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“Só sabe o tamanho do governo quem senta na cadeira”: Arthur Henrique fala sobre o desafio de governar Roraima

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Governar Roraima por apenas cinco meses e meio. Em um estado marcado por sucessivas crises políticas, trocas de comando e desafios históricos na saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico, a missão parece desproporcional ao tempo disponível.

É justamente a partir dessa realidade que o ex-prefeito de Boa Vista e candidato ao governo, Arthur Henrique (PL), procura construir seu discurso para a eleição suplementar marcada para junho. Longe de prometer obras grandiosas ou transformações imediatas, ele afirma que a principal missão de um eventual governo será colocar ordem na máquina pública e preparar o Estado para o próximo ciclo administrativo. Em entrevista ao Roraima1, falou sobre as perspectivas de um pretenso governo-tampão para colocar o Estado em ordem.

“Meu sonho não era ser governador de Roraima por cinco meses e meio. Gostaria de ter quatro anos para trabalhar e alcançar de verdade a vida das pessoas. Mas o que está posto hoje é um mandato de transição”, afirmou durante entrevista.

A expressão “organizar a casa” aparece repetidamente ao longo da conversa e sintetiza aquilo que Arthur considera ser o maior desafio do próximo governador.

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“Não dá para prometer coisas impossíveis de serem alcançadas. O primeiro passo é conhecer a estrutura do governo. Só sabe o tamanho de um governo quem está sentado naquela cadeira.”

A realidade por trás dos números

Ao falar sobre a situação financeira do Estado, Arthur demonstra cautela. Segundo ele, existem versões conflitantes sobre a saúde das contas públicas.

“O governador que saiu fala que deixou R$ 10 bilhões. O atual diz que encontrou pouco mais de R$ 80 milhões. A verdade só será conhecida quando estivermos sentados na cadeira.”

Por isso, ele afirma que uma das primeiras medidas seria avaliar contratos, revisar despesas e identificar possíveis desperdícios.

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A ideia, segundo o candidato, é construir um diagnóstico real da administração estadual antes de lançar novos projetos.

“Precisamos eliminar qualquer desperdício de dinheiro público e deixar um plano consistente para a próxima gestão.”

Arthur em viagens à Brasília quando era prefeito, para articular recursos e parcerias para o município. Foto: acervo/ PMBV.

Um Estado de duas realidades

A experiência de percorrer os municípios do interior durante a campanha reforçou uma percepção que Arthur diz já ter desenvolvido enquanto prefeito: existem duas realidades distintas em Roraima.

De um lado está Boa Vista, que concentra a maior parte dos investimentos públicos e dos serviços disponíveis. Do outro, comunidades rurais e indígenas que ainda convivem com dificuldades básicas.

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Segundo ele, a maior dificuldade não é apenas a falta de recursos, mas a ausência de planejamento de longo prazo.

“Às vezes quem vive na cidade não percebe a realidade de quem mora no interior. É por isso que precisamos construir um plano para que essas pessoas sejam alcançadas.”

O servidor como peça central

Se eleito, Arthur afirma que pretende adotar uma postura de diálogo com os servidores estaduais.

Para ele, a sucessão de governos e as mudanças constantes de comando criaram um ambiente de insegurança dentro da máquina pública.

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“O servidor já teve três chefes em poucos meses e pode ter um quarto. Isso gera instabilidade para quem está lá dentro.”

O candidato defende que os servidores sejam tratados como aliados do processo de reconstrução administrativa.

“Governador passa, secretário passa. O servidor fica. São eles que conhecem a história e a realidade do Estado.”

Ele promete ampliar o diálogo com categorias e sindicatos e diz que pretende repetir o modelo adotado na Prefeitura de Boa Vista durante as negociações de planos de carreira.

Cerimônia de posse de servidores concursados da prefeitura de Boa Vista na gestão de Arthur Henrique. Foto: Arquivo/ Fernando Teixeira

Potencial econômico ainda inexplorado

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Quando o assunto é desenvolvimento econômico, Arthur demonstra convicção de que Roraima está diante de uma oportunidade histórica.

Para ele, a pavimentação da estrada que liga Boa Vista a Georgetown, na Guiana, poderá mudar a posição estratégica do Estado nos próximos anos.

“O grande entrave para o desenvolvimento de Roraima sempre foi o isolamento.”

Na avaliação do candidato, a proximidade com mercados internacionais pode transformar a economia local, principalmente nos setores agrícola, pesqueiro e industrial.

Hoje, segundo ele, o desafio não é apenas produzir mais.

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“O próximo passo é industrializar, agregar valor e conectar Roraima aos mercados consumidores.”

Arthur também aponta o turismo como uma atividade subaproveitada.

“O potencial turístico é impressionante. Temos lavrado, serra, floresta, cachoeiras, comunidades indígenas, pesca esportiva. O problema é que ainda somos um destino caro e difícil de acessar.”

Estrada nova dá acesso ao AquaMak, famoso parque aquático da capital, além de atender ao escoamento de produções agrícolas inteiras ao longo da rodovia municipal BVA-273, feita na gestão de Arthur. Foto: Semuc BV

Tecnologia como ferramenta de transformação

Conhecido por defender a inovação como instrumento de gestão, Arthur também fala sobre a necessidade de preparar o Estado para as transformações provocadas pela inteligência artificial.

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Ele considera que a tecnologia pode ser uma das principais ferramentas para reduzir desigualdades entre capital e interior.

“O jovem do interior já nasce com um celular na mão. O que falta é ensinar como transformar isso em oportunidade de trabalho e renda.”

O candidato afirma que pretende expandir iniciativas semelhantes às desenvolvidas pelo Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação de Boa Vista e fortalecer a Universidade Estadual de Roraima.

“Estamos vivendo uma mudança que ficará marcada na história da humanidade. Quem não se adaptar à inteligência artificial vai ficar para trás.”

Arthur Henrique (PL). Foto: divulgação/PL

Um governo para reconstruir a estabilidade

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Ao longo da entrevista, Arthur retorna diversas vezes ao mesmo conceito: estabilidade.

Ele lembra que Roraima vive ciclos recorrentes de crises políticas e interrupções de mandatos.

“Nós tivemos três governadores em poucos meses. Nosso Estado convive com instabilidade há décadas.”

Na avaliação dele, o maior desafio não será apenas administrar um mandato curto, mas reconstruir a confiança da população nas instituições.

“Quero fazer diferente. Trabalhar com respeito às pessoas, respeito ao dinheiro público e sem que a gestão seja cercada por escândalos.”

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Ao final, Arthur resume aquilo que considera ser sua principal missão caso seja eleito.

“Não é um projeto pessoal. É uma responsabilidade.”

Para um Estado que volta às urnas em meio a mais uma crise política, a eleição suplementar pode definir mais do que um governador para cinco meses. Pode determinar qual modelo de gestão será colocado à prova para o futuro de Roraima.

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Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Bancos públicos entram em greve por tempo indeterminado em Roraima

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As agências da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco da Amazônia em Roraima aderiram à greve dos bancários desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (10). A paralisação ocorre por tempo indeterminado. 

A mobilização foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado de Roraima (Sintraf-RR) após os trabalhadores rejeitarem as propostas apresentadas pelos bancos para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). As assembleias deliberativas ocorreram nos dias 3 e 4 de setembro. 

A greve faz parte da campanha nacional dos bancários e envolve reivindicações por reajuste salarial, manutenção de direitos e melhorias nas condições de trabalho. A categoria também negocia cláusulas específicas dos acordos coletivos de cada instituição.

Greve ocorre em outros estados

A paralisação também foi aprovada por trabalhadores de bancos públicos em diferentes regiões do país. Na Caixa, os empregados rejeitaram a proposta apresentada e aprovaram a greve geral. No Banco do Brasil, os trabalhadores também recusaram a proposta e cobram a retomada das negociações.

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Em Roraima, a paralisação atinge as agências dos três bancos públicos mencionados pelo Sintraf-RR. A duração da greve dependerá do andamento das negociações entre os trabalhadores e as instituições financeiras.

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Mormaço Cultural 2026 começa com show de compositoras roraimenses

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O Mormaço Cultural 2026 começou nesta quarta feira (9), no Teatro Municipal de Boa Vista, com uma apresentação do coletivo Som das Manas, formado por cantoras e compositoras da cena independente de Roraima.

O espetáculo foi preparado especialmente para a abertura do festival e reuniu diferentes trabalhos autorais femininos na Sala Roraimeira. O repertório foi escolhido pelas próprias artistas e combinou músicas de diferentes trajetórias e estilos produzidos no estado.

Criado em março deste ano, o Coletivo de Compositoras de Roraima Som das Manas busca ampliar a visibilidade e a colaboração entre mulheres que trabalham com música autoral em Roraima.

Uma das integrantes, Ana Lu, afirmou que a apresentação representa a união de artistas que já desenvolvem trabalhos próprios no estado.

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“Todas nós temos uma longa trajetória defendendo nossos trabalhos autorais e nossas composições. A gente se unir representa força feminina, resistência, amor e coragem. Conseguir tirar esse projeto da ideia, trazer para o palco e fazer acontecer é um sonho realizado. Estou muito feliz e orgulhosa de dividir esse momento com as meninas”, disse.

Segundo Ana Lu, o espetáculo foi organizado para preservar as características individuais das compositoras e, ao mesmo tempo, criar uma apresentação conjunta.

“Preparamos nossas melhores músicas e pensamos toda uma ordem para criar sensações e momentos, com uso de palco e de luz. Queremos trazer as pessoas para o nosso universo roraimense e mostrar que, além de cantar Roraima, cantamos música brasileira, emoção e a nossa verdade. O mais bonito é essa mistura que cada uma traz e que acabou dando certo”, afirmou.

O presidente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura, Fetec, Dyego Monnzaho, destacou a participação dos artistas locais na abertura da programação.

“Iniciamos com grandes vozes de cantoras e compositoras de Roraima. Foi um show pensado e criado nesse formato exclusivamente para estrear aqui no festival. Superou nossas expectativas, o público adorou e isso é só o início”, declarou.

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Ana Lu também avaliou que a participação no Mormaço pode ampliar a circulação dos trabalhos produzidos no estado.

“O Mormaço representa conexão com o que há no mundo em termos de cultura e acessibilidade. Fazer parte disso é uma vitrine e uma oportunidade de amadurecimento para nós. Espero que a gente possa sempre ter artistas da terra trazendo seus projetos e inovando também”, ressaltou.

Turistas acompanham apresentação

Entre o público estavam Alcina Andreo e Adilson Oliveira, de Minas Gerais, que estão viajando pelo país e conheceram a programação do festival antes de chegar a Boa Vista.

“A cultura tem esse poder de conectar e de ligar a vida das pessoas. Viemos para cá e encontramos esse evento, que é uma maneira de nos integrarmos à cultura da cidade. Não somos daqui, mas vamos sair conhecendo muito da cultura e das pessoas. E ter um evento dentro de um teatro como esse, gratuitamente, possibilitando o acesso de todos, é muito bacana”, contou Alcina.

Adilson, que também é músico, disse que procurou eventos culturais durante a passagem pela capital.

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“A gente gosta muito de música. Eu também sou músico. Então, procuramos e encontramos esse movimento cultural. Conhecer o teatro também foi uma surpresa muito boa. Estamos muito satisfeitos de estar aqui”, afirmou.

A arquiteta Ana Cláudia, de Boa Vista, também acompanhou o espetáculo e disse que já conhecia o trabalho do coletivo.

“A gente veio ver o show das Manas, que já acompanhamos em outros lugares e gostamos muito. Prestigiar nossas artistas, mulheres de Roraima, é importantíssimo. Todo ano a gente vai ao Mormaço e, desta vez, já estamos começando desde o primeiro dia”, contou.

Abertura teve pop e rock

Antes da apresentação do Som das Manas, o cantor Denison Siqueira se apresentou na área externa do Teatro Municipal, acompanhado de participações de Lu Soares e Regina Lima.

O repertório teve músicas do pop e do rock nacional e internacional. A apresentação começou com uma versão instrumental de “Sweet Child O’ Mine”, do Guns N’ Roses, e terminou com “Cruviana”, composição ligada à música roraimense.

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A programação no Teatro Municipal continua nos próximos dias com apresentações musicais e espetáculos de dança, entre eles trabalhos da Focus Cia. de Dança.

Nos dias 18, 19 e 20 de setembro, o Mormaço Cultural terá programação no Parque do Rio Branco.

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MPF cobra R$ 1,7 bilhão de envolvidos em esquema de cassiterita ilegal na Terra Yanomami

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O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública contra dez réus por envolvimento na extração ilegal de cassiterita e ouro na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A ação tem valor de R$ 1,7 bilhão e busca a recuperação das áreas degradadas, o pagamento de indenizações e a adoção de medidas para controlar a origem da cassiterita comercializada.

Segundo o MPF, a extração ocorreu entre março de 2021 e dezembro de 2022 na região do Pupunha, localizada na bacia do Rio Mucajaí. Entre os réus estão a White Solder Metalurgia e Mineração, a Cooperativa de Produtores de Estanho do Brasil, a Coopertin, a Cataratas Poços Artesianos e a Tarp Táxi Aéreo.

Em pedido de urgência, o MPF quer que sejam adotados mecanismos para comprovar a origem do minério adquirido e comercializado. Entre as medidas estão diligências na cadeia de fornecimento da cassiterita, indicação de responsáveis pela conformidade, contratação de auditoria independente e envio periódico de informações à Justiça.

Caso as determinações sejam concedidas e descumpridas, o MPF pede que as atividades dos envolvidos possam ser suspensas.

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A ação também cobra a recuperação das áreas atingidas pelo garimpo. O MPF solicita a elaboração de um plano de recuperação ambiental aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas, além de consulta prévia ao povo Yanomami.

Dos valores pedidos como indenização, pelo menos R$ 53,1 milhões são referentes aos danos ao patrimônio mineral da União. Outros R$ 25 milhões são cobrados por dano ambiental residual e R$ 1,62 bilhão por danos morais coletivos.

Para a White Solder, o MPF pede ainda a implantação de um programa permanente e documentado de controle da cadeia de fornecimento da cassiterita. Em relação à Coopertin, a ação solicita um sistema permanente para verificar a origem do minério.

Os pedidos ainda serão analisados pela Justiça Federal e os réus poderão apresentar defesa.

Minério recebia aparência de origem legal

A ação tem como base investigações realizadas pela Polícia Federal durante a Operação Forja de Hefesto. Conforme a apuração, o esquema envolvia desde a retirada da cassiterita dentro da Terra Indígena Yanomami até a transformação do minério e sua posterior comercialização.

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Segundo a investigação, escavadeiras eram utilizadas para abrir frentes de lavra, enquanto aviões e uma pista clandestina serviam ao transporte do material.

Em seguida, a cassiterita seria registrada pela cooperativa como produção de cooperados, com emissão de notas fiscais. O minério era encaminhado à metalúrgica, transformado em lingotes de estanho certificados e depois comercializado no Brasil e no exterior com aparência de origem legal.

Documentos contábeis apreendidos registraram a movimentação de 525 toneladas de cassiterita e R$ 54,2 milhões apenas entre maio e agosto de 2021.

Em um período de cinco meses, segundo o MPF, a White Solder teria transferido R$ 166,3 milhões à Coopertin. A investigação aponta, porém, que a filial da cooperativa em Boa Vista não possuía cooperados, empregados ou lavra em funcionamento.

Fornecimento continuou nos anos seguintes

De acordo com o MPF, documentos apresentados pela própria White Solder mostram que a Coopertin permaneceu como principal fornecedora de cassiterita da empresa em 2022, 2023 e 2024.

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Nesse período, foram fornecidos mais de 12,4 milhões de quilos do minério, inclusive após o cumprimento de busca e apreensão pela Polícia Federal na sede da empresa.

Quando foi cobrada a comprovar a procedência da cassiterita, segundo a ação, a cooperativa declarou produção inferior ao volume que a metalúrgica informou ter adquirido. Também não foram apresentados documentos como licenças ou relatórios de lavra capazes de demonstrar a origem do material.

O MPF aponta ainda que o garimpo avançou em direção ao Parque Nacional dos Campos Amazônicos. O minério seria transportado pela chamada Estrada do Estanho em direção à cidade onde ficam a fundição e a matriz da cooperativa.

Área degradada

Segundo o MPF, a atividade garimpeira causou destruição ao longo de aproximadamente 1,5 quilômetro de um igarapé e degradou mais de 20 hectares.

A ação também relata assoreamento de cursos d’água e utilização de mercúrio na extração de ouro.

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Os danos, conforme o órgão, ocorreram durante o período mais grave da crise humanitária enfrentada pelo povo Yanomami. Até agora, segundo o MPF, nenhuma medida de recuperação da área degradada foi realizada.

A ação foi apresentada pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no enfrentamento à mineração ilegal no Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia.

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