Boa Vista
Moradores de Normandia já podem sacar FGTS por calamidade após chuvas intensas
Os trabalhadores de Normandia, no Norte de Roraima, já podem solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade. A medida começou a valer nesta quinta-feira (18) e foi autorizada em razão das fortes chuvas que atingiram o município.
O pedido deve ser feito exclusivamente pelo Aplicativo FGTS, sem necessidade de comparecimento a uma agência da Caixa Econômica Federal. Conforme os endereços reconhecidos pela Defesa Civil Municipal, os moradores das áreas afetadas poderão solicitar o benefício até o dia 15 de setembro de 2026.
Para ter acesso ao saque, é necessário possuir saldo na conta do FGTS e não ter realizado retirada pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses. O valor máximo permitido é de R$ 6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível.
Durante a solicitação, o trabalhador pode indicar uma conta da Caixa, incluindo a Poupança Digital Caixa Tem, ou de qualquer outra instituição financeira para receber o valor sem custos.
O aplicativo FGTS está disponível gratuitamente para celulares com sistemas Android e iOS.
Como solicitar o saque
O trabalhador deve baixar ou acessar o aplicativo FGTS e realizar o login com seus dados cadastrais. Em seguida, deve selecionar a opção “Solicitar seu saque 100% digital” ou acessar o menu “Saques” e escolher “Solicitar saque”.
Depois, é necessário selecionar a opção “Calamidade pública”, informar o município de Normandia, preencher os dados do endereço e anexar os documentos exigidos. Por fim, basta indicar a conta bancária para o depósito e concluir a solicitação.
Documentos necessários
Entre os documentos aceitos estão RG, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte. Também é exigida uma selfie segurando o documento de identificação.
O trabalhador deve apresentar ainda um comprovante de residência emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade, como contas de água, energia, telefone, internet, TV por assinatura ou fatura de cartão de crédito.
Quem não possuir comprovante de residência poderá apresentar uma declaração emitida pelo município atestando a moradia na área afetada ou uma declaração própria com nome completo, CPF, data de nascimento e endereço completo. Caso o comprovante esteja em nome do cônjuge ou companheiro, também serão aceitas certidão de casamento ou escritura pública de união estável.
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Boa Vista
Tribunal Regional Eleitoral distribui urnas eletrônicas no interior de Roraima
O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) iniciou a distribuição das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas Eleições Gerais de 2026 nos 14 municípios do interior do estado e na zona rural de Boa Vista. A operação começou na segunda-feira (28) e conta com apoio dos Correios e escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
As primeiras urnas foram levadas por via terrestre até Caracaraí, no Sul de Roraima, de onde seguiram por transporte fluvial para comunidades ribeirinhas do Baixo Rio Branco. Ao todo, 15 equipamentos foram destinados à região, sendo oito para uso nas seções eleitorais e sete de contingência, que ficam como reserva para eventuais necessidades.
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-RR, Paulo Cezar Rodrigues, 827 urnas eletrônicas, incluindo os equipamentos de contingência, estão sendo transportadas por via terrestre para localidades fora da capital.
Locais de difícil acesso
A distribuição continua nesta quarta-feira (30) e na quinta-feira (1º), com o envio de urnas para 11 localidades de difícil acesso. A operação será realizada em parceria com o Ministério da Defesa, que fará o transporte dos equipamentos por helicóptero.
As urnas serão levadas para áreas dos municípios de Alto Alegre, Amajari, Caroebe, Pacaraima e Uiramutã. A logística aérea é necessária para atender comunidades onde o acesso por estrada é mais limitado.
A etapa final ocorre no sábado (3), quando 845 urnas eletrônicas serão distribuídas para os locais de votação de Boa Vista. Com essa entrega, o TRE-RR concluirá a logística de preparação e distribuição dos equipamentos para as Eleições Gerais de 2026 em Roraima.
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Boa Vista
Fogo atinge área de vegetação no bairro João de Barro, em Boa Vista
Moradores se uniram para tentar apagar um incêndio que atingiu uma área de vegetação no bairro João de Barro, em Boa Vista, nesta quarta-feira (30).
As chamas se espalharam pela área e mobilizaram pessoas que estavam nas proximidades.
O Corpo de Bombeiros Militar de Roraima foi acionado e enviou ao local um caminhão de combate a incêndio e uma guarnição especializada em combate a incêndios florestais. As equipes atuaram no combate e conseguiram conter totalmente o fogo.
Não houve registro de vítimas nem de danos patrimoniais na ocorrência.
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Boa Vista
Justiça determina que Discord adote medidas de proteção a crianças e adolescentes sob multa de R$ 100 mil
A Justiça Federal determinou que a plataforma Discord adote medidas de proteção para crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital. A decisão estabelece multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento das determinações.
A decisão foi tomada pela 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal e atende parcialmente a um pedido do Governo Federal, apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em uma ação civil pública contra a plataforma, ajuizada em agosto deste ano.
A ação foi elaborada a partir de análises sobre o funcionamento do Discord realizadas pela Secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública e pela Secretaria de Políticas Digitais da Presidência da República. O trabalho também atende a uma demanda da Polícia Federal relacionada ao combate a crimes cibernéticos.
Segundo a AGU, a plataforma apresenta falhas nos mecanismos de verificação de idade e na proteção dos usuários diante de situações consideradas graves. A ação cita, entre os casos analisados, a morte de uma adolescente de 13 anos ocorrida em julho.
Medidas determinadas pela Justiça
Entre as determinações está a obrigação de impedir a recriação de servidores, canais e comunidades que tenham sido removidos, inclusive por meio de novas contas ou identidades vinculadas.
A plataforma também deverá preservar por pelo menos seis meses registros relacionados às situações investigadas, incluindo dados de moderação, contas, servidores, comunidades, comunicações e notificações.
Outra exigência é a criação de um protocolo específico para casos de sextorsão envolvendo crianças e adolescentes, com comunicação às autoridades.
A decisão também determina que o Discord apresente informações sobre seus mecanismos de verificação de idade e eventual plano de adequação à legislação. A plataforma deverá ainda comprovar a existência de mecanismos de supervisão parental, configurações de proteção e controles de privacidade.
Entre as medidas está a necessidade de cumprir as regras de vinculação de usuários menores de 16 anos aos responsáveis legais.
Conteúdo de violência também entra na fiscalização
A Justiça determinou que a plataforma inclua conteúdos relacionados a maus-tratos, mutilação e crueldade contra animais nos mecanismos de avaliação e moderação quando houver risco para crianças e adolescentes.
Segundo a ação, conteúdos desse tipo teriam sido identificados como instrumentos de coesão e escalada de violência em grupos considerados radicais dentro da plataforma.
O Discord também deverá preservar e comunicar às autoridades competentes conteúdos relacionados à automutilação, suicídio e violência grave quando forem identificados de forma legítima.
A empresa terá ainda de manter representante legal no Brasil e oferecer canal de denúncias em português, além de comprovar capacidade operacional no idioma para atividades de segurança e moderação.
Proteção de comunidades removidas
Outra determinação impede o uso de convites para reconstruir comunidades removidas ou atrair menores para ambientes relacionados a contas reincidentes.
A plataforma também deverá remover republicações tecnicamente idênticas de gravações e materiais de incentivo quando houver notificação válida.
A Justiça determinou ainda que o Discord apresente uma avaliação de impacto sobre a segurança e a saúde de crianças, considerando riscos como aliciamento, violência, automutilação e suicídio.
A ação civil pública foi apresentada pela AGU em 25 de agosto. A decisão concedeu parcialmente a tutela de urgência e determinou o cumprimento das medidas sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
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