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MPRR recomenda que Polícia Militar encerre convênio com SAS-PM e aponta possíveis ilegalidades

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O Ministério Público de Roraima emitiu uma recomendação para que a Polícia Militar de Roraima (PMRR) encerre, em até 30 dias, o convênio firmado com o Serviço de Assistência Social da Polícia Militar (SAS-PM). O órgão aponta possíveis ilegalidades na disponibilização de oficiais do Quadro de Saúde da corporação para atuar em entidade privada e na forma como o atendimento médico é distribuído entre associados e não associados.

A medida consta na Notificação Recomendatória nº 003/2026, publicada no Diário Eletrônico nº 913 , e decorre de inquérito civil que apura a legalidade do Convênio nº 001/PMRR/SAS-PM/2017.

Cessão de oficiais para entidade privada

Segundo o Ministério Público, o convênio permite que oficiais da saúde da PMRR, aprovados em concurso público para atuar na estrutura da corporação, prestem atendimento médico e odontológico no âmbito do SAS-PM, entidade privada sem fins lucrativos. Para o órgão, essa destinação pode contrariar o Estatuto dos Militares do Estado de Roraima, que estabelece que a jornada do militar deve ser integralmente voltada às finalidades da instituição à qual pertence.

Uso de estrutura e recursos públicos

O MP também registra que a PMRR disponibiliza estrutura física, equipamentos e insumos hospitalares e odontológicos utilizados nos atendimentos realizados pelo SAS-PM. Na avaliação do órgão, a própria corporação teria condições de prestar diretamente os serviços de saúde aos seus integrantes, sem intermediação de entidade privada.

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Limitação de atendimento por associação

Outro ponto questionado é a previsão contratual que destina 80% das vagas de atendimento a sócios e dependentes do SAS-PM e 20% a policiais militares não associados. Para o Ministério Público, essa divisão pode afrontar os princípios da legalidade, impessoalidade e isonomia, além de tangenciar o direito constitucional de livre associação.

A recomendação fixa prazo de 30 dias para a invalidação do convênio e determina que o Comando-Geral da PM informe, em até 10 dias úteis, as providências adotadas. O Ministério Público ressalta que, em caso de descumprimento, poderão ser adotadas medidas judiciais e extrajudiciais para assegurar o cumprimento da legislação .

Outro lado – Procurada, a Polícia Militar de Roraima informou que a Notificação Recomendatória do Ministério Público será analisada pela assessoria jurídica da Corporação. Segundo a PMRR, apenas após a avaliação minuciosa do documento será emitido um parecer técnico sobre o assunto.

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Seminário gratuito em Roraima debate alternativas para recuperação e reinserção de presos

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A Escola Nacional da Magistratura (ENM) e a Escola Judicial de Roraima (Ejurr) realizam, no dia 14 de setembro, um seminário gratuito sobre a implantação e o fortalecimento do Método APAC no sistema prisional. O evento será híbrido, com 30 vagas presenciais em Boa Vista e transmissão on-line.

As atividades ocorrerão das 9h às 12h e das 14h às 16h, no horário de Roraima. A programação é voltada a magistrados, defensores públicos, integrantes do sistema de Justiça, estudantes e demais interessados na área de execução penal.

O Método APAC, sigla para Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, propõe um modelo de cumprimento de pena voltado à responsabilização, à recuperação e à reinserção social das pessoas privadas de liberdade.

Durante o seminário, especialistas e representantes de instituições ligadas à execução penal discutirão os fundamentos da metodologia, experiências já desenvolvidas no país e os caminhos necessários para a criação de novas unidades e o fortalecimento das APACs existentes.

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A programação também abordará a integração do método com políticas públicas de saúde, educação, assistência social, trabalho e outras áreas consideradas essenciais para a reinserção social.

Programação

O credenciamento dos participantes começa às 9h. A abertura institucional está prevista para as 9h30, com a participação da diretora da Ejurr, desembargadora Tânia Vasconcelos; do diretor-presidente da ENM, desembargador Nelson Missias de Morais; do presidente do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), desembargador Leonardo Cupello; e do secretário estadual de Justiça e Cidadania, coronel Dagoberto Gonçalves, além de outras autoridades convidadas.

Das 10h às 11h, a diretora-geral da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), Tatiana Flávia Faria de Souza, apresentará a palestra “O Método APAC em perspectiva: fundamentos, experiências e possibilidades”.

Em seguida, das 11h às 12h, o secretário-geral da ENM e desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Caetano Levi Lopes, falará sobre “Execução penal e os caminhos para o fortalecimento do Método APAC”.

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No período da tarde, das 14h às 16h, será realizada a mesa-redonda “Construindo caminhos para a implementação e o fortalecimento das APACs”.

Participarão do debate os desembargadores Nelson Missias de Morais e Caetano Levi Lopes; a diretora-geral da FBAC, Tatiana Flávia Faria de Souza; o presidente do Conselho Deliberativo da FBAC e promotor de Justiça em Minas Gerais, Henrique Nogueira Macêdo; a defensora pública Ana Paula de Carvalho Souto; e a diretora de Metodologia da APAC Manhuaçu, Denise Rodrigues de Oliveira.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela página do evento⁠.

Para a participação presencial, estão disponíveis 30 vagas na sede administrativa do TJRR, localizada na avenida Capitão Ene Garcez, nº 1.696, 4º andar, bairro São Francisco, em Boa Vista. Depois do preenchimento das vagas presenciais, as inscrições permanecerão abertas apenas para participação on-line.

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Prefeitura de Caroebe pode gastar até R$ 27 milhões com perfuração de poços

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A Prefeitura de Caroebe pode gastar até R$ 27 milhões com a perfuração de poços tubulares profundos no município. O valor consta no resultado de uma licitação publicado no Diário Oficial dos Municípios de Roraima (DOM-RR) desta quarta-feira (9).

A empresa ANAPM Comércio e Serviços Ltda foi declarada vencedora da Concorrência SRP nº 004/2026, vinculada ao Processo nº 061/2026, com valor total de R$ 27.000.023,34. O objeto é a eventual contratação de empresa especializada em engenharia para execução de serviços de perfuração de poços tubulares profundos.

Como o procedimento foi realizado por meio de sistema de registro de preços e a própria publicação fala em eventual contratação, o valor de R$ 27 milhões representa o limite previsto no resultado divulgado. O documento não confirma que todo esse montante será efetivamente gasto pela Prefeitura.

A publicação também não informa quantos poços estão previstos, quais localidades de Caroebe serão atendidas ou qual a origem dos recursos destinados aos serviços.

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A reportagem procurou a Prefeitura de Caroebe para esclarecer quantos poços serão perfurados, quais regiões serão contempladas e a origem dos recursos. Até a publicação desta matéria, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação por meio do jornalismo@roraima1.com.br.

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PF investiga uso de cargos públicos para pressionar apoio político em Roraima

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta feira (9), a Operação Nomenclator para investigar a possível utilização de cargos e funções públicas para constranger ou influenciar pessoas a participar de atividades de natureza política e eleitoral em Roraima.

A investigação também apura a eventual oferta de vantagens vinculadas ao apoio a uma candidatura submetida ao pleito. A PF não informou, no comunicado divulgado nesta quarta feira, qual candidatura é investigada, quem teria participado do esquema ou quais vantagens teriam sido oferecidas.

Durante a operação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Eleitoral. A medida foi autorizada após representação apresentada pela própria Polícia Federal e busca reunir provas relacionadas aos fatos investigados.

Segundo a PF, a investigação começou a partir de uma denúncia encaminhada ao Disk Denúncia Eleitoral da instituição. O relato indicou a possível utilização da estrutura de cargos e funções públicas para interferir na participação de pessoas em atividades de caráter político e eleitoral.

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