia pesa
A percepção dos empresários sobre a situação econômica do país foi um dos principais fatores para o recuo do indicador. A avaliação das condições atuais da economia brasileira caiu 3,6 pontos, de 36,6 para 33 pontos.
O Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente, caiu 2,5 pontos, de 42,7 para 40,2 pontos.
Os principais resultados foram:
• Condições atuais: 40,2 pontos, queda de 2,5 pontos;
• Economia brasileira: 33 pontos, recuo de 3,6 pontos;
• Condições das empresas: 43,8 pontos, queda de 1,9 ponto.
Expectativas pioram
O pessimismo também avançou nas perspectivas para os próximos meses. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto, passando de 48,1 para 47,2 pontos.
A percepção sobre o futuro da economia brasileira caiu de 39,7 para 39,1 pontos. Já as expectativas em relação às próprias empresas tiveram queda de 1 ponto, de 52,3 para 51,3 pontos.
Confira os números:
• Índice de Expectativas: 47,2 pontos, queda de 0,9 ponto;
• Futuro da economia: 39,1 pontos, recuo de 0,6 ponto;
• Expectativas para as empresas: 51,3 pontos, queda de 1 ponto.
Efeito nos negócios
Para a CNI, as oscilações positivas registradas ao longo de 2026 não foram suficientes para alterar o cenário de desconfiança entre os empresários industriais.
Segundo a entidade, eventuais melhorias desses índices em alguns meses deste ano foram pontuais e não mudaram muito o quadro. A falta de confiança continua disseminada entre os empresários industriais.
A edição de setembro do Icei ouviu 1.186 empresas industriais de 1º a 8 de setembro de 2026. Desse total, 475 pequenas empresas, 441 médias empresas e 270 grandes empresas.
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Mendonça retira sigilo de processo sobre rede de pagamentos de Vorcaro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A medida foi tomada após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia opinado pela retirada do sigilo que ainda vigorava sobre o processo.
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Fachin, por sua vez, havia sido acionado pelo ministro Alexandre de Moraes, que em ofício disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Amanhã, o plenário decidirá sobre a abertura de investigação sobre Moraes.
Com a nova retirada de sigilo, o STF derrubou o segredo judicial sobre 54 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro.
Julgamento
No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima.
O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente.
Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores.
O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre o material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate entre os ministros.
A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido a supostas irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente.
Reação
Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos.
O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”.
Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.
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PF: deputado Cezinha de Madureira negociava acesso a ministros do STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo da decisão em que autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar buscas em endereços do deputado Cezinha de Madureira (PL-RJ).
O documento descreve as suspeitas de que o parlamentar prometia acesso e influência sobre ministros da Corte em troca de dinheiro.
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Na decisão, Dino destacou a suspeita de que o deputado “aparenta utilizar a ascendência de sua função parlamentar para incutir em terceiros a percepção de influência sobre magistrados de Tribunais Superiores”. O congressista é investigado por tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro.
Em relatório parcial citado por Dino, a PF apresenta mensagens encontradas em celular de terceiros em que a advogada Valéria Rodrigues Linhares, esposa do parlamentar, aparece negociando a influência do deputado sobre ministros de tribunais superiores, incluindo do próprio Supremo.
As mensagens foram encontradas no celular apreendido da advogada Mariângela Fialek, servidora da Câmara dos Deputados que é investigada pela PF como responsável pela liberação de emendas parlamentares do chamado orçamento secreto – emendas ao orçamento do governo federal que não permitiam identificar o parlamentar responsável pela indicação nem o destinatário final dos recursos.
Em conversas extraídas de seu celular, Mariângela negocia com Valéria contratos de honorários advocatícios em troca de que Cezinha de Madureira entre em contato e faça pedidos a ministros de tribunais superiores relacionadas a causas específicas.
Nas conversas, são mencionados os ministro do STF Nunes Marques, André Mendonça e Gilmar Mendes. A PF, contudo, afirmou não haver nenhum elemento que indique “solicitação, aceitação ou recebimento de vantagem indevida por integrante do Poder Judiciário”.
No relatório, os investigadores afirmam que “os magistrados nominalmente referidos nos diálogos comparecem nestes autos exclusivamente como destinatários cogitados da influência anunciada pelos investigados — vale dizer, como elemento descritivo do tipo penal —, e jamais como suspeitos”.
Ainda segundo as mensagens, teriam sido negociadas vantagens indevidas de até R$ 2 milhões em troca da comprovação de que o deputado teria tratado dos assuntos com os ministros relatores de casos específicos no Supremo.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Apreensão
Na mesma decisão, Dino trouxe para si a relatoria de um processo judicial que trata da apreensão no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, de R$ 510 mil em espécie de posse de Valéria Rodrigues Linhares, em 25 de agosto. Na ocasião, a defesa da advogada alegou se tratar de pagamentos por serviços de advocacia.
No pedido para novas diligências de busca e apreensão tendo a advogada e seu marido como alvo, a PF destacou que as medidas seriam necessárias diante dos indícios de que as vantagens indevidas eram pagas “por transporte físico de numerário”, o que dificultaria a colheita de provas por meio do sistema bancário, sendo necessário buscar registros informais dos pagamentos.
Dino negou um pedido da PF para realizar buscas no gabinete de Cezinha na Câmara dos Deputados. O ministro afirmou não haver indícios de que o local seria usado para o cometimento de crimes ou a ocultação de provas. Ele escreveu que “a fundamentação é insuficiente” para autorizar a medida.
A Agência Brasil busca contato com o deputado Cezinha de Madureira e sua defesa.
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