Boa Vista
Passagens aéreas em Roraima sobem 41% e seguem como as mais caras do país
O valor médio das passagens aéreas pagas por consumidores de Roraima chegou a R$ 1.410 em 2025, o mais alto do país e o dobro da média nacional, segundo levantamento com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil. A informação foi publicada pelo iG Turismo.
Em comparação com o ano anterior, o aumento foi de 41%. Em 2024, o preço médio no estado era de R$ 1 mil.
A publicação aponta que a combinação entre oferta reduzida de voos e ausência de concorrência nas rotas domésticas ajuda a explicar os valores cobrados dos passageiros que embarcam ou desembarcam em Roraima.
Na capital, Boa Vista, há ligações diretas diárias para Manaus operadas pela Azul Linhas Aéreas, além de voos para Brasília com LATAM Airlines Brasil e Gol Linhas Aéreas. Ao todo, são três frequências diárias chegando e partindo.
O cenário regional também apresenta alta. Nos estados do Norte, o bilhete doméstico teve média de R$ 882,31 em 2025, avanço de 11,2% em relação a 2024, quando custava R$ 793,80.
No país, a média foi de R$ 647,16 em 2025, resultado 3,4% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
O contraste fica mais evidente quando comparado ao Espírito Santo, onde a tarifa média foi de R$ 532, quase três vezes menor que a praticada em Roraima.
O conteúdo integra uma série de reportagens sobre o preço das passagens aéreas nos estados brasileiros e destaca que nove unidades da federação e o Distrito Federal ficaram abaixo da média nacional neste ano.
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Boa Vista
Sine Roraima oferta 154 vagas de emprego nesta segunda-feira (25)
O Sistema Nacional de Emprego em Roraima disponibiliza 154 vagas de trabalho nesta segunda-feira (25). As oportunidades são ofertadas pela Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social, por meio do Sine Roraima Casa do Trabalhador.
Vagas ofertadas
- Ajudante de carga e descarga de mercadoria
- Agente de limpeza
- Agente administrativo
- Ajudante de cozinha
- Ajudante de obras
- Assistente de correspondente bancário
- Assistente administrativo na área de licitações
- Atendente de lanchonete
- Auxiliar de armazenamento
- Auxiliar de limpeza
- Auxiliar de padeiro
- Auxiliar de lavanderia
- Auxiliar de departamento pessoal (RH)
- Auxiliar de estoque
- Borracheiro hidráulico
- Bombeiro auxiliar
- Carpinteiro
- Controlador de entrada e saída
- Costureiro em geral
- Cozinheiro de restaurante
- Empregada doméstica
- Faxineiro
- Fiscal de caixa
- Frentista
- Jardineiro
- Leitor de medidor de energia elétrica
- Motorista de automóveis
- Motorista entregador
- Motorista operacional de guincho
- Mecânico de automóvel
- Oficial de serviços em manutenção de edificações
- Operador de escavadeira
- Operador de máquinas
- Pedreiro
- Vendedor no comércio de mercadorias
- Vendedor interno
- Vendedor externo
- Zelador
Vagas para pessoas com deficiência
- Agente de portaria
- Auxiliar de limpeza
- Estoquista
- Merendeiro
- Operador de caixa
- Recepcionista atendente
Onde se candidatar
Os atendimentos do Sine/RR estão localizados nos seguintes endereços:
- Centro de Atendimento ao Cidadão (CEAC) Casa do Trabalhador — Rua Pavão, 206, bairro Mecejana, ao lado da Setrabes. Atendimento de segunda-feira a sexta-feira, das 07h30 às 13h30 e das 14h às 17h30.
- Centro de Atendimento Social (CAS Vila Jardim) — Residencial Vila Jardim. Atendimento de segunda-feira a sexta-feira, das 07h30 às 13h30 e das 15h30 às 17h30.
- Casa do Cidadão (Casa Amarela) — Rua Izídio Galdino da Silva, 2469, bairro Senador Hélio Campos. Atendimento de segunda-feira a sexta-feira, das 07h30 às 13h30.
Documentos necessários
Para se candidatar, é necessário apresentar documento de identidade, CPF, Carteira de Trabalho, comprovante de residência e currículo atualizado. Para vagas que exigem qualificação específica, é preciso apresentar documentação comprobatória.
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Boa Vista
Duas pontes são arrastadas pela força das águas e isolam comunidades indígenas em Bonfim
Duas pontes foram arrastadas pela força das águas na região do Tacutu, em Bonfim, devido às fortes chuvas que atingem Roraima nos últimos dias. O rompimento das estruturas deixou comunidades indígenas isoladas e sem acesso terrestre.
Os danos foram registrados na comunidade indígena Jacamim, onde moradores passaram a enfrentar dificuldades de deslocamento, abastecimento e transporte de mantimentos após a destruição das estruturas de madeira usadas na ligação entre localidades da região.
Entre as comunidades afetadas estão Jacamim, Marupá, Ponto 5, Wapum e Água Boa. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, um morador relata a situação enfrentada por quem tenta sair da área atingida.
“Diretamente daqui do rio Camaleão, tentando ir para Vila Vilhena, porém não dá para passar. Agora ficamos ilhados”, afirmou.
Veja o vídeo:
Defesa Civil atua na região
Por meio de nota, o Governo de Roraima informou que enviou, no sábado (23), equipes da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil para apoiar os trabalhos no município. Bombeiros militares e brigadistas atuam em conjunto com a brigada municipal nos pontos afetados pelas chuvas.
Segundo o governo, as equipes realizam serviços de baldeação em dois trechos da comunidade onde houve rompimento das pontes, permitindo a travessia controlada de moradores e o transporte de mantimentos.
Técnicos também fazem avaliação da situação para definir novas medidas emergenciais. Paralelamente, uma equipe da Secretaria Estadual de Infraestrutura esteve na comunidade para vistoriar os danos causados pelas chuvas.
De acordo com o governo, uma das pontes danificadas é antiga e não passava por manutenção recente. A Seinf informou que já iniciou o levantamento técnico necessário para elaboração do projeto de reconstrução da estrutura.
A equipe técnica também avalia se a obra poderá ser executada ainda durante o período chuvoso. Caso sejam necessárias fundações mais complexas, os serviços deverão ser realizados após o inverno amazônico.
A Defesa Civil orientou moradores a evitarem travessias sem acompanhamento das equipes e pediu que motoristas não trafeguem em vicinais atingidas pelas chuvas quando não houver condições seguras.
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Boa Vista
Governo quer criar crédito para garimpeiros e prevê fim do mercúrio no garimpo em até 12 anos
O Governo Federal prepara um plano nacional para apoiar a mineração artesanal de ouro e eliminar o uso de mercúrio no garimpo em até 12 anos. A proposta, elaborada pelo Ministério de Minas e Energia, ainda será submetida à consulta pública e atende compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção de Minamata, tratado internacional voltado ao combate da contaminação por mercúrio.
O plano prevê linhas de crédito para garimpeiros e cooperativas comprarem equipamentos considerados menos poluentes, como centrífugas e sistemas de concentração. O financiamento deve priorizar cooperativas formalizadas e envolver bancos públicos, regionais e cooperativas financeiras.
Hoje, o mercúrio é amplamente usado para separar ouro de sedimentos, mas sua utilização é ilegal no Brasil e depende de contrabando. Quando queimado ao ar livre, o metal libera vapores tóxicos que contaminam rios, peixes, solo e populações humanas. Segundo diagnóstico do MME, o garimpo artesanal no país libera entre 11,4 e 12,1 toneladas de mercúrio por ano. Cerca de 26% da produção de ouro ainda utiliza esse método.
A proposta estabelece metas graduais para acabar com o mercúrio. A previsão é reduzir os estoques em 10% nos próximos três anos, 30% em seis anos e eliminar totalmente o uso em até 12 anos.
O plano também prevê a criação de um Cadastro Nacional de Garimpeiros para mapear trabalhadores, cooperativas e operações de mineração artesanal. O governo estima que existam cerca de 200 mil garimpeiros no país, sendo 150 mil permanentes e 50 mil flutuantes. Mais de 90% da atividade ocorre na Amazônia Legal, incluindo regiões do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.
Outra medida prevista é a realização de mutirões de regularização para orientar garimpeiros sobre licenciamento ambiental e formalização da atividade. Também estão previstas forças-tarefa para acelerar análises de processos de licenciamento e permissões de lavra.
O plano inclui ainda mecanismos de rastreamento e controle da circulação de mercúrio, além de programas de entrega voluntária do produto para descarte adequado.
O Ibama demonstrou preocupação com o prazo de 12 anos para eliminação do metal e defendeu uma transição mais rápida. O órgão afirmou que é necessário acelerar a adoção de novas técnicas de extração de ouro sem mercúrio.
Desde 2025, segundo o Ibama, as importações legais de mercúrio foram zeradas no Brasil após a desativação do uso do produto na indústria de cloro e soda cáustica.
O Ministério de Minas e Energia afirmou que o objetivo do governo é reduzir e, se possível, eliminar o uso de mercúrio “no menor tempo possível”, mas destacou que o plano precisa considerar o tamanho da atividade garimpeira e a dimensão territorial do país.
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