Conecte-se Conosco

Roraima

INCLUSÃO E CONFORTO Teamarr leva sala multissensorial e apresenta o Turistea no Viva Roraima

Publicado

em

inclusao-e-conforto-teamarr-leva-sala-multissensorial-e-apresenta-o-turistea-no-viva-roraima

Teamarr leva sala multissensorial para evento no Parque Anauá
O Viva Roraima ganhou um importante reforço quando o assunto é inclusão. O Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), participa da programação com uma sala multissensorial projetada para oferecer acolhimento e bem-estar a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de proporcionar mais tranquilidade às famílias.

A iniciativa também contempla crianças típicas, promovendo interação e desenvolvimento em um ambiente adaptado. Segundo a assistente terapêutica do Teamarr, Mainne Lima, o espaço foi pensado para atender uma demanda ainda pouco contemplada em eventos abertos.

Para a assistente terapêutica, Mainne Lima, o espaço foi planejado para atender uma demanda que ainda é pouco contemplada

“A gente acredita que há uma necessidade de espaços como esse para a população em ambientes abertos, para melhorar a interação e trabalhar habilidades sociais das crianças”, destacou.

Entre as atividades disponíveis estão pintura, bolhas de sabão e estímulos sensoriais, que auxiliam no desenvolvimento e no controle das crianças em meio ao barulho e à movimentação intensa do evento.

Para as famílias, a experiência tem sido positiva. A servidora pública Raisa Mafra, mãe da pequena Meive, conheceu o espaço por acaso e aprovou a iniciativa.

Publicidade
A servidora pública Raisa Mafra levou a filha para brincar no espaço e conheceu os serviços que o Teamarr oferece

“Os pais também querem conhecer o evento, mas sabem que, às vezes, os filhos não gostam ou não suportam muita gente, um ambiente muito barulhento. E aqui eles conseguem ficar um pouquinho mais calmos. E a gente fica feliz também, né?”, relatou.

A sala multissensorial também tem despertado o interesse de quem ainda não conhecia o trabalho desenvolvido pelo Teamarr. Além de oferecer acolhimento durante o evento, o espaço funciona como porta de entrada para que as famílias tenham acesso a informações sobre os serviços gratuitos disponibilizados pelo projeto.

A servidora contou que descobriu a iniciativa durante a programação e destacou a importância da oferta acessível para quem precisa de apoio especializado.

“Achei maravilhoso, porque tem pais que também não conseguem pagar para que os filhos tenham acompanhamento ou para obter um laudo e saber o que eles têm. Achei muito interessante”, afirmou.

Turistea apresenta projeto e inclusão em passeios turísticos

Publicidade

Além do acolhimento, o evento também destaca o projeto Turistea, que atua na capacitação de profissionais para o turismo inclusivo em Roraima. A coordenadora Ana Lídia Mendanha explica que o trabalho envolve toda a cadeia do setor.

A coordenadora do Turistea, Ana Lídia Mendanha, explica como projeto atua e capacita profissionais do turismo

“Nós capacitamos empresas de turismo, guias, restaurantes, hotelaria e transporte, promovendo inclusão real. Esse trabalho já vem sendo reconhecido nacional e internacionalmente”, reforçou.

O projeto tem servido de inspiração para outras regiões e reforça o potencial de Roraima como destino acessível para todos. A iniciativa foi premiada com bronze no 6º Prêmio de Turismo Responsável da WTM Latin America, cujo resultado foi anunciado no dia 15 de abril, em São Paulo (SP).

A ação também conta com a parceria de guias de turismo, que passam por capacitação específica para atender pessoas com autismo. Para o presidente da Associação de Guias de Turismo de Roraima (Aguiturr), Luiz Afonso, o trabalho exige sensibilidade e preparo.

O Presidente da Associação Aguiturr, Luiz Afonso, destacou a importância de passeios adaptados para pessoas com TEA

“Existe uma coisa chamada previsibilidade junto às crianças com TEA. Você tem que fazer todo o projeto, apresentar para elas, para que saibam com antecedência o que vai acontecer e o passeio seja mais tranquilo. E a capacitação prepara a gente para essa condução segura”, explicou.

Publicidade

Mais do que ampliar o acesso ao lazer, a proposta é garantir que todas as famílias possam aproveitar eventos públicos com dignidade, conforto e inclusão.

Sobre o Teamarr

O Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr) tem como objetivo oferecer atendimento especializado, acolhimento e orientação a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de apoio e acompanhamento às famílias.

O espaço conta com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de áreas como psicologia, neuropsicologia, nutrição, psicopedagogia, pedagogia, educação física e fisioterapia. Também são desenvolvidas atividades coletivas, entre elas terapia baseada na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), grupos de habilidades sociais e emocionais e o Projeto Turistea.

Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na sede localizada na Avenida Santos Dumont, nº 1193, bairro São Francisco, em Boa Vista. O telefone para contato do centro é o (95) 99128-7119, mas, o interessado também pode acionar o Call Center do Poder Legislativo (0800 006 0670), com atendentes aptas a esclarecer dúvidas.

Publicidade

Acompanhe as ações do Legislativo

Quer saber tudo o que acontece na Casa Legislativa? Basta acessar o site da Assembleia. Diariamente, a TV Assembleia, canal 57.3, e a Rádio Assembleia, 98,3FM, têm reportagens sobre o que está sendo discutido e aprovado pelos deputados. Se deseja ter toda a programação da emissora legislativa na palma da mão, baixe o aplicativo tvAleRRPlay.

Além disso, você pode acompanhar as redes sociais do Poder Legislativo (@assembleiarr) e o canal no YouTube, onde ficam salvas as sessões plenárias, as audiências públicas, os documentários produzidos pela Superintendência de Comunicação, reportagens, reuniões de comissões e muito mais.

Para ler as propostas de lei ou os textos já aprovados pelos parlamentares, é só visitar o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), ferramenta da Casa que permite ter acesso aos documentos que tramitam na Assembleia, verificar quais matérias serão discutidas nas sessões e outros serviços de interesse público. Já as fotos dos eventos do parlamento podem ser conferidas no Flickr.

Publicidade

Texto: Monica Gizele

Fotos: Nonato Sousa

SupCom ALERR

O post INCLUSÃO E CONFORTO
Teamarr leva sala multissensorial e apresenta o Turistea no Viva Roraima
apareceu primeiro em ALE-RR | Assembleia Legislativa de Roraima.

Publicidade

Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

Roraima

DESTAQUE INTERNACIONAL Projeto de turismo inclusivo da ALERR ganha prêmio no Reino Unido

Publicado

em

destaque-internacional-projeto-de-turismo-inclusivo-da-alerr-ganha-premio-no-reino-unido

O projeto Turistea, desenvolvido pelo Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), conquistou o Prêmio Prata na categoria Diversidade, Equidade e Inclusão do ICRT-LATA Responsible Tourism Awards 2026, anunciado durante a LATA Expo, no Reino Unido.

A premiação reconhece iniciativas que promovem um turismo mais acessível, inclusivo e responsável. Neste ano, organizações de diversos países da América Latina apresentaram projetos voltados à sustentabilidade, inclusão social, valorização cultural e geração de benefícios para as comunidades locais.

O Turistea conquistou o prêmio prata na categoria Diversidade, Equidade e Inclusão.

Criado para combater a exclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias do acesso ao turismo e ao lazer, o Turistea foi reconhecido por desenvolver experiências turísticas adaptadas, além de capacitar profissionais do setor para oferecer atendimento mais acolhedor e acessível.

Publicidade

 

 

 

A coordenadora do Turistea, Jane Lira, celebrou a conquista internacional que reconhece o turismo inclusivo desenvolvido em Roraima.

A coordenadora do projeto, Jane Lira, destacou a importância do reconhecimento internacional.

Publicidade

“Concorremos com diversos países e projetos da América Latina e conquistamos o segundo lugar. Somos prata no Prêmio de Turismo Responsável ICRT-LATA 2026. O Turistea prova que o turismo pode ser acessível, acolhedor e transformador para todos”, comemorou.

 

 

 

Publicidade
Debbie Hindle, representante do Centro Internacional para o Turismo Responsável, elogiou o impacto e o potencial de replicação do Turistea.

A representante do Centro Internacional para o Turismo Responsável Global, Debbie Hindle, ressaltou que o projeto se tornou referência na área. “Os juízes ficaram impressionados com o compromisso e o foco dessa organização em tornar as férias mais acessíveis para pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias. A iniciativa é digna de reconhecimento e esperamos ver outras organizações seguindo este excelente exemplo”, afirmou.

 

 

 

 

Publicidade

Inclusão que transforma

O Turistea alia inclusão social, desenvolvimento econômico e turismo responsável. Entre as ações desenvolvidas estão a criação de roteiros adaptados, planejamento sensorial das atividades, suporte especializado durante os passeios e capacitação de profissionais do setor turístico.

Publicidade

Até o momento, mais de 130 profissionais do turismo já receberam treinamento em comunicação acessível, acolhimento e atendimento a pessoas neurodivergentes. O projeto também beneficiou diretamente mais de 200 crianças e adolescentes com TEA e impactou indiretamente cerca de 500 pessoas, entre familiares e profissionais.

Para a deputada Angela Águida Portella, a premiação reforça que inclusão, acolhimento e acessibilidade também fazem parte do turismo.

A presidente do Programa de Atendimento Comunitário e idealizadora do Teamarr, deputada Angela Águida Portella (União), frisou que o prêmio valoriza políticas públicas voltadas à inclusão.

“É uma grande satisfação ver o Turistea ser premiado internacionalmente mais uma vez, agora no Reino Unido. Este projeto é a prova de que até no turismo podemos incluir e acolher. É um direito de toda pessoa transitar em espaços turísticos e ter acesso ao lazer com respeito e dignidade. A inclusão fecha as portas para o preconceito e abre caminhos para a transformação”, ressaltou.

Publicidade

 

 

 

 

Publicidade

Texto: Bárbara Carvalho

Fotos: Marley Lima/ Alfredo Maia

SupCom ALERR

O post DESTAQUE INTERNACIONAL
Projeto de turismo inclusivo da ALERR ganha prêmio no Reino Unido
apareceu primeiro em ALE-RR | Assembleia Legislativa de Roraima.

Publicidade
Continue Lendo

Roraima

Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas

Publicado

em

salarios-diminuem-pobreza-em-22-regioes-metropolitanas

Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país,. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.

“Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista à Agência Brasil, o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.

Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”

Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.

Publicidade

Renda domiciliar mensal

Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.

No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.

Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar per capita mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.

O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.

10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres

O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.

Publicidade

Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”

Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”

Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda – que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”

Desigualdade no mapa

Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).

As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).

Publicidade

As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.

Continue Lendo

Roraima

Documentário registra deslocamento do povo Sanöma da Terra Yanomami para a periferia de Boa Vista

Publicado

em

documentario-registra-deslocamento-do-povo-sanoma-da-terra-yanomami-para-a-periferia-de-boa-vista

O deslocamento de famílias indígenas da Terra Indígena Yanomami para áreas periféricas de Boa Vista ganhou registro audiovisual e acadêmico no curta-metragem Memória da Dor, produção assinada pelo jornalista, pesquisador e realizador audiovisual indígena Paulo Thadeu Franco das Neves, conhecido artisticamente como Paulo Thadeu Kai’kan.

A obra foi apresentada como produto final da Especialização em Estudos Amazônicos, promovida pelo Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM), da Universidade de Brasília (UnB), e tem como base a pesquisa intitulada “Memória da Dor: Uma perspectiva do deslocamento do povo Sanöma, da Terra Indígena Yanomami, para a periferia de Boa Vista, Roraima, Brasil”.

O documentário aborda os impactos humanos, culturais e identitários provocados pelo deslocamento de famílias indígenas, tendo como foco as experiências vividas por integrantes do povo Sanöma.

Diferentemente de produções convencionais, o filme não utiliza diálogos entre os personagens presentes em cena. A narrativa é construída a partir da oralidade, elemento central para a preservação da memória e da tradição dos povos indígenas.

Por meio de relatos, imagens e recordações, a produção estabelece uma ponte entre passado e presente, registrando histórias familiares marcadas pela ruptura territorial, pela adaptação a novos espaços e pela busca de preservação da ancestralidade.

Publicidade

“Direto, sem diálogos entre presentes. Um registro através da oralidade, de vivências. Um documento de resistência de uma família indígena do povo Sanöma. Um trabalho de escuta que cria corpo, imagem-recordação, onde fragmentos são resgatados e organizados para dar sentido ao passado”, define Paulo Thadeu Kai’kan.

Exibição na comunidade retratada

Recentemente, Memória da Dor foi exibido no acampamento Buritizal, localizado na periferia de Boa Vista, onde atualmente reside a família Sanöma retratada na obra.

A sessão teve caráter simbólico, permitindo que os próprios participantes da pesquisa assistissem ao resultado do trabalho e compartilhassem suas impressões sobre as histórias registradas.

Para o pesquisador, o documentário representa apenas o primeiro passo de uma iniciativa mais ampla voltada à documentação dos processos de deslocamento vividos por diferentes povos indígenas da Amazônia.

“A ideia é que, em um outro momento, eu possa conseguir recursos para transformar esse curta-metragem em um projeto maior, ampliando esse olhar para outros povos em processo de deslocamento. São corpos-memórias que constantemente estão em movimento. A pesquisa será encaminhada para todas as organizações que atuam com a pauta de defesa dos povos indígenas”, afirmou.

Pesquisa une memória, território e identidade

Indígena do povo Macuxi, Paulo Thadeu Kai’kan destaca que o trabalho busca fortalecer a memória coletiva dos povos originários e ampliar o debate sobre os efeitos sociais, culturais e territoriais dos deslocamentos forçados na Amazônia.

A pesquisa foi orientada pela professora doutora Célia Kinuko Matsunaga Higawa, do Programa de Pós-Graduação em Design da UnB.

Publicidade

A banca avaliadora contou com a participação da professora doutora Ângela Saldanha, da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual, de Portugal; da professora doutora Marisa Cobbe Maass, do Programa de Pós-Graduação em Design da UnB; e do professor doutor José Mauro Ribeiro, do Instituto de Artes da Universidade de Brasília.

Produção colaborativa

O curta teve roteiro e direção geral de Paulo Thadeu Franco das Neves. As imagens e a edição foram realizadas por Paulo Thadeu, José Anyolver, Ryan Renato e Mariño.

A trilha sonora reúne o som do maracá executado por Paulo Thadeu Kai’kan e a música É pelo Hip Hop, de Mariño.

Participam da obra integrantes da família de Yakisoma Paloma Sanöma e Tissawa Sanöma, com narração de Kassi Sanöma.

Mais do que um trabalho acadêmico, Memória da Dor transforma experiências de deslocamento em um registro histórico, preservando vozes, lembranças e narrativas que ajudam a compreender os desafios enfrentados pelos povos indígenas em contexto urbano na Amazônia contemporânea.

Publicidade
Recentemente, o documentário foi exibido no acampamento Buritizal, em Boa Vista, onde vivem integrantes da família Sanöma que participaram da pesquisa.
Continue Lendo
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Tendência