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Roraima

Alcolumbre mantém silêncio sobre 6×1 e oposição tenta preservar escala

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Seis dias após aprovação na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com a escala 6×1, segue sem tramitação no Senado.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém silêncio sobre o andamento da matéria, enquanto a oposição apresentou PEC alternativa que preserva a escala de seis dias de trabalho e a jornada de 44 horas semanais.

A PEC 12/2026 da oposição foi apresentada no dia seguinte à aprovação da PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 para 40 horas semanais.

Diferentemente da PEC aprovada na Câmara – que segue aguardando tramitação no Senado –, Alcolumbre despachou a proposta da oposição para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), no mesmo dia.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de Alcolumbre não se manifestou.

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Cautela

Para a cientista política Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a demora na definição da tramitação da PEC no Senado demonstra certa “cautela institucional” de Alcolumbre.

“O silêncio do presidente do Senado pode ser interpretado como uma tentativa de evitar um posicionamento precoce diante de uma pauta que reúne forte apoio popular, mas também intensa resistência de setores empresariais e de parte dos parlamentares”, destacou.  

A professora acrescentou que, nos últimos dias, representantes dos empresários defenderam que a discussão ocorra de forma mais lenta, inclusive após as eleições, “e têm pressionado o Senado por mudanças no texto”.

Tramitação

Lideranças governistas esperam a definição da tramitação após a reunião de líderes que deve ocorrer na próxima semana, devido ao feriado de Corpus Christi, nesta quinta-feira (4).

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Nesta terça (2), as comissões e corredores do Senado estavam esvaziados. Há a previsão apenas de uma sessão semipresencial – quando os senadores podem votar sem estarem presentes no Plenário.

A cientista política Luciana Santana acrescenta que Alcolumbre quer equilibrar interesses contraditórios, com seu comportamento indicando mais uma estratégia para controlar o ritmo da tramitação do que uma rejeição aberta ao mérito da PEC.

“Se acelerar a PEC, atende à pressão social e evita o desgaste de ser visto como obstáculo a uma pauta popular. Se retardar ou permitir alterações profundas, responde às preocupações de empresários e de grupos parlamentares que consideram a proposta precipitada”, acrescentou.

PEC da Oposição

O texto da oposição prevê um regime de trabalho alternativo à carteira regida pela CLT. Nesse modelo, a jornada deve ser definida por negociação direta e individual entre patrão e trabalhador, via contrato por hora trabalhada e não por jornada semanal.

A PEC da oposição mantém a escala de até seis dias de trabalho na semana e 44 horas semanais. Além disso, a jornada negociada valeria mais que acordos coletivos, negociados pelo conjunto dos trabalhadores de uma empresa ou setor com mediação de sindicatos.

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A proposta alternativa, de autoria do líder Rogério Marinho (PL-RN), já conta com a assinatura de apoio de 41 senadores. Ele criticou a redução da jornada de trabalho no Brasil prevista na PEC aprovada na Câmara.

“[A PEC da oposição] preserva a liberdade de escolha do trabalhador e evita a adoção — com algumas exceções — de um modelo único de jornada imposto de forma generalizada a todos os setores da economia”, disse o senador potiguar.

A mobilização da oposição é criticada pela líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que considera a medida um retrocesso e alerta que ela pode atrasar o fim da escala 6×1:

“Espero que haja momentos de reflexão, de negociação, de acordos e também de pressão social, porque o apelo popular do fim da jornada 6×1 pegou, e pegou porque é uma realidade de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras.”

A professora da Ufal Luciana Santana pondera que, ao abrir espaço para propostas alternativas, o Senado pode modificar o texto e prolongar a tramitação da PEC.

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“O Senado tradicionalmente se apresenta como uma casa revisora e tende a demonstrar maior sensibilidade às pressões econômicas e federativas. Por isso, é provável que os senadores busquem introduzir ajustes, realizar audiências e ampliar o debate”, comentou.

CCJ

A PEC que acaba com a escala 6×1 deve ser analisada primeiro na CCJ, liderada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), antes de ir ao Plenário, onde precisa ser aprovada em dois turnos.

O presidente da CCJ informou que vai priorizar a votação da PEC da Câmara, que começou a tramitar primeiro que a da oposição, que teria que “entrar na fila”, segundo Otto Alencar. O senador espera definir o relator na próxima semana, em conjunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A cientista política da Ufal Luciana Santana avalia que, mais importante que uma posição pública de Alcolumbre, é a definição do nome do relator e de um possível calendário de audiências públicas.

“São esses movimentos institucionais que mostrarão se o Senado pretende acelerar, revisar ou efetivamente esfriar a tramitação da matéria”, disse a professora.

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A próxima reunião da CCJ deve ocorrer em 10 de junho, quarta-feira da próxima semana. O governo espera votar a proposta até o final do mês. Um requerimento da oposição para realizar uma audiência pública no plenário da Casa foi aprovado, mas ainda sem data definida. 

O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), espera que o Senado escute a demanda das ruas.

“Espera-se agora que o Senado Federal cumpra sua alta responsabilidade política, sintonize-se com o clamor popular e aprove a matéria com a celeridade que o momento histórico exige”, disse em artigo publicado em um portal do PT.

Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

Roraima

Árbitro Daniel Alejandro Hidalgo Blanco convocado para Vitória x Grêmio, pela Série A

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A arbitragem roraimense está convocada para primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol 2026, o árbitro Daniel Alejandro Hidalgo Blanco e filiado à Federação Roraimense de Futebol (FRF) vai trabalhar no duelo entre Vitória x Grêmio, às 20h desta segunda-feira (7), no estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador.

Pela 26° rodada do Brasileirão, o Vitória (BA) recebe o Grêmio (RS), às 19h de Boa Vista e 20h de Brasília e local da partida.

Os dois times vivem situações semelhantes na tabela de classificação, os baianos estão em 13° lugar com 29 pontos, e os gaúchos logo abaixo, em 15°, com 28 pontos. A partida é de “6 pontos” e o couro vai “comer”, pois o Tricolor Gaúcho briga para não amargar seu terceiro rebaixamento de sua história. O Vitória busca os três pontos para continuar sonhando com permanência na elite e por vaga na Copa Sulamericana.

O árbitro Daniel Alejandro Hidalgo Blanco destacou a importância de mais um desafio que é apitar uma partida de equipes de ponta do futebol nacional.

“É um dia épico para mim, eu trabalhei muito para que esse dia se tornasse realidade. São milhares de árbitros espalhados pelo país e a gente vem trabalhando, buscando nosso espaço, e ao mesmo tempo o espaço da arbitragem roraimense no cenário no cenário nacional”, frisou Daniel Alejandro Hidalgo Blanco.

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O árbitro Daniel Alejandro Hidalgo Blanco chega a seu quinto jogo pela Série A, já trabalhou nas partidas de Série A, do Fluminense, no estádio do Maracanã, do Palmeiras, no Allianz Parque e do Santos na Vila Belmiro, em grandes palcos do futebol brasileiro.

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Roraima

1° Copa Sensei Paulo Cezar de Oliveira Ferreira vai reunir mais de 160 judocas no Hélio Campos

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Muita bravura em jogo e os melhores competidores do judô estarão frente a frente nos tatames. A primeira edição da Copa Sensei Paulo César de Oliveira Ferreira será disputada neste sábado (5), a partir das 9 horas da manhã, no ginásio Poliesportivo Senador Hélio Campos, em Boa Vista.

A disputa é uma organização da Federação de Judô do Estado de Roraima (Fejurr), em uma parceria com o Instituto de Desporto, Juventude e Lazer de Roraima (IDJUV). Foram inscritos 164 competidores de 13 academias, de três estados RR, AM e PR.

Em 2026, surgiu a ideia por parte dos dirigentes de academias de judô de Boa Vista, junto aos sucessores da Fejurr, pela realização da Copa Sensei Paulo de Oliveira Ferreira, homengeando o ex-presidente da entidade maior de judô do Estado de Roraima, após 20 anos de mandato e legado de amor ao esporte.

Conforme explica a sensei de judô da Academia Uchima Kaizen, a Copa Sensei Paulo de Oliveira Ferreira é uma homenagem mais que merecida, além de promover o calendário da modalidade e o retorno de revelação de novos talentos.

“Estamos seguindo o legado dele como alunos, descobertos por ele, e agora a gente está seguindo, fazendo a mesma coisa, em homenagem a ele, que essa competição vai se tornar uma das mais importantes, porque ela conta pontos para o ranking nacional, virão outras academias de Manaus, Paraná e aí essa competição se tornou e vai se tornar uma competição a nível nacional”, disse a sensei Brenda.

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O sensei Paulo (Paulo Cézar de Oliveira Ferreira), presidente da Federação de Judô do Estado de Roraima (FEJURR) faleceu em 30 de junho de 2026, aos 68 anos, em Boa Vista, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Trajetória e Legado

Liderança Esportiva: Presidiu a FEJURR desde o ano de 2000, liderando o desenvolvimento da modalidade em Roraima por mais de três décadas.Graduação: Possuía o título de Kodansha 7º dan, uma das patentes mais altas e tradicionais do esporte para mestres experientes.

Arbitragem: Conquistou a graduação de árbitro FIJA, a patente máxima da Federação Internacional de Judô na arbitragem mundial

Academia Kodokan: Foi um dos fundadores da Academia Kodokan de Roraima, onde formou mais de 100 faixas-pretas — marco que inclui a formação do primeiro atleta faixa-preta com Síndrome de Down no estado.A partida do Sensei Paulo gerou comoção e notas oficiais de pesar da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e de diversas federações estaduais do país.

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Entrada franca

Para os amantes da modalidade, a entrada é franca, com portões abertos a partir das 8h30, no ginásio Hélio Campos.

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Roraima

3ª Etapa do Campeonato Amigos do Arraes reúne mais de 70 pilotos no Mucajaí

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Preparem os ouvidos, vai ter muita adrenalina e ronco de motores. Vem aí a 3ª Etapa do Campeonato Pista Amigos do Arraes de Motocross, que será disputada a partir das 14h, deste domingo (6), na Vicinal Tamandaré, em Mucajaí, município distante 54 quilômetros da capital Boa Vista.

A disputa tem apoio e chancela da Federação de Motociclismo de Roraima (Femorr).

A disputa vai ser acirrada e não irá faltar adrenalina em seis categorias: Nacional pro, nacional B, nacional C, importada, kids e mirim.

Competidores de alto nível. Crédito: ASCOM/Femorr

Conforme explica o organizador da competição, Denilton Arraes, não vai faltar equilíbrio técnico entre os competidores, que virão de todos os estados vizinhos da região Norte.

“Irão dar um show, estarão presentes os melhores pilotos da região Norte, escolha seu piloto e venha torcer, traga sua família para um ambiente bem agradável e curtir uma adrenalina bem diferente, os pilotos estão bem afiados para mais uma prova”, destacou Denilton Arraes.

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As inscrições poderão ser feitas até à 0h de domingo, no dia da prova, interessados podem entrar em contato pelo 95 9123-2801.

Para os interessados em prestigiar o evento, o ingresso custa apenas R$ 10, promoção de preço único de incentivo ao esporte.

Crédito: ASCOM/Femorr
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