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Opinião: Auditoria ou palanque?

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Faltando apenas 13 dias para uma eleição suplementar que já entrou para a história de Roraima pela quantidade de disputas judiciais, mais um capítulo chama atenção. Desta vez, não veio dos partidos políticos, das coligações ou dos candidatos. Veio de um órgão técnico de controle. O Ministério Público de Contas (MPC) pediu ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RR) uma auditoria para avaliar mais de R$ 500 milhões investidos em drenagem urbana em Boa Vista entre 2021 e 2026.

Em qualquer democracia madura, fiscalizar gastos públicos é obrigação das instituições. O problema não está na fiscalização. Está no momento, na narrativa e na consistência dos argumentos apresentados.

A representação não aponta desvio de recursos. Não descreve superfaturamento. Não identifica fraude em licitações. Não menciona enriquecimento ilícito. Não apresenta sequer um contrato específico sob suspeita. O que existe é um pedido para verificar se a política pública foi eficiente. Essa diferença é fundamental.

Quando um órgão de controle identifica indícios de corrupção, irregularidades ou dano ao erário, espera-se uma atuação firme e imediata. Mas quando o próprio documento admite que ainda é necessário investigar para descobrir se houve eficiência ou não, surge a dúvida sobre a leviandade do momento de acusar sem a devida consistência dos atos: por que essa iniciativa apareceu somente justamente agora?

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O período analisado compreende praticamente toda a gestão do ex-prefeito Arthur Henrique, hoje candidato ao Governo de Roraima. E o pedido surge a menos de duas semanas da votação. É coincidência? É decisão puramente técnica? Só podemos afirmar que também é legítimo que a sociedade questione o timing de uma medida com tamanho potencial de repercussão política. Com poder direto de decisão às margens de um pleito.

A representação parte de uma premissa aparentemente simples: foram investidos centenas de milhões de reais e ainda existem alagamentos na cidade. Logo, é necessário investigar. O raciocínio parece intuitivo. O problema é que ele não resiste a uma análise mais profunda.

Nenhuma cidade do Brasil, e provavelmente do mundo, eliminou completamente os alagamentos apenas com obras de drenagem. O parâmetro relevante não é a existência ou não de enchentes, mas a comparação entre o cenário anterior e o atual. Quantos pontos críticos existiam antes das obras? o MPC não diz. Quantos existem hoje? O órgão não explicou. Qual foi a redução efetiva? Não se sabe. Qual seria a situação da cidade sem esses investimentos? Não fica claro.

Curiosamente, essas respostas não aparecem como ponto de partida dessa representação.

Também chama atenção o fato de que os episódios recentes de alagamento sejam utilizados como elemento central da narrativa em um momento em que Roraima enfrenta um dos períodos chuvosos mais severos dos últimos anos.

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Nove municípios estão em situação de emergência. Rodovias foram interrompidas. Comunidades ficaram isoladas. Famílias precisaram ser removidas em diferentes regiões do estado. Foi até motivo solicitarem o cancelamento o das eleições, dias atrás, para quem não lembra.

Se a simples ocorrência de alagamentos for suficiente para demonstrar o fracasso de uma política de drenagem, poucas cidades brasileiras escapariam da mesma conclusão de Paulo Sérgio.

Outro aspecto preocupante é o risco de transformar instrumentos técnicos em ferramentas de disputa política. Instituições de controle existem para produzir diagnósticos, não manchetes. Para apurar fatos, não sugerir conclusões antes da investigação.

A auditoria ainda não foi realizada. Não existe relatório, decisão, condenação,  ou responsabilização. Existe apenas um pedido para investigar.

Porém, no ambiente polarizado de uma campanha eleitoral, a simples abertura de uma discussão já produz efeitos políticos concretos. É justamente por isso que órgãos de controle precisam ser ainda mais cautelosos quando suas ações coincidem com momentos sensíveis.

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O Tribunal de Contas tem todo o direito (e o dever) de fiscalizar. O Ministério Público de Contas tem toda a legitimidade para provocar essa fiscalização. O que não pode passar despercebido é a necessidade de que a atuação institucional seja acompanhada da mesma prudência, equilíbrio e rigor técnico que se exige dos agentes públicos fiscalizados.

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Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Mega-Sena acumula e prêmio principal é estimado em R$ 70 milhões para a próxima terça-feira (8)

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3054 da Mega-Sena, realizado na manhã deste domingo (6), na sede da Caixa Econômica Federal, em São Paulo (SP). Com o resultado, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 70 milhões para o próximo sorteio, que ocorre na terça-feira (8). 

Os números sorteados foram: 08 – 17 – 24 – 43 – 47 – 58.

Na segunda faixa de premiação, 78 apostas acertaram cinco dezenas (quina) e receberão R$ 30.145,38 cada. Outras 5.268 apostas registraram quatro acertos (quadra) e garantiram o prêmio individual de R$ 735,73. 

As apostas para o próximo concurso podem ser realizadas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em casas lotéricas credenciadas de todo o país ou pelos canais digitais da Caixa. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

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Defensoria Pública mantém atendimentos essenciais durante o feriadão de 7 de Setembro

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A Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR) manterá os serviços em regime de plantão ao longo deste fim de semana e no feriado de 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil. Durante o período, a instituição prestará assistência jurídica exclusivamente para demandas consideradas urgentes, que não possam aguardar a retomada do expediente ordinário.

O atendimento presencial é realizado das 8h às 14h no prédio Criminal do órgão, localizado na Avenida Soldado PM Arineu Ferreira Lima, nº 1415, no bairro Caranã, em Boa Vista. A população também pode acionar o plantão pelo telefone (95) 98419-5274. 

A DPE-RR enquadra como urgências as situações em que há risco de prisão ou de manutenção de prisão irregular, iminência de perda de direitos por falta de atuação imediata, além de pedidos judiciais emergenciais. Entre as demandas prioritárias estão casos de acesso à saúde pública, proteção a crianças e adolescentes e ações cíveis emergenciais.

As atividades nas demais unidades da Defensoria Pública e o atendimento virtual pelo número (95) 2121-0264 serão reestabelecidos na terça-feira (8), a partir das 8h.

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Mapa Nacional dos Conselhos Tutelares é lançado para facilitar denúncias de abuso sexual infantil no país

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O Movimento Violência Sexual Zero lançou o Mapa Nacional dos Conselhos Tutelares, uma plataforma gratuita criada para agilizar o acesso aos mais de 3,5 mil conselhos tutelares espalhados pelo Brasil. A ferramenta reúne dados de contato atualizados e orientações passo a passo sobre como formalizar denúncias de crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Childhood Brasil, o Instituto Liberta, o Grupo Mulheres do Brasil e a Vibra Energia. 

Além de mapear a rede de proteção local, o site indica canais oficiais para o envio de denúncias, como o Disque 100, serviço gratuito mantido pelo governo federal que garante o anonimato do denunciante. Para situações de emergência ou flagrante, a orientação é acionar a Polícia Militar (190) ou a Polícia Rodoviária Federal (191). Caso o crime ocorra no ambiente virtual, a plataforma orienta o encaminhamento de informações a entidades especializadas, como a SaferNet.

Aumento de casos e materiais educativos

A criação do mapa ocorre em meio ao crescimento das notificações de crimes sexuais na internet. Dados da rede internacional InHope mostram que o Brasil saltou da 27ª para a 5ª posição no ranking global de denúncias de páginas com conteúdos de abuso sexual infantil entre os anos de 2022 e 2024.

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Estatísticas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que apenas 8,5% dos casos de violência sexual praticados no país chegam a ser denunciados aos órgãos competentes.

Para auxiliar no combate ao problema, o portal disponibiliza conteúdos educativos para famílias, educadores e empresas, incluindo guias práticos, recomendações de livros, materiais visuais e séries em vídeo focadas em como orientar crianças e adolescentes sobre o tema. 

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