Roraima
Roraima participa de programa nacional de combate ao crime organizado
Iniciativa ‘Brasil Contra o Crime Organizado’ prevê investimento superior a R$ 11 bilhões em ações integradas entre União, Estados e municípios
Representantes da Sesp (Secretaria da Segurança Pública) e das forças de segurança participaram nesta terça-feira, 12, em Brasília, do lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa do Governo Federal que prevê investimento superior a R$ 11 bilhões no enfrentamento às facções criminosas, milícias, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e demais estruturas ligadas ao crime organizado no país.
Lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, o programa estabelece uma resposta integrada entre União, estados e municípios, com foco em quatro pilares: asfixia financeira das organizações criminosas, fortalecimento do sistema prisional, qualificação das investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas, munições e explosivos.
Representando Roraima, participaram do lançamento a delegada-geral da PCRR (Polícia Civil de Roraima) Simone Arruda, o diretor do Denarc (Departamento de Narcóticos), Herbert de Amorim Cardoso, a secretária de Segurança Pública, Eliane Gonçalves, a comandante da PMRR (Polícia Militar de Roraima), coronel Valdeane Alves de Oliveira, e a major Valdirene Vieira.
“A adesão ao programa representa um importante avanço para o fortalecimento das ações de segurança pública em Roraima, uma vez que ela amplia a integração entre os órgãos Estaduais e Federais, fortalece o combate às organizações criminosas e contribui diretamente para o enfrentamento qualificado dos crimes transfronteiriços, garantindo mais eficiência nas operações e segurança para a população”, afirmou a secretária da Sesp, Eliane Gonçalves.
Durante a solenidade, o presidente destacou que o programa representa uma ofensiva direta contra a estrutura econômica e operacional das facções criminosas, com o objetivo de devolver territórios dominados pelo crime à população brasileira.
“Para Roraima, a participação no programa amplia perspectivas de acesso a investimentos em tecnologia, equipamentos especializados, fortalecimento da perícia criminal, inteligência policial, aparelhamento das forças de segurança e operações conjuntas de alta complexidade”, disse.
De acordo com Simone Arruda, a presença da cúpula da segurança pública de Roraima reforça o compromisso do Estado com o fortalecimento das ações integradas e com a modernização dos instrumentos de inteligência, repressão qualificada e investigação criminal, especialmente em uma região estratégica de fronteira.
A delegada-geral observou ainda que a atuação conjunta entre forças estaduais e Governo Federal posiciona Roraima dentro de uma política nacional de segurança pública mais robusta, com foco na desarticulação das bases financeiras e logísticas do crime organizado.
“A participação da comitiva roraimense evidencia o alinhamento institucional do estado com as novas diretrizes nacionais e reforça o compromisso das forças de segurança locais na proteção da população e no combate firme às organizações criminosas”, disse.
Entre as medidas previstas no programa estão o fortalecimento da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), expansão de sistemas de investigação financeira, reforço do controle penitenciário, aquisição de equipamentos periciais, além de ações estratégicas voltadas à repressão ao tráfico internacional de armas e drogas, áreas consideradas sensíveis para estados de fronteira como Roraima.
O post Roraima participa de programa nacional de combate ao crime organizado apareceu primeiro em GOVERNO DE RORAIMA.
Roraima
Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da PF
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de suas funções.
A conclusão do julgamento, contudo, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto isso, a liminar (decisão urgente e provisória) de Mendonça segue em vigor.
O pedido de vista foi requerido por Gilmar Mendes assim que a sessão extraordinária da Segunda Turma para analisar o caso foi aberta, às 10h.
Pouco depois, porém, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam o voto para confirmar a decisão de Mendonça, formando maioria de três entre os cinco ministros que compõem o colegiado. O ministro Dias Toffoli também integra a Segunda Turma.
A sessão extraordinária da Segunda Turma foi convocada horas depois de Mendonça ter assinado a decisão de afastar Rodrigues e o delegado Leandro Almada, diretor de inteligência da PF. Ele atendeu a um pedido do partido Novo.
Entenda
O ministro justificou a decisão afirmando ter sido monitorado ilegalmente durante o mês de agosto, com a produção de ao menos seis relatórios de inteligência ocultos. Também foi monitorado o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A existência dos relatórios veio à tona após o ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo, ter tornado um deles público, afirmando, com base no documento, que Mendonça estaria cometendo abusos de autoridade ao direcionar como relator as investigações da Operação Compliance Zero.
A operação apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e seu antigo dono, Daniel Vorcaro.
Moraes divulgou o que seria um “relatório de inteligência” da PF depois que Mendonça, por sua vez, tornou públicas mensagens recuperadas do celular apreendido de Vorcaro e que a PF diz terem sido enviadas a Moraes.
Nas mensagens, o ex-banqueiro aparenta ter relação de proximidade com Moraes. Uma delas sugere, por exemplo, que o ministro recebeu e editou um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório de advocacia de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.
Em outra mensagem, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da Polícia Federal para prendê-lo. Moraes, por sua vez, nega qualquer contato com o ex-banqueiro.
Roraima
Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5% este ano
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,01% para 5% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta terça-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
A previsão está acima do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
No mês de julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo.
A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.
Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,28% para 4,29%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em agosto, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela quarta vez seguida.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 15 e 16 de setembro.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica chegue a 13,75% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,5% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,5%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,96% e 2%, respectivamente.
No segundo trimestre de 2026, a economia do país cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 1,9%, de acordo com o IBGE.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.
Roraima
Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal
O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções.
Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.
O ministro justificou a urgência da medida diante do que disse ser a “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de “relatórios de inteligência” da PF pelo ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo.
O movimento ocorre após Moraes ter tornado público, na semana passada, um relatório da PF em que se sugere um possível direcionamento das investigações do caso Master contra desafetos políticos de Mendonça. O documento, contudo, não é assinado nem possui o cabeçalho da PF.
“[O episódio] impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, escreveu Mendonça.
-
Últimas6 dias atrásMorre no Rio, aos 83 anos, o ator Gracindo Jr.
-
Boa Vista6 dias atrásHomem de 27 anos é preso por violência doméstica contra a própria mãe em Boa Vista
-
Roraima6 dias atrásEM BOA VISTA 3ª edição do Programa Saúde Pra Valerr leva atendimentos gratuitos à população neste sábado
-
Roraima6 dias atrásMormaço Cultural terá shows e espetáculos de dança no Teatro Municipal de Boa Vista
-
Últimas6 dias atrásAnvisa interrompe fabricação de produtos de limpeza da Unilever
-
Boa Vista6 dias atrásEmergência a 30 dias da eleição exige fiscalização redobrada
-
Roraima6 dias atrásENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CHAME reforça rede de proteção às mulheres durante o Agosto Lilás
-
Roraima6 dias atrásTV ASSEMBLEIA Emissora do Legislativo roraimense celebra 11 anos de apoio à comunicação pública


