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Ministério Público de Roraima recebeu 2,6 mil denúncias de violência doméstica em Boa Vista em pouco mais de um ano

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O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) realizou 2.605 atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica em Boa Vista entre janeiro de 2025 e março de 2026. No mesmo período, a Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher ajuizou 1.349 denúncias contra autores de violência, apresentou 22.158 manifestações em processos judiciais e instaurou 532 procedimentos extrajudiciais relacionados ao tema.

Os dados são divulgados na semana do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e refletem a atuação do Ministério Público no acompanhamento de casos de violência doméstica e familiar contra mulheres na capital.

Levantamento da Corregedoria do MPRR sobre as denúncias registradas ao longo de 2025 revela que 96,5% dos denunciados são do sexo masculino, enquanto 3,5% são mulheres. O estudo também mostra que a violência ocorre majoritariamente dentro de relações próximas: 87,8% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, enquanto 9,39% envolvem familiares e 2,83% outras relações.

O perfil etário dos denunciados aponta maior concentração entre adultos jovens. A faixa de 20 a 30 anos representa 41,19% dos casos, seguida por 31 a 40 anos, com 31,42%, e 41 a 50 anos, com 16,92%. Percentuais menores aparecem entre pessoas de 51 a 60 anos (4,73%), mais de 60 anos (1,41%) e menos de 20 anos (1,71%).

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Entre os fatores associados às situações de violência, o levantamento aponta o consumo de álcool em 26,9% dos casos, seguido por ciúmes (19,4%), não aceitação do fim do relacionamento (14,2%) e uso de drogas (5,4%).

Os crimes mais registrados são lesão corporal, com 637 casos, e ameaça, com 542 ocorrências. Também foram contabilizados 202 casos de vias de fato, 164 registros de descumprimento de medidas protetivas, 36 casos de cárcere privado ou sequestro e 15 ocorrências de lesões corporais graves ou gravíssimas.

Além da atuação judicial, o MPRR desenvolve projetos voltados ao apoio e à autonomia das vítimas. Em 2025, mais de 100 mulheres participaram de cursos profissionalizantes nos projetos “Beleza que Liberta” e “Cuidado que Liberta”, voltados às áreas de estética e saúde.

Outro destaque é o Projeto Lar Seguro, que realizou a emissão de 104 Certidões de Vulnerabilidade para Mulheres em Contexto de Violência Doméstica, documento que permite acesso prioritário a programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, contribuindo para garantir moradia segura às vítimas.

O Ministério Público orienta que mulheres em situação de violência procurem a rede de proteção. As denúncias podem ser feitas na Promotoria de Defesa da Mulher, pelo telefone (95) 99122-7403, na Casa da Mulher Brasileira, pelo (95) 98102-2480, ou na Ouvidoria das Mulheres do MPRR, pelo (95) 99121-9365. Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.

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Helena da Asatur propõe criação de hospital veterinário público em Roraima

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A candidata ao Senado Helena da Asatur (PSD-RR) propôs a criação do Hospital do Carinho, que, segundo a proposta apresentada por ela, seria o primeiro hospital veterinário público de Roraima. A iniciativa prevê a destinação de recursos para construir a unidade e oferecer atendimento a animais de estimação no estado.

Entre os serviços previstos estão consultas, cirurgias e castrações. A proposta também estabelece que o atendimento deverá priorizar famílias de baixa renda, que enfrentam dificuldades para arcar com despesas veterinárias. 

“Os animais ocupam um lugar importante na vida das famílias e também precisam de cuidados de saúde. O Hospital do Carinho nasce com o propósito de criar uma estrutura pública para atender Roraima e garantir que o cuidado com os animais também faça parte das políticas públicas”, afirmou Helena.

Recursos para implantação

De acordo com a candidata, a construção e o funcionamento da unidade dependeriam da busca por recursos. A proposta considera a necessidade de ampliar o acesso aos serviços veterinários para famílias que atualmente não conseguem custear determinados procedimentos.

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“Queremos que esse atendimento tenha uma porta de entrada para quem mais precisa, com serviços que hoje muitas famílias não conseguem acessar. Consultas, cirurgias e castrações podem fazer diferença na saúde dos animais e na rotina de quem cuida deles”, disse Helena.

Famílias de baixa renda

A proposta apresentada por Helena também cita as dificuldades financeiras enfrentadas por famílias que possuem animais de estimação. Segundo dados mencionados pela campanha, cães e gatos vivem em situação de vulnerabilidade no Brasil ao lado de famílias que enfrentam limitações financeiras para garantir cuidados básicos.

Nesse cenário, despesas com consultas, exames, medicamentos e procedimentos veterinários podem dificultar o acesso ao atendimento necessário para os animais.

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Adolescente é apreendido após investigação de violência sexual contra irmã de 13 anos em Boa Vista

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A Polícia Civil de Roraima apreendeu, na manhã desta sexta-feira (25), um adolescente de 16 anos investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro de vulnerável contra a própria irmã, de 13 anos, em Boa Vista. A ação ocorreu no bairro Operário e também apura suspeita de envolvimento do adolescente com a comercialização de entorpecentes.

O mandado de busca e apreensão com internação provisória foi cumprido por policiais da Delegacia de Defesa da Infância e da Juventude (DDIJ). Durante a ação, a equipe também encontrou outras crianças no imóvel em uma situação considerada de vulnerabilidade e acionou os órgãos da rede de proteção. 

Investigação começou após relato na escola

Segundo o delegado da DDIJ, Leonardo Strunz, a investigação começou depois que a adolescente relatou, no ambiente escolar, que vinha sendo vítima de atos de natureza sexual praticados pelo irmão.

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Após o relato, foram realizados atendimentos especializados e iniciadas as diligências da Polícia Civil. A investigação reuniu elementos que embasaram o pedido da medida judicial.

Conforme o que foi apurado pela polícia, os episódios teriam ocorrido de forma continuada no ambiente familiar. Durante as diligências, os investigadores também identificaram elementos relacionados à suspeita de comercialização de entorpecentes no imóvel.

Crianças estavam sem acompanhamento adequado

Durante o cumprimento do mandado, por volta das 10h, os policiais constataram que outras crianças que estavam na residência não contavam, naquele momento, com o acompanhamento adequado de um responsável.

De acordo com as informações levantadas pela equipe, a mãe havia deixado o imóvel e passado a morar em outro endereço com o atual companheiro. Segundo a Polícia Civil, esse homem responde a processo judicial relacionado a uma suspeita anterior de violência envolvendo a mesma adolescente.

Diante da situação, a DDIJ acionou o Conselho Tutelar e comunicou o caso à Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Boa Vista. O objetivo é que sejam adotadas as medidas de proteção necessárias e garantido o acompanhamento das crianças pela rede responsável.

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Segundo o delegado, a atuação da Polícia Civil inclui tanto a investigação do ato infracional quanto o encaminhamento imediato de situações de risco identificadas durante as diligências.

“Nosso trabalho é interromper situações de violência e comunicar imediatamente à rede de proteção os casos de vulnerabilidade identificados. A investigação segue para responsabilização do adolescente, enquanto os demais órgãos adotam as medidas necessárias para garantir a proteção das crianças”, afirmou Leonardo Strunz.

Denúncias

A Polícia Civil reforçou a importância de comunicar às autoridades situações envolvendo violência, maus-tratos, abandono ou outras violações de direitos de crianças e adolescentes.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima aos órgãos de segurança e à rede de proteção. Segundo a DDIJ, informações repassadas por familiares, educadores e pela comunidade podem ajudar na identificação de situações de risco e na atuação das autoridades.

“A proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada e informações repassadas por familiares, educadores e pela comunidade podem contribuir para a intervenção rápida das autoridades competentes”, disse o delegado.

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Homem é preso após descumprir medida protetiva e agredir ex-companheira com mordida na orelha em Boa Vista

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A Polícia Civil de Roraima prendeu, na manhã desta sexta-feira (25), no bairro Asa Branca, em Boa Vista, um homem de 22 anos investigado por descumprir reiteradamente uma medida protetiva de urgência e voltar a agredir a ex-companheira, de 29 anos. Segundo o relato da vítima, o homem teria ido até a residência dela e, posteriormente, a alcançado, enforcado e mordido sua orelha. 

A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), sob coordenação da delegada Carolina Huppes. O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo 1º Juizado de Violência Doméstica do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), após requisição do Ministério Público de Roraima (MPRR).

Novo episódio

De acordo com a Polícia Civil, o episódio mais recente ocorreu em 29 de agosto, quando a vítima procurou a polícia e registrou um Boletim de Ocorrência. Ela relatou à equipe da Patrulha Maria da Penha que o investigado havia ido até sua residência e tentado agredi-la.

Segundo o depoimento registrado pela DEAM, a mulher retornava da casa da irmã quando percebeu que o ex-companheiro estava em frente à residência, aparentemente à sua espera. Ao notar que ele havia ingerido bebida alcoólica, ela teria parado antes de chegar em casa, por medo de ser agredida, e acionado a Polícia Militar.

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Ainda conforme o relato, ao perceber que a vítima havia chamado a polícia, o homem a alcançou, a enforcou e mordeu sua orelha. A agressão teria terminado depois que funcionários de uma frutaria próxima intervieram para ajudá-la.

O investigado fugiu antes da chegada da equipe policial. O caso foi registrado pela DEAM como descumprimento de medida protetiva de urgência e violência doméstica contra a mulher.

Medida protetiva

O histórico do caso começou em 26 de junho deste ano, quando a Polícia Militar foi acionada pela vítima. Na ocasião, segundo o relato apresentado à equipe policial, o homem estava em frente ao apartamento, conversando com um vizinho e fazendo ofensas contra ela.

A mulher afirmou que, após o homem entrar na residência, foi questioná-lo sobre o ocorrido. Os dois teriam entrado em luta corporal e, segundo o relato, ela foi enforcada duas vezes. Para se defender, teria arranhado o rosto do homem até que ele a soltasse.

Na ocasião, o investigado foi preso em flagrante. A vítima solicitou uma medida protetiva de urgência, que posteriormente foi concedida pela Justiça.

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Prisão preventiva

Após o novo episódio e o descumprimento da ordem judicial, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado, a pedido do Ministério Público.

A equipe da DEAM cumpriu o mandado nesta sexta-feira, no bairro Asa Branca. Após a prisão, o homem será encaminhado para audiência de custódia e, posteriormente, apresentado ao sistema prisional.

Segundo a delegada Carolina Huppes, a prisão busca garantir a proteção da vítima e o cumprimento da medida determinada pela Justiça.

“O descumprimento de uma medida protetiva demonstra a necessidade de uma atuação rápida para garantir a segurança da vítima. Neste caso, a Polícia Civil cumpriu a determinação judicial e deu continuidade às providências necessárias para responsabilização do investigado”, afirmou.

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