Boa Vista
Roraima registra cinco resgates de trabalhadores em condição análoga à escravidão em 2025, aponta MTE
Roraima registrou o resgate de cinco trabalhadores em situação análoga à escravidão ao longo de 2025, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) na última terça-feira (28). O número integra o levantamento da Amazônia Legal, onde 811 pessoas foram retiradas de condições degradantes no período.
No total, o Brasil contabilizou 2.772 trabalhadores resgatados em 1.594 ações fiscais realizadas ao longo do ano. Embora Roraima apareça com números menores em comparação a outros estados da região, os dados reforçam que o problema também está presente no estado e exige atenção permanente dos órgãos de fiscalização.
Entre os estados da Amazônia Legal, o Mato Grosso liderou os registros, com 607 trabalhadores resgatados, seguido pelo Maranhão, com 145 casos. Também houve ocorrências no Acre (19), Pará (17), Rondônia (5), Roraima (5) e Amazonas (4). Amapá e Alagoas não registraram resgates em 2025.
Cenário nacional
Em âmbito nacional, os estados com maior número de trabalhadores resgatados foram Mato Grosso (607), Bahia (482), Minas Gerais (393), São Paulo (276) e Paraíba (253). Já o maior volume de ações fiscais ocorreu em São Paulo (215), Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102).
Além dos resgates, mais de 48 mil trabalhadores tiveram direitos trabalhistas assegurados durante as fiscalizações. Mesmo quando não houve caracterização de trabalho análogo à escravidão, a atuação dos auditores-fiscais garantiu o cumprimento de outras obrigações legais por parte dos empregadores.
Perfil dos resgates
De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), os setores com maior número de trabalhadores resgatados foram obras de alvenaria, administração pública, construção de edifícios, cultivo de café e extração e britamento de pedras.
O levantamento também aponta uma mudança no perfil das ocorrências: em 2025, 68% dos resgates ocorreram no meio urbano, superando os casos registrados em áreas rurais — cenário diferente do observado em anos anteriores.
Crime e denúncias
O trabalho análogo à escravidão é crime no Brasil, previsto no artigo 149 do Código Penal, e se caracteriza por condições degradantes, jornada exaustiva, trabalho forçado ou restrição da liberdade do trabalhador. A pena varia de dois a oito anos de prisão, além de multa, podendo ser agravada em situações específicas, como quando envolve crianças ou adolescentes.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê, pelo telefone 158 ou pelo Disque 100.
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Boa Vista
Sine Roraima oferta 154 vagas de emprego nesta segunda-feira (25)
O Sistema Nacional de Emprego em Roraima disponibiliza 154 vagas de trabalho nesta segunda-feira (25). As oportunidades são ofertadas pela Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social, por meio do Sine Roraima Casa do Trabalhador.
Vagas ofertadas
- Ajudante de carga e descarga de mercadoria
- Agente de limpeza
- Agente administrativo
- Ajudante de cozinha
- Ajudante de obras
- Assistente de correspondente bancário
- Assistente administrativo na área de licitações
- Atendente de lanchonete
- Auxiliar de armazenamento
- Auxiliar de limpeza
- Auxiliar de padeiro
- Auxiliar de lavanderia
- Auxiliar de departamento pessoal (RH)
- Auxiliar de estoque
- Borracheiro hidráulico
- Bombeiro auxiliar
- Carpinteiro
- Controlador de entrada e saída
- Costureiro em geral
- Cozinheiro de restaurante
- Empregada doméstica
- Faxineiro
- Fiscal de caixa
- Frentista
- Jardineiro
- Leitor de medidor de energia elétrica
- Motorista de automóveis
- Motorista entregador
- Motorista operacional de guincho
- Mecânico de automóvel
- Oficial de serviços em manutenção de edificações
- Operador de escavadeira
- Operador de máquinas
- Pedreiro
- Vendedor no comércio de mercadorias
- Vendedor interno
- Vendedor externo
- Zelador
Vagas para pessoas com deficiência
- Agente de portaria
- Auxiliar de limpeza
- Estoquista
- Merendeiro
- Operador de caixa
- Recepcionista atendente
Onde se candidatar
Os atendimentos do Sine/RR estão localizados nos seguintes endereços:
- Centro de Atendimento ao Cidadão (CEAC) Casa do Trabalhador — Rua Pavão, 206, bairro Mecejana, ao lado da Setrabes. Atendimento de segunda-feira a sexta-feira, das 07h30 às 13h30 e das 14h às 17h30.
- Centro de Atendimento Social (CAS Vila Jardim) — Residencial Vila Jardim. Atendimento de segunda-feira a sexta-feira, das 07h30 às 13h30 e das 15h30 às 17h30.
- Casa do Cidadão (Casa Amarela) — Rua Izídio Galdino da Silva, 2469, bairro Senador Hélio Campos. Atendimento de segunda-feira a sexta-feira, das 07h30 às 13h30.
Documentos necessários
Para se candidatar, é necessário apresentar documento de identidade, CPF, Carteira de Trabalho, comprovante de residência e currículo atualizado. Para vagas que exigem qualificação específica, é preciso apresentar documentação comprobatória.
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Duas pontes são arrastadas pela força das águas e isolam comunidades indígenas em Bonfim
Duas pontes foram arrastadas pela força das águas na região do Tacutu, em Bonfim, devido às fortes chuvas que atingem Roraima nos últimos dias. O rompimento das estruturas deixou comunidades indígenas isoladas e sem acesso terrestre.
Os danos foram registrados na comunidade indígena Jacamim, onde moradores passaram a enfrentar dificuldades de deslocamento, abastecimento e transporte de mantimentos após a destruição das estruturas de madeira usadas na ligação entre localidades da região.
Entre as comunidades afetadas estão Jacamim, Marupá, Ponto 5, Wapum e Água Boa. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, um morador relata a situação enfrentada por quem tenta sair da área atingida.
“Diretamente daqui do rio Camaleão, tentando ir para Vila Vilhena, porém não dá para passar. Agora ficamos ilhados”, afirmou.
Veja o vídeo:
Defesa Civil atua na região
Por meio de nota, o Governo de Roraima informou que enviou, no sábado (23), equipes da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil para apoiar os trabalhos no município. Bombeiros militares e brigadistas atuam em conjunto com a brigada municipal nos pontos afetados pelas chuvas.
Segundo o governo, as equipes realizam serviços de baldeação em dois trechos da comunidade onde houve rompimento das pontes, permitindo a travessia controlada de moradores e o transporte de mantimentos.
Técnicos também fazem avaliação da situação para definir novas medidas emergenciais. Paralelamente, uma equipe da Secretaria Estadual de Infraestrutura esteve na comunidade para vistoriar os danos causados pelas chuvas.
De acordo com o governo, uma das pontes danificadas é antiga e não passava por manutenção recente. A Seinf informou que já iniciou o levantamento técnico necessário para elaboração do projeto de reconstrução da estrutura.
A equipe técnica também avalia se a obra poderá ser executada ainda durante o período chuvoso. Caso sejam necessárias fundações mais complexas, os serviços deverão ser realizados após o inverno amazônico.
A Defesa Civil orientou moradores a evitarem travessias sem acompanhamento das equipes e pediu que motoristas não trafeguem em vicinais atingidas pelas chuvas quando não houver condições seguras.
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Governo quer criar crédito para garimpeiros e prevê fim do mercúrio no garimpo em até 12 anos
O Governo Federal prepara um plano nacional para apoiar a mineração artesanal de ouro e eliminar o uso de mercúrio no garimpo em até 12 anos. A proposta, elaborada pelo Ministério de Minas e Energia, ainda será submetida à consulta pública e atende compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção de Minamata, tratado internacional voltado ao combate da contaminação por mercúrio.
O plano prevê linhas de crédito para garimpeiros e cooperativas comprarem equipamentos considerados menos poluentes, como centrífugas e sistemas de concentração. O financiamento deve priorizar cooperativas formalizadas e envolver bancos públicos, regionais e cooperativas financeiras.
Hoje, o mercúrio é amplamente usado para separar ouro de sedimentos, mas sua utilização é ilegal no Brasil e depende de contrabando. Quando queimado ao ar livre, o metal libera vapores tóxicos que contaminam rios, peixes, solo e populações humanas. Segundo diagnóstico do MME, o garimpo artesanal no país libera entre 11,4 e 12,1 toneladas de mercúrio por ano. Cerca de 26% da produção de ouro ainda utiliza esse método.
A proposta estabelece metas graduais para acabar com o mercúrio. A previsão é reduzir os estoques em 10% nos próximos três anos, 30% em seis anos e eliminar totalmente o uso em até 12 anos.
O plano também prevê a criação de um Cadastro Nacional de Garimpeiros para mapear trabalhadores, cooperativas e operações de mineração artesanal. O governo estima que existam cerca de 200 mil garimpeiros no país, sendo 150 mil permanentes e 50 mil flutuantes. Mais de 90% da atividade ocorre na Amazônia Legal, incluindo regiões do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.
Outra medida prevista é a realização de mutirões de regularização para orientar garimpeiros sobre licenciamento ambiental e formalização da atividade. Também estão previstas forças-tarefa para acelerar análises de processos de licenciamento e permissões de lavra.
O plano inclui ainda mecanismos de rastreamento e controle da circulação de mercúrio, além de programas de entrega voluntária do produto para descarte adequado.
O Ibama demonstrou preocupação com o prazo de 12 anos para eliminação do metal e defendeu uma transição mais rápida. O órgão afirmou que é necessário acelerar a adoção de novas técnicas de extração de ouro sem mercúrio.
Desde 2025, segundo o Ibama, as importações legais de mercúrio foram zeradas no Brasil após a desativação do uso do produto na indústria de cloro e soda cáustica.
O Ministério de Minas e Energia afirmou que o objetivo do governo é reduzir e, se possível, eliminar o uso de mercúrio “no menor tempo possível”, mas destacou que o plano precisa considerar o tamanho da atividade garimpeira e a dimensão territorial do país.
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