Boa Vista
Operação prende 54 pessoas por violência contra a mulher em Roraima
A Polícia Civil de Roraima (PCRR) apresentou nesta sexta-feira (6) o balanço da Operação Mulher Segura, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março, que resultou na prisão de 54 pessoas por crimes relacionados à violência contra a mulher em todo o estado.
Durante o período da operação, 226 vítimas foram atendidas, 213 boletins de ocorrência foram registrados e 179 Medidas Protetivas de Urgência foram solicitadas à Justiça. As equipes policiais também realizaram 156 diligênciasvoltadas à apuração de denúncias e acompanhamento de casos de violência doméstica e familiar.
O balanço foi apresentado durante coletiva de imprensa na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil.
A Operação Mulher Segura é uma iniciativa nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Em Roraima, as ações foram coordenadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Roraima (Sesp), com atuação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Roraima (Deam).
Prisões e investigações
Das 54 prisões registradas, 40 ocorreram em flagrante e 14 foram cumpridas por meio de mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça.
Durante a operação, a Polícia Civil também instaurou 15 inquéritos policiais e concluiu 46 procedimentos com autoria e materialidade comprovadas, reforçando o trabalho investigativo no enfrentamento à violência doméstica.
Ações de prevenção
Além das ações repressivas, a operação também realizou atividades de prevenção e conscientização. Foram promovidas 12 ações de panfletagem e 12 palestras, que alcançaram cerca de 1.500 pessoas nas ruas e 1.115 participantes em atividades presenciais realizadas em escolas, órgãos públicos, empresas privadas e unidades das Forças Armadas.
Nas redes sociais da Polícia Civil, conteúdos educativos relacionados à campanha alcançaram mais de 15 mil pessoas.
Em Boa Vista, sete eventos reuniram cerca de 675 participantes, entre estudantes, militares e servidores públicos. As atividades ocorreram em locais como o 18º Regimento de Cavalaria Mecanizado, escolas estaduais e empresas.
Também foi realizada uma capacitação na Academia de Polícia Integrada Coronel Santiago (Apics), voltada a policiais militares e guardas civis municipais em formação no município de Rorainópolis, com foco no atendimento humanizado às vítimas de violência doméstica.
Interior do estado
As ações da operação também chegaram ao interior de Roraima. Nos municípios de Bonfim, Uiramutã, Mucajaí e Rorainópolis foram realizadas palestras e capacitações que alcançaram aproximadamente 340 pessoas.
As atividades ocorreram principalmente em escolas e também incluíram treinamentos para profissionais de segurança pública que atuam na região sul do estado, envolvendo policiais civis e militares de São João da Baliza, Caroebe e São Luiz do Anauá.
Exames periciais
Durante o período da operação também foram realizados 55 exames de lesão corporal e cinco exames relacionados à violência sexual, reforçando o trabalho da perícia criminal na produção de provas para as investigações.
Registros de violência caem
Dados do Núcleo de Estatística e Análise Criminal da Polícia Civil de Roraima (Neac) apontam que os registros de violência doméstica no estado diminuíram nos últimos três anos.
Em 2023 foram contabilizados 7.087 registros, número que caiu para 6.524 em 2024 e chegou a 4.721 em 2025, uma redução acumulada de 33,4%.
Apesar da queda geral nos registros, os casos de feminicídio permaneceram estáveis. Entre 2023 e 2025 foram registrados 20 feminicídios, sendo seis em 2023, sete em 2024 e sete em 2025.
No mesmo período, os casos de ameaça caíram de 2.618 em 2023 para 884 em 2025, enquanto os registros de lesão corporal passaram de 1.861 para 1.304. Já os casos de estupro e estupro de vulnerável diminuíram de 139 para 92.
Outro indicador analisado foi o descumprimento de medidas protetivas, que passou de 792 casos em 2024 para 408 em 2025, uma redução de cerca de 48,5%.
Como denunciar
A Polícia Civil reforça que denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas em qualquer delegacia ou por meio do telefone 180, canal nacional de atendimento que recebe relatos de violência e orienta vítimas sobre como buscar ajuda e proteção.
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Boa Vista
TSE retoma no dia 28 julgamento que pode cassar Damião e tornar Denarium inelegível até 2030
O Tribunal Superior Eleitoral marcou para terça-feira (28), a retomada do julgamento que pode resultar na cassação do mandato do governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), e na inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) até 2030. A sessão está prevista para começar às 19h, em Brasília, com o processo como terceiro item da pauta.
O julgamento foi suspenso pela quarta vez no último dia 14, após pedido de vista da ministra Estela Aranha, que devolveu o processo oito dias depois.
A magistrada justificou a pausa com base na “nova tese” apresentada pelo ministro Nunes Marques, que votou pela absolvição de Damião e pela condenação apenas de Denarium. Até o momento, o placar é de dois votos pela cassação e um pela absolvição do atual governador. Em relação a Denarium, há maioria favorável à inelegibilidade.
A ação foi apresentada logo após o pleito de 2022 pela coligação da ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB). O grupo acusa a chapa de cometer nove irregularidades, entre elas a distribuição de benefícios sociais em ano eleitoral, uso de programas públicos com finalidade eleitoral, transferências de recursos a municípios aliados, gastos elevados com publicidade institucional e nomeação de cabos eleitorais às vésperas da eleição.
Quatro dessas acusações já resultaram em quatro cassações de Denarium e duas de Damião no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). As decisões foram contestadas e levaram o caso ao TSE, onde o julgamento teve início em agosto de 2024 e foi interrompido em diferentes ocasiões.
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Boa Vista
Três são presos com cerca de 3 kg de skunk durante ação contra o tráfico em Mucajaí
A Polícia Civil de Roraima prendeu três pessoas suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico durante uma operação realizada na terça-feira (22), no município de Mucajaí, ao Sul do estado. Com o grupo, foram apreendidos cerca de 3 quilos de skunk, além de porções menores da droga, balança de precisão, dinheiro em espécie e um veículo.
Segundo a polícia, a investigação durou cerca de 15 dias e incluiu o monitoramento dos suspeitos. A abordagem ocorreu nas proximidades de Boa Vista, após os agentes identificarem o deslocamento do grupo em direção à capital.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Julio Cesar da Rocha, a droga foi encontrada dentro do carro utilizado pelos suspeitos. Em seguida, os policiais deram continuidade às diligências e localizaram mais entorpecentes na casa de um dos envolvidos.
Os presos têm 21, 33 e 42 anos. Conforme a investigação, eles atuavam de forma articulada no tráfico, com indícios de distribuição da droga entre municípios do estado.
Os três foram levados para a delegacia, onde foram autuados em flagrante. Na manhã desta quinta-feira (23), passaram por audiência de custódia, e a Justiça converteu as prisões em preventivas.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
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Boa Vista
Hélio Lopes pede impeachment de ministro da Justiça após atuação da PF no caso Ramagem
Hélio Lopes protocola pedido de impeachment de ministro da Justiça após caso envolvendo a PF
Deputado aponta possível irregularidade em atuação de agente nos EUA e cobra apuração de responsabilidades
O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) protocolou, nesta quarta-feira (22), um pedido de impeachment contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, na Câmara dos Deputados.
A medida foi apresentada após um episódio envolvendo a atuação de um delegado da Polícia Federal nos Estados Unidos. Segundo o parlamentar, o caso levanta dúvidas sobre a condução de ações fora dos canais formais de cooperação internacional.
De acordo com Lopes, o agente teria sido retirado do país após uma atuação considerada irregular, o que, na avaliação dele, pode ter gerado impacto na credibilidade do Brasil e até uma crise diplomática.
O pedido de impeachment também inclui questionamentos sobre possível responsabilidade do Ministério da Justiça, seja por ação direta ou por falhas na supervisão institucional da Polícia Federal.
Durante coletiva na Câmara, o deputado afirmou que a iniciativa busca esclarecer os fatos. “Se houve autorização, precisa ser explicado. Se houve falha de comando, também deve ser investigada”, declarou.
Além do pedido de impeachment, o parlamentar informou que pretende encaminhar uma queixa-crime ao Ministério Público para aprofundar a apuração do caso.
Até o momento, o Ministério da Justiça não havia se manifestado sobre o pedido.
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