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EBC e Unifap inauguram novo canal digital de TV no sul do Amapá

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O município de Laranjal do Jari, no estado do Amapá, ganhou nesta quinta-feira (23) um novo canal digital com a emissora de televisão da Universidade Federal do Amapá (TV Unifap). A iniciativa amplia o acesso da população à comunicação pública de qualidade e integra o programa Brasil Digital, coordenado pelo Ministério das Comunicações (MCom) e executado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A cerimônia de lançamento envolveu autoridades federais, estaduais e municipais. Entre os presentes estiveram a gerente-executiva de Integração de Conteúdos e Rede da EBC, Lidia Neves; o diretor da Rádio e TV Unifap, Rômulo Castro; o gerente Regional da Anatel no Amapá, Edward Aires da Silva; o secretário de Empreendedorismo e Inovação de Laranjal do Jari, Bruno Gama, que na ocasião representou o prefeito em exercício da cidade, Eliá Conrado; e o presidente da Câmara dos Vereadores de Laranjal do Jari, vereador Walcimar Fonseca; além de vereadores e representantes da sociedade local.

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Com investimento federal de R$ 828.881, a implantação da emissora no município alcança mais de 45 mil habitantes de Laranjal do Jari e Vitória do Jari.

Integrante da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), a TV Unifap passa a oferecer na nova localidade conteúdos da TV Brasil e produções próprias da universidade. A expansão fortalece a presença da comunicação pública na região amazônica e aumenta o alcance de iniciativas acadêmicas desenvolvidas pela instituição. A população local terá ainda acesso aos sinais do Canal Gov, Canal Educação e Canal Saúde.

A ocasião também marcou a entrada de emissoras da Rede Legislativa de Rádio e TV na região. Entraram em operação em sinal aberto o canal de televisão da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap TV), a TV Câmara Municipal de Laranjal do Jari, a TV Câmara dos Deputados e a TV Senado Federal.

“Esse é um momento histórico para o Amapá e para a comunicação pública. Com a RNCP e a Rede Legislativa, inauguramos oito canais em uma região que até então não tinha nenhuma geradora de TV aberta voltada à cidadania”, comemora a representante da EBC, Lidia Neves.

Segundo ela, “a população de Laranjal do Jari ficou muito animada com essa ideia de poder contar sua própria história e mostrar a sua cultura. Essa integração com as redes permite que a riqueza das identidades locais alcance o território nacional, ao mesmo tempo em que assegura aos moradores o acesso democrático a conteúdos de alta qualidade e relevância pública”.

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O presidente da Câmara Municipal, Walcimar Fonseca, enfatizou que as emissoras contribuem para dar visibilidade à região. “Estamos felizes de poder mostrar nossas belezas através da TV”, acrescentou o vereador. Walcimar fez questão de agradecer à EBC e à Alap pelo suporte técnico e compartilhamento de conhecimento, fundamentais para colocar os canais no ar.

“Agradeço por nos ensinarem como nos comunicarmos melhor com a população”, concluiu.

Criada oficialmente em 18 de outubro de 2021, em Macapá, a TV universitária atua na difusão de conteúdos educativos, culturais e científicos, contribuindo para a formação cidadã e o acesso à informação. Com a chegada a Laranjal do Jari, a emissora amplia a capacidade de diálogo com comunidades do interior do estado.

“Estamos felizes de receber esse marco, que vai trazer e ampliar informação aqui em Laranjal do Jari, levando conhecimento para quem precisa. A gestão municipal vê essas inaugurações como uma porta de transparência com os canais públicos, legislativos e governamentais. Tudo isso traz desenvolvimento para a nossa região”, comentou o secretário Bruno Gama.

Brasil Digital

O Programa Brasil Digital tem como objetivo ampliar a oferta do serviço de radiodifusão de sons e imagens digital terrestre e ancilares em municípios onde a EBC e a Câmara dos Deputados não disponham de estação licenciada. A política pública seleciona instituições parceiras para a gestão do local de instalação e da infraestrutura básica necessária, aquisição e implantação de estações de televisão digital, e doação de equipamentos transmissores para as beneficiárias.

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“O Brasil Digital conta com R$ 150 milhões oriundos do Novo PAC e  R$ 105 milhões da Anatel, oriundos do Leilão do 4G. A ideia principal do programa é levar a televisão digital a cerca de 400 municípios. Quando chegamos no interior, por exemplo, vemos a dificuldade que a população tem para acessar informação e seus direitos”, explicou o gerente regional da Anatel, Edward Aires.

O diretor da rádio e TV Unifap celebrou a novidade, destacando que a chegada do sinal digital representa um salto na democratização da comunicação regional.

“Com o Brasil Digital, a TV Unifap avança com mais acesso à educação e informação para a população de Laranjal do Jari e Vale do Jari, inclusive para a população indígena e quilombola”, destacou Rômulo Castro.

Multiprogramação – TV Unifap (Laranjal do Jari)

1.1 – TV UNIFAP / TV Brasil
1.2 – Canal Gov
1.3 – Canal Educação
1.4 – Canal Saúde

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Multiprogramação – Rede Legislativa (Laranjal do Jari)

9.1 – TV Câmara
9.2 – TV Assembleia
9.3 – TV Câmara Municipal
9.4 – TV Senado

Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Governo do RJ é condenado a pagar indenização por morte de crianças

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Nesta semana, de forma inédita, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou o governo do estado a pagar indenização às famílias das primas Emily Vitória, de 4 anos, e Rebecca dos Santos, de 7 anos.

Elas foram mortas durante uma ação policial, em 4 de dezembro de 2020, na comunidade do Sapinho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação ainda cabe recurso.

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A ação indenizatória, julgada procedente, foi proposta pela Defensoria Pública. O Tribunal condenou o estado do Rio de Janeiro não apenas a pagar indenização às famílias das meninas pelas mortes ocorridas no contexto de uma operação policial, mas foi além, condenou também o estado a pagar indenização específica em razão das graves falhas na investigação criminal.

De acordo com o defensor público André Castro, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, responsável pelo caso, “a sentença do poder judiciário examina cuidadosamente o caso e vai verificar que a investigação não atendeu aos critérios necessários previstos em lei para uma apuração adequada e, portanto, falhou com as famílias ao buscar a verdade, tanto é que até hoje não se sabe quem são os responsáveis”, disse.

“Essa sentença traz esse aspecto muito importante, de certo modo inédito, que protege não só o direito a reparação, mas também o direito a verdade que as famílias têm. Direito a verdade que é o direito de saber quem foi o responsável ou responsáveis pelas mortes das meninas Emily e Rebecca”, afirmou Castro.

Na decisão, a juíza Cristiana Aparecida de Souza Donato determina o pagamento de indenização por danos morais e pensão aos familiares das vítimas.

A magistrada citou uma súmula do Supremo Tribunal Federal na qual diz que o “Estado é responsável na esfera cível por morte ou ferimento decorrente de operações de segurança pública, nos termos do risco administrativo”.

Ainda segundo a súmula, a perícia inconclusiva sobre a origem do disparo fatal durante operações policiais e militares “não é suficiente, por si só, para afastar a responsabilidade civil do Estado, por constituir elemento indiciário”.

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Caso

As crianças brincavam do lado de fora da casa quando foram atingidas por um único tiro de fuzil. O disparo ocorreu em meio a uma ação da Polícia Militar, no momento em que a viatura policial passava com dois militares, armados de fuzil, na frente da rua onde as meninas estavam.

De acordo com a ação judicial, testemunhas informaram ter visto um flash de luz saindo de dentro da viatura. Já as investigações policiais acabaram concluindo que o disparo necessariamente teria vindo do outro lado da rua, de supostos criminosos que nunca foram identificados, o que resultou num processo criminal contra os líderes do tráfico local.

O laudo de confronto de balística indica que os fuzis portados pelos policiais eram compatíveis com o projétil que atingiu as duas crianças, “embora não pudesse afirmar com certeza, que o disparo fora efetuado por alguma daquelas armas usadas pelos PMs”, diz o texto.

De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro “esse processo, no entanto, acabou sendo arquivado por falta de provas e a conclusão que se tem é que até hoje não se sabe quem são os responsáveis pela morte das meninas”.

Reconstrução

Para o Projeto Mirante, projeto de pesquisa sediado na Universidade Federal Fluminense (UFF), a decisão é uma “vitória histórica”.

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Pesquisadores do projeto atuaram na reconstrução do caso, que envolveu medições nas ruas, conversas com moradores e familiares, e muita técnica, incluindo reconstrução 3D.

Nas redes sociais, a pesquisadora Liliana Sanjurjo comentou a atuação do projeto:

“A gente observou muitas falhas sobretudo no laudo de reprodução simulada que foi feito na época do inquérito e faltavam uns elementos para a conclusão”, disse.

Com o cruzamento de informações, imagens e localização de GPS, segundo Sanjurjo, foi possível comprovar “que de fato havia uma viatura da polícia no exato momento do incidente”. 

Nota do governo

O Governo do Estado do Rio de Janeiro diz, por meio de nota, que aguarda ainda a análise da Justiça dos embargos de declaração feitos pela a Defensoria Pública para decidir se entrará ou não com recurso de apelação contra a sentença judicial.

Segundo o governo, a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense concluiu que os disparos que atingiram as vítimas não partiram dos policiais militares investigados.

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“Com base nos laudos periciais e demais provas técnicas reunidas ao longo da apuração, o Ministério Público requereu o arquivamento do procedimento em relação aos agentes de segurança. As investigações também identificaram a participação de dois traficantes nos fatos, que foram indiciados pela Polícia Civil”, ressaltou.

A nota diz ainda que, durante a investigação, foram realizadas diversas diligências, oitivas de testemunhas, perícia no local, exames balísticos, perícias nos corpos das vítimas, reprodução simulada dos fatos e análise de todos os elementos probatórios disponíveis.

Violência armada

Segundo a plataforma Futuro Exterminado, que reúne dados de crianças e adolescentes que foram vítimas de armas de fogo, entre 2016 e 2026, 778 foram baleadas, sendo que 347, durante operações policiais, no Rio de Janeiro e região metropolitana. Dessas, 342 morreram. Em 2020, foram 62 baleados e, desses, 26 morreram, entre elas, Emily e Rebecca.

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Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 12 milhões neste sábado

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As seis dezenas do concurso 3.018 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 12 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

>>Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

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O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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Titulação de terra quilombola no Marajó é inédita, celebram lideranças

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Quando ouviu nomes de territórios que seriam titulados pelo presidente Lula, na quinta-feira (11), a coordenadora estadual das associações das comunidades remanescentes de quilombo do Pará, Carlene Printes, comemorou.

Ela correu até o palco, abraçou Lula e celebrou durante o encontro nacional de mulheres quilombolas, no Distrito Federal. A reunião de mais de 600 mulheres vai até este domingo (14).

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“A gente foi surpreendido positivamente com três decretos de territórios que a gente vem há muitos anos esperando e conseguimos alcançar aqui neste feito histórico”, disse Carlene em entrevista à Agência Brasil.

“A gente nunca teve um título no Marajó. Somos ameaçados por arrozeiros, fazendeiros e mineradoras. A titulação é o que minimamente nos dá segurança”, destacou.

Proteção

Para Carlene, a titulação é um fôlego de esperança para o povo. “Isso impacta diretamente na proteção dos nossos povos”, pois permite acesso a políticas públicas e aumenta a segurança das famílias.

O representante da comunidade de Santa Luzia, no Marajó, Hilário Moraes, presente ao evento, estava também eufórico.

“Esse decreto hoje, que o presidente Lula nos entrega, é uma resposta e um ato de reparação. Até agora estou sem acreditar”.

Ele testemunha que a comunidade sofre ameaças de todos os tipos. “De todos os eiros, sojeiros, arrozeiros, grileiros, madeireiros,” desabafou.

O quilombo tem 19 famílias com território de 526 hectares. “É uma comunidade que vive da agricultura familiar que tem essa alta disponibilidade da floresta e que a trata muito. Somos nós que mais protegemos o bioma da Amazônia”, contou.

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A liderança diz que apenas o reconhecimento, sem a demarcação de terra, ainda não garantia as políticas públicas necessárias.

 “A gente esperava esse título como se espera um diamante que está se lapidando. É o caminho para que mais títulos, tanto na Ilha do Marajó, como em todo o estado e também na Amazônia possam chegar”.

Pelo Brasil

Outra beneficiada pela titulação foi a comunidade de Invernada dos Negros, em Campos novos, em Santa Catarina. A liderança Adriana Ferreira da Silva, que recebeu o título de terra homenageou mulheres que foram vítimas, como Mãe Bernadete.

“Estamos felizes pelas políticas públicas que chegaram até nós. Não somos mulheres apenas para estar dentro de casa. Somos para estar no mundo. O mundo é nosso”, comemorou.

Os territórios quilombolas são espaços rurais ou urbanos ocupados por comunidades negras, formadas por descendentes de pessoas escravizadas durante a colonização do Brasil. As áreas entregues finalizam um longo processo de regularização, abrangendo 11,6 mil hectares e beneficiando 1.780 famílias.

Incra

Durante o evento, o Incra anunciou a publicação de uma portaria de reconhecimento do território Porto Leocádio, em Goiás, beneficiando 20 famílias em uma área de 1,5 mil hectares.

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Também foram anunciados cinco novos Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTIDs) para os territórios Brejão dos Aipins (PI), Baía Formosa (RJ), Sapatu (SP), Sítio Grossos (RN) e Engenho da Cruz (BA), contemplando cerca de 800 famílias e aproximadamente 22 mil hectares.

O RTID é um relatório histórico e antropológico da ocupação e define os marcos territoriais da área tradicionalmente ocupada por famílias quilombolas.

>> Confira a distribuição dos 18 títulos quilombolas concedidos, divididos por território:

  • Kalunga do Mimoso (Arraias e Paranã/TO): quatro títulos, beneficiando 250 famílias em 4.211 hectares;
  • Kalunga (Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás/GO): dois títulos para 888 famílias, abrangendo 6.221 hectares;
  • Invernada dos Negros (Abdon Batista e Campos Novos/SC): cinco títulos para 84 famílias em 111 hectares;
  • Charco/Juçaral (São Vicente Férrer/MA): três títulos para 137 famílias em 690 hectares;
  • Mel da Pedreira (Macapá/AP): um título para 14 famílias em 127 hectares;
  • Nova Batalhinha (Bom Jesus da Lapa/BA): um título para 20 famílias em 67 hectares;
  • Mata de São Benedito (Itapecuru-Mirim/MA): um título para 35 famílias em 194 hectares;
  • Piqui/Santa Maria dos Pretos (Itapecuru-Mirim/MA): um título para 352 famílias em 51 hectares.
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