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CONSCIENTIZAÇÃO DIGITAL Lei estadual fortalece debate sobre internet segura nas escolas de Roraima

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O acesso cada vez mais cedo à internet tem ampliado as oportunidades de aprendizado e comunicação entre crianças e adolescentes, mas também expõe esse público a uma série de riscos no ambiente virtual. Aliciamento on-line, cyberbullying, golpes, vazamento de dados pessoais e o contato com desconhecidos estão entre as situações que exigem atenção redobrada das famílias, escolas e da sociedade, reforçando a necessidade de conscientização sobre o uso seguro das tecnologias digitais.

Em Roraima, esse debate ganhou um importante reforço com a criação do Dia Estadual da Internet Segura nas Escolas, celebrado em 6 de fevereiro, conforme estabelece a Lei nº 1.868/2023. A iniciativa busca incentivar ações educativas nas unidades de ensino, promovendo orientação a alunos, pais e profissionais da educação sobre a prevenção de crimes virtuais e a construção de um ambiente digital mais seguro.

O uso de jogos on-line e redes sociais tem ampliado os riscos, principalmente quando não há acompanhamento adequado por parte de adultos. De acordo com a psicopedagoga Cleia Ferreira, que trabalha no Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDHC) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), foi a partir dessa realidade que surgiu a necessidade de levar o debate sobre o ambiente virtual para dentro das escolas.

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Psicopedagoga Cleia Ferreira alerta pais sobre a supervisão e proteção de adultos no meio digital

“Nós vimos a necessidade de trabalhar os jogos on-line e as redes sociais, que são porta de entrada para aliciamento de crianças e adolescentes, para o tráfico de pessoas e para a exploração infantil”, afirmou.

Durante o acompanhamento realizado nas unidades escolares, a especialista também orienta alunos e professores sobre como identificar comportamentos suspeitos. Cleia explica que muitos aliciadores se passam por crianças ou adolescentes para ganhar a confiança das vítimas. “Dentro dos jogos tem como você mudar o tom de voz, mudar a conotação da voz”, alertou.

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A psicopedagoga destaca ainda que a prevenção está diretamente relacionada ao envolvimento das famílias. Para ela, o acompanhamento do uso do celular e da internet não deve ser visto como invasão de privacidade, mas como uma forma de proteção.

“Criança e adolescente não têm privacidade. Se você deu um celular para o seu filho, você tem que saber o que ele está fazendo com aquele celular”, enfatizou.

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Escola alia regras e orientação para promover uso seguro da internet

Em Boa Vista, o Colégio Adventista atende há mais de 25 anos alunos da educação infantil ao ensino médio. Ao longo desse período, a instituição foi se adaptando às normas educacionais, incluindo a restrição do uso de aparelhos eletrônicos dentro da escola.

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O diretor Sandro Oliveira afirmou que seguir a lei facilita o processo de aprendizado e não impede que a orientação sobre o uso consciente da internet seja compartilhada com os estudantes. Segundo ele, palestras e ações educativas são realizadas com o objetivo de incentivar o uso positivo e seguro da internet, além de alertar sobre os perigos do ambiente virtual.

Um dos crimes cometidos no mundo virtual é o cyberbullying e, segundo o diretor, dentre as palestras de conscientização está a orientação aos alunos sobre essa prática.

Sandro Oliveira, diretor do Colégio Adventista, fala da importância de ações e orientações no ambiente escolar

“Nosso objetivo é fazer o aluno perceber que o cyberbullying não é uma brincadeira, é um crime. Nós trabalhamos com diversas ações, conscientizando os nossos alunos para que isso não seja algo presente no ambiente escolar e também fora do ambiente”, reforçou.

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A participação da família é fundamental

Sandro Oliveira destaca que o trabalho desenvolvido pela escola precisa estar alinhado às orientações repassadas em casa e que os pais devem acompanhar e controlar o uso de aparelhos eletrônicos pelos filhos.

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“É importante que a família, cada pai e cada responsável tenha essa preocupação de ver o que seu filho está acessando, se de fato é algo que vai contribuir para o crescimento dele ou se vai prejudicar. Então, quando a família e a escola fazem esse trabalho, quem ganha no final são os alunos”, ressaltou o diretor.

A orientação dentro de casa, aliada ao diálogo constante, é apontada como um dos principais caminhos para reduzir riscos na internet, como explica o especialista em segurança de rede, Carlos Rossini.

Especialista em segurança de Rede, Carlos Rossini, explica como os pais devem conversar com os filhos sobre os perigos on-line

“A principal ferramenta para os pais que querem manter seus filhos no mundo digital é o diálogo, orientar de que forma que devem acessar internet, para quê, com que finalidade, saber que existem pessoas mal-intencionadas que podem prejudicar ou fazer mal para essas crianças”, orientou.

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O especialista também ressalta que a proteção não depende apenas de recursos tecnológicos, mas do envolvimento da família na rotina das crianças, inclusive fora das telas.

“Promover atividades fora do mundo virtual, promover atividades em que a criança tenha um ambiente saudável para poder correr e para poder ser criança de verdade. Isso faz com que ela se sinta mais segura”, acrescentou.

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Para Francisco Auzier, pai de uma adolescente que está ingressando no ensino médio, o diálogo constante é uma das principais formas de proteção no ambiente digital. Ele explica que as conversas em casa buscam orientar sobre os riscos, especialmente em uma fase da vida marcada por maior exposição e vulnerabilidade.

Pai orienta a filha sobre os riscos do compartilhamento de informações pessoais na internet

“Eu tenho conversado com a minha filha sobre os riscos da internet de forma aberta e procuro ser o mais honesto possível, explicando os perigos do cyberbullying, do compartilhamento de informações pessoais e da exposição, desse excesso de exposição que nós temos hoje”, contou.

O pai também chama atenção para hábitos aparentemente simples, mas que podem comprometer a segurança, como divulgar rotinas diárias nas redes sociais. Para ele, esse tipo de comportamento precisa ser debatido desde cedo, reforçando a importância da privacidade on-line.

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“Nós procuramos criar um ambiente seguro e de confiança para que ela possa se sentir à vontade para dirimir qualquer dúvida que ela tenha”, assegurou.

Ele também faz um alerta sobre golpes virtuais que, muitas vezes, envolvem pessoas se passando por conhecidos. “Nunca, em hipótese alguma, compartilhar dados pessoais pela internet, mesmo com conhecidos”, alertou.

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O crime não fica só on-line

De acordo com o delegado Eduardo Patrício, da Delegacia de Crimes Cibernéticos em Roraima, apesar de a internet fazer parte da rotina da maioria das pessoas, ainda há uma grande deficiência no conhecimento sobre segurança digital. Ele explica que o acesso facilitado aos smartphones inseriu a população no ambiente virtual, muitas vezes sem o preparo mínimo para reconhecer riscos ou adotar medidas básicas de proteção, o que acaba facilitando a ação de criminosos.

Delegado Eduardo Patrício reforça a importância de pesquisar e conhecer mais sobre segurança digital

“As pessoas se inseriram num ambiente cibernético sem ter o conhecimento para se defender nesse campo. Ou seja, não aprenderam a utilizar um antivírus, uma ativação para verificação em duas etapas nas suas aplicações, uma exclusão de senhas fortes”, detalhou.

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O delegado destacou ainda que a maior parte dos crimes praticados no ambiente virtual ocorre por meio da chamada engenharia social, técnica que se baseia na manipulação psicológica das vítimas. No caso de crianças e adolescentes, essa vulnerabilidade pode ser ainda maior, especialmente quando não há orientação familiar ou escolar sobre como identificar abordagens suspeitas e situações de risco no ambiente digital.

“O conhecimento da engenharia social, que é o conhecimento da manipulação psicológica feita pelo golpista para induzir a pessoa a fazer o que ele quer, pode diminuir em quase 90% os casos de estelionato”, pontuou.

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Onde buscar ajuda

 

  • Delegacia Especial de Repressão à Crimes Cibernéticos (DERCC)
  • Rua General Penha Brasil, 730, bairro São Francisco – Boa Vista/RR
  • Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA)
  • Avenida Nazaré Filgueiras, nº 1991, bairro Pintolândia – Boa Vista/RR
  • Denúncias por telefone: 197
  • Outros meios estão disponíveis no site:https://diskdenuncia.policiacivil.rr.gov.br/

Acompanhe as ações do Legislativo

Quer saber tudo o que acontece na Casa Legislativa? Basta acessar o site da Assembleia. Diariamente, a TV Assembleia, canal 57.3, e a Rádio Assembleia, 98,3FM, têm reportagens sobre o que está sendo discutido e aprovado pelos deputados. Se deseja ter toda a programação da emissora legislativa na palma da mão, baixe o aplicativo tvAleRRPlay.

Além disso, você pode acompanhar as redes sociais do Poder Legislativo (@assembleiarr) e o canal no YouTube, onde ficam salvas as sessões plenárias, as audiências públicas, os documentários produzidos pela Superintendência de Comunicação, reportagens, reuniões de comissões e muito mais.

Para ler as propostas de lei ou os textos já aprovados pelos parlamentares, é só visitar o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), ferramenta da Casa que permite ter acesso aos documentos que tramitam na Assembleia, verificar quais matérias serão discutidas nas sessões e outros serviços de interesse público. Já as fotos dos eventos do parlamento podem ser conferidas no Flickr.

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Texto: Monica Gizele

Fotos: Nonato Sousa e Jader Souza

SupCom ALERR

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Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

Roraima

TV Assembleia estreia documentário inédito sobre a história do futebol roraimense

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A TV Assembleia estreia nesta sexta-feira (14) o documentário “Os pioneiros da bola: a história que deu origem ao futebol em Roraima”. A produção audiovisual resgata as origens do futebol roraimense ao destacar o papel de atletas, dirigentes e torcedores na construção da identidade esportiva local, consolidando a memória cultural do estado.

Com um acervo de fotos históricas e depoimentos exclusivos, o filme reconstrói a trajetória de quatro potências tradicionais do estado: Atlético Roraima, Baré, São Raimundo e Náutico. Além disso, a obra revive a atmosfera dos antigos campos locais, os clássicos históricos e a mística do Estádio Flamarion Portela.

Bastidores e motivação da obra

O jornalista Johann Barbosa, idealizador do projeto, revelou que o gancho da Copa do Mundo impulsionou a produção. Segundo ele, o momento de alta do esporte foi ideal para entrevistar ex-jogadores, radialistas pioneiros e até o presidente roraimense da CBF, capturando relatos de quem vivenciou a era de ouro do esporte local.

Entre as vozes marcantes do documentário está Júnior Baré, ex-atleta do Baré. Ele relembra sua infância nos anos 1970, quando pulava o muro do estádio para brincar e trabalhava como gandula aos 10 anos de idade. Posteriormente, em 1977, ele ingressou na categoria juvenil e celebrou conquistas históricas no gramado.

Para o ex-jogador, ter vivenciado essa trajetória desde as raízes, passando pelas funções de gandula, atleta e torcedor apaixonado, representa um privilégio imensurável. Suas memórias ilustram a forte ligação emocional que a comunidade roraimense mantém com seus clubes de coração.

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Onde assistir ao documentário

A exibição de estreia ocorre na TV Assembleia, canal 57.3. Contudo, devido às restrições da legislação eleitoral vigente, a veiculação da obra na plataforma do YouTube da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) ocorrerá somente após o encerramento do período de campanha política.

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Roraima

CCJuv abre vagas gratuitas para aulas de hip-hop e expande danças urbanas

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O Centro de Convivência da Juventude (CCJuv), vinculado à Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), abriu inscrições para novas turmas gratuitas de hip-hop. Após o sucesso do breakdance no semestre passado, o projeto amplia a oferta de danças urbanas para a comunidade local.

As atividades são voltadas para crianças a partir de 7 anos, adolescentes e adultos. Os encontros acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 17h, promovendo integração e novas oportunidades artísticas.

A diretora do CCJuv, Claudimar Costa, aponta que a iniciativa busca preparar os participantes para exibições públicas. A meta é incentivar apresentações em praças e eventos da região.

Nascido na década de 1970 em Nova York, o hip-hop vai além da dança. O movimento cultural engloba elementos como o rap, o grafite e o break, adaptando-se a diferentes realidades sociais ao redor do mundo.

O professor Raniero Zamora reforça que as aulas conectam os alunos com a história do movimento. O ensino aborda bases rítmicas, musicalidade e a resiliência associada à cultura afro-americana.

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Além da expressão corporal, a prática estimula disciplina, criatividade e coordenação motora. O ambiente busca ser acolhedor para fortalecer a socialização entre os participantes.

Como fazer a matrícula

Os interessados devem comparecer à sede do Centro de Convivência da Juventude. O espaço fica na Avenida Ataíde Teive, nº 3.510, no bairro Buritis.

Para garantir a vaga, é preciso apresentar cópias de RG e CPF do estudante e do responsável, comprovante de residência, declaração escolar atualizada e uma foto 3×4.

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Roraima

Chame apresenta ações para fortalecer o combate à violência contra a mulher em Roraima

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O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), ligado à Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), participou nesta terça-feira (11) da oficina de fortalecimento da rede de atenção às violências.

Realizado no Centro Universitário Estácio da Amazônia, em Boa Vista, o evento busca aprimorar a identificação, a notificação e a linha de cuidado para vítimas de violência.

Integração dos serviços de proteção

A iniciativa promovida pela Prefeitura de Boa Vista reúne profissionais de várias áreas para otimizar o atendimento. O foco é qualificar o mapeamento de ocorrências interpessoais e autoprovocadas.

Durante o encontro, a advogada do Chame, Rayssa Veras, palestrou sobre a atuação do programa. Ela destacou que a união entre instituições dos três poderes é fundamental para apoiar as mulheres.

Capacitação e prevenção

Participam da capacitação equipes de saúde, assistência social, educação, segurança pública e justiça. A meta principal é garantir que as vítimas recebam suporte adequado e imediato.

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Segundo Keila Cinara, coordenadora municipal do DANT, o uso correto da ficha de notificação do Sinan é indispensável. O registro gera dados que auxiliam na formulação de políticas públicas.

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