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IBGE abre seleção para mais de 27 mil recenseadores temporários

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu processo seletivo para contratar 27.279 recenseadores temporários que atuarão no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. As inscrições poderão ser feitas a partir das 10h do dia 6 de novembro até as 23h59 do dia 25 de novembro no site da Fundação Cesgranrio.

De acordo com o edital publicado nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União, a taxa de inscrição é de R$ 70. Os candidatos selecionados serão contratados, por seis meses, para coletar informações em estabelecimentos agropecuários em todo o país.

A remuneração será composta por uma parcela fixa mensal de R$ 1.741 e uma parcela variável por produção, limitada a R$ 2.629. Com isso, o valor total poderá chegar a R$ 4.370, conforme o desempenho do recenseador e o cumprimento das metas de coleta estabelecidas pelo instituto.

Além da remuneração, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio pré-escolar, férias e 13º salário proporcionais, adicional de um terço de férias e auxílio para custeio de deslocamentos relacionados ao trabalho.

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Veja algumas das principais informações:
 

Assunto

Detalhes

Cargo

Recenseador

Vagas

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27.279

Inscrições

6 a 25 de novembro de 2026

Taxa de inscrição

R$ 70

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Parcela fixa da remuneração

R$ 1.741

Parcela variável máxima

R$ 2.629

Auxílio-alimentação

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R$ 1.192

Duração inicial do contrato

Até 6 meses

Banca organizadora

Fundação Cesgranrio

Atividades

Os recenseadores serão responsáveis por identificar, localizar e visitar estabelecimentos agropecuários nos setores sob sua responsabilidade.

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Entre as atribuições estão a realização de entrevistas presenciais com produtores rurais, o preenchimento de questionários eletrônicos em dispositivos móveis, a atualização de cadastros e o registro de coordenadas geográficas das propriedades visitadas.

Também caberá aos profissionais transmitir os dados coletados ao sistema do IBGE, cumprir metas de produtividade e qualidade, participar de treinamentos e manter sigilo sobre as informações prestadas pelos entrevistados.

O prazo de contratação poderá ser prorrogado, desde que o período total não ultrapasse quatro anos, conforme a legislação que rege as contratações temporárias na administração pública federal.

Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Brasil no Mundo analisa eleições nos EUA e geopolítica internacional

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A TV Brasil transmite nesta quinta-feira (5), às 22h, o último episódio da temporada do programa Brasil no Mundo. A edição analisa os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, a emergência de novos perfis de candidatos democratas e os desafios políticos enfrentados pelo presidente Donald Trump em meio à reconfiguração do cenário político norte-americano.

Para contribuir com o debate, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem Eduardo Heleno, doutor em ciência política, jornalista e professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF). Heleno é coordenador do MBA em Estudos Estratégicos e Relações Internacionais da instituição, integra o Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da UFF e desenvolve pesquisas sobre democracia, relações internacionais, defesa e política contemporânea.

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O programa também discute os desdobramentos das guerras no Irã e na Ucrânia, as tensões sociais e políticas na Europa, agravadas por ataques cibernéticos à infraestrutura civil, e o impasse na escolha do novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A atração ainda aborda a estratégia do governo Lula de diversificar as relações comerciais na Ásia, reduzir a dependência da China e redefinir o diálogo com os Estados Unidos diante das mudanças políticas em curso nos dois países.

Sobre a produção

O Brasil no Mundo se dedica a discutir, com profundidade e clareza, os grandes acontecimentos internacionais que moldam a política, a economia e a vida cotidiana. Conduzido por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o programa combina análises de contexto, explicações acessíveis e entrevistas com especialistas que ajudam a iluminar os reflexos do cenário global no Brasil.

Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na Globo por 26 anos, incluindo o período em que foi correspondente em Nova York. Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente internacional em Genebra e colaborou com veículos como BBC, CNN e The Guardian. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há mais de 20 anos e realizou reportagens em diversas regiões do mundo, como África, Oriente Médio, Rússia e América Latina.

O programa já recebeu personalidades como a ministra Marina Silva; o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; o geógrafo Elias Jabbour; e a economista Juliana Furno.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar. 

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Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Brasil no Mundo – quintas-feiras, às 22h, na TV Brasil (com reprise na madrugada).

TV Brasil na internet e nas redes sociais

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Presidente do Paraguai renuncia em meio à crise bancária; vice assume

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Enquanto a Câmara dos Deputados do Paraguai discutia a abertura de um processo de impeachment contra o presidente, nesta quinta-feira (5), o mandatário do país, Santiago Peña, anunciou a renúncia ao cargo, em meio a uma crise financeira causada pela intervenção do Banco Central Paraguaio (BCP) no banco digital Ueno Bank.

Abandonado pelo próprio partido, que passou a cobrar sua renúncia, Peña justificou a decisão em nome da estabilidade do país e da necessidade de “preservar nossas instituições”. O vice-presidente Pedro Allana assumirá o cargo.

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“Me dirijo a vocês em um dos momentos mais difíceis da minha vida, com o coração voltado para o Paraguai e com a convicção de que a nossa República deve estar sempre acima de qualquer pessoa ou circunstância”, disse o presidente, em pronunciamento nas redes sociais.

“A história se encarregará de julgar e colocar na sua devida dimensão os acontecimentos que hoje nos cabe vivenciar. Tomei a decisão de apresentar a minha renúncia à Presidência da República”, acrescentou.

Mesmo com a renúncia, a Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o processo de impeachment contra Peña. Agora, o Senado deve decidir se o processo de destituição continua ou se perde efeito em função da renúncia.

A continuidade do processo é importante porque, no Paraguai, todo ex-presidente tem direito ao cargo de senador vitalício, com direito a voz no Parlamento, mas não a voto. A exceção é para os presidentes cassados, que perdem direito ao cargo e ao foro privilegiado.

Crise

A crise financeira que sacudiu o Paraguai começou na terça-feira (3) e se transformou em crise política.

Na manhã de hoje, a Câmara iniciou o debate para abertura de um processo de impeachment que contava com o apoio até mesmo da legenda do mandatário, o Partido Colorado. 

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O terremoto político no país vizinho é consequência da liquidação do Ueno Bank, que tinha 2,9 milhões de correntistas, cerca de 60% da população adulta do país. Essas pessoas tiveram seus depósitos congelados.

Após a liquidação do banco, o presidente do BC paraguaio, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo. Ele foi dirigente do banco digital até 2023, antes de assumir a chefia do Banco Central do país.

Protestos de rua cobram que os responsáveis pela crise sejam punidos. O Ministério Público do Paraguai pediu a prisão de oito pessoas, incluindo o presidente do Ueno, Juan Manuel Gustale.  

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Presidência

A crise atingiu o presidente Santiago Peña porque ele foi acionista, até março de 2025, do Grupo Vázquez, que controla o banco.

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Eleito em 2023, o Santiago Peña é um político da direita conservadora do Partido Colorado que há sete décadas controla o poder no Paraguai, exceto por cinco anos (1947-1952).

A oposição acusa o governo pelos investimentos realizados pelo Instituto de Seguridade Social (PIS), que é estatal, no Ueno Bank.
 


Policiais policiam uma agência do Ueno Bank em Assunção, no Paraguai – REUTERS/Cesar Olmedo/Proibida reprodução

O banco digital ainda administra o pagamento de pensões de milhares de aposentados e tem cerca de 30% dos depósitos de fundos públicos, estimados em US$ 850 milhões.

A oposição responsabiliza Peña pela crise por ele ter nomeado para presidente do BC um ex-dirigente do Ueno. Ao anunciar a renúncia, o presidente pediu desculpas ao povo paraguaio.

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“Também quero pedir desculpas ao povo, caso em algum momento eu tenha falhado. Nunca foi minha intenção trair a confiança que depositaram em mim. A cada dia, assumi esta responsabilidade com a vontade de trabalhar pelo Paraguai”, afirmou Peña.

Partido Colorado

O presidente do Partido Colorado e ex-presidente do país, Horácio Cartes, afirmou que a legenda não estará ao lado “do latrocínio de fundos públicos, privados e dos aposentados”.

O presidente do Congresso paraguaio, Bachi Nunéz, dois dias antes de pedir a renúncia de Peña, avaliava à imprensa que o presidente não poderia ser responsabilizado porque o Banco Central tinha autonomia institucional.

A oposição acusa o Partido Colorado de querer se afastar do escândalo que teria ajudado a construir. A deputada do Partido País Solidário (PPS), Johanna Ortega, destacou, durante a sessão da Câmara, que os recursos dos aposentados estavam sendo depositados em um banco próximo ao presidente Peña.

“Temos alertado sobre conflitos de interesses, sobre a utilização de instituições públicas para favorecer negócios privados de uns poucos, e sobre o crime de gestão em proveito próprio — prática na qual este Presidente da República tem incorrido sistematicamente”, afirmou.

O Paraguai conta com um fundo garantidor que pode reembolsar até US$ 38 mil por pessoa, o que representa ₲ 228.300.000 na moeda local, o equivalente a 75 salários-mínimos.

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Consequências econômicas

A crise financeira e política do Paraguai abala a reputação que o país vinha construindo de destino emergente da América do Sul para o capital estrangeiro, com repercussões sobre a economia local.

A Associação de Importadores e Comerciantes do Paraguai (Asimcopar) destacou, em nota, que duas em cada três transações das grandes redes varejistas do país são realizadas por contas do Ueno Bank.

“Ocorrerá, sem dúvida, uma semiparalisação do mercado comercial no Paraguai. Essa situação não nos afeta apenas no âmbito comercial; ela impacta também o cotidiano das famílias, afetando, assim, a vida diária de milhões de pessoas”, disse o comunicado publicado na mídia local.

A agência de risco Moody’s afirmou que o caso coloca em prova a capacidade das autoridades de gerir a situação de um banco importante.

“Um dos principais riscos que a Moody’s identifica está nos depósitos que excedem a cobertura do seguro. Ainda que o BCP indicou que 97% dos depositantes estariam completamente cobertos, somente 30% dos depósitos do Ueno se encontravam dentro dos limites da garantia”, afirmou a agência Bloomberg Línea, com base na nota do Moody’s.

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No Brasil, grupos políticos vêm defendendo que o país vizinho seria um exemplo de sucesso econômico e financeiro.

O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que a admiração desses grupos com o Paraguai vem da ocupação que o agronegócio do Brasil realiza no país vizinho.

“A direita brasileira acha que é um paraíso porque já estão com os contatos políticos estabelecidos lá. Tem até agências do Banco do Brasil, e se fala em português em escolas públicas, contrariando a lei paraguaia. É como um terreno ocupado pelo agronegócio brasileiro”, afirmou o estudioso da realidade paraguaia.

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Durigan diz que é preciso dar condições para a queda dos juros

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Um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar a manutenção da taxa básica de juros Selic em 13,75% ao ano, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, considera que o valor ainda é muito alto. 

Segundo ele, é preciso que haja condições para uma queda sustentável dessa taxa no país.

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“É uma taxa de juros bastante alta, muito ruim para economia, para todos os setores, mesmo o setor financeiro, o setor produtivo. Nós precisamos fazer as medidas necessárias para que a gente dê as condições e, de maneira sustentável e estrutural, a taxa de juros diminua do Brasil”, afirmou o ministro, em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (5). 

“O esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros”, acrescentou.

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O ministro explicou que o governo continuará trabalhando para fechar as contas públicas com superávit, com os ajustes necessários. 

“A gente nunca vai propor medidas que prejudiquem as pessoas mais pobres. Ao contrário, quando a gente vai fazendo ajustes graduais, vai implementando medidas olhando para corte de privilégio, a retomada de uma série de revisões de benefícios, revisões de gasto primário, a gente dá as condições para que o orçamento seja superavitário”, disse.

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