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Justiça autoriza volta do funcionamento de três bets no Brasil

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), de São Paulo, autorizou, em liminar, a volta do funcionamento de três casas de apostas. O governo federal proibiu no mês de setembro, por meio de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as bets de atuarem no Brasil.

A decisão da desembargadora Adriana Pileggi libera a volta às atividades das plataformas Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online, todas pertencentes à CDA Gaming. A empresa apresentou à Justiça um pedido formal para retomar as atividades.

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Em sua argumentação, a magistrada alega que a CDA Gaming, recebeu “autorização onerosa para exploração de apostas de quota fixa, mediante pagamento de R$ 30 milhões, com validade até 31 de dezembro de 2029”.

Adriana Pileggi cita ainda “enorme prejuízo aos autorizados” com a extinção de seus serviços em tão curto prazo.

“A evocação do termo ‘interesse público’ não confere à administração o poder mágico de alterar subitamente o acertado com eventual contratado, correndo o risco de descrédito total em relação aos contratos efetuados com a administração pública”.

A magistrada considera, na decisão, que houve “verdadeiro confisco” com a proibição federal sem o pagamento de indenizações à CDA Gaming.

Ela criticou também a decisão do governo: “Ora, a MP seria um milagre, resolveria tudo! Por óbvio, tal enfoque é inaceitável sob a óptica jurídica”.

A autorização dada pelo TRF-3 vale apenas para a CDA Gaming LTDA. Todas as outras empresas de bets continuam proibidas de voltar a funcionar até o momento.

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A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que irá recorrer da decisão.

Fim das apostas

O governo federal determinou, no dia 25 de setembro, a proibição da operação das bets em todo o país. O presidente Lula tomou a decisão devido ao vício de grande parte da população, que estava levando a um crescente endividamento das famílias.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) entraram com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 28 de setembro, para suspender a MP do governo.

Na última terça-feira (3), o ministro Luiz Fux reuniu entidades, clubes de futebol e integrantes do governo para discutir o tema. Fux se mostrou favorável ao fechamento das bets, mas informou que o assunto precisa ser apreciado pelo STF.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Enem: descanso deve ser prioridade nas horas que antecedem a prova

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Com a aproximação do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo (8), é natural que os candidatos fiquem mais apreensivos. No entanto, a urgência em revisar todo o conteúdo acumulado, somada às expectativas familiares e pessoais, pode desencadear sintomas severos de ansiedade e até episódios depressivos.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que uma sólida preparação socioemocional é indispensável para impedir que o estresse se torne desproporcional ou paralisante.

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Sob a ótica da psicologia, a tensão surge da percepção de que a capacidade e o preparo do candidato estão sendo colocados à prova, e também do peso que o exame carrega para o futuro profissional.

A psicóloga e professora da Afya Porto Nacional, Wilma Amorim, destaca que o Enem simboliza o acesso ao ensino superior e a concretização de projetos construídos ao longo de anos, gerando nos jovens receio de falhar, insegurança e cobrança excessiva. A especialista ressalta, contudo, que certo nível de agitação é esperado e pode ser produtivo.

“É bom deixar claro que o problema não é sentir ansiedade, mas quando ela se torna intensa, a ponto de prejudicar a concentração, a questão do sono, da memória, é aí que se torna um problema. Mas é benéfica essa ansiedade de friozinho na barriga”, avalia.

O que priorizar na reta final

Às vésperas da avaliação, muitos estudantes abrem mão do autocuidado para estender as horas de estudo, privando-se de sono regular e de uma alimentação equilibrada.

Para Stephanie Zanini, pós-graduada em psicologia positiva e diretora de Programas de Desenvolvimento de Lideranças do Ensina Brasil, esse comportamento prejudica o aprendizado e derruba o desempenho do estudante.

Nas 24 horas antecedentes à prova, Zanini desaconselha o estudo intensivo, sugerindo momentos de lazer com pessoas queridas, já que a base teórica foi consolidada ao longo de todo o ano letivo.

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“Não vai adiantar você tentar ler todos os livros e decorar todas as fórmulas nas últimas 24 horas antes do Enem. Esse é o momento de você ir num cinema, de você conseguir relaxar, de você comer uma comidinha que você gosta, estar com quem você ama. Porque o que você tinha que aprender, você já fez nas últimas semanas, nos últimos anos”, explica.

Tanto Stephanie Zanini quanto Wilma Amorim recomendam cuidados com a saúde física, com o sono adequado, alimentação e descanso. Além disso, preparativos logísticos, como visitar o local da prova com antecedência, separar documentos e organizar materiais, ajudam a evitar picos de ansiedade de última hora.

Outro ponto fundamental é reduzir o tempo de tela. As redes sociais tendem a intensificar comparações nocivas entre candidatos, alimentando sentimentos de incapacidade, exaustão e angústia.

Apoio parental

Pais e responsáveis desempenham um papel fundamental na redução da pressão nos estudantes. Os especialistas recomendam uma postura de escuta atenta, que valorize o esforço empregado ao longo do ano.

Esse acolhimento deve respeitar a individualidade de cada estudante. Enquanto alguns preferem momentos de introspecção, outros se sentem mais confortáveis conversando sobre os temas da prova com a família.

Apresentar alternativas concretas para diferentes cenários de resultado, garantir estabilidade emocional e colaborar com a rotina logística nas horas prévias também são posturas que reduzem a sobrecarga.

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Por outro lado, deve-se evitar frases que criem um sentimento de cobrança por boa performance, como “você precisa passar” ou “estamos investindo em você”. Segundo Amorim, cobranças explícitas ampliam o medo de decepcionar e agravam o desgaste emocional.

“O estudante precisa de apoio, de incentivo e segurança emocional. A família deve transmitir essa confiança, sabendo que houve uma preparação e que esse sentimento da família querer o melhor, não pode acabar prejudicando o estudante, nesse momento”, afirmou.

Saiba mais sobre a preparação para o Enem no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

*sob supervisão de Odair Braz Junior

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CNPE cria grupo para elaborar estratégia nacional de eletromobilidade

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O aumento da frota de veículos elétricos e híbridos no país levou o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a aprovar a criação de um grupo de trabalho para ajudar na elaboração da Estratégia Nacional de Eletromobilidade.

Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o colegiado vai reunir subsídios técnicos e propostas para orientar a expansão do setor.

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O grupo discutirá temas como infraestrutura de recarga, impactos sobre o sistema elétrico, cadeia de baterias, questões ambientais e mobilidade urbana.

Entre as tarefas estão avaliar a expansão da rede de carregamento, a sustentabilidade dos minerais usados em baterias e os efeitos do crescimento da frota sobre a demanda por energia.

O grupo terá prazo de 120 dias, prorrogável por igual período, para elaborar um diagnóstico da eletromobilidade no país e apresentar propostas para a estratégia nacional.

Ao final dos trabalhos, será entregue um relatório ao CNPE.

Avanço do setor

A iniciativa ocorre em meio ao avanço das vendas de veículos eletrificados. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), foram emplacados 381,6 mil veículos leves elétricos ou híbridos entre janeiro e setembro de 2026, volume quase 70% superior ao registrado em todo o ano passado.

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Do total, 303,4 mil unidades são veículos que dependem de recarga na rede elétrica, como os modelos totalmente elétricos e os híbridos plug-in, que representam cerca de 80% do mercado de eletrificados. Em setembro, os veículos responderam por 19,8% das vendas de automóveis leves no país.

De acordo com o MME, o crescimento do setor acompanha os cenários do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, que prevê maior participação da eletricidade nos transportes e aumento da demanda por minerais estratégicos usados na fabricação de baterias.

A tendência também exigirá investimentos em infraestrutura de recarga e na modernização das redes de distribuição de energia.

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Eleitores dos EUA derrotam big techs e ações de IA despencam

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Os eleitores dos Estados Unidos deram um recado contrário à instalação de data centers em suas comunidades e ao aumento do custo de vida associado a essas megaestruturas.

Dos 41 plebiscitos locais realizados em dez estados durante as eleições de meio de mandato de terça-feira (3), 40 terminaram com a rejeição popular aos projetos das big techs.

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A derrota do partido do presidente Donald Trump, que perdeu as maiorias na Câmara e no Senado, também foi influenciada pelo temor da maioria da sociedade estadunidense em relação ao avanço da inteligência artificial (IA).

>> Entenda as eleições de meio de mandato do presidente nos EUA

Pesquisa da emissora de TV NBC News com eleitores na boca da urna apontou que 57% acreditam que a IA fará mais mal que bem à sociedade e que 76% eram contrários à construção de data centers em suas comunidades. 

Em reação a essa nova realidade política, as bolsas do mercado de ações em todo o mundo estão operando em queda, entre outros motivos, devido à baixa dos títulos das gigantes da tecnologia. As ações da Nasdaq Composite, nos EUA, registram uma baixa de 5,5% nesta sexta-feira (6).

O diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), André Roncaglia, explicou à Agência Brasil que o resultado eleitoral nos EUA abalou a coalizão política que dá sustentação a Trump e que conta com as big techs entre os principais aliados.

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“Nos EUA, os estados que tinham menos regulação para data centers recebiam muito mais investimentos. Isso gerou uma série de impactos ambientais, com encarecimento da energia e da água. Isso foi mobilizando cada vez mais uma reação popular”, explicou Roncaglia, que é economista e professor da Universidade de Brasília (UnB).

 


Apoiadores reagem após veículos de comunicação projetarem a vitória do candidato democrata ao Senado dos EUA e representante estadual do Texas, James Talarico, nas eleições de meio de mandato nos EUA. Reuters/Mike Segar/Proibida reprodução

Alta no custo de vida

Um dos problemas dessas infraestruturas de data centers, usados para processar os dados das IAs, é o alto consumo de energia e água, o que tem elevado o valor desses insumos onde os centros são instalados.

Nesse contexto, candidatos democratas defenderam uma maior regulação do setor, contrariando a posição de Trump, que rejeita qualquer regra que possa inibir investimentos.

O economista André Roncaglia acrescentou que a maioria conquistada pelos democratas na Câmara e no Senado indicou ao mercado financeiro que o ambiente, até então sem regulação para IA e data centers, deve sofrer alterações.   

“Sempre que há uma mudança de perspectiva, o mercado financeiro se ajusta. Essa era uma correção que já era esperada se houvesse essa mudança política. Agora, vamos ver um processo de acomodação a partir de uma arbitragem regulatória do setor”, explicou.

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 Organizações da sociedade civil e movimentos sociais no Brasil protestaram contra suposta interferência de big techs nas eleições brasileiras. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Plebiscitos

A maioria dos plebiscitos locais sobre a instalação de data centers partiu de iniciativas da população, por meio de petições populares. Em 2026, os estados americanos programaram 50 plebiscitos sobre o tema, sendo 41 realizados na última terça-feira e três programados para próximo dezembro.

Dos 47 já realizados, apenas um resultado foi favorável ao desenvolvimento de data centers. A maior parte desses plebiscitos propõe restrições ou proibições para datacenters com demanda igual ou maior que 25 megawatts, o que indica centros de hiperescala.

A organização não governamental Ballotpedia, que sistematiza esses resultados, mostra porcentagens altas de rejeição aos data centers, por cima dos 60%. Em um deles, realizado em Ottawa, no Kansas, a proibição de construir centros que utilizem mais de 25 megawatts de energia venceu com 72% dos votos.

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O diretor-executivo da Brazil Office Alliance, Paulo Abrão, destacou que 56% dos eleitores consideraram a IA e os data centers fatores importantes ou decisivos na hora do voto.

“O fenômeno é politicamente significativo, porque atravessa as divisões partidárias tradicionais. Não se trata simplesmente de uma rejeição à tecnologia, mas de uma exigência de controle democrático sobre sua expansão”, afirmou o diretor da organização, que conecta pesquisadores brasileiros que atuam nos EUA.

O especialista destaca que a pergunta que organiza o debate é: quem ficará com os lucros da revolução tecnológica e quem pagará seus custos sociais e ambientais?

“A inteligência artificial entrou definitivamente na agenda eleitoral americana, e tudo indica que será um tema relevante na disputa presidencial de 2028. Parte disso também decorre de um desgaste crítico da aliança entre Trump e Musk junto à opinião pública”, concluiu.

 


Elon Musk fez gesto associado ao nazismo em posse Trump. Reuters/Mike Segar/Poibida reprodução

Regulação democrata

Existe agora a expectativa de que os democratas apresentem projetos de lei para regulamentar a IA, com objetivo de proteger consumidores e impor restrições ao desenvolvimento da tecnologia.

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“O topo da agenda democrata no dia 1 precisa ser uma pausa no desenvolvimento de IA avançada, a regulação dessa indústria fora de controle e uma proibição à superinteligência artificial”, afirmou a deputada eleita pelo Arizona, Yassmin Ansari.

Diante do mal-estar da população com o setor, Trump anunciou, em setembro deste ano, uma agenda de “autorregulação”, em que as próprias big techs definiriam mecanismos de segurança e controle que teriam que seguir.

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