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Mega-Sena não tem acertador e prêmio vai a R$ 200 milhões
Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena do Concurso 3.072, que foram sorteadas nesta terça-feira (20).
O prêmio acumulou e está estimado em R$ 200 milhões para o próximo sorteio.
Os números sorteados são: 02 – 06 – 09 – 16 – 31 – 40
140 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 38.295,72 cada
9.261 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 954,26 cada
Apostas
O próximo concurso acontece na quinta-feira (22).
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
Mega Semana
Entre os dias 26 e 30 de outubro de 2026, acontecerá a Mega Semana da Mega Sena. A ação promoverá cinco sorteios consecutivos correspondentes aos concursos 3076, 3077, 3078, 3079 e 3080.
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Itamaraty acusa Milei de tentar interferir na eleição brasileira
O Palácio Itamaraty emitiu nota de repúdio, nesta terça-feira (20), em relação às novas ofensas do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por ter insinuado fraude nas eleições.
O líder do país vizinho usou suas redes sociais para atacar o presidente brasileiro e candidato à reeleição e chegou a insinuar fraude nas eleições, cujo segundo turno será disputado no próximo domingo (25). Milei é aliado declarado da família Bolsonaro.
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“As ofensas de hoje do Presidente da República Argentina ao Brasil, desta vez dirigidas ao Poder Judiciário e ao sistema de voto eletrônico, constituem nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro”, afirmou a pasta das Relações Exteriores.
Em uma postagem na rede social X, Milei compartilhou um trecho da entrevista de Lula ao SBT, concedida na noite de ontem, e escreveu em seguida que espera que “o último truque de campanha suja não inclua roubar a eleição”.
Milei ainda compartilhou outro post, desta vez com trecho do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado no último domingo (18), em que chama Lula de “autoritário adorado pelos progressistas locais”
Na nota de repúdio, o Itamaraty aponta que Milei “reitera mentiras difundidas por aqueles que perderam as eleições e protagonizaram o golpe militar fracassado, há quatro anos”. “Essa antidemocrática manifestação é inaceitável, desequilibrada, e não condiz com a postura que deve ter o chefe de Estado de um país amigo”.
Ainda na nota, o Itamaraty reafirmou que “o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades e observadores eleitorais do mundo inteiro já ratificaram essa realidade no primeiro turno das eleições”.
E finalizou: “A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas, e sem qualquer tipo de ingerência externa, no domingo, dia 25”.
Relações rebaixadas
As sucessivas agressões verbais de Milei contra Lula e o Brasil resultaram no rebaixamento das relações bilaterais entre Brasília e Buenos Aires nos últimos meses. Desde agosto, o Brasil não mantém mais embaixador na Argentina e determinou que o embaixador argentino deixasse a capital federal. Os insultos do presidente argentino foram considerados um desrespeito inaceitável em relações bilaterais.
Desde então, o Brasil está sendo representado no país vizinho por um Encarregado de Negócios, cargo mais baixo que expressa esse rebaixamento diplomático.
Em 26 de julho, o embaixador brasileiro Bitelli foi convocado a voltar a Brasília após Milei xingar o presidente Lula em convenção partidária do Partido Liberal (PL), que indicou o senador Flávio Bolsonaro a disputar a Presidência da República.
Na ocasião, Milei chamou Lula de “presidiário” e atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do julgamento que condenou o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina, em termos de compra e vendas de mercadorias. Os dois principais sócios do Mercosul, que compartilham de uma bicentenária relação diplomática, possuem economias fortemente integradas, especialmente nos setores automotivo e industrial.
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Comitê da Meta aponta falhas de moderação nas eleições brasileiras
O Comitê de Supervisão da Meta, a corporação digital norte-americana que controla Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou nesta terça-feira (20) que constatou “falhas recorrentes” na aplicação de regras relativas à garantia de integridade eleitoral na circulação de conteúdos sobre as eleições presidenciais brasileiras.
A manifestação do órgão, que supervisiona de forma independente as plataformas do grupo, também aponta preocupações com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que vai definir a nova composição do Congresso do país.
Notícias relacionadas:
- TSE reúne Meta e campanhas para tratar de restrições de postagens.
- Meta recusa pedido federal para criar canal de proteção a jornalistas.
- Ao TSE, Meta nega tratamento desigual entre candidaturas presidenciais.
“Da remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos Estados Unidos, às vésperas das eleições de meio de mandato, às restrições técnicas que atingiram as contas de um candidato à Presidência no Brasil, dando origem a acusações de interferência eleitoral, está claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de aplicação das regras durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que o discurso político seja protegido, em vez de silenciado”, afirmou o colegiado em comunicado.
O Comitê destacou que, durante as eleições e em períodos de maior tensão política, as falhas de moderação de conteúdo da Meta costumam se manifestar de duas formas: a aplicação excessivamente rigorosa das regras, que suprime o discurso político, e a aplicação insuficiente dessas regras, que compromete a integridade eleitoral, citando especificamente o caso brasileiro, envolvendo restrições de impulsionamento aplicadas a conta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL).
“A aplicação excessivamente rigorosa das políticas antifraude da Meta às contas de anúncios do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, representa uma falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas responsáveis pela análise de casos”, diz o órgão.
Em manifestação enviada na noite de segunda-feira (19) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Meta negou ter favorecido o alcance de publicações em prol de algum dos candidatos na corrida presidencial.
No documento, a empresa afirma que “os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória” e que um documento técnico anexado ao processo “descreve o mecanismo que assegura essa isonomia”.
A Meta respondeu um questionamento do ministro Marco Aurélio Bellizze, que na semana passada determinou que a empresa apresentasse informações sobre as medidas adotadas para garantir o tratamento isonômico às duas candidaturas que disputam o segundo turno da eleição presidencial.
Bellizze atendeu a pedido da coligação Brasil Pronto pra Mais, do presidente Lula, que reclamou de favorecimento a publicações do adversário Flávio Bolsonaro.
Ainda na tarde desta segunda (19), centenas de manifestantes protestaram em São Paulo, na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo. Com o slogan “Meta, não se meta”, os participantes apontaram censura nas participações de ativistas nas redes sociais, falta de neutralidade na mediação dos conteúdos e defesa de interesses próprios na gestão dos conteúdos e comunidades.
O Conselho de Supervisão da Meta também fez menção às eleições de 2022, quando solicitou à empresa “que construísse uma estrutura mensurável para avaliar seus esforços de proteção da integridade eleitoral, incluindo o compartilhamento de indicadores relevantes”.
“Embora a Meta frequentemente cite indicadores gerais de atividade, como o número de anúncios armazenados ou de contas removidas, a empresa ainda não estabeleceu indicadores públicos que avaliem de forma transparente a eficácia de suas medidas de aplicação das regras — nem suas deficiências mais críticas. Isso precisa mudar”, cobrou o conselho.
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Lula confirma PEC da Tarifa Zero; Flávio tem apoio de sertanejos
Os candidatos à Presidência da República tiveram atos em cidades do Nordeste e do Centro-Oeste.
>> Veja como foi o dia dos candidatos
Lula
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de duas passeatas nesta terça-feira (20). A primeira delas foi em São Luís. Na capital maranhense, Lula deu uma coletiva de imprensa na qual afirmou que enviará ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para instituir a tarifa zero no transporte público.
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- TSE: Lula autoriza quebra de sigilo bancário se Flávio fizer o mesmo.
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A ideia é aproveitar a aprovação do fim da escala 6×1 e, portanto, um dia a mais para o lazer.
“A partir do ano que vem, o povo vai passar a trabalhar menos. Então, a gente vai garantir que no sábado e domingo o povo tenha transporte gratuito para poder passear”. Lula assinará a proposta da PEC amanhã (21).
Durante a passeata pelas ruas de São Luís, Lula afirmou que essa é sua última campanha. E que, caso eleito, seu quarto mandato será para consolidar políticas sociais criadas recentemente.
“Essa é a minha última campanha para presidente da República. E eu quero que esse seja um mandato histórico. Que a gente possa universalizar o Pé-de-Meia para o ensino médio, criar o Pé-de-Meia para os estudantes universitários, continuar gerando emprego de qualidade, formando profissionais”.
O programa Pé-de-Meia foi criado em 2024, em uma versão escolar. Trata-se de um incentivo financeiro-educacional pago pelo governo federal para promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público. A proposta de Lula é expandir para os estudantes universitários.
Em seguida, Lula foi para um ato de campanha passando por um percurso que liga as cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Começou pelo município baiano, atravessou a Ponte Presidente Dutra e chegou à cidade pernambucana. Lá, pediu para os apoiadores convencerem aqueles que não votaram no primeiro turno a ir às urnas.
“É importante que a gente, nesses últimos dias, vá na casa das pessoas que não votaram, na casa das pessoas que têm 70 anos e acham que não podem mais votar. Convença essas pessoas a votarem pelo Brasil. Convença a votarem pela soberania nacional. Vamos convencer as pessoas”, disse o candidato à reeleição.
A abstenção no 1º turno das eleições 2026 bateu recorde com 33,4 milhões de pessoas que não compareceram às urnas, representando 21,08% do total de eleitores. A campanha de Lula aposta na diminuição da abstenção para derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Tanto na agenda de São Luís quando na passeada por Juazeiro e Petrolina, Lula lembrou do desafio feito ao adversário no segundo turno. Durante o debate na TV Bandeirantes, Lula afirmou que abriria o seu sigilo bancário e telefônico, bem como da sua família, caso Flávio Bolsonaro (PL) fizesse o mesmo.
Lula confirmou o compromisso e afirmou que o candidato do PL não tem condições de ir ao debate da próxima sexta-feira (23), na TV Globo, caso não aceite o desafio.
Flávio Bolsonaro
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) fez campanha nesta terça-feira (20) em Goiás e recebeu apoio de cantores sertanejos. Entre os artistas presentes ao encontro estavam Gusttavo Lima e Zezé de Camargo.
Mais tarde, o candidato gravou um vídeo na casa do cantor Gusttavo Lima e disse que, se eleito, irá se empenhar para ajudar as pessoas que mais precisam.
“Estou aqui de coração aberto para, de verdade, colocar minha vida dedicada a quem precisa. Ajudar as pessoas que precisam, consertar esse país de verdade”.
O candidato citou a questão da segurança pública e elencou problemas que, segundo ele, estão afetando o povo brasileiro.
“Eu também sou cidadão e ando com medo nas ruas porque pode vir um cara assaltar a qualquer momento. Está todo mundo endividado, impostos altos. [Sobre] artistas e produtores, está difícil de comprar um ingresso para um show”, disse.
Ele ressaltou ainda que seu governo, caso eleito, será “de mudança” e pediu votos de todos os eleitores.
“Hoje não é mais esquerda e direita, hoje é todo mundo querendo mudança”.
A ordem de cobertura da agenda dos presidenciáveis segue rodízio diário.
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