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Boa Vista

Polícia Civil prende mais cinco suspeitos por morte de jovem no bairro Pérola

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A Polícia Civil de Roraima (PCRR) prendeu mais cinco pessoas suspeitas de envolvimento no homicídio do jovem Ruan Dayllon Gomes Oliveira, de 18 anos, morto a tiros no bairro Pérola, zona Oeste de Boa Vista. As prisões ocorreram durante a segunda fase da Operação Nêmesis, deflagrada na terça-feira (23) e concluída na quarta-feira (24).

O crime aconteceu no dia 9 de setembro deste ano, dentro de uma residência no bairro Pérola. Segundo a investigação, Ruan estava na casa de um amigo quando um homem chegou ao local em uma bicicleta e efetuou cerca de cinco disparos de arma de fogo. O jovem morreu ainda no local.

De acordo com o delegado João Evangelista, titular da Delegacia Geral de Homicídios (DGH) e responsável pelo inquérito, a primeira fase da operação foi realizada em novembro, em ação integrada com o Departamento de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SESP). Na ocasião, dois mandados de prisão foram cumpridos.

Um dos presos, R.B.S., de 22 anos, foi capturado no município de Rorainópolis, após fugir da equipe policial durante diligências em Mucajaí. O outro suspeito, A.P.R., de 21 anos, foi preso no bairro Pérola, em Boa Vista. Ainda nesta fase, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis nos municípios de Mucajaí e Boa Vista.

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Na segunda fase da operação, iniciada na tarde de terça-feira (23), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão contra A.P.R., de 21 anos, localizado em via pública no bairro Pérola. Ele passou por audiência de custódia na quarta-feira (24), teve a prisão homologada e foi encaminhado ao sistema prisional.

Na manhã do mesmo dia, por volta das 6h, os policiais prenderam K.M.P.B., de 24 anos, em um apartamento no bairro Equatorial. No local, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Outro mandado de busca foi executado no bairro Santa Tereza. A audiência de custódia desse investigado ocorreu nesta quinta-feira (25).

Durante a operação, também foram formalizados dois mandados de prisão contra investigados que já estavam presos no sistema prisional. F.P.R.G.O., de 21 anos, foi notificada na Cadeia Pública Feminina de Boa Vista, e F.S.G., de 20 anos, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), onde cumprem pena por tráfico de drogas. Ambos foram levados à sede da DGH apenas para formalização dos mandados e retornaram ao sistema prisional, sem necessidade de audiência de custódia.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil contabiliza cinco pessoas presas por envolvimento direto no homicídio, além do cumprimento de nove mandados de busca e apreensão nas duas fases da operação. A principal linha investigativa aponta que Ruan Dayllon foi morto por engano, já que a residência onde ocorreu o crime é apontada como ponto de venda de drogas no bairro.

Segundo o delegado João Evangelista, as investigações continuam para o completo esclarecimento do crime e para identificar outros possíveis envolvidos.

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A Operação Nêmesis recebe esse nome em referência à figura da mitologia grega associada à justiça retributiva, simbolizando a resposta do Estado aos crimes contra a vida.

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Feriado prolongado termina com uma morte e oito feridos nas rodovias federais de Roraima

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Uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas em seis acidentes registrados nas rodovias federais de Roraima durante o feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida. O balanço foi divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que intensificou as fiscalizações entre quinta-feira (8) e segunda-feira (12).

Durante o período, os policiais fiscalizaram 625 veículos e 970 pessoas, além de realizarem cerca de 550 testes de etilômetro, conhecido como bafômetro. Ao todo, 17 motoristas foram autuados por alcoolemia.

As ações ocorreram nas BRs 174, 401, 432 e 210, com foco na prevenção de acidentes, redução de mortes e combate à criminalidade.

O acidente mais grave ocorreu na BR 174, em Rorainópolis, no Sul do estado, onde uma motocicleta e uma caminhonete se envolveram em uma colisão frontal. A ocorrência deixou uma pessoa morta e três feridas. No mesmo município, uma colisão traseira entre um carro e uma motocicleta deixou outra pessoa ferida.

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Ainda na BR 174, em Amajari, um veículo de passeio saiu da pista, deixando uma pessoa ferida. Já na BR 432, no município de Cantá, foram registradas duas saídas de pista envolvendo carros de passeio, com dois feridos.

Na BR 401, em Bonfim, uma colisão frontal entre uma caminhonete e uma carreta deixou uma pessoa ferida.

Apreensões e ocorrências criminais

Além das fiscalizações de trânsito, a PRF registrou três ocorrências criminais durante o feriado, envolvendo uma arma de fogo, uma motocicleta furtada e o transporte de mercúrio.

Na quinta-feira (8), um homem de 56 anos foi detido na BR 174, em Caracaraí, após os policiais encontrarem uma espingarda calibre 32 no banco traseiro do veículo que ele conduzia. Embora a arma tivesse registro, o motorista foi encaminhado à Polícia Civil por porte ilegal de arma de fogo.

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No domingo (11), uma motocicleta furtada dois dias antes, em Alto Alegre, foi recuperada durante uma fiscalização em Boa Vista. Segundo a PRF, o condutor abandonou o veículo na via e fugiu a pé ao perceber a presença dos policiais. A consulta aos sistemas confirmou o registro de furto.

Já na segunda-feira (12), policiais apreenderam 57 quilos de mercúrio transportados em dois cilindros dentro de um veículo que seguia de Bonfim para Boa Vista, pela BR 401, em Cantá.

O material e o veículo foram encaminhados à Polícia Federal, responsável pela continuidade das investigações.

Segundo a PRF, a intensificação das fiscalizações durante o feriado teve como objetivo reduzir comportamentos de risco nas rodovias e reforçar o enfrentamento à criminalidade.

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TSE manda Flávio Bolsonaro e aliados apagarem vídeo que associa ato pró-Lula ao uso de drogas

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O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, nesta segunda-feira (12), que o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e outros três aliados retirem das redes sociais publicações com imagens descontextualizadas utilizadas para associar uma manifestação de apoio ao presidente Lula (PT) ao consumo de drogas.

A decisão também atinge Carlos Bolsonaro, Pablo Marçal e o deputado federal eleito Rony Gabriel (Podemos-RS). Os quatro têm prazo de 24 horas, a partir da intimação, para excluir as postagens.

O conteúdo mostra uma mulher supostamente consumindo cocaína e apresenta as imagens como se tivessem sido registradas durante a manifestação realizada no domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. No entanto, o vídeo já circulava no Chile um dia antes do evento.

A determinação atende parcialmente a um pedido da coligação de Lula, que denunciou a divulgação de conteúdos enganosos contra participantes da chamada Marcha pela Democracia.

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Na decisão, Bellizze apontou indícios de manipulação por descontextualização, quando imagens reais são utilizadas fora de sua situação original para sustentar uma informação falsa.

“Essa forma de apresentação falsa e manipulada dos fatos, mesclando acontecimentos reais e situações que de fato não ocorreram é extremamente deletéria”, afirmou o ministro.

O magistrado destacou que a discussão não envolve a existência ou não de consumo de drogas durante a manifestação, mas a utilização de um vídeo anterior ao evento como se fosse um registro feito na Avenida Paulista.

Críticas políticas não foram proibidas

Segundo a coligação de Lula, as publicações associavam manifestantes ao consumo de drogas, à depredação do patrimônio público e ao apoio a movimentos terroristas. Os conteúdos teriam alcançado aproximadamente 1,1 milhão de visualizações no Instagram.

A ação também incluiu o PL e os deputados Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato. No entanto, Bellizze não determinou a exclusão das publicações atribuídas aos dois parlamentares.

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O ministro considerou que os vídeos divulgados por eles continham imagens reais da manifestação e não reproduziam o trecho anteriormente divulgado no Chile.

Na avaliação do magistrado, críticas políticas, mesmo contundentes, estão protegidas pela liberdade de expressão. A intervenção judicial, neste caso, ficou restrita às publicações que apresentam imagens descontextualizadas como se fossem registros do ato pró-Lula.

Multa não foi aplicada

Bellizze também determinou que a Meta torne indisponível uma publicação do perfil @sociedadeemfatos, no Instagram, caso o responsável não faça a retirada. A empresa deverá fornecer informações que permitam identificar o administrador da conta.

A coligação de Lula havia solicitado multa de até R$ 30 mil por publicação para cada um dos representados, além da suspensão integral do perfil e da proibição de novas postagens semelhantes.

O ministro não acolheu esses pedidos neste momento. Segundo ele, medidas genéricas poderiam restringir manifestações políticas legítimas.

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A decisão é liminar, e os envolvidos ainda poderão apresentar defesa. O caso será analisado definitivamente após manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral.

Bellizze também determinou o encaminhamento da medida ao Plenário do TSE.

A ordem foi expedida a menos de duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.

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Indígenas denunciam ameaças de garimpeiros após primeiro turno das eleições

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A Aliança em Defesa dos Territórios, formada por representantes dos povos Kayapó, Yanomami e Munduruku, denunciou ameaças de garimpeiros contra comunidades indígenas em Roraima, Pará e Mato Grosso após o primeiro turno das eleições de 2026. Segundo carta aberta divulgada na sexta-feira (9), as intimidações começaram a circular nas redes sociais no dia 5 de outubro, estimuladas pelos resultados eleitorais.

No documento, as lideranças manifestam preocupação com a possibilidade de novos ataques aos territórios indígenas e com a eleição de políticos favoráveis à exploração mineral nessas áreas. O grupo também faz um apelo para que a população, especialmente quem não votou no primeiro turno, participe da segunda etapa da disputa presidencial.

“Ter na liderança do país alguém abertamente contra as nossas vidas vai, sem dúvida, intensificar ataques que nunca deixamos de enfrentar”, afirma a carta.

A Aliança relaciona o temor de novas invasões ao avanço do garimpo ilegal durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo dados do MapBiomas citados no documento, a área de exploração mineral ilegal nas terras indígenas Kayapó, Munduruku e Yanomami cresceu mais de 128% entre 2018 e 2022.

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As lideranças atribuem esse crescimento às declarações do então presidente e ao enfraquecimento das políticas de proteção ambiental. Também apontam consequências como desmatamento, contaminação dos rios, aumento dos casos de malária, violência contra mulheres indígenas e mortes de crianças por causas evitáveis.

“O garimpo rasgou milhares de hectares de floresta, envenenou rios e destruiu o sustento de milhares de famílias indígenas”, destaca o documento.

Crise na Terra Yanomami

A situação da Terra Indígena Yanomami, localizada entre Roraima e Amazonas, é apresentada na carta como um dos principais exemplos das consequências da exploração ilegal de ouro na Amazônia.

O documento relembra a crise humanitária que atingiu as comunidades, marcada pelo avanço de doenças, desnutrição e dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

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Na carta, as lideranças afirmam que a crise expôs ao mundo as consequências da atividade garimpeira, mas demonstram preocupação com o esquecimento da tragédia.

“Grande parte da sociedade, no Brasil e no exterior, ficou horrorizada ao ver as imagens das crianças vítimas dessa barbárie. No entanto, parece que, para muitos não indígenas, as tragédias humanas são facilmente esquecidas ou ignoradas”, diz o documento.

Preocupação com o próximo governo

A carta também manifesta preocupação com o posicionamento de governadores, senadores e deputados eleitos em outubro. Segundo a Aliança, parte desses políticos já declarou apoio à mineração em terras indígenas e a propostas contrárias aos direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988 e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Embora não mencione nominalmente os candidatos que disputam o segundo turno presidencial, o documento afirma que o resultado da eleição terá consequências diretas para a proteção dos territórios e para as condições de vida das comunidades a partir de 2027.

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As lideranças afirmam que continuarão resistindo às ameaças, independentemente do resultado eleitoral, mas reconhecem que a escolha do próximo presidente poderá ampliar as dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas.

Apelo aos eleitores

Na parte final, a Aliança dirige uma mensagem especialmente aos brasileiros que se solidarizam com a causa indígena, mas deixaram de votar no primeiro turno.

O grupo reconhece que a ausência pode ter diferentes motivos, desde dificuldades de deslocamento até o desânimo com a política, e pede que essas pessoas reconsiderem a decisão no segundo turno.

“Seja qual for a sua razão, pedimos que, neste segundo turno, você pense de novo. Porque para nós, povos Kayapó, Yanomami e Munduruku, abrir mão do direito de viver bem não é uma opção”, afirma a carta.

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O documento termina com uma referência ao líder indígena Ailton Krenak e um alerta sobre as consequências da destruição ambiental para toda a sociedade.

“Afinal, se o céu desabar sobre as nossas cabeças, ninguém estará a salvo.”

>>>>>>> Para ler a carta completa, clique aqui. 

 

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