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Primeiro bebê de 2026 em Roraima é um menino indígena da etnia Macuxi

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O primeiro nascimento de 2026 em Roraima foi registrado à 0h35 desta quinta-feira, 1º de janeiro, no HMI (Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth), em Boa Vista. O pequeno Yudi Haniel Batista Raposo, indígena da etnia Macuxi, veio ao mundo por meio de parto cesariano, marcando o início do novo ano no Estado.

A mãe do bebê é da etnia Macuxi e moradora do município de Normandia, no Norte de Roraima. Ela deu entrada na maternidade ainda na noite do dia 31 de dezembro, por volta das 22h, quando passou por avaliação médica e exames de ultrassonografia que identificaram alterações no quadro clínico, indicando a necessidade de intervenção cirúrgica para garantir maior segurança à gestante e ao bebê.

A pediatra Ana Tereza Moleiro, responsável pelo parto, explicou que a cesariana foi indicada após a constatação de baixo volume de líquido amniótico (oligoidrâmnio), associado a alterações no quadro materno, o que permitiu uma intervenção precoce e segura. O recém-nascido apresentou boas condições de saúde ao nascer.

O procedimento foi realizado por uma equipe multiprofissional composta pelos residentes em Obstetrícia Bianca Moura e Alex Moraes, pela pediatra Ana Tereza Moleiro, pela anestesista Lucélia Alves, pelos técnicos de enfermagem Raimundo Nunes e Cinicley Guimarães, além do enfermeiro Vilson Pereira, que atuaram de forma integrada durante todo o atendimento.

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“É uma tradição minha passar o Natal ou o Ano Novo aqui na Maternidade, e este ano tive a alegria de participar do nascimento do primeiro bebê de 2026. A cesárea dela foi indicada porque foi verificado que ela tinha oligoidrâmnio, que significa pouco líquido na bolsa, e associado a isso e a algum outro problema de saúde, provavelmente uma hipertensão, o bebê começou a ter taquicardia também. Graças a Deus o Yudi nasceu saudável, e começamos o ano com uma boa notícia”, afirmou a pediatra Ana Tereza Moleiro.

A avó do bebê, Lydia Nara Batista, acompanhou todo o atendimento e ressaltou o acolhimento prestado pela equipe do hospital.

“Chegamos 22h, já levaram ela para o centro cirúrgico, eu fiquei, acompanhei até no final a cirurgia dela. Para uma mãe de primeira viagem ela teve muita coragem, ela não se assustou, se envolveu mesmo, disse que ia ganhar o bebezinho dela e ia criar”, afirmou.

Após o nascimento, mãe e bebê permanecem internados recebendo os cuidados pós-parto e neonatais, conforme os protocolos da Maternidade. Na unidade, o recém-nascido também recebe as primeiras vacinas previstas no calendário nacional e passa pelos testes obrigatórios.

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Professora lança livro sobre tradição das panelas de barro durante festival em Normandia

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A tradição da produção de panelas de barro e os conhecimentos transmitidos entre gerações por mulheres indígenas são o tema do livro Tukui ’pa e os segredos da Vovó Barro, que será lançado nesta sexta-feira (6), durante o Festival Panela de Barro, na Comunidade Indígena Raposa I, em Normandia, ao Norte de Roraima.

Escrito por Luciana de Souza Vitório, o livro apresenta uma narrativa ilustrada voltada ao público infantil. A história aproxima as crianças dos saberes tradicionais envolvidos na produção das panelas de barro, destacando a transmissão desses conhecimentos entre mulheres e meninas da comunidade. 

A ideia surgiu durante as vivências da autora em comunidades indígenas, no desenvolvimento de uma pesquisa sobre o conhecimento ancestral Makuxi e a forma como ele é compartilhado com visitantes.

“A ideia surgiu durante as vivências ancestrais na comunidade e com intuito de conversar com o público infantil a respeito. A reflexão veio a partir da pergunta de uma criança sobre o meu trabalho de pesquisa que aborda o conhecimento ancestral Makuxi e como ele é compartilhado com os visitantes”, explicou Luciana.

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Para ela, a obra também representa uma oportunidade de dar visibilidade aos conhecimentos dos povos originários, que nem sempre são reconhecidos.

“O maior significado é a visibilidade para este conhecimento legítimo dos povos originários, que via de regra, não é reconhecido. Então, o principal objetivo da obra é mostrar o conhecimento que é produzido no território”, afirmou.

Conhecimento ancestral e literatura infantil

A publicação surgiu durante o doutorado da autora em Turismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A partir da experiência de campo, ela encontrou na literatura infantil uma forma de compartilhar os resultados e as vivências da pesquisa em uma linguagem acessível às crianças.

O livro foi publicado pela Wei, editora independente voltada à literatura indígena, e conta com ilustrações do artista makuxi James Galvão.

Além da versão impressa, a obra também terá formato digital. Segundo a autora, a publicação em e-book deve facilitar o acesso de mais pessoas ao conteúdo. Luciana destaca que o processo também trouxe reflexões pessoais sobre identidade e pertencimento.

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“O maior aprendizado foi um auto-letramento racial e a compreensão do conhecimento ancestral como vivência, cosmovisão e pertencimento”, acrescentou,

O lançamento no Festival Panela de Barro será a primeira apresentação pública da obra. Os exemplares e a versão digital estarão disponíveis posteriormente por meio da editora e de plataformas de venda.

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Joenia Wapichana parabeniza primeira mulher indígena eleita governadora nos EUA

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A ex-presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e ex-deputada federal por Roraima, Joenia Wapichana, parabenizou Deb Haaland pela eleição ao governo do Novo México, nos Estados Unidos. Em publicação nas redes sociais, Joenia afirmou que a conquista representa um marco para a participação indígena nos espaços de decisão.

Haaland, do Partido Democrata e integrante do povo Laguna Pueblo, venceu a eleição de terça-feira (3) e se tornou a primeira mulher indígena eleita governadora de um estado norte-americano. Ela também foi secretária do Interior durante o governo de Joe Biden.

“Sua eleição é muito mais do que uma conquista pessoal. É uma poderosa homenagem à resiliência, à sabedoria e à força duradoura dos povos indígenas”, escreveu Joenia.

A publicação foi acompanhada de uma foto das duas. Na mensagem, a ex-deputada destacou que o resultado pode inspirar novas gerações a ocupar cargos de liderança.

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“Sua vitória representa um marco histórico para a representatividade indígena e mostra às novas gerações que nossos sonhos também podem ocupar os mais altos espaços de decisão”, afirmou.

Joenia também desejou que a atuação de Haaland inspire outras mulheres indígenas e deixe um legado de conquistas para as próximas gerações.

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Mais de 14 mil candidatos fazem a prova do Enem em Roraima neste domingo (8)

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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 começa neste domingo (8), com 14.315 inscritos em Roraima, conforme dados divulgados pela Secretaria de Educação e Desporto (Seed). Desse total, 11.827 são estudantes da rede pública estadual.

No primeiro dia, os participantes farão as provas de linguagens, ciências humanas e redação, com duração de cinco horas e meia. No domingo seguinte (15), serão aplicadas as avaliações de matemática e ciências da natureza, com cinco horas de duração.

Em Roraima, os portões serão abertos às 11h e fechados ao meio-dia. As provas começam às 12h30, no horário local. O encerramento será às 18h no primeiro domingo e às 17h30 no segundo.

Os candidatos devem apresentar documento oficial de identificação com foto e levar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. Os locais de prova podem ser consultados na Página do Participante.

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Preparação nas escolas

As escolas estaduais realizaram, nesta quarta-feira (4), o “Dia D” de consulta aos locais de prova. A mobilização integra as ações de orientação e incentivo à participação dos estudantes no exame.

Segundo a assessora pedagógica da Divisão de Ensino Médio e Profissional da Seed, Naira Lamarão, a secretaria acompanha as atividades e oferece suporte às equipes das unidades de ensino.

“Sabemos da importância desse exame na vida deles, porque é uma porta de entrada para novas oportunidades, crescimento profissional e principalmente transformação social, com o ingresso no Ensino Superior”, afirmou.

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