Boa Vista
Grupo de trabalho do MPE vai combater influência do crime organizado nas eleições
O Ministério Público (MP) Eleitoral contará, este ano, com dois grupos de trabalho (GTs) voltados a combater a influência de organizações criminosas nas eleições e acompanhar as mudanças em normas e jurisprudências relacionadas à disputa.
Em outubro, mais de 150 milhões de brasileiros vão às urnas, em todo o país, para escolher presidente, governadores, deputados e senadores para representá-los. Cabe ao Ministério Público acompanhar todas as etapas do processo eleitoral, para evitar abusos e garantir a escolha livre dos eleitores.
Os dois GTs entraram em funcionamento no dia 1º e têm vigência até 31 de outubro de 2027.
Combate ao Crime Organizado
O Grupo de Trabalho de Combate ao Crime Organizado no Âmbito Eleitoral será composto por quatro procuradores regionais eleitorais e dois membros auxiliares da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). Eles serão responsáveis por elaborar estudos e um plano de ação para nortear o trabalho do Ministério Público em todo o país.
O objetivo é evitar a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral, que tem atuado em diversos estados brasileiros para corromper agentes públicos e comprometer a legitimidade do Estado e a execução de políticas públicas.
Caberá ao grupo prestar apoio aos promotores e procuradores, levantar informações e estreitar o diálogo com os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) e os Núcleos de Inteligência dos Ministérios Públicos Federal, dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. Esse trabalho coordenado está previsto na Resolução nº 297/2024, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
O GT também será responsável por acompanhar a jurisprudência e as normas eleitorais sobre o tema, podendo elaborar notas técnicas e opinar sobre eventuais mudanças normativas.
Os procuradores de diversos estados têm demonstrado preocupação com denúncias recebidas e noticiadas pela imprensa sobre a interferência de milícias e do crime organizado nas disputas eleitorais pelo Brasil.
Nas últimas eleições, o MP Eleitoral conseguiu barrar na Justiça o registro de candidatos a vereador em Belford Roxo e em Niterói, ambos no estado do Rio de Janeiro, por envolvimento dos políticos com grupos criminosos. Isso porque tanto a Constituição Federal quanto a Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/1995) impedem a candidatura de pessoas ou partidos políticos envolvidos com organizações paramilitares.
Normas eleitorais
Outro grupo de trabalho que entrou em funcionamento em 1° de janeiro é o de Acompanhamento Legislativo e Jurisprudencial no âmbito da Procuradoria-Geral Eleitoral.
Ele é formado por oito procuradores regionais eleitorais e dois membros auxiliares da PGE. O grupo vai acompanhar as propostas e debates legislativos sobre regras relacionadas às eleições, bem como as normas editadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a disputa, podendo emitir notas técnicas e manifestações.
Além disso, vai reunir jurisprudência sobre temas de interesse do Ministério Público para encaminhar mensalmente ao Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral (Genafe), responsável por coordenar a atuação dos procuradores e promotores em todo o país, respeitando a independência funcional. O objetivo é auxiliar o trabalho deles na fiscalização de eventuais abusos e irregularidades, bem como na definição de teses a serem defendidas nos tribunais.
As Portarias PGE nº 65/2025 e nº 66/2025, que criam os dois grupos de trabalho, foram assinadas pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa.
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Boa Vista
Bosque dos Papagaios: saiba regras de visitação no Parque Ecológico de Boa Vista
Quem visita o Parque Ecológico Bosque dos Papagaios, no bairro Paraviana, em Boa Vista, precisa seguir regras para preservar os animais silvestres e o ambiente natural. Entre as proibições estão a entrada de alimentos, o uso de caixas de som e a presença de cães e gatos domésticos.
Segundo o gerente do bosque, Francisco Ibiapina, as regras ajudam a evitar situações que possam prejudicar os animais. “Essas normas evitam situações que possam causar estresse, alterar o comportamento natural ou prejudicar a saúde dos animais que vivem aqui no Bosque. Por isso, pedimos à população que respeite as orientações”, afirmou.
O que é proibido no bosque
- Coletar plantas, flores, sementes, pedras, conchas, animais ou partes deles;
- Alimentar, tocar ou capturar animais silvestres;
- Deixar lixo no local. Os resíduos produzidos devem ser levados embora;
- Fazer fogueiras, churrascos ou utilizar fogo;
- Usar som alto ou caixas de som;
- Utilizar drones sem autorização prévia para fins científicos ou de emergência;
- Entrar com animais domésticos, como cães e gatos;
- Levar copos descartáveis. Garrafas de água são permitidas, e o bosque disponibiliza bebedouro;
- Consumir bebidas alcoólicas, fumar ou utilizar substâncias entorpecentes;
- Sair das trilhas, usar atalhos ou entrar em áreas interditadas;
- Pichar, gravar nomes ou danificar pedras, árvores e placas.
Novo espaço para crianças
O Bosque dos Papagaios também ganhou um Parque Naturalizado, inaugurado pela Prefeitura de Boa Vista na semana passada. O espaço oferece brinquedos e áreas de convivência para ampliar as opções de lazer infantil e o contato com a natureza.
Entre as atrações está uma fonte interativa, que funciona de terça-feira a domingo, das 16h às 17h30. As regras de preservação e uso do espaço também devem ser respeitadas nessa área, para garantir a segurança dos visitantes e a conservação do ambiente.
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Boa Vista
Polícia prende quatro pessoas e apreende avião desmontado durante investigação de homicídio em Boa Vista
Quatro pessoas foram presas em flagrante por suspeita de crime ambiental durante uma investigação de homicídio que levou a Polícia Civil a apreender uma aeronave parcialmente desmontada, recipientes com combustíveis e equipamentos com características aeronáuticas em dois imóveis de Boa Vista. As diligências ocorreram na quarta-feira (14), nos bairros Alvorada e Murilo Teixeira Cidade, no conjunto Satélite City.
A operação foi conduzida pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH), que buscava uma arma de fogo supostamente utilizada na morte de José Williams Fidelis Farias, de 41 anos, conhecido como Keka ou Queco. Segundo a Polícia Civil, os materiais apreendidos ainda passarão por perícia para identificar a composição dos líquidos, as características dos equipamentos e a possível relação com outros ilícitos.
As quatro pessoas presas são três homens, de 27, 33 e 34 anos, e uma mulher, de 65. A Polícia Civil informou que todos foram autuados por crime previsto na Lei de Crimes Ambientais. O delegado estipulou fiança de R$ 10 mil para cada um.
Aeronave e recipientes com combustível
No imóvel do bairro Alvorada, os policiais prenderam um homem de 27 anos e a mãe dele, de 65. No local, foram encontradas 18 bombonas plásticas com líquido azul, duas bombonas abertas com líquido identificado pela equipe como possível combustível de aviação AVGAS e seis recipientes vazios. A composição dos líquidos será confirmada por análise pericial.
Também foram apreendidos dois geradores de energia, um motor de seis cilindros opostos com características aeronáuticas, pneus, câmara de ar, cone de hélice, magnetos com chicotes de ignição e uma caixa identificada como Dry Air Pump. A equipe recolheu ainda cinco balanças, dois cartuchos de munição calibre .40 e um kit de internet via satélite, além de outros materiais.
Em outro imóvel, no conjunto Satélite City, foram presos dois homens, de 33 e 34 anos. No endereço, a equipe encontrou 24 carotes de combustível, uma aeronave Cessna parcialmente desmontada, descrita nos registros como modelo 182, e um equipamento apontado como utilizado em atividades de garimpo.
Somados, os recipientes encontrados nos dois endereços têm capacidade nominal de 2,1 mil litros. Esse total corresponde à capacidade dos 42 carotes, de 50 litros cada, e não necessariamente à quantidade de combustível apreendida, já que havia recipientes vazios ou parcialmente preenchidos.
Investigação de homicídio
A investigação que levou às buscas apura a morte de José Williams Fidelis Farias, encontrado na madrugada de 10 de outubro em uma área rural de Boa Vista, nas proximidades do Polo São Silvestre, a cerca de 2,5 quilômetros da estrada de acesso à RR-205, que liga a capital ao município de Alto Alegre.
Segundo a Polícia Civil, o corpo apresentava sete perfurações por disparos de arma de fogo na cabeça, no tórax e nos braços. Uma motocicleta estava ao lado da vítima. A área foi isolada pela Polícia Militar até a chegada da perícia criminal, e o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal para exame necroscópico.
Durante as diligências na capital, a Polícia Civil contou com apoio da Força Nacional, que auxiliou na catalogação dos materiais, e do Exército Brasileiro, responsável pela remoção e transporte dos itens até a unidade policial. O Ibama também esteve no local para as providências administrativas relacionadas às possíveis infrações ambientais.
Os quatro autuados estavam acompanhados de advogado. A investigação continua para localizar a arma supostamente utilizada no homicídio, esclarecer a morte, identificar a origem dos materiais apreendidos e apurar se há envolvimento de outras pessoas.
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Boa Vista
Agricultor de 61 anos é preso suspeito de estuprar criança de 8 anos no Cantá
Um agricultor de 61 anos foi preso preventivamente na tarde desta quarta-feira (14), na Vila São José, vicinal 13, zona rural do Cantá, suspeito de estupro de vulnerável contra uma criança. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Roraima, por meio da Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), durante a Operação Brasil Contra o Crime Organizado e Fronteiras, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo a investigação, os abusos teriam ocorrido entre 2023 e maio de 2026, quando a vítima tinha 8 anos no início dos fatos. O suspeito era vizinho da família e, conforme a apuração, teria se aproveitado da proximidade para se aproximar da criança.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Roraima, o homem teria usado ocasiões em que a criança ia à casa dele para brincar com a neta para cometer os abusos. A investigação aponta ainda que ele teria oferecido dinheiro e permitido que a vítima usasse um celular para convencê-la a aceitar os atos.
O caso chegou ao conhecimento da polícia em maio deste ano, depois que a criança relatou os abusos à mãe. A investigação reuniu elementos que fundamentaram o pedido de prisão preventiva, posteriormente autorizado pela Justiça. O agricultor foi preso por agentes da Polinter e apresentado à audiência de custódia nesta quinta-feira (15).
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