Boa Vista
Homem é preso em flagrante por agressão à companheira em comunidade indígena no Uiramutã
Um homem de 50 anos foi autuado em flagrante pelo crime de lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha após agredir a companheira na comunidade indígena Willimon, no município de Uiramutã. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Roraima, por meio da Delegacia de Pacaraima.
De acordo com o delegado interino de Pacaraima, Rick da Silva e Silva, o procedimento policial foi instaurado após o suspeito ser conduzido à delegacia por uma guarnição da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar de Fronteira. No local, a Polícia Civil lavrou o Auto de Prisão em Flagrante e adotou as medidas legais cabíveis.
A ocorrência teve início após a Polícia Militar ser acionada pelo grupo de segurança indígena da comunidade, que solicitou apoio diante de uma situação de violência doméstica. Ao chegar ao local, os policiais foram orientados por moradores até a residência do casal. O homem tentou fugir para uma área de mata, mas foi localizado, detido e apresentado à Polícia Civil.
Em depoimento, a vítima, de 48 anos, relatou que convive com o agressor desde os 14 anos e que o casal tem oito filhos. Segundo ela, as agressões ocorreram na tarde de quarta-feira, dia 21, após retornar de um evento comunitário. A discussão teria começado porque não havia comida preparada, já que a vítima informou ter perdido o dinheiro.
Ainda conforme o relato, durante a discussão o homem a agrediu com um cinto e desferiu golpes com um facão nas costas. Um sobrinho da vítima ouviu os pedidos de socorro e acionou, via rádio, o grupo de segurança indígena, que comunicou a Polícia Militar.
Diante dos fatos, a vítima solicitou Medida Protetiva de Urgência, que foi requerida pela Polícia Civil ao Poder Judiciário. O suspeito foi apresentado à audiência de custódia, ocasião em que a Justiça concedeu liberdade.
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Boa Vista
Prefeitura estende funcionamento de UBS até meia-noite para aliviar pressão na rede de urgência
A Prefeitura de Boa Vista amplia, a partir de segunda-feira (27), o atendimento noturno em Unidades Básicas de Saúde. A medida estende o funcionamento de três UBS até meia-noite, com foco em ampliar o acesso para a população que não consegue buscar atendimento durante o dia.
Passam a operar das 7h à meia-noite as unidades São Vicente, Arminda Gomes, no bairro Jóquei Clube, e Maria das Dores, no bairro Equatorial. Elas se juntam às UBS Jan Wilt, no Conjunto Pérola, Aygara Mota, na Cidade Satélite, e Liberdade, que já funcionam em horário estendido.
Com a ampliação, a rede municipal passa a contar com seis unidades com atendimento noturno. A proposta é descentralizar a demanda e fortalecer a atenção primária, considerada a porta de entrada do sistema de saúde.
Nas unidades, os serviços incluem consultas médicas, atendimentos de enfermagem, vacinação e acompanhamento em saúde da mulher, de adultos e de crianças.
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Boa Vista
Gerador de 1,3 tonelada é levado de helicóptero a base em terra Yanomami
Um gerador de 1,3 tonelada foi transportado de helicóptero até o Destacamento Especial de Fronteira de Waikás, na Terra Indígena Yanomami, no dia 21 de abril, após falhas no equipamento anterior colocarem em risco cerca de 500 quilos de alimentos perecíveis armazenados na base.
O novo gerador tem capacidade de 55 quilovolt-ampere e passou a abastecer toda a unidade, que opera em uma área de difícil acesso e depende de energia contínua para manter suas atividades.
Segundo o comandante do destacamento, primeiro-tenente Pietro Rodrigues Izidio, a rapidez da operação evitou impactos maiores. “O transporte tempestivo do gerador, apesar do difícil movimento logístico, foi essencial para que a falta de energia tivesse o menor impacto possível em suas atividades”, afirmou.
O deslocamento foi feito em duas etapas. Por terra, um caminhão do Exército percorreu 103 quilômetros entre Boa Vista e a região do Paredão, em Alto Alegre. Na sequência, um helicóptero Black Hawk H-60, da Força Aérea Brasileira, levou o equipamento por mais 183 quilômetros até Waikás, com o gerador suspenso por cabos. O voo durou quase duas horas.
Ao todo, a operação levou mais de quatro horas. O transporte externo foi necessário porque o equipamento não cabe no interior da aeronave.
Com acesso terrestre limitado e poucas pistas de pouso, a Terra Indígena Yanomami depende, em grande parte, do transporte aéreo para abastecimento e apoio logístico. O destacamento de Waikás integra a estrutura usada em ações contra o garimpo ilegal na região.
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Boa Vista
Contrato de R$ 6,4 milhões para manutenção de pontes de madeira em Amajari gera questionamentos sobre custo
Um contrato firmado pela Prefeitura de Amajarí para manutenção de pontes de madeira em vicinais do município passou a ser questionado pela vereadora Vastí Santos (PDT), pelo custo de execução de manutenção de pontes de madeira na cidade. O edital do processo prevê investimento de R$ 6.425.029,39 para manutenção de 175 metros de estruturas, o que representa um custo médio de R$ 36.714,45 por metro linear.
O valor chamou atenção por se tratar de intervenções em pontes de madeira, geralmente associadas a serviços de recuperação, substituição de peças e reforço estrutural. Diante disso, foram solicitadas informações detalhadas sobre a composição do custo, incluindo itens como mão de obra, aquisição de materiais, transporte, logística para acesso às áreas rurais e eventuais etapas de reconstrução completa das estruturas.
Outro ponto levantado diz respeito à priorização das áreas atendidas. Foi solicitada a inclusão de pontes na Vicinal Ametista, especialmente a Ponte da Lage, apontada por moradores como uma das mais afetadas pelas chuvas recentes. A ausência dessas estruturas no escopo inicial reforça dúvidas sobre os critérios adotados para definição das obras.
Nas comunidades rurais, a situação das pontes impacta diretamente a rotina da população. Durante o período chuvoso, danos estruturais dificultam o tráfego de veículos, comprometem o transporte escolar e afetam o escoamento da produção agrícola, além de limitar o acesso a serviços essenciais, como atendimento de saúde em casos de urgência.
“Estamos falando de um direito básico de ir e vir que está sendo comprometido. É fundamental que essas pontes sejam tratadas como prioridade”, declarou a vereadora.
A reportagem procurou a Prefeitura de Amajarí para ouvir o outro lado. O espaço segue aberto para manifestação pelo e-mail jornalismo@roraima1.com.br.
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