Roraima
Governo e cirurgiões fazem força-tarefa para acelerar cirurgias no HGR
Em 15 dias, foram realizadas 210 cirurgias eletivas. A expectativa é que até o final do mês de maio sejam realizadas 500 cirurgias geral.
Na noite de sexta-feira (15), o governador Soldado Sampaio visitou mais uma vez o HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento) e participou de uma reunião com a equipe médica de cirurgiões-gerais. Na ocasião, foram apresentados dados de cirurgias gerais ao longo dos primeiros 15 dias de gestão do Governo de Roraima. Os profissionais também se comprometeram com uma força-tarefa para realizar 300 cirurgias sem cobrar os honorários médicos, para reduzir a fila de espera de forma imediata.
De 01 a 15 de maio, o HGR realizou 210 cirurgias gerais eletivas, sendo 155 de vesícula e 55 de hérnia. Antes, a média de cirurgias eletivas era de 100 por mês, o que ocasionava longo tempo de espera para a realização do procedimento. Além disso, em Rorainópolis, as cirurgias eletivas serão intensificadas e 90 estão planejadas para ocorrerem até o final de maio.
“Nos últimos dias, intensificamos as cirurgias eletivas porque os pacientes não podem esperar. Saímos em torno de 100 cirurgias, e vamos contabilizar 500 cirurgias gerais só na HGR, além de Rorainópolis. Então, isso é uma demonstração de compromisso. Esses profissionais, e não poderia me comportar de forma diferente, que não fosse agradecer a todos vocês”, ressaltou.
AÇÃO DE INTENSIFICAÇÃO
A reunião com os cirurgiões gerais resultou em um plano de intensificação das cirurgias eletivas gerais. Para que isso ocorra, o Governo vai garantir mais condições de trabalho compondo as equipes cirúrgicas, com mais profissionais da área como: técnicos de enfermagem, enfermeiros, além materiais e insumos essenciais.
Durante a reunião, os médicos se comprometeram a realizar mais 300 cirurgias gratuitas, sem ônus para o Estado dos serviços médicos dos cirurgiões. “O grupo de cirurgiões aqui vai presentear a população de Roraima e vamos fazer uma força-tarefa, para ofertar mais de 300 cirurgias voluntárias. Eles entram com o serviço e o governo com a estrutura hospitalar, os insumos e os demais integrantes da equipe”, disse.
Segundo o coordenador de cirurgias do HGR, o cirurgião-geral Gláucio Carneiro, a reunião com o governador foi muito proveitosa. Para ele, a força-tarefa vai diminuir a fila de espera, além do sofrimento da população.
“Hoje tivemos uma reunião muito positiva, onde foram apresentados dados que, após termos condições de trabalhos, a gente conseguiu aqui duplicar o número de cirurgias, diminuindo a fila de uma forma abrupta, e isso vai diminuindo as internações, as emergências e a população que deixa de estar no seu momento de trabalho por um tipo de doença. E isso acaba, em um primeiro momento, visto, às vezes, como um custo, mas acaba sendo uma economia para o Estado, porque você não para de produzir, está com a sua saúde em dia é muito melhor”, afirmou.
De acordo com o secretário adjunto, o médico cirurgião Éder Ribeiro, houve aumento ainda no número de cirurgias ofertadas diariamente, dobrando o número de atendimentos, sendo que a previsão até o final do mês é quintuplicar a quantidade de cirurgias, para reduzir a fila e atender mais pacientes.
SECOM RORAIMA
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Roraima
Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da PF
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de suas funções.
A conclusão do julgamento, contudo, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto isso, a liminar (decisão urgente e provisória) de Mendonça segue em vigor.
O pedido de vista foi requerido por Gilmar Mendes assim que a sessão extraordinária da Segunda Turma para analisar o caso foi aberta, às 10h.
Pouco depois, porém, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam o voto para confirmar a decisão de Mendonça, formando maioria de três entre os cinco ministros que compõem o colegiado. O ministro Dias Toffoli também integra a Segunda Turma.
A sessão extraordinária da Segunda Turma foi convocada horas depois de Mendonça ter assinado a decisão de afastar Rodrigues e o delegado Leandro Almada, diretor de inteligência da PF. Ele atendeu a um pedido do partido Novo.
Entenda
O ministro justificou a decisão afirmando ter sido monitorado ilegalmente durante o mês de agosto, com a produção de ao menos seis relatórios de inteligência ocultos. Também foi monitorado o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A existência dos relatórios veio à tona após o ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo, ter tornado um deles público, afirmando, com base no documento, que Mendonça estaria cometendo abusos de autoridade ao direcionar como relator as investigações da Operação Compliance Zero.
A operação apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e seu antigo dono, Daniel Vorcaro.
Moraes divulgou o que seria um “relatório de inteligência” da PF depois que Mendonça, por sua vez, tornou públicas mensagens recuperadas do celular apreendido de Vorcaro e que a PF diz terem sido enviadas a Moraes.
Nas mensagens, o ex-banqueiro aparenta ter relação de proximidade com Moraes. Uma delas sugere, por exemplo, que o ministro recebeu e editou um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório de advocacia de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.
Em outra mensagem, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da Polícia Federal para prendê-lo. Moraes, por sua vez, nega qualquer contato com o ex-banqueiro.
Roraima
Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5% este ano
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,01% para 5% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta terça-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
A previsão está acima do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
No mês de julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo.
A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.
Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,28% para 4,29%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em agosto, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela quarta vez seguida.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 15 e 16 de setembro.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica chegue a 13,75% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,5% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,5%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,96% e 2%, respectivamente.
No segundo trimestre de 2026, a economia do país cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 1,9%, de acordo com o IBGE.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.
Roraima
Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal
O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções.
Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.
O ministro justificou a urgência da medida diante do que disse ser a “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de “relatórios de inteligência” da PF pelo ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo.
O movimento ocorre após Moraes ter tornado público, na semana passada, um relatório da PF em que se sugere um possível direcionamento das investigações do caso Master contra desafetos políticos de Mendonça. O documento, contudo, não é assinado nem possui o cabeçalho da PF.
“[O episódio] impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, escreveu Mendonça.
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