Boa Vista
Golpistas usam CPF e dados reais para criar falsas cobranças em nome da Receita Federal
Criminosos têm usado nome completo, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e até endereços verdadeiros de contribuintes para aplicar golpes com falsas cobranças em nome da Receita Federal. A fraude tem sido enviada por WhatsApp, SMS e e-mail e levou o órgão a emitir um alerta diante do aumento de relatos em unidades de atendimento.
As mensagens contêm links que direcionam para páginas falsas que imitam o visual do portal oficial do governo, o Gov.br, com uso de brasões, cores e formatação semelhantes às oficiais. Para reforçar a aparência de legitimidade, os golpistas inserem dados reais dos contribuintes nos documentos falsos.
A Receita Federal reforça que não envia cobranças por aplicativos de mensagens, e-mail ou por meio de links externos. Qualquer débito, pendência ou notificação oficial é disponibilizado exclusivamente no e-CAC, o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, acessado apenas pelo site oficial do órgão.
Outro ponto de alerta são os endereços eletrônicos usados nas fraudes. As páginas falsas não pertencem ao domínio gov.br, o que é um dos principais sinais de golpe. Além disso, as mensagens costumam trazer tom de urgência, como prazos curtos para pagamento, ameaças de bloqueio de CPF ou de contas bancárias e ofertas de supostos descontos para quitação imediata.
Segundo a Receita, esse tipo de abordagem é típico de fraudes digitais, pois busca pressionar a vítima para que ela não tenha tempo de verificar a veracidade da informação nos canais oficiais.
Uma das características mais preocupantes dessa nova modalidade é o uso de dados verdadeiros. As informações são obtidas por meios ilegais, geralmente a partir de vazamentos de grandes bases de dados, e usadas para personalizar as falsas cobranças.
O órgão orienta que o contribuinte não clique em links recebidos por aplicativos, mensagens ou redes sociais, verifique suas pendências apenas no e-CAC, desconfie de mensagens com termos como último aviso, pague agora ou urgente e ignore ameaças de bloqueio ou ofertas de desconto imediato.
Em caso de dúvida, a recomendação é buscar informações somente nos canais oficiais da Receita Federal, acessados manualmente pelo navegador.
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Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 130 milhões
O prêmio do concurso 2.967 da Mega-Sena acumulou neste sábado (31). Nenhum apostador acertou as seis dezenas: 01 – 06 – 38 – 47 – 56 – 60.
A estimativa de prêmio do próximo concurso, que corre dia 3 de fevereiro, é de R$ 130 milhões.
Setenta e duas apostas ganharam a quinta, cada uma no valor de R$ 59 mil.
Outras 6.741 apostas levaram a quadra, alcançando R$ 1.039,98 cada.
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Boa Vista
À BBC Brasil, Denarium transforma crise na Venezuela em ativo político
Por mais de uma década, Roraima convive com os efeitos diretos do colapso político, econômico e social da Venezuela. A migração em massa é um fato, os impactos sobre serviços públicos são reais e a necessidade de apoio federal é incontestável. O problema começa quando um drama humanitário complexo passa a ser reduzido a um discurso de segurança, como fez o governador cassado Antonio Denarium (PP) em entrevista recente à BBC News Brasil.
Denarium acerta ao lembrar que Roraima paga uma conta desproporcional. Erra, no entanto, ao transformar o migrante, especialmente o refugiado venezuelano, em vetor implícito de criminalidade, sem apresentar evidências sólidas que sustentem essa associação. A afirmação de que “criminosos estão entrando como refugiados” é grave. E, como toda acusação grave, exigiria dados públicos, comparativos e verificáveis. Eles não aparecem.
O discurso da “fronteira aberta”, repetida pelo governador, também não se sustenta juridicamente. O Brasil adota regras previstas na Lei de Migração e em tratados internacionais dos quais é signatário. Refugiados, por definição, muitas vezes fogem sem documentos de Estados colapsados. Exigir antecedentes criminais de quem escapa de uma ditadura não é política pública, é desconhecimento do direito internacional ou, pior, discurso populista para agradar aos que pensam que tudo se resolve de maneira simplista, fechando a fronteira.
Mais preocupante ainda é a defesa de um pavilhão ou presídio exclusivo para estrangeiros. A proposta, além de não ter respaldo formal do Judiciário, confronta princípios constitucionais básicos como a igualdade perante a lei e a vedação à discriminação por nacionalidade. Segregar presos pela origem não reduz criminalidade, não resolve superlotação e expõe o Estado a questionamentos jurídicos severos. Serve, isso sim, como sinal político, não como solução técnica.
Ao longo da entrevista, repete-se um padrão: custos são apresentados, ameaças são descritas, mas políticas estaduais estruturantes quase não aparecem. A responsabilidade é empurrada integralmente ao governo federal, como se o Executivo estadual fosse apenas um espectador passivo de uma crise que já dura anos. Planejamento urbano, integração social, interiorização, qualificação profissional e uso estratégico dos recursos federais são temas ausentes.
Há uma contradição central no discurso do governador que fragiliza suas próprias alegações. Ao mesmo tempo em que defende endurecimento da política migratória e sustenta a narrativa de que venezuelanos “entram aos montes” em Roraima, ele próprio reconhece que os dados oficiais apontam uma redução de quase 50% no fluxo de entrada em janeiro, após a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. A explicação apresentada, de que os venezuelanos estariam em um “período de observação”, é especulativa e não anula o dado objetivo: a pressão migratória diminuiu. Ainda assim, o governador insiste em um tom alarmista, desconectado da realidade imediata, sugerindo que o problema se agrava quando, estatisticamente, ele arrefece. Essa dissonância revela menos sobre a dinâmica migratória e mais sobre a escolha política de manter o tema em ebulição, mesmo quando os números já não sustentam a retórica.
Ao mesmo tempo em que afirma acolher os venezuelanos e manter bom relacionamento com eles, Denarium defende restrições amplas, associa refúgio a crime e propõe segregação no sistema prisional. O resultado é uma narrativa sempre ambígua: humanitária na forma, punitiva no conteúdo. Nada disso ocorre no vazio. As declarações são feitas às vésperas de sua saída do cargo para tentar disputar o Senado, em meio a processos judiciais eleitorais e num contexto em que segurança e imigração rendem visibilidade política nacional. Não é coincidência. Em períodos pré-eleitorais, temas complexos costumam ser simplificados para caber em slogans.
Roraima precisa de apoio federal, coordenação federativa e políticas públicas sérias. O que não precisa é de atalhos discursivos que confundem migração com ameaça e refugiados com suspeitos. Governar uma fronteira exige responsabilidade, não alarmismo. Porque quando a crise vira palanque, quem perde não é apenas o migrante, é o nosso povo e o próprio Estado.
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Projeto de IA liderado por mulheres indígenas chega a Roraima e aposta em preservação cultural e geração de renda
Um projeto inovador liderado por mulheres indígenas que alia inteligência artificial, preservação cultural e geração de renda já conta com participação de Roraima, estado que integra a rede nacional da iniciativa. A plataforma, batizada de Arandu, palavra que significa “sabedoria” em tupi-guarani, foi desenvolvida dentro do programa Círculos Indígenas e tem como objetivo fortalecer a autonomia econômica das comunidades e garantir que saberes ancestrais sejam preservados e difundidos no ambiente digital.
A iniciativa foi destacada pelo jornal A Crítica, que mostrou como o projeto vem sendo construído de forma colaborativa por mulheres de diferentes etnias, incluindo participantes de Roraima, onde a proposta também encontra terreno fértil diante da diversidade cultural indígena do estado.
A plataforma Arandu funciona como um ambiente digital multifuncional, permitindo a produção de conteúdos em texto, áudio, vídeo e artes visuais, além de atuar como um acervo cultural digital. Outro eixo central é a criação de um e-commerce, voltado à comercialização de produtos, artesanato e criações autorais desenvolvidas nas aldeias, ampliando as fontes de renda das famílias indígenas.
Desenvolvida a partir de uma convocação da Recode, a plataforma foi construída ao longo de 2025 com participação direta das mulheres indígenas, que atuam não apenas como usuárias, mas também como gestoras do projeto. A proposta rompe com a lógica de soluções tecnológicas impostas de fora e valoriza o protagonismo indígena na criação e no controle das ferramentas digitais.
Em Roraima, a presença do projeto reforça a possibilidade de uso da tecnologia como aliada na valorização das línguas, tradições e modos de vida indígenas, além de abrir caminhos para inserção econômica em um contexto cada vez mais digital. A expectativa é que o alcance do programa continue crescendo, com a meta de reunir 240 participantes até 2026, incluindo novas integrantes do estado.
Além do impacto econômico, o projeto também enfrenta desigualdades históricas no acesso à tecnologia. A Arandu conta com recursos de tradução entre línguas indígenas e o português, além de sugestões inteligentes de formatos de conteúdo, buscando ampliar a presença digital das comunidades sem descaracterizar suas tradições.
A iniciativa se consolida como um exemplo de como tecnologia, cultura e desenvolvimento social podem caminhar juntos — e como Roraima também faz parte desse movimento de inovação com identidade e pertencimento.
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