Roraima
CARNAVAL SEGURO ALERR intensifica ações do protocolo “Não é Não” durante as festas
A Secretaria Especial da Mulher (SEM), vinculada à Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), participou nesta quinta-feira (12) de uma formação sobre o protocolo “Não é Não”, realizada no plenarinho da Casa. A iniciativa integra as estratégias desenvolvidas pelo Parlamento Estadual para intensificar a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente durante o Carnaval.
O encontro reuniu representantes das forças de segurança, profissionais do setor de lazer e integrantes da rede de proteção, com foco na aplicação da Lei Estadual nº 1.993/2024. A norma reforça a Legislação Federal º 14.786/2023 e estabelece a obrigatoriedade da divulgação da campanha “Não é Não” em shows, festas e eventos realizados ou patrocinados pelo Governo de Roraima. O objetivo da formação foi alinhar procedimentos, aprimorar fluxos de atendimento e assegurar acolhimento adequado às mulheres em situação de vulnerabilidade.
A programação incluiu palestras, exposições temáticas e simulações de casos práticos, abordando aspectos legais, sociais e operacionais relacionados à atuação integrada das instituições envolvidas. Para a Secretaria Especial da Mulher, a participação reforça o compromisso permanente da Assembleia Legislativa com a execução de políticas públicas voltadas à defesa dos direitos das mulheres. Por meio de ações educativas, campanhas de conscientização, atendimento especializado e articulação com a rede de proteção, a SEM tem ampliado o alcance dos programas da ALERR, contribuindo para a construção de ambientes mais seguros e respeitosos em todo o estado.
A superintendente Estadual de Saúde, Camila Costa, e a diretora do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), Glauci Gembro, também participaram da formação e destacaram a importância de ampliar o alcance das informações junto às equipes que atuarão durante o Carnaval. Elas reforçaram que, além da aplicação do protocolo “Não é Não!”, o período exige ações integradas de orientação, prevenção e conscientização, com presença ativa nas ruas ao longo do feriadão.
Camila Costa explicou que o Chame passa a integrar o projeto em 2026, com foco na prevenção e no cuidado com a saúde pública. Segundo ela, a equipe estará mobilizada durante os dias de festa, atuando em conjunto com a Assembleia Legislativa, Ministério Público de Roraima (MPRR) e demais instituições parceiras.
“Além da orientação do ‘Não é Não!’, vamos falar dos cuidados que deve se ter durante a folia e os dias de Carnaval que deve ser só alegria, também tem aquele cuidado que é primordial com a saúde”, reforçou.
Ela acrescentou também que serão distribuídos kits de prevenção, autotestes de HIV, preservativos e lubrificantes, além de orientações educativas voltadas à proteção e ao bem-estar da população.
Já a diretora do Chame, Glauci Gembro, ressaltou que a qualificação fortalece a atuação conjunta dos órgãos que trabalham na defesa dos direitos das mulheres e contribui para uma presença mais segura e preparada durante as festividades.
“É importantíssima essa capacitação junto com tantas instituições que trabalham em defesa da mulher, como o Ministério Público, força de segurança, Casa da Mulher Brasileira, OAB, todos aqui presentes, juntamente com a Secretaria Especial da Mulher, reforçando a lei do ‘Não é Não’, dizendo como seria essa atuação nas ruas e isso vai nos dar muito mais embasamento para que nós estejamos presentes também nas avenidas”, ressaltou.
A promotora de Justiça de Defesa da Mulher, Lucimara Campaner, destacou que a formação serve como base para as ações itinerantes que serão desenvolvidas durante o Carnaval, considerado a maior manifestação cultural do estado. Segundo ela, a iniciativa busca difundir as diretrizes do protocolo e assegurar que mulheres saibam que contam com uma rede estruturada de apoio e resposta diante de qualquer situação de risco.
“Essa capacitação visa difundir as regras do protocolo ‘Não é Não!’, destinadas a proibir o constrangimento e qualquer forma de violência contra a mulher durante o lazer”, pontuou.
A promotora também ressaltou que a mobilização é um compromisso social diante dos índices de violência, envolvendo prevenção, acolhimento em espaço seguro, acompanhamento da vítima e, nos casos mais graves, o acionamento imediato das forças de segurança, além do encaminhamento aos órgãos competentes para as providências necessárias.
A policial militar Sisley Bezerra, que trabalha na Coordenadoria de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Roraima (PMRR), reforçou que a qualificação dos profissionais é fundamental para garantir um atendimento adequado e incentivar a denúncia. Segundo ela, a instituição reconhece a necessidade constante de preparação dos agentes, promovendo nivelamento, padronização de procedimentos e esclarecimento sobre a legislação e os diferentes tipos de violência.
“A gente passa a conhecer como são as ocorrências daquele policial, porque elas são diferentes. Do interior é diferente daqui da capital. Em Pacaraima, que tem a divisa com a Venezuela, as ocorrências também têm uma diferença. Então, existe essa troca de conhecimento e também a gente está ali tirando dúvidas”, explicou.
Ela também destacou que a denúncia é um passo essencial para romper o ciclo da violência e permitir que a mulher tenha acesso à rede de apoio e proteção. “Em um ambiente em que haja policiamento pode acionar os policiais, geralmente no Carnaval de rua os policiais estarão por ali e ele pode acionar até trazendo o entendimento a respeito do protocolo ‘Não é Não!’. Qualquer insistência ele já dá lugar para que essa mulher, que está se sentindo importunada, acione a Polícia Militar”, finalizou.
O que diz a lei estadual
De autoria da deputada Joilma Teodora (Podemos), a Lei Estadual nº 1.993/2024, sancionada em 1º de julho de 2024 e em vigor desde a data de sua publicação, determina a divulgação obrigatória de campanhas de combate ao assédio e à importunação sexual contra mulheres em shows, festas e eventos realizados em Roraima ou que recebam patrocínio do Governo de Roraima.
De acordo com a norma, a campanha “Não é Não” deve constar nos materiais de divulgação impressos e digitais, ser mencionada nas locuções durante os eventos e contar com a presença de órgãos competentes para o recebimento de denúncias. Os custos da veiculação devem estar incluídos no patrocínio governamental, sem gerar despesas adicionais, assegurando maior visibilidade e prevenção.
Canais de Atendimento à Defesa da Mulher
Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM)
Telefone: (95) 98413-8952
Também é possível ligar para 181, 180 ou 190
Endereço: Rua Uraricoera, s/n, São Vicente
Juizado Especial da Violência Doméstica e Familiar (Fórum Criminal)
Telefone: (95) 98103-7120
Endereço: Avenida Cabo PM José Tabira de Alencar Macedo, 606, Caranã
Defensoria Especializada de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher – DPE/RR
Atendimento das 8h às 12h
WhatsApp: (95) 98103-7120 / (95) 98104-2104
Telefone: 3623-1240
Local: Casa da Mulher Brasileira Endereço: Rua Uraricoera, nº 919, São Vicente
Comissão da Mulher Advogada – OAB/RR
Telefone: (95) 3198-3361
Endereço: Avenida Ville Roy, nº 1830, Caçari
Acompanhe as ações do Legislativo
Quer saber tudo o que acontece na Casa Legislativa? Basta acessar o site da Assembleia. Diariamente, a TV Assembleia, canal 57.3, e a Rádio Assembleia, 98,3FM, têm reportagens sobre o que está sendo discutido e aprovado pelos deputados. Se deseja ter toda a programação da emissora legislativa na palma da mão, baixe o aplicativo tvAleRRPlay.
Além disso, você pode acompanhar as redes sociais do Poder Legislativo (@assembleiarr) e o canal no YouTube, onde ficam salvas as sessões plenárias, as audiências públicas, os documentários produzidos pela Superintendência de Comunicação, reportagens, reuniões de comissões e muito mais.
Para ler as propostas de lei ou os textos já aprovados pelos parlamentares, é só visitar o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), ferramenta da Casa que permite ter acesso aos documentos que tramitam na Assembleia, verificar quais matérias serão discutidas nas sessões e outros serviços de interesse público. Já as fotos dos eventos do parlamento podem ser conferidas no Flickr.
Texto: Monica Gizele
Fotos: Marley Lima e Nonato Sousa
SupCom ALERR
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Roraima
Voto nulo não anula eleição e não impede posse de candidato, esclarecem especialistas
A mobilização de algumas lideranças de Roraima em favor do voto nulo durante a eleição suplementar para o governo estadual reacendeu um dos mitos mais persistentes do processo eleitoral brasileiro: a crença de que uma grande quantidade de votos anulados pelos eleitores seria capaz de invalidar uma eleição.
O assunto ganhou destaque após declarações do deputado federal Nicoletti (PL) e do senador Hiran Gonçalves (Progressistas), que passaram a defender o voto nulo caso o ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL), não participe da disputa em razão das decisões judiciais relacionadas aos requisitos de filiação partidária e desincompatibilização.
Apesar da repercussão política do tema, especialistas em Direito Eleitoral afirmam que a legislação brasileira não prevê a anulação automática de uma eleição em razão do volume de votos nulos ou brancos registrados nas urnas.
Votos nulos não entram na contagem
O advogado especialista em Direito Eleitoral Albert Bantel explica que a interpretação frequentemente utilizada pelos defensores dessa tese decorre de uma compreensão equivocada do artigo 224 do Código Eleitoral.
Segundo ele, o dispositivo legal trata de situações em que votos são anulados por decisão da Justiça Eleitoral em razão de irregularidades praticadas por candidatos, e não da manifestação voluntária do eleitor ao digitar um número inexistente na urna.
“Esse artigo se refere a votos anulados por decisão judicial em razão de uma irregularidade praticada por candidatos, como abuso de poder ou compra de votos. Não tem relação com o voto nulo ou branco registrado pelo eleitor”, afirmou.
Bantel destaca ainda que a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral já consolidou esse entendimento.
“Existem reiteradas decisões do TSE no sentido de que a manifestação do eleitor que anula o próprio voto, ainda que seja adotada pela maioria dos votantes, não provoca a anulação da eleição”, acrescentou.
Mito recorrente nas eleições
O advogado eleitoral Emerson Delgado observa que a ideia de que votos nulos podem invalidar um pleito está entre as informações equivocadas mais disseminadas durante campanhas eleitorais.
“Uma das grandes lendas urbanas dos períodos eleitorais é a de que um número elevado de votos nulos ou brancos anularia a eleição. Isso simplesmente não acontece”, afirmou.
Ele lembra que tanto os votos nulos quanto os votos em branco são desconsiderados no cálculo dos votos válidos, que servem de base para a definição do vencedor.
“Na prática, o candidato eleito será aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. Os votos nulos e brancos não entram nessa contagem”, explicou.
O que diz a Justiça Eleitoral
O entendimento dos especialistas acompanha a orientação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Corte esclarece que votos nulos e votos em branco não são contabilizados para definir o resultado da eleição e não são transferidos para qualquer candidato. Também não produzem efeito jurídico capaz de impedir a diplomação ou a posse do vencedor.
De acordo com o TSE, a hipótese prevista no artigo 224 do Código Eleitoral está relacionada à anulação judicial de votos em situações excepcionais, como casos de abuso de poder econômico, fraude eleitoral, compra de votos ou outras irregularidades que resultem na cassação de candidaturas.
Nesses casos, a Justiça Eleitoral pode determinar a realização de uma nova eleição, cenário completamente diferente daquele em que o eleitor decide anular voluntariamente o próprio voto.
Direito garantido ao eleitor
A legislação eleitoral assegura a todo cidadão o direito de votar em branco ou anular o voto como forma de manifestação política.
Entretanto, conforme ressaltam os especialistas e a própria Justiça Eleitoral, essa escolha não tem o poder de anular uma eleição, impedir a posse de um candidato ou obrigar a convocação de um novo pleito.
Na prática, o resultado continua sendo definido exclusivamente pelos votos válidos atribuídos aos candidatos aptos a disputar a eleição.
Roraima
Soldado Sampaio estreia no horário eleitoral destacando ações de governo e propostas para mandato tampão
O governador e candidato à reeleição, Soldado Sampaio (Republicanos), estreou nesta quarta-feira (3) no horário eleitoral gratuito da eleição suplementar para o Governo de Roraima. No primeiro programa da campanha, o candidato destacou ações realizadas desde que assumiu o Executivo estadual e apresentou propostas para o restante do mandato, que se encerra em dezembro deste ano.
Entre os principais pontos abordados, Sampaio citou o pagamento de débitos herdados de gestões anteriores, o anúncio de concurso público para a Polícia Militar com mais de 600 vagas, a destinação do helicóptero oficial para atendimentos voltados à população e as medidas adotadas na área da Saúde para reduzir filas de procedimentos cirúrgicos.
O programa também ressaltou o esforço concentrado promovido pela rede estadual de saúde, com a realização de cirurgias inclusive aos fins de semana, como parte da estratégia para ampliar o atendimento à população.
A candidata a vice-governadora, Tayla Peres, participou da propaganda eleitoral e defendeu que os eleitores avaliem o histórico e as realizações dos candidatos antes de definir o voto.
Além das ações de governo, a peça eleitoral apresentou a trajetória pessoal e política de Soldado Sampaio, destacando sua atuação na área da Segurança Pública, o trabalho desenvolvido como deputado estadual e a passagem pela presidência da Assembleia Legislativa de Roraima.
O programa também trouxe propostas que, segundo a campanha, podem ser executadas ainda durante o período do chamado mandato tampão.
De acordo com as regras definidas pela Justiça Eleitoral para a eleição suplementar, os programas eleitorais são exibidos às segundas, quartas e sextas-feiras, das 11h50 às 12h e das 18h10 às 18h20. Os candidatos também contam com inserções de 30 segundos distribuídas ao longo da programação das emissoras de rádio e televisão.
Roraima
Davi Medeiros busca fechar o gol do Vila no clássico contra o Goiás, pela semi do Estadual Sub-15
Tem ‘guarda-redes’ titular absoluto na semifinal do Campeonato Goiano, na categoria Sub-15 da temporada 2026. A sensação macuxi do momento no Centro-Oeste do país, se trata do goleiro Davi Medeiros, que defende o time do Oba desde o ano passado, na transição do mirim para o infantil, segue sendo dono da camisa 1 do Tigrão.
Em duelos de ida e volta, o Vila Nova-GO disputa uma vaga na final diante do arquirrival Goiás. Os duelos iniciam a partir das 9h30 desta quinta-feira (4), no Centro de Treinamento do Tigre, em Goiânia.
Dono de uma impulsão invejável e acima da média para sua categoria, o goleiro Davi tem feito defesas importantes e cruciais na caminhada do Vila Nova até o filé mignon da competição. O garoto destaca estar super confiante para mais uma batalha de 180 minutos.
” A gente sabe que vai ser um jogo difícil e serão dois duelos muito pegados, mas estamos trabalhando muito forte e isso nos trás bastante confiança e expectativa para fazer um grande jogo. O Vila Nova-GO desta categoria está trabalhando muito forte para fazer uma grande apresentação dentro de campo”, disse Davi Medeiros.
O primeiro clube federado do goleiro Davi foi antigo Centro Esportivo Wilson Goiano, atualmente chamado oficialmente de Instituto Wilson Goiano. Após passagem pelo Flamengo de Roraima, e pelo Centro de formação ML Treinamento, do ex-preparador físico de Gas e São Raimundo-RR, Moisés Loureiro, o garoto Davi esteve em Goiás para disputa da Go Cup, em Goiânia, pela equipe da ML, chamando atenção dos olheiros do Vila Nova, a ponto de receber o convite para dar sequência na carreira, pelo Timo do Povo.
Criado entre Caranã e Aeroporto, Davi estudou no Sesi, antes de se transferir para Goiás. Em Boa Vista, Davi Medeiros teve seu primeiro treinador, o preparador de goleiros Júnior Gomes, na sequência Felipe Augusto, da WFA Goleiros, de Goiânia.
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