Boa Vista
Um ano após execução no Raiar do Sol, acusado é condenado a mais de 21 anos de prisão
A investigação da Polícia Civil de Roraima resultou na condenação de J.J.R., de 29 anos, a 21 anos, cinco meses e 19 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, furto qualificado e porte ilegal de arma de fogo. A sentença foi proferida nesta terça-feira (3).
O caso foi apurado pela Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), que esclareceu a morte de Dihoberth Ramirez Martinez, de 21 anos, ocorrida em março de 2025, no bairro Raiar do Sol, em Boa Vista.
Segundo as investigações, a vítima foi executada a tiros por três homens após ser atraída para fora de uma vila de apartamentos onde morava. Após o crime, um dos envolvidos furtou uma motocicleta que estava estacionada nas proximidades e a utilizou na fuga.
De acordo com a Polícia Civil, o homicídio teve como motivação um acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas. A vítima estaria sendo ameaçada por integrantes de uma facção criminosa devido a dívidas com traficantes que atuavam nos bairros Bela Vista e Raiar do Sol.
J.J.R. foi preso em maio de 2025 durante uma operação da DGH nos bairros Jardim Tropical, Senador Hélio Campos e Equatorial. Na casa dele, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, o que resultou também na autuação por porte ilegal de arma de fogo.
O inquérito foi conduzido pelo delegado Luís Fernando Zucchi. Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas ao longo da investigação permitiram identificar os envolvidos, esclarecer a dinâmica do crime e embasar a condenação do réu, que cumprirá a pena em regime fechado.
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Boa Vista
Adolescente de 16 anos esfaqueia padrasto de 41 anos após discussão em Rorainópolis
Um homem de 41 anos deu entrada no Hospital Regional de Rorainópolis na noite deste domingo (13) após ser esfaqueado durante uma discussão no bairro Novo Horizonte, no município de Rorainópolis, ao Sul de Roraima. O suspeito da agressão é o enteado da vítima, um adolescente de 16 anos.
A Polícia Militar iniciou o atendimento após ser acionada via 190 para intervir em um desentendimento entre familiares da vítima e funcionários do hospital. A mãe do adolescente e esposa da vítima relatou aos policiais que o filho esfaqueou o padrasto dentro da residência da família, após uma discussão verbal que evoluiu para agressões físicas.
A PM orientou a mulher a retornar à sua casa para não interferir nos cuidados médicos do paciente. Ao acompanhar a família até a residência, no bairro Novo Horizonte, a guarnição recebeu informações de vizinhos e localizou a faca utilizada no crime escondida em um entulho em frente ao imóvel.
Os policiais realizaram buscas na região para localizar o adolescente, mas o jovem não foi encontrado até o encerramento do registro. A faca foi apreendida para as providências cabíveis
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Boa Vista
TCE-RR apura falta de nomeação de aprovados em concurso público do MPRR
O Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR) abriu uma inspeção no Ministério Público de Roraima (MPRR) para apurar se candidatos aprovados no concurso público de 2022 deixaram de ser nomeados de forma irregular. A fiscalização também vai verificar se cargos comissionados e estagiários estão desempenhando funções que deveriam ser ocupadas por servidores efetivos.
A apuração foi determinada por meio da Portaria de Fiscalização nº 042/2026, publicada no Diário Eletrônico do Tribunal nesta segunda feira (14). O documento cita suspeita de preterição de candidatos aprovados no quarto concurso público do MPRR, regido pelo Edital nº 01/2022.
Segundo o TCE RR, a inspeção também vai analisar a alegação de que o Ministério Público mantém número desproporcional de cargos comissionados e estagiários em atividades próprias de cargos efetivos que estariam vagos.
O auditor de Controle Externo José Reinaldo Nascimento da Silva foi designado para realizar a fiscalização. O trabalho é supervisionado pelo secretário de Fiscalização de Atos de Pessoal do Tribunal, Marlon Lobo Souto Maior.
A fase de execução começou em 27 de agosto e segue até 25 de setembro. Depois, a equipe deverá elaborar o relatório da inspeção entre 28 de setembro e 16 de outubro. A portaria também permite a realização de atividades presenciais no MPRR.
Outro lado
A reportagem procurou o Ministério Público de Roraima (MPRR) para esclarecer os pontos levantados pela fiscalização do TCE-RR e aguarda retorno. Por meio de nota, o órgão informou que ainda não foi notificado sobre a Portaria de Fiscalização do TCE-RR.
Sobre o concurso público, o MPRR afirmou que quase todas as vagas previstas no edital já foram preenchidas. Dos 33 cargos ofertados, quatro ainda não foram providos. Segundo o MPRR, houve casos de candidatos nomeados que optaram por não tomar posse.
Informou ainda que o concurso tem validade até abril de 2027 e que novas nomeações poderão ocorrer dentro desse prazo, conforme a necessidade administrativa, a conveniência da gestão e a disponibilidade orçamentária.
Sobre a suspeita de uso de cargos comissionados em funções destinadas a servidores efetivos, o MPRR afirmou que cumpre estritamente a legislação vigente.
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Boa Vista
Processos por violência doméstica contra mulheres crescem 157% em Roraima, aponta CNJ
O número de novos processos relacionados à violência doméstica contra a mulher cresceu 157,22% em cinco anos em Roraima. Segundo dados do Painel de Violência contra a Mulher do DataJud, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foram 2.141 ações em 2020 e 5.507 em 2025.
O crescimento também aparece na comparação mais recente. Em 2024, o estado registrou 4.502 novos processos. No ano seguinte, o total subiu 22,32%, chegando a 5.507. Entre janeiro e julho de 2026, a Justiça de Roraima recebeu outros 3.083 processos relacionados à violência doméstica contra a mulher, média de 14,54 novos casos por dia.
No Brasil, foram registrados 742.279 novos processos até julho deste ano, média de 3.501 por dia. O volume anual passou de 599.472, em 2020, para 1.133.556, em 2025, crescimento de 89,09%.
Para o advogado criminalista Fábio Tavolassi, o avanço dos registros pode estar relacionado ao maior conhecimento das mulheres sobre os tipos de violência e os mecanismos disponíveis para buscar proteção.
“O aumento pode indicar que mais mulheres estão reconhecendo a violência, procurando ajuda e denunciando os agressores. Hoje há maior divulgação da Lei Maria da Penha, das medidas protetivas e dos canais de atendimento. Com isso, situações que antes permaneciam escondidas começam a chegar à polícia e à Justiça”, explica.
O aumento dos processos, no entanto, não significa necessariamente que os episódios de violência tenham crescido na mesma proporção. Os dados do CNJ consideram apenas os casos que chegaram ao Judiciário. “Os dados do CNJ mostram apenas as situações que chegaram ao Judiciário. Muitos episódios não são denunciados e, por isso, ficam fora das estatísticas processuais”, afirma Tavolassi.
Segundo o advogado, fatores como medo, ameaças, dependência financeira ou emocional, vergonha e ausência de uma rede de apoio podem dificultar a denúncia. “Por isso, o número real de vítimas pode ser muito maior”, ressalta.
Como reconhecer a violência e buscar ajuda
A violência doméstica não se restringe à agressão física. Ela também pode envolver ameaças, humilhações, perseguição, controle financeiro, isolamento da vítima e outras formas de intimidação.
“A violência doméstica não começa somente com uma agressão física. Ameaças, humilhações, perseguição, controle do dinheiro, isolamento de amigos e familiares, invasão do celular, destruição de objetos e coerção sexual também precisam ser considerados”, alerta o advogado.
Essas condutas podem aumentar de frequência e gravidade ao longo do tempo. Por isso, ameaças e atitudes de controle não devem ser tratadas apenas como conflitos comuns do relacionamento.
Em situações de risco imediato, a orientação é buscar um local seguro e acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. O Ligue 180 oferece atendimento 24 horas e informações sobre os serviços disponíveis para mulheres em situação de violência.
“Se for possível, é importante guardar mensagens, áudios, fotografias, relatórios médicos e contatos de testemunhas. Esses materiais podem ajudar na investigação. No entanto, a mulher não deve adiar o pedido de ajuda por achar que ainda não possui provas suficientes”, orienta Tavolassi.
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