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Copa do Brasil Feminino: Flamengo bate Fluminense e vai às semifinais

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O Flamengo é o quarto e último classificado às semifinais da Copa do Brasil Feminina. Nesta quinta-feira (22), as Meninas da Gávea venceram o clássico contra o Fluminense por 3 a 1 no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.

O Rubro-Negro precisava vencer por dois gols ou mais de diferença após a derrota por 2 a 1 no jogo de ida, há uma semana, no mesmo local. A equipe tricolor tinha a vantagem do empate.

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Os confrontos das semifinais serão conhecidos por meio de sorteio nesta sexta-feira (23), às 15h (horário de Brasília), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que fica na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, também serão definidos os mandos dos jogos de ida e volta.

Os primeiros 45 minutos do Flamengo foram avassaladores. Aos dez, a volante Ju Ferreira levantou na área pela esquerda, buscando Cristiane. A bola desviou na zagueira Nath Rodrigues e sobrou no pé da atacante, que rolou para a lateral Jucinara chutar forte e abrir o placar.

Aos 19 minutos, a zagueira Gislaine saiu jogando errado e Djeni aproveitou. A capitã lançou na área, a volante Karina não conseguiu cortar, a bola subiu e a meia Kaylane se antecipou a Nath Rodrigues para tocar na saída da goleira Kemelli e ampliar o marcador.

As Meninas da Gávea aumentaram a fatura aos 33, com Laysa. Na sequência de uma cobrança de escanteio, a atacante recebeu da zagueira Núbia na meia-lua e finalizou, acertando o cantinho esquerdo de Kemelli.

Sete minutos depois, um susto. Atingida por uma bolada no rosto, Cristiane desabou no gramado, sentindo o joelho na queda, tendo que sair de campo de maca. Com tontura e sem condições de retornar, a artilheira deu lugar à volante Letícia.

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O Fluminense mudou de postura na volta do intervalo e se lançou ao ataque. Aos 25, a zagueira Sofia – que tinha entrado em campo três minutos antes – foi expulsa após falta sobre a atacante Carioca, deixando o Flamengo com uma a menos.

Aos 36, Carioca foi derrubada na área pela meia Anna Luiza. Pênalti que Nath Rodrigues converteu. O Tricolor pressionou em busca do segundo gol, que levaria o confronto para as penalidades, mas o Rubro-Negro se segurou e celebrou a classificação.

Bahia entre os quatro

Campeão brasileiro há três semanas, o São Paulo deu adeus à Copa do Brasil. Na noite da última quarta-feira (21), as Soberanas foram novamente superadas pelo Bahia, desta vez por 1 a 0, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP). Na sexta-feira passada (16), as Mulheres de Aço ganharam o jogo de ida no Batistão, em Aracaju, por 2 a 1.

O gol do triunfo baiano saiu no início do segundo tempo. Aos seis minutos, Wendy Carballo lançou Roqueline na ponta direita. Ela ajeitou de primeira para a também atacante Cássia finalizar e encobrir a goleira Carlinha.

O Bahia repete a campanha do ano passado, quando também avançou às semifinais. Na ocasião, as tricolores foram derrotadas pela Ferroviária. Em 2026, as Mulheres de Aço também se colocaram entre as quatro melhores no Campeonato Brasileiro, eliminando o Palmeiras nas quartas de final e caindo apenas para o Corinthians.

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Os outros dois classificados foram conhecidos na última terça-feira (20). O Internacional avançou ao vencer o Atlético-MG nos pênaltis, por 4 a 3, após um empate sem gols no tempo normal na Arena MRV, em Belo Horizonte. No primeiro jogo, os times ficaram no 1 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Já o Red Bull Bragantino eliminou a Ferroviária, mesmo com a derrota por 3 a 2 no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). As Bragantinas tinham ganhado a ida por 2 a 0 na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). Com a saída das Guerreiras Grenás, campeãs em 2014, o vencedor da Copa do Brasil deste ano será inédit

Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Candidatos trocam acusações e defendem propostas em debate na Globo

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O debate na TV Globo entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por uma manifestação indignada do atual presidente após uma fala do adversário. Flávio afirmou que o presidente “dá com uma mão e tira com nove dedos”. Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda quando trabalhava como torneiro mecânico, em 1964, aos 17 anos. 

“Ele disse uma grande asneira e eu não vou levar para casa. Ele me chamou de nove dedos. Se tem alguém que sabe o que é o mundo do trabalho sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos, não vou permitir! Você vai ter que pedir desculpa. Porque o povo trabalhador está vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente tem que ir trabalhar”, afirmou o petista.

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Em seguida, Flávio Bolsonaro pediu desculpas. “Lula, se eu te ofendi, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender. Peço desculpa de verdade”. O debate prosseguiu e Flávio retomou os ataques ao governo, cobrando do presidente desculpas à população. “Agora eu quero saber se você vai pedir desculpas os moradores de rua que dobraram diante do seu governo. E combate a pobreza esse que você faz?”, questionou o senador, que também repudiou Lula por ter se referido a ele como miliciano. 

De acordo com dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, 365,8 mil pessoas estavam em situação de rua em dezembro de 2025. A pesquisa indica um aumento de 55% em relação a 2022 e, não, de 100%, conforme mencionado por Bolsonaro.

Ainda assim, pesquisadores afirmam que o crescimento dessa população pode estar relacionado com diferenças de metodologia de contagem, busca ativa e a inclusão de pessoas vulneráveis nas políticas sociais, sem que todo esse aumento corresponda a novas pessoas em situação de rua. 

Políticas sociais

Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre o voto contrário à ampliação da licença-maternidade, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Flávio reconheceu o voto e afirmou que mudou de posição:

“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego, eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca, eu sei da importância da mãe estar perto do filho, por até mais de 180 dias se possível.”

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Lula criticou a justificativa e afirmou que o candidato não respondeu objetivamente à pergunta. Também questionou a forma como o adversário se referiu ao Bolsa Família, citando postagens antigas de Flávio em redes sociais, quando chamou o programa de “bolsa-farelo”. “É a falta de respeito com o povo pobre desse país”, rebateu Lula. 

Em resposta, o candidato do PL disse que vai manter e ampliar os benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família.

Endividamento

Em outro momento do bloco, Flávio questionou Lula sobre o endividamento das famílias brasileiras e a dívida pública, atribuindo ao governo os juros elevados e o aumento das dificuldades financeiras da população. Em resposta, o presidente afirmou que o problema está relacionado à política de juros do Banco Central e defendeu o crescimento econômico como caminho para reduzir a dívida.

“Lula, por que que você está deixando as famílias brasileiras tão endividadas? Já que uma vez que a dívida governo cresce, a dívida das famílias cresce junto”, disse Flávio, que ainda citou uma dívida de R$ 11 trilhões. O número foi uma referência à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil, medida e pelo Banco Central. 

O candidato afirmou que, caso eleito, pretende utilizar a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas dos bancos e refinanciá-las.

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Em seguida, Lula respondeu que a iniciativa de renegociar dívidas já havia sido encaminhada por seu governo ao Senado. “Ele tá copiando uma coisa que eu já mandei pro Senado”. O presidente também afirmou que o governo já havia realizado medidas de renegociação e perdão de dívidas, mencionando uma operação de R$ 15 bilhões envolvendo 4,5 milhões de pessoas.

SUS

Em outro ponto do bloco, Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre declarações atribuídas a um integrante de sua equipe econômica de que não haveria investimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Também criticou a gestão da pandemia durante o governo Bolsonaro. 

“Como é que você quer melhorar a saúde desse país negando o plano de saúde mais importante que tem em qualquer país com mais de 100 milhões de habitantes?”, perguntou Lula. Lula também criticou a gestão da pandemia durante o governo Bolsonaro e mencionou as mortes por covid-19.

“O SUS é o responsável por evitar que morresse mais gente da covid depois da responsabilidade do governo do pai dele”. Na sequência, mencionou declarações de Bolsonaro sobre vacinação e criticou a falta de organização de uma resposta baseada em especialistas.

Em resposta, Flávio afirmou que manteria e ampliaria os investimentos no sistema, mas criticou a gestão atual, as filas de atendimento e o financiamento da saúde.

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“O tesouraço vai ser na corrupção do atual governo, o tesouraço vai ser na burocracia, o tesouraço vai ser nos impostos que você deu, foram mais de 30 que você criou ou aumentou”, afirmou. O candidato ainda afirmou que as Santas Casas estariam endividadas e falou em aumentar a tabela de procedimentos do SUS.

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Moraes determina bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (23) o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz. O ministro também ordenou quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além da suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as empresas do advogado. 

Willer é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets. O valor bloqueado se refere a bens móveis, imóveis, aviões e barcos.

As medidas foram tomadas pelo ministro após a PF descobrir que Willer Tomaz viajou para Miami, nos Estados Unidos, após ser alvo, em agosto, de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos nas aposentadorias e beneficiários do INSS.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) serão comunicados sobre a decisão para efetuarem os bloqueios determinados. Com a ordem de quebra de sigilo, as instituições bancárias deverão fornecer todos os dados bancários de Willer Tomaz, incluindo a Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.

O advogado ficou conhecido nos últimos meses no contexto da campanha eleitoral por ter uma relação de amizade com o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevistas, o candidato disse que mantém apenas relações pessoais com Willer Tomaz e negou ter relações comerciais com o advogado. 

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A Agência Brasil busca contato com a defesa do advogado. O espaço está aberto para manifestação.

 

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MPT apura carta de supermercado a funcionários com teor eleitoral

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O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) informou nesta sexta-feira (23) que registrou uma Notícia de Fato (NF) para apurar o envio de uma carta pela rede de Supermercados Zona Sul a seus funcionários, às vésperas da eleição.

No texto, a rede defende o “voto consciente” e mudança.  Assinado pelo presidente da empresa, o documento “não cita nominalmente nenhum candidato, mas defende uma revisão de prioridades, posturas e modelos”.

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O comunicado foi denunciado pelo vereador Rick Azevedo (Psol), eleito deputado federal. Ele escreveu que “a rede de supermercados de elite da zona sul distribuiu aos funcionários uma carta assinada pelo presidente da empresa em defesa do “voto consciente”. O texto fala em “esgotamento de ciclo e “necessidade de mudança”.

“Isso é assédio eleitoral. Cadê o TSE?”, disse o parlamentar.

O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro também entrou com uma ação na Justiça contra a rede de supermercados Zona Sul.

Em nota, a entidade afirma que, ao utilizar sua posição de empregador para disseminar esse tipo de mensagem entre os trabalhadores, a empresa ultrapassa uma linha que precisa ser respeitada.

“Patrão nenhum é dono da consciência política de seus funcionários. Nem pode coagir”, alerta o sindicato.

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“Por trás de discursos genéricos sobre a necessidade de mudar o país, existem interesses políticos e econômicos em disputa. E os interesses de quem emprega nem sempre são os mesmos de quem vive do próprio salário – especialmente quando estão em jogo direitos trabalhistas e conquistas históricas, como o fim da escala 6×1.”

A Agência Brasil não conseguiu contato com a direção da rede de supermercados Zona Sul. O espaço segue aberto para manifestação.

* Matéria atualizada para complementação de informações.

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