Roraima
ORGULHO DE RORAIMA Assembleia Legislativa homenageia profissionais da fonoaudiologia de Roraima
A Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) concedeu, nesta terça-feira (10), a Comenda Orgulho de Roraima a 34 profissionais da fonoaudiologia, reconhecendo a contribuição da categoria para o desenvolvimento do estado. A homenagem ocorreu no plenário Deputada Noêmia Bastos Amazonas e foi proposta pelas deputadas Angela Águida Portella (Progressistas) e Catarina Guerra (União).
Presidente do Programa de Atendimento Comunitário, que coordena o Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr) da ALERR, a deputada Angela destacou a importância da fonoaudiologia para o desenvolvimento de pessoas neurodivergentes e pacientes em reabilitação.
“Eles são profissionais de grande relevância para o desenvolvimento de crianças e adolescentes com autismo. Mas também, muitas vezes, quando as pessoas têm câncer de garganta e elas têm que fazer reabilitação, o fonoaudiólogo ajuda. Então, é uma profissão belíssima e por isso quisemos fazer essa homenagem”, afirmou.
Em seguida, a deputada Catarina contribuiu com a fala da colega parlamentar e pontuou que o papel da Assembleia Legislativa, em Roraima, vai além de legislar e acaba contribuindo com o desenvolvimento da sociedade por meio do social.
“A gratidão pauta todo o nosso dia a dia e a nossa vida como um todo. E a Assembleia tem, também, assumido esse papel de exercer a gratidão a quem contribui com a sociedade de alguma forma, isso inclui a fonoaudiologia que é uma área de extrema importância para a Saúde”, declarou.
Reconhecimento
Entre os homenageados estavam pioneiros da profissão em Roraima, gestores de instituições de saúde e fonoaudiólogos de diferentes gerações. Uma delas foi a fonoaudióloga Rita de Cássia Sampaio, que trabalha na área há 40 anos e se emocionou ao relembrar sua trajetória
“A nossa atuação tem um impacto na vida dos nossos pacientes e nos familiares de uma maneira muito positiva, porque transforma a vida desse paciente. Então, estar aqui nesta data é olhar para trás na minha jornada e perceber o quanto eu fui acertada, o quanto a minha dedicação, o meu estudo, o meu empenho me fez chegar a esse momento que me honra tanto”, disse.
Com duas décadas de atuação, o fonoaudiólogo Cristhian Melo, que divide o trabalho entre Roraima e Amazonas, destacou que a honraria reforça seu compromisso com a profissão.
“Eu me sinto muito honrado e sinto que eu ainda preciso trilhar bastante para atender com melhor qualidade, eficácia e eficiência o nosso paciente em Boa Vista. Hoje temos um atendimento mais humanizado, nosso trabalho tem evoluído e temos atendido os mais variados tipos de casos. Então, tudo isso é motivo de orgulho”, ressaltou.
Missão importante
A conselheira regional do Conselho de Fonoaudiologia, Silvia Furlin, também participou da cerimônia e ressaltou o papel transformador da profissão.
“Hoje celebramos a nossa história, identidade e missão. Este momento é para renovar nossas forças, união e a certeza de que a fonoaudiologia é a grande escola da nossa vida. Em nome do conselho, nossa imensa gratidão à Casa Legislativa”, pontuou.
Silvia também destacou que esta foi a primeira grande homenagem dedicada à categoria em Roraima, gesto que, segundo ela, traz grande satisfação aos profissionais e reforça o reconhecimento à classe.
Confira a lista dos homenageados:
- Álef Matheus Ferreira de Paulo
- Ana Carolina Osório Rotondo
- Andréa Cordeiro da Silva
- Aulisangela da Silva Queiroz
- Carmem Maria Sarubby do Nascimento
- Cristhian do Nascimento Melo
- Cristiane de Souza Castro
- Danielle Christinne Avelino Ferreira Lima
- Dyana Maria Pimentel Barreiros
- Elizandra Dulce Nunes Mourão Coelho
- Emy Menezzes Silva Araújo
- Fernanda Carla Mendes Ross
- Francine Brito Werlang
- Inês Kátia Cavallier da Costa
- Izabel Celina Cesár
- Jaianna Carla Rodrigues Palheta
- Janaina Teresa Brasil Bueno
- José Luiz Brito de Carvalho
- Karla Patrícia Costa Alencar de Carvalho
- Lais Dantas Torquato
- Lorena do Carmo Silva
- Marcelly Maciel Mota
- Marcos Paulo Nunes Silva
- Maria Eliana Rosado Ribeiro
- Maria Ester Araújo Lopes
- Pablícia Fabiane Antony Linhares
- Priscilla de Kássia Oliveira Alves
- Rita de Cássia Duarte Sampaio
- Rosana Roth
- Rosalete de Souza Saldanha
- Rosiele Félix da Silva
- Sabrina Dias Perez Graça
- Tassia Kelly Silva de Souza
- Zahra Serruya Rodrigues Harriprasad
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Texto: Bruna Cássia
Fotos: Alexsandro Carvalho/ Jader Souza
SupCom ALERR
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Roraima
Fazenda autoriza crédito de US$ 1 bilhão do BID para Eco Invest Brasil
O Brasil está autorizado a contratar crédito externo de até US$ 1 bilhão com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para investir em uma das principais iniciativas de aceleração e transição ecológica sustentável nos próximos anos, o Eco Invest Brasil.
De acordo com despacho do Ministério da Fazenda publicado nesta sexta-feira (4), a contratação foi aprovada após manifestações favoráveis da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
A autorização tem como base o Artigo 40 da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), além de resoluções anteriores do Senado.
Programa
O Eco Invest Brasil integra a estratégia do governo federal para ampliar a atração de investimentos privados estrangeiros, com foco em mecanismos de proteção cambial e no aperfeiçoamento de condições institucionais e regulatórias voltadas ao ambiente de negócios brasileiro.
Com a autorização, a União poderá formalizar a operação de crédito com o BID, instituição financeira multilateral que atua no financiamento de projetos de desenvolvimento econômico e social na América Latina e no Caribe.
Coordenado pelos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o programa integra o Plano de Transformação Ecológica – Novo Brasil. Um dos principais mecanismos foi a introdução do hedge (proteção) cambial, que reduziu riscos para investidores e ampliou a participação de capital estrangeiro.
Capital misto
O principal instrumento do Eco Invest Brasil é a combinação de recursos públicos e privados num modelo de financiamento misto (blended finance).
Por meio do capital catalítico, o governo e instituições financeiras privadas aportam recursos de forma filantrópica, com maior tolerância a riscos de mercado.
Nesse sistema, o capital catalítico considera não só o retorno de mercado, mas também o retorno social dos projetos. Esse dinheiro consegue alavancar recursos para investimentos convencionais.
Saneamento e energia limpa
Na área de economia circular, as iniciativas previstas no Eco Invest Brasil têm potencial de impactar positivamente mais de 2 milhões de pessoas nas Regiões Nordeste, Sudeste e Sul.
No eixo de transição energética, entre os projetos está a construção de uma biorrefinaria no interior da Bahia, com capacidade para produzir mais de 20 mil barris de óleo vegetal destinados à produção de SAF e diesel renovável, compatíveis com a frota aérea atual.
O programa também passou a financiar projetos de adaptação climática, incluindo a modernização da infraestrutura elétrica em estados como Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A iniciativa prevê o aterramento de linhas vulneráveis a eventos extremos, como chuvas intensas e ventos fortes, para reduzir interrupções no fornecimento de energia, por exemplo.
Roraima
Fachin dá 5 dias para Mendonça e Gonet responderem acusação de Moraes
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (4) cinco dias de prazo para que o ministro André Mendonça, também da Corte, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestem-se sobre supostas irregularidades na condução do caso Master.
Tais irregularidades foram apontadas pelo também ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. Para embasar suas afirmações, ele apresentou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF), embora o documento não traga o cabeçalho da instituição ou a assinatura de algum delegado, como é de praxe para esse tipo de documento.
Moraes apontou atos que considera improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça, a quem acusa de ter direcionado a investigação do caso Master para atingi-lo.
No relatório apresentado por Moraes consta a sugestão de que Mendonça pudesse estar direcionando as investigações do caso Master para atingir desafetos políticos, incluindo o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O mesmo documento, contudo, diz que as afirmações são uma “análise de cenário” e também “sem valor probatório”. O relatório apócrifo foi tornado público pelo Supremo.
Mensagens
A crise entre ministros do Supremo emergiu nesta semana, após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que traz mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do banco Master, a Moraes, segundo o documento.
As conversas mostram citações aos nomes de Moraes e Gonet. As mensagens foram recuperadas do celular de Vorcaro, alvo central da Operação Compliance Zero, que trata da suspeita de fraudes financeiras bilionárias no Master. O caso é relatado por Mendonça.
As dezenas de mensagens sugerem, por exemplo, que Moraes editou um contrato de mais de R$ 130 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Fachin
Na quinta-feira (3), Fachin já havia cobrado que Gonet, Moraes e Mendonça se manifestassem sobre as informações constantes no relatório da PF sobre as conversas de Vorcaro.
O presidente do STF escreveu que levará ao plenário, no momento oportuno, um pedido do PGR para que as investigações supervisionadas por Mendonça sejam anuladas.
“Cabe à Presidência do tribunal zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”, escreveu.
Em novo despacho nesta sexta-feira, Fachin determinou que Gonet apresente parecer também sobre o pedido de investigação contra Mendonça, feito na noite de ontem por Moraes
Ainda no despacho de hoje, Fachin determinou que o documento apresentado por Moraes para fazer as acusações contra Mendonça seja retirado do inquérito das Fake News, relatado pelo próprio Moraes, e anexado a uma petição separada, relatada pelo presidente do Supremo.
“As providências ora determinadas destinam-se exclusivamente à instrução do feito, sem antecipação de juízo quanto à admissibilidade, à regularidade do procedimento ou ao mérito das imputações”, escreveu Fachin na decisão.
Roraima
Apenas 1 em cada 5 motociclistas de app tem cobertura previdenciária
O Brasil tem cerca de 405 mil pessoas que trabalham como motociclistas de aplicativos, como os de transporte de passageiros e entrega de comida e produtos. Desses, apenas 79 mil têm cobertura previdenciária, o que representa 19,4%, equivalente a um em cada cinco.
Para efeito de comparação, quando se leva em conta todas as pessoas ocupadas no setor privado no país, o índice de cobertura previdenciária é de 62,4%. Considerando todos os motociclistas do país, plataformizados ou não, o índice de cobertura é 31%.
Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.
Os dados fazem parte de um módulo especial sobre trabalho por meio de plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O instituto coletou informações em 2025 para medir o contingente de trabalhadores por aplicativo no país, classificados como “plataformizados”.
>> Leia também: Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos
O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, aponta que a “pequena parcela dos condutores plataformizados” protegidos pela previdência contrasta com o perfil da atividade.
“Eles podem estar expostos a acidentes e outros riscos relacionados à ocupação”, diz.
O levantamento do IBGE aponta que, de 2024 para 2025, houve aumento de 15,4% no número de motociclistas plataformizados. Já no período de 2022 (primeiro ano da pesquisa) a 2025, o número praticamente dobrou, indo de 211 mil para 405 mil pessoas.
A pesquisa é considerada pelo IBGE como experimental, ou seja, em fase de teste e sob avaliação. Em 2023 não houve coleta de informações.
Ganham mais com apps
O levantamento detalha que os motociclistas de apps receberam, em média, R$ 2.221 mensais. Esse valor é o que foi efetivamente “retirado”, conforme explica o IBGE. O cálculo desconta, por exemplo, o gasto com combustível.
Os motociclistas plataformizados tinham jornada semanal de 44,9 horas, enquanto os não relacionados a app trabalhavam 41,1 horas.
O rendimento médio por hora dos plataformizados (R$ 11,4) era 12,9% superior ao rendimento dos não plataformizados (10,1).
Motoristas de app
A Pnad traz também dados de motoristas de aplicativos. Em 2025 eram 905 mil pessoas, contingente que cresceu 9,8% na comparação com o ano anterior. Em três anos, o incremento foi de 26% (eram de 718 mil).
De todos os motoristas de aplicativos, apenas um em cada quatro (25,5%) tinha cobertura previdenciária. Considerando todos os motoristas do país, plataformizados ou não, o índice de cobertura é 43,8%.
Diferentemente dos motociclistas, os motoristas de app tinham rendimento por hora inferior aos dos não plataformizados.
Em 2025, os motoristas ligados a plataformas tinham jornada de 45,9 horas semanais e rendimento de R$ 14,4 por hora. Já os não plataformizados trabalhavam 40,4 horas semanais e recebiam R$ 16 por hora.
Os motoristas de aplicativo terminavam o mês com remuneração de R$ 2.873, valor 2,4% maior que o dos não plataformizados.
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