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É falso que parecer da PGR retire Arthur Henrique da disputa pelo Governo de Roraima

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Circula nas redes sociais a informação de que um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) teria retirado o candidato Arthur Henrique (PL) da disputa pelo Governo de Roraima. A afirmação, porém, é falsa.

O documento assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, não trata do registro de candidatura de Arthur Henrique nem determina sua exclusão da eleição suplementar marcada para 21 de junho. O parecer analisa apenas um pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os efeitos da decisão do ministro Flávio Dino que determinou ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) a revisão dos prazos de desincompatibilização.

Na manifestação encaminhada ao STF, a PGR sustenta que o pedido do PL não deve ser conhecido por questões processuais. Segundo o parecer, a legislação não permite o uso da chamada Suspensão de Liminar para contestar uma decisão de ministro do próprio Supremo e, além disso, partidos políticos não possuem legitimidade para propor esse tipo de medida.

Em nenhum trecho o procurador-geral analisa a situação individual de Arthur Henrique ou se manifesta sobre a validade de sua candidatura.

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Em discussão

O parecer da PGR não altera a situação eleitoral do candidato. A controvérsia jurídica envolve a decisão de Flávio Dino que levou o TRE-RR a rever os prazos de desincompatibilização exigidos para a eleição suplementar.

Posteriormente, o TRE-RR indeferiu o registro de candidatura de Arthur Henrique e de seu candidato a vice, Subtenente Velton. A defesa recorreu da decisão e o caso segue em análise nas instâncias superiores.

Especialistas ouvidos por diferentes veículos jurídicos destacam que a manifestação da PGR possui caráter opinativo e não tem força para, por si só, retirar ou manter candidaturas.

Quem decide 

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A decisão final sobre o pedido apresentado pelo PL cabe ao Supremo Tribunal Federal. Já a situação do registro de candidatura de Arthur Henrique depende da análise dos recursos eleitorais em tramitação.

Dessa forma, atribuir à PGR a retirada de Arthur Henrique da disputa é incorreto, uma vez que o órgão não julgou a candidatura nem possui competência para excluir candidatos do processo eleitoral.

O parecer de Paulo Gonet limita-se a opinar sobre a admissibilidade de uma ação apresentada pelo Partido Liberal contra a decisão de Flávio Dino.

TRE-RR liberou campanha 

Outro fato que desmente a narrativa de que Arthur Henrique estaria fora da eleição ocorreu neste domingo (8), quando o juiz Fernando Pinheiro reconsiderou decisão anterior e restabeleceu o direito do candidato de realizar atos de campanha, participar de entrevistas, debates, utilizar o horário eleitoral gratuito e promover propaganda eleitoral enquanto sua situação segue sob análise da Justiça.

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A decisão foi tomada após manifestação favorável do Ministério Público Eleitoral, que apontou que a proibição da campanha contrariava o artigo 16-A da Lei das Eleições. Segundo o entendimento do órgão, candidatos com registro sub judice podem realizar normalmente atos de campanha até decisão definitiva da Justiça Eleitoral.

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Roraima registra 17 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em apenas três dias

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Roraima registrou 17 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30), segundo levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no sábado (31). Os registros foram recebidos após o segundo turno das eleições presidenciais e estão sendo analisados pela Auditoria Fiscal do Trabalho.

No mesmo período, o Ministério recebeu 4.305 denúncias em todo o Brasil. Roraima e Tocantins apresentaram os menores números entre as unidades da Federação, com 17 registros cada, seguidos por Sergipe, com 22.

Na Região Norte, foram contabilizadas 299 denúncias. O Pará liderou os registros regionais, com 130 ocorrências, seguido pelo Amazonas, com 52. Acre e Rondônia tiveram 29 cada, enquanto o Amapá registrou 25.

Em todo o país, São Paulo concentrou o maior número de denúncias, com 1.325 registros, seguido pelo Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259).

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Os números correspondem às manifestações recebidas nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para denúncias de assédio eleitoral. O Ministério não detalhou, no levantamento, as circunstâncias dos 17 casos registrados em Roraima.

Denúncias serão investigadas

Segundo o MTE, as denúncias estão sendo analisadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho, que também realiza fiscalizações para verificar as situações relatadas.

O órgão ressalta que o registro de uma denúncia não significa que a prática de assédio eleitoral esteja comprovada. A confirmação depende da apuração dos fatos.

Quando são identificadas situações de assédio ou discriminação, a fiscalização pode lavrar autos de infração e encaminhar as informações a outros órgãos públicos para a adoção das medidas cabíveis.

O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando trabalhadores são submetidos a ameaças, constrangimentos ou discriminação relacionados às suas escolhas políticas. A prática também pode envolver o uso da posição de empregador ou superior hierárquico para tentar interferir na liberdade de voto.

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Como denunciar

Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem situações de assédio eleitoral podem registrar denúncias de forma sigilosa pelos canais disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

As manifestações são encaminhadas aos órgãos responsáveis, que avaliam a necessidade de fiscalização e outras providências.

Os canais disponíveis são:

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Mulher e homem são presos durante operação contra violência doméstica em Boa Vista

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Uma mulher de 39 anos e um homem de 25 foram presos na sexta-feira (30), em Boa Vista, durante o Dia D da Operação Nacional Mulher Segura, realizada pela Polícia Civil de Roraima (PCRR). As prisões ocorreram nos bairros Bela Vista e Alvorada, durante o cumprimento de ordens judiciais relacionadas a casos de violência doméstica.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher, identificada pelas iniciais S.D.S., foi localizada no bairro Bela Vista. Ela é acusada de descumprir uma medida protetiva concedida à atual esposa de seu ex-marido.

O segundo preso, identificado como R.L.A.C., de 25 anos, foi encontrado no bairro Alvorada. Ele utilizava tornozeleira eletrônica e estava submetido a medidas cautelares que o proibiam de se aproximar do endereço da ex-mulher, de 21 anos, que possui medidas protetivas de urgência.

Os dois foram encaminhados à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), onde as prisões foram formalizadas. A apresentação dos presos em audiência de custódia estava prevista para sábado (31).

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A operação também incluiu o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão. As diligências foram coordenadas pelas delegadas Kássia Poersh e Carla Gabriella Paulain.

Mais de 400 ocorrências registradas em outubro

Segundo dados da DEAM e do Plantão Central Especializado (PCE), as duas unidades registraram 408 boletins de ocorrência relacionados à violência doméstica e sexual durante outubro.

Desse total, 298 boletins tiveram requerimentos de medidas protetivas de urgência. As unidades também receberam 19 denúncias anônimas.

No mesmo período, foram instaurados 40 inquéritos policiais e lavrados 73 autos de prisão em flagrante. Outros 35 autos de flagrante e 14 inquéritos foram relatados. A Polícia Civil também informou o cumprimento de três mandados de prisão ao longo do mês.

Ações de prevenção

Além das prisões, a Operação Nacional Mulher Segura realizou atividades de prevenção e conscientização em Boa Vista e nos municípios de São João da Baliza, São Luiz do Anauá, Caroebe e Normandia, incluindo a comunidade indígena Raposa I.

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Ao longo de outubro, foram promovidas nove palestras, que reuniram aproximadamente 650 participantes. Entre as iniciativas esteve o projeto “Homem com H: Homem com Honra”, desenvolvido com militares do Exército Brasileiro para discutir a responsabilidade masculina no enfrentamento à violência doméstica.

Segundo a Polícia Civil, as publicações informativas nas redes sociais alcançaram cerca de 20 mil pessoas.

A operação é coordenada em Roraima pela Secretaria de Segurança Pública (SESP), com atuação da DEAM, e terá continuidade durante novembro.

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Mulher é indiciada por furtar R$ 2 mil em mercadorias de loja em shopping de Boa Vista

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Uma mulher de 36 anos foi indiciada pela Polícia Civil de Roraima por furtar aproximadamente R$ 2 mil em mercadorias de uma loja localizada em um shopping no bairro Caranã, em Boa Vista. O crime ocorreu no dia 15 de outubro, e a investigação foi concluída na sexta-feira (30).

Segundo o delegado Guilherme Peres, titular do 3º Distrito Policial, a mulher aproveitou um momento em que o ponto de vendas estava temporariamente sem atendimento para pegar uma mochila contendo dezenas de acessórios e três pares de calçados expostos como mostruário.

A ação foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento. As imagens ajudaram os investigadores a identificar a suspeita, que também foi reconhecida por testemunhas.

Durante as diligências, os policiais localizaram a mulher, identificada pelas iniciais A.J.F.S., e a intimaram a prestar esclarecimentos na delegacia.

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Em depoimento, ela confessou o furto e afirmou que não havia utilizado os produtos. Todas as mercadorias foram recuperadas pela Polícia Civil e devolvidas ao estabelecimento comercial.

Com a conclusão da investigação, a mulher foi indiciada pelo crime de furto, previsto no artigo 155 do Código Penal. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.

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