Roraima
Governador Soldado Sampaio nomeia novos secretários estaduais
Medidas de recomposição de equipe gestora do Executivo continuam
O Governo de Roraima publicou, nesta segunda-feira, 04, novos decretos com nomeações para cargos de gestão em secretarias e órgãos da administração estadual. As medidas dão continuidade à composição do secretariado, iniciada nos primeiros dias da atual gestão e ampliam a reorganização da estrutura do Executivo.
De acordo com o governador Soldado Sampaio, as escolhas seguem critérios técnicos e foco na eficiência da gestão pública. “São mudanças que fazem parte de um processo de reorganização administrativa. Lembrando que nosso foco é sempre o funcionamento contínuo e a melhoria dos serviços públicos, sem nenhum prejuízo para a população roraimense”, frisou.
Entre as novas nomeações, Charles de Oliveira Parente assume a Selc (Secretaria de Licitação e Contratação), tendo como secretário adjunto da pasta Wellington Feitoza dos Santos.
Na área da educação, Georgia Amália Freire Briglia foi designada para a Secretaria Adjunta do Sistema Educacional da Seed (Secretaria de Educação e Desporto). A professora Ana Célia de Oliveira Paz foi anunciada anteriormente como titular da pasta.
Na Secidades (Secretaria das Cidades, Desenvolvimento Urbano e Gestão de Convênios), Joaquim de Freitas Ruiz assume como titular, com Johnatah da Luz Veloso como adjunto.
Também foram definidas mudanças em órgãos e funções estratégicas. Tatiany Cardoso Ribeiro assume como secretária-geral da Jucerr (Junta Comercial do Estado de Roraima). Na Seedhs (Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Humano e Social), a titularidade passa a ser exercida por Franci Rodrigues de Araújo, com Denise Helen de Souza Pedroza como adjunta.
Na estrutura da Casa Civil, Gierck Guimarães Medeiros foi nomeado secretário-chefe adjunto. Já na Setrabes (Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social), assume como secretária adjunta Adelaid Pereira Mota Bezerra.
Outra definição é a nomeação de Bruno César Cavalcante Guedes também foi nomeado para a diretoria de Administração e Finanças do Detran-RR (Departamento Estadual de Trânsito de Roraima).
Nomeações anteriores
Na etapa inicial da formação do governo, foram definidos nomes para áreas estratégicas do Executivo. Na segurança pública, assumiram a Secretaria de Segurança Pública a delegada Eliane Gonçalves, o comando da Polícia Militar com a coronel Valdeane Alves de Oliveira e a Delegacia-Geral da Polícia Civil com a delegada Simone Arruda do Carmo.
Também foram definidos o coronel Francisco Xavier Castro na Casa Militar, a permanência do coronel Anderson Carvalho de Matos no Corpo de Bombeiros e Diego Aragão na presidência do Detran-RR.
Em outras áreas, foram nomeados Paulo Luís de Moura Holanda para a PGE-RR (Procuradoria-Geral do Estado), Raimundo Nonato Mesquita para a Setrabes e Kardec Jackson Santos da Silva como secretário interino da Fazenda.
O governador Soldado Sampaio também definiu o nome de Francisco Flamarion Portela para a titularidade da Casa Civil, Gregório Almeida Júnior na Seinf (Secretaria de Infraestrutura) com Carlos Wagner Briglia Rocha como secretário adjunto da pasta.
Além disso, Ana Célia de Oliveira Paz assumiu a titularidade da Seed, Leandro Freitas foi nomeado secretário adjunto da Secom (Secretaria de Comunicação Social) e foi designado Márcio Oliveira Pires de Sousa para a presidência do IDJuv (Instituto de Desporto, Juventude e Lazer). Já Claudete da Silva Praia assumiu como secretária adjunta da Sesau (Secretaria de Saúde).
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Roraima
Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da PF
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de suas funções.
A conclusão do julgamento, contudo, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto isso, a liminar (decisão urgente e provisória) de Mendonça segue em vigor.
O pedido de vista foi requerido por Gilmar Mendes assim que a sessão extraordinária da Segunda Turma para analisar o caso foi aberta, às 10h.
Pouco depois, porém, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam o voto para confirmar a decisão de Mendonça, formando maioria de três entre os cinco ministros que compõem o colegiado. O ministro Dias Toffoli também integra a Segunda Turma.
A sessão extraordinária da Segunda Turma foi convocada horas depois de Mendonça ter assinado a decisão de afastar Rodrigues e o delegado Leandro Almada, diretor de inteligência da PF. Ele atendeu a um pedido do partido Novo.
Entenda
O ministro justificou a decisão afirmando ter sido monitorado ilegalmente durante o mês de agosto, com a produção de ao menos seis relatórios de inteligência ocultos. Também foi monitorado o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A existência dos relatórios veio à tona após o ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo, ter tornado um deles público, afirmando, com base no documento, que Mendonça estaria cometendo abusos de autoridade ao direcionar como relator as investigações da Operação Compliance Zero.
A operação apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e seu antigo dono, Daniel Vorcaro.
Moraes divulgou o que seria um “relatório de inteligência” da PF depois que Mendonça, por sua vez, tornou públicas mensagens recuperadas do celular apreendido de Vorcaro e que a PF diz terem sido enviadas a Moraes.
Nas mensagens, o ex-banqueiro aparenta ter relação de proximidade com Moraes. Uma delas sugere, por exemplo, que o ministro recebeu e editou um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório de advocacia de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.
Em outra mensagem, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da Polícia Federal para prendê-lo. Moraes, por sua vez, nega qualquer contato com o ex-banqueiro.
Roraima
Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5% este ano
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,01% para 5% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta terça-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
A previsão está acima do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
No mês de julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo.
A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.
Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,28% para 4,29%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em agosto, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela quarta vez seguida.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 15 e 16 de setembro.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica chegue a 13,75% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,5% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,5%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,96% e 2%, respectivamente.
No segundo trimestre de 2026, a economia do país cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 1,9%, de acordo com o IBGE.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.
Roraima
Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal
O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções.
Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.
O ministro justificou a urgência da medida diante do que disse ser a “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de “relatórios de inteligência” da PF pelo ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo.
O movimento ocorre após Moraes ter tornado público, na semana passada, um relatório da PF em que se sugere um possível direcionamento das investigações do caso Master contra desafetos políticos de Mendonça. O documento, contudo, não é assinado nem possui o cabeçalho da PF.
“[O episódio] impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, escreveu Mendonça.
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