Roraima
DESAPEGO CONSCIENTE Podcast da ALERR promove debate sobre bem-estar emocional e sustentabilidade
Desapegar vai muito além de abrir espaço em armários. Envolve escolhas conscientes que refletem diretamente na saúde mental, nas relações e no cuidado com o meio ambiente. Com essa proposta, a Superintendência de Comunicação da Assembleia Legislativa de Roraima (SupCom/ALERR) promoveu, nesta terça-feira (10), o podcast “Desapego Consciente: menos excessos, mais sentido”.
Mediado pela jornalista Léo Daubermann, o episódio produzido pela TV Assembleia, levou à reflexão escolhas conscientes e seus impactos na vida pessoal, coletiva e ambiental. Durante o programa, os convidados abordaram o desapego para além do minimalismo estético, relacionando o acúmulo material e emocional aos desafios de uma sociedade marcada pelo excesso.
Segundo a mediadora, a proposta do podcast foi ampliar o debate sobre o desapego como um processo que começa nas pequenas ações do cotidiano, como a organização dos próprios espaços, e se estende ao cuidado com o corpo, a mente e o ambiente ao redor.
“A gente vai falar não só do desapego material e emocional, mas também dessa questão ambiental. Qual o futuro que a gente quer deixar para as próximas gerações? Isso tudo começa com o desapego consciente”, afirmou Léo.
O advogado Walker Sales, um dos convidados do podcast, falou sobre os impactos do descarte inadequado de resíduos e a falsa sensação de que o lixo deixa de existir após ser descartado. Ele ressaltou que pequenas atitudes individuais influenciam diretamente o coletivo e o meio ambiente.
“Meio ambiente, sociedade e economia são o tripé dessa temática. Então, é buscar o equilíbrio entre eles. Como seria? Vou comprar um produto para o cabelo ou uma maquiagem, vou dar preferência ao produto cuja empresa não use testes em animais. Então, já é uma consciência que é econômica, ambiental e social ao mesmo tempo”, exemplificou.
Já a personal organizer Gilmara dos Reis abordou o acúmulo de objetos e as dificuldades emocionais de se desfazer deles, relacionando consumo impulsivo, memória afetiva e culpa. Segundo ela, organizar é um processo de escolha que contribui para a clareza emocional, sem imposições ou excessos. É importante buscar ajuda para conseguir organizar e separar aquilo que não lhe serve mais, sem se apegar as coisas que ficariam paradas por muito tempo.
“A pessoa ganhou ou perdeu peso e não serve, está apertada ou folgada. Vamos separar o que não serve; a gente guarda em uma mala, em um lugar que você não tenha acesso, e daqui seis meses a gente volta”, ressaltou.
O psicólogo Wagner Costa abordou o tema desapego emocional, explicando como sentimentos como medo, culpa e apego excessivo podem gerar sobrecarga. Ele destacou a importância de reconhecer limites, rever hábitos e compreender o desapego como um exercício contínuo de autocuidado.
“Eu tenho dois tênis, mas conheço pessoas que tem 10 ou 20 e não usam. Então, mostra que nós realizamos um consumo desnecessário. Eu acredito que isso é um vazio existencial, a pessoa não está consciente de como ela está vivendo a vida”, afirmou o especialista.
Ele também falou sobre o acúmulo emocional e os motivos que tornam o desapego tão difícil. Conforme explicou, essa resistência está ligada às expectativas e fantasias que as pessoas criam na tentativa de suprir vazios emocionais, projetando em objetos, situações ou relações a ideia de que algo externo poderá atender plenamente suas necessidades.
“Às vezes, eu não desapego de coisas e pessoas porque fico nesse ‘e se’: e se acontecer tal coisa, e se a pessoa mudar, e se um dia eu for usar?”, indagou, ao ressaltar que compreender a fragilidade da vida contribui para escolhas mais equilibradas e para uma relação mais consciente com o desapego.
A transmissão do programa foi ao vivo pelo canal 57.3, e pelo Youtube do Poder Legislativo (@assembleiarr). A gravação do podcast está disponível no canal, por meio do link: PODCAST – “DESAPEGO CONSCIENTE – MENOS EXCESSOS, MAIS SENTIDO” – 10/02/2026. Os registros fotográficos estão disponíveis no Flickr do Poder Legislativo.
Legislação estadual incentiva o desapego consciente em Roraima
Roraima conta com uma legislação específica voltada à promoção do consumo responsável e do descarte correto de materiais reutilizáveis. A Lei nº 1.702, de 14 de julho de 2022, institui o “Dia do Desapego Consciente”, com o objetivo de incentivar a doação de objetos em boas condições de uso e a correta destinação final de materiais.
A norma prevê a realização de ações educativas, campanhas de conscientização e atividades voltadas à educação ambiental, com foco na redução do desperdício e na diminuição da geração de lixo. Entre os itens que podem ser doados estão roupas, calçados, móveis, eletrodomésticos, livros, utensílios domésticos e materiais de construção reutilizáveis, que podem beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.
A lei também destaca a importância da participação do poder público, em parceria com municípios e entidades, para fortalecer práticas sustentáveis e estimular uma cultura de reaproveitamento e responsabilidade ambiental em todo o estado.
Acompanhe as ações do Legislativo
Quer saber tudo o que acontece na Casa Legislativa? Basta acessar o site da Assembleia. Diariamente, a TV Assembleia, canal 57.3, e a Rádio Assembleia, 98,3FM, têm reportagens sobre o que está sendo discutido e aprovado pelos deputados. Se deseja ter toda a programação da emissora legislativa na palma da mão, baixe o aplicativo tvAleRRPlay.
Além disso, você pode acompanhar as redes sociais do Poder Legislativo (@assembleiarr) e o canal no YouTube, onde ficam salvas as sessões plenárias, as audiências públicas, os documentários produzidos pela Superintendência de Comunicação, reportagens, reuniões de comissões e muito mais.
Para ler as propostas de lei ou os textos já aprovados pelos parlamentares, é só visitar o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), ferramenta da Casa que permite ter acesso aos documentos que tramitam na Assembleia, verificar quais matérias serão discutidas nas sessões e outros serviços de interesse público. Já as fotos dos eventos do parlamento podem ser conferidas no Flickr.
Texto: Monica Gizele
Fotos: Eduardo Andrade
SupCom ALERR
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Roraima
Voto nulo não anula eleição e não impede posse de candidato, esclarecem especialistas
A mobilização de algumas lideranças de Roraima em favor do voto nulo durante a eleição suplementar para o governo estadual reacendeu um dos mitos mais persistentes do processo eleitoral brasileiro: a crença de que uma grande quantidade de votos anulados pelos eleitores seria capaz de invalidar uma eleição.
O assunto ganhou destaque após declarações do deputado federal Nicoletti (PL) e do senador Hiran Gonçalves (Progressistas), que passaram a defender o voto nulo caso o ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL), não participe da disputa em razão das decisões judiciais relacionadas aos requisitos de filiação partidária e desincompatibilização.
Apesar da repercussão política do tema, especialistas em Direito Eleitoral afirmam que a legislação brasileira não prevê a anulação automática de uma eleição em razão do volume de votos nulos ou brancos registrados nas urnas.
Votos nulos não entram na contagem
O advogado especialista em Direito Eleitoral Albert Bantel explica que a interpretação frequentemente utilizada pelos defensores dessa tese decorre de uma compreensão equivocada do artigo 224 do Código Eleitoral.
Segundo ele, o dispositivo legal trata de situações em que votos são anulados por decisão da Justiça Eleitoral em razão de irregularidades praticadas por candidatos, e não da manifestação voluntária do eleitor ao digitar um número inexistente na urna.
“Esse artigo se refere a votos anulados por decisão judicial em razão de uma irregularidade praticada por candidatos, como abuso de poder ou compra de votos. Não tem relação com o voto nulo ou branco registrado pelo eleitor”, afirmou.
Bantel destaca ainda que a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral já consolidou esse entendimento.
“Existem reiteradas decisões do TSE no sentido de que a manifestação do eleitor que anula o próprio voto, ainda que seja adotada pela maioria dos votantes, não provoca a anulação da eleição”, acrescentou.
Mito recorrente nas eleições
O advogado eleitoral Emerson Delgado observa que a ideia de que votos nulos podem invalidar um pleito está entre as informações equivocadas mais disseminadas durante campanhas eleitorais.
“Uma das grandes lendas urbanas dos períodos eleitorais é a de que um número elevado de votos nulos ou brancos anularia a eleição. Isso simplesmente não acontece”, afirmou.
Ele lembra que tanto os votos nulos quanto os votos em branco são desconsiderados no cálculo dos votos válidos, que servem de base para a definição do vencedor.
“Na prática, o candidato eleito será aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. Os votos nulos e brancos não entram nessa contagem”, explicou.
O que diz a Justiça Eleitoral
O entendimento dos especialistas acompanha a orientação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Corte esclarece que votos nulos e votos em branco não são contabilizados para definir o resultado da eleição e não são transferidos para qualquer candidato. Também não produzem efeito jurídico capaz de impedir a diplomação ou a posse do vencedor.
De acordo com o TSE, a hipótese prevista no artigo 224 do Código Eleitoral está relacionada à anulação judicial de votos em situações excepcionais, como casos de abuso de poder econômico, fraude eleitoral, compra de votos ou outras irregularidades que resultem na cassação de candidaturas.
Nesses casos, a Justiça Eleitoral pode determinar a realização de uma nova eleição, cenário completamente diferente daquele em que o eleitor decide anular voluntariamente o próprio voto.
Direito garantido ao eleitor
A legislação eleitoral assegura a todo cidadão o direito de votar em branco ou anular o voto como forma de manifestação política.
Entretanto, conforme ressaltam os especialistas e a própria Justiça Eleitoral, essa escolha não tem o poder de anular uma eleição, impedir a posse de um candidato ou obrigar a convocação de um novo pleito.
Na prática, o resultado continua sendo definido exclusivamente pelos votos válidos atribuídos aos candidatos aptos a disputar a eleição.
Roraima
Soldado Sampaio estreia no horário eleitoral destacando ações de governo e propostas para mandato tampão
O governador e candidato à reeleição, Soldado Sampaio (Republicanos), estreou nesta quarta-feira (3) no horário eleitoral gratuito da eleição suplementar para o Governo de Roraima. No primeiro programa da campanha, o candidato destacou ações realizadas desde que assumiu o Executivo estadual e apresentou propostas para o restante do mandato, que se encerra em dezembro deste ano.
Entre os principais pontos abordados, Sampaio citou o pagamento de débitos herdados de gestões anteriores, o anúncio de concurso público para a Polícia Militar com mais de 600 vagas, a destinação do helicóptero oficial para atendimentos voltados à população e as medidas adotadas na área da Saúde para reduzir filas de procedimentos cirúrgicos.
O programa também ressaltou o esforço concentrado promovido pela rede estadual de saúde, com a realização de cirurgias inclusive aos fins de semana, como parte da estratégia para ampliar o atendimento à população.
A candidata a vice-governadora, Tayla Peres, participou da propaganda eleitoral e defendeu que os eleitores avaliem o histórico e as realizações dos candidatos antes de definir o voto.
Além das ações de governo, a peça eleitoral apresentou a trajetória pessoal e política de Soldado Sampaio, destacando sua atuação na área da Segurança Pública, o trabalho desenvolvido como deputado estadual e a passagem pela presidência da Assembleia Legislativa de Roraima.
O programa também trouxe propostas que, segundo a campanha, podem ser executadas ainda durante o período do chamado mandato tampão.
De acordo com as regras definidas pela Justiça Eleitoral para a eleição suplementar, os programas eleitorais são exibidos às segundas, quartas e sextas-feiras, das 11h50 às 12h e das 18h10 às 18h20. Os candidatos também contam com inserções de 30 segundos distribuídas ao longo da programação das emissoras de rádio e televisão.
Roraima
Davi Medeiros busca fechar o gol do Vila no clássico contra o Goiás, pela semi do Estadual Sub-15
Tem ‘guarda-redes’ titular absoluto na semifinal do Campeonato Goiano, na categoria Sub-15 da temporada 2026. A sensação macuxi do momento no Centro-Oeste do país, se trata do goleiro Davi Medeiros, que defende o time do Oba desde o ano passado, na transição do mirim para o infantil, segue sendo dono da camisa 1 do Tigrão.
Em duelos de ida e volta, o Vila Nova-GO disputa uma vaga na final diante do arquirrival Goiás. Os duelos iniciam a partir das 9h30 desta quinta-feira (4), no Centro de Treinamento do Tigre, em Goiânia.
Dono de uma impulsão invejável e acima da média para sua categoria, o goleiro Davi tem feito defesas importantes e cruciais na caminhada do Vila Nova até o filé mignon da competição. O garoto destaca estar super confiante para mais uma batalha de 180 minutos.
” A gente sabe que vai ser um jogo difícil e serão dois duelos muito pegados, mas estamos trabalhando muito forte e isso nos trás bastante confiança e expectativa para fazer um grande jogo. O Vila Nova-GO desta categoria está trabalhando muito forte para fazer uma grande apresentação dentro de campo”, disse Davi Medeiros.
O primeiro clube federado do goleiro Davi foi antigo Centro Esportivo Wilson Goiano, atualmente chamado oficialmente de Instituto Wilson Goiano. Após passagem pelo Flamengo de Roraima, e pelo Centro de formação ML Treinamento, do ex-preparador físico de Gas e São Raimundo-RR, Moisés Loureiro, o garoto Davi esteve em Goiás para disputa da Go Cup, em Goiânia, pela equipe da ML, chamando atenção dos olheiros do Vila Nova, a ponto de receber o convite para dar sequência na carreira, pelo Timo do Povo.
Criado entre Caranã e Aeroporto, Davi estudou no Sesi, antes de se transferir para Goiás. Em Boa Vista, Davi Medeiros teve seu primeiro treinador, o preparador de goleiros Júnior Gomes, na sequência Felipe Augusto, da WFA Goleiros, de Goiânia.
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