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Com jovens, Bahia supera Jequié pela estreia no Campeonato Baiano

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Maior vencedor do Campeonato Baiano e atual campeão, o Bahia iniciou bem a caminhada em busca do 52º título estadual. Liderado pelo jovem atacante Ruan Pablo, de 17 anos, que tem multa contratual de 200 milhões de euros (R$ 1,25 bilhão) para o futebol do exterior, o Esquadrão de Aço derrotou o Jequié por 4 a 2 na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, pela primeira rodada. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil, em parceria com a TVE Bahia.

Assim como o Vitória, que estreou empatando sem gols com o Atlético-BA no último sábado (10), no Barradão, também na capital, o Bahia utilizará o Estadual para dar espaço a jogadores que voltaram de empréstimo ou são pouco aproveitados pelo técnico Rogério Ceni, pois os principais atletas do elenco profissional iniciaram a pré-temporada há menos de uma semana. Oportunidade, por exemplo, para o goleiro João Paulo, que chegou do Santos em agosto e ainda não tinha estreado.

Revelações das categorias de base também devem ganhar chances. O trio ofensivo escalado para enfrentar o Jequié tem média de idade de 17 anos, reunindo Kauê Furquim (veio do Corinthians em agosto), Ruan Pablo e Dell – apelidado de “Haaland do Sertão”, por conta do faro de gol e da semelhança física com o centroavante norueguês Erling Haaland, do Manchester City, da Inglaterra. Os dois últimos defenderam a seleção brasileira sub-17 no Campeonato Mundial da categoria do ano passado.

Com seis minutos, o Esquadrão pulou na frente do marcador. Após jogada individual, Dell finalizou e a bola explodiu na marcação. A sobra caiu nos pés de Jota, que retornou ao clube após empréstimo ao Criciúma. O volante de 21 anos, revelado na base tricolor, bateu da entrada da área, no canto direito do goleiro André Lucas.

Aos poucos, o Jequié tentou se soltar e conseguiu o empate aos 23 minutos. O lateral Erick Daltro lançou a partir do campo defensivo, às costas do lateral Zé Guilherme. O meia João Grilo ganhou na velocidade e bateu cruzado, acertando a trave. Na sobra, o atacante Tiago Recife, sem goleiro, completou para as redes.

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Começou, então, o show da joia tricolor. Aos 35, Dell foi desarmado e a bola sobrou na esquerda com Zé Guilherme, que achou Pedrinho na entrada da área. O meia chutou, André Lucas deu rebote e Ruan Pablo apareceu para fazer o segundo do Bahia. Seis minutos depois, Jota recebeu na direita e cruzou rasteiro para Dell, que concluiu de primeira. O goleiro do Jequié fez a defesa, mas, novamente, viu Ruan Pablo aproveitar para marcar mais um.

Na etapa final, o ritmo das equipes caiu. O Jequié, melhor fisicamente, até diminuiu o prejuízo. Aos 18 minutos, o atacante Nael recebeu pela esquerda, saiu da marcação de Ruan Pablo e bateu cruzado, com precisão, no ângulo de João Paulo, marcando um golaço.

O time do interior, porém, não aproveitou o momento de superioridade e o Bahia conseguiu retomar o controle das ações. Nos acréscimos, ainda chegou ao quarto gol, com o zagueiro Fredi, de cabeça, após escanteio cobrado pelo meia Rodrigo Nestor, na esquerda.

Timão larga com vitória

O atual campeão paulista e da Copa do Brasil estreou em 2026 fazendo a festa da Fiel Torcida na Neo Química Arena, em São Paulo. Neste domingo, o Corinthians venceu a Ponte Preta, que conquistou a Série C do Campeonato Brasileiro, por 3 a 0.

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O Timão foi a campo com um time misto, já que está sem parte dos titulares para o início da temporada. A Macaca, impossibilitada de registrar atletas por conta de uma punição e com salários atrasados, teve um banco de reservados formado apenas por jogadores da base.

Os gols saíram no segundo tempo. Aos oito minutos, o atacante Vitinho cobrou escanteio e o zagueiro Gustavo Henrique, de cabeça, abriu o placar. Aos 17, o lateral Matheuzinho ficou com a sobra de um chute travado do atacante Gui Negão e finalizu. A bola desviou no volante André e foi para as redes. Nos acréscimos, o zagueiro André Ramalho ainda marcou um golaço de fora da área, dando números finais à partida.

Chape tropeça outra vez

O ano do retorno da Chapecoense à Série A do Brasileirão ainda não empolgou. O Verdão do Oeste segue sem triunfar no Campeonato Catarinense após duas rodadas. Neste domingo, a equipe perdeu do Camboriú por 2 a 0 no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis – o Estádio Emília Rodrigues, em Imbituba (SC), onde o Tricolor manda seus jogos, não atendeu às exigências da Federação Catarinense de Futebol (FCF).

O Camboriú saiu na frente aos três minutos, em saída errada do goleiro Rafael Santos, que Nilton aproveitou. Seis minutos depois, Wermeson tomou a bola pela esquerda, na intermediária, invadiu a área e rolou para o também meia Mansur concluir para as redes.

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O Tricolor, que tinha estreado com um 2 a 2 fora de casa diante do Santa Catarina, por 2 a 2, no Estádio Alfredo Krieck, em Rio do Sul (SC), soma quatro pontos. A Chape, que estreou empatando por 1 a 1 com o Brusque na Arena Condá, em Chapecó (SC), permanece com um ponto.

Em outro jogo deste domingo, Concórdia e Santa Catarina não saíram do zero no Estádio Domingos Lima, em Concórdia (SC). O time da casa chegou a quatro pontos e o visitante foi a dois. No sábado (10), a segunda rodada foi aberta com novo triunfo do Figueirense, que venceu o Marcílio Dias por 1 a 0 no Orlando Scarpelli e chegou a seis pontos – o Marinheiro permanece com três.

O Barra, campeão da Série D do Brasileirão em 2025, também ganhou por 1 a 0. A vítima foi o Joinville, na Arena Barra FC, em Itajaí (SC). O Pescador, como é conhecido o clube vencedor, somou os primeiros três pontos no Catarinense. O JEC, que acumulou a segunda derrota no Estadual, anunciou a demissão do técnico Leandro Sena.

Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Líderes africanos pedem soberania e integração para superar terrorismo

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A soberania e a integração entre países da África são pré-requisito para a paz, estabilidade e segurança no continente. Além disso, investimentos direcionados à população jovem e controle de fronteiras fazem parte do caminho para que a região supere desafios, como à ameaça terrorista.

Essa foi a tônica do 10º Fórum Internacional de Dacar sobre Paz e Segurança na África, que acontece nesta segunda-feira (20) e terça-feira (21) em Dacar, capital do Senegal.              

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Na sessão de abertura, o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, apontou que o mundo passa, nos últimos anos, por desafios como fraturas comerciais entre grandes potências, protecionismo econômico e problemas relacionados às mudanças climáticas.

“O nosso continente, longe de estar protegido, sofre os efeitos de todas essas crises e ainda precisa enfrentar múltiplas ameaças, como conflitos armados e o terrorismo”, afirmou.

O encontro é realizado desde 2014 pelo governo senegalês e, além de reunir integrantes da alta cúpula de governos, como chefes de Estado, recebe a presença de representantes de organismos internacionais e especialistas.

A edição de 2026 conta com a participação 38 países, sendo 18 das 54 nações do continente africano. Países de fora da região também acompanham as conversas, como o Brasil, representado pela embaixadora no Senegal, Daniella Xavier.

Estabilidade

O tema deste ano é “África enfrenta os desafios da estabilidade, integração e soberania: Quais soluções sustentáveis?”.

“Esse tema nos convida a uma reflexão profunda sobre o que devemos fazer juntos, com solidariedade, para tirar o continente do ciclo de instabilidade e transformá-lo em um espaço pacífico, integrado, soberano e próspero”, afirmou o presidente senegalês.

Para uma plateia que tinha entre os convidados integrantes de governos europeus que possuem passado de política colonial, como Alemanha, Espanha, Portugal e a França – que colonizou Senegal até 1960 – o presidente Diomaye fez um discurso com ênfase na soberania africana.

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“Não podemos mais aceitar que nossa agenda de segurança seja definida fora da África, nem que nosso espaço estratégico seja ocupado sem nosso consentimento”, sustentou.

Ele chamou atenção para o papel da soberania na exploração de recursos naturais, como urânio; e petróleo e gás, descobertas recentes no país.

“Esses recursos não devem mais alimentar apenas indústrias estrangeiras”, afirmou. “Extrair em nosso território, transformar em nosso território e vender a preços justos. Esse é o motor da nossa transformação estrutural”, completou.

Terrorismo no Sahel


Abertura do Fórum internacional de Dacar. Presidente de Senegal, Bassirou Diomaye. Foto: FÓRUM INTERNACIONAL DE DACAR – FÓRUM INTERNACIONAL DE DACAR

Bassirou Diomaye dedicou especial atenção à ameaça do terrorismo, que assola o Sahel, faixa continental de costa a costa que marca a transição entre o deserto do Saara e as savanas ao sul.  

Ele explicou que, desde meados da década de 2010, grupos terroristas filiados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda começaram a expandir a atuação em direção aos países do Golfo da Guiné, na costa do Oceano Atlântico.

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A edição 2026 do Índice de Terrorismo Global aponta que o Sahel é o epicentro do terrorismo no mundo.

O estudo, elaborado pela organização da sociedade civil Instituto para Economia e Paz, registra que a região do Sahel responde por mais da metade de todas as mortes por terrorismo no mundo em 2025.

O Sahel é formado por dez países: Senegal, Gâmbia, Mauritânia, Guiné, Mali, Burkina Faso, Niger, Chade, Camarões e Nigéria. Desses, três países se destacam negativamente na concentração dos ataques.

Mali, Burkina Faso e Niger, no Sahel central, somam cerca de 4,5 mil atentados nas últimas duas décadas, que resultaram em 17 mil mortes, de acordo com o Índice de Terrorismo Global.

Os especialistas apontam que as três nações são intensamente afetadas por instabilidade política, com cada uma experimentando ao menos um golpe militar na última década. Os três países lidam também com grupos insurgentes em áreas de fronteira.

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Ainda segundo o estudo global, uma estratégia-chave dos jihadistas (extremistas islâmicos) tem sido a falta de coordenação de segurança nas fronteiras entre países do Sahel.

“Embora a soberania seja importante em crises internas, aqui é necessária uma resposta multidimensional. Devemos trabalhar igualmente para ter um controle efetivo sobre as fronteiras”, defendeu o senegalês.

“Não pode haver um perigo de segurança no Mali que não diga respeito ao Senegal, ou vice-versa. É por isso que uma resposta puramente endógena [interna] de um país contra o terrorismo não seria eficaz”, exemplificou, citando o país vizinho.

O presidente de Senegal considera que o terrorismo deve ser enfrentado com resposta militar, controle eficaz de fronteiras e troca de informações e operações conjuntas entre as diferentes forças de defesa e segurança dos países.

Política para jovens e integração


Abertura do Fórum internacional de Dacar. Presidente de Serra Leoa, Julius Manda.  – FÓRUM INTERNACIONAL DE DACAR

O presidente de Serra Leoa, Julius Maada Bio, relacionou problemas de segurança na África à falha de representação pelos Estados. O líder do país na África Ocidental apontou que muitos jovens são recrutados para círculos de violência porque nenhuma instituição ofereceu a eles alternativas.

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Ele apontou investimentos direcionados à juventude não como política social, mas como estratégia de segurança nacional.

“Extremismo e crime organizado encontram espaço nas falhas de governança e em um crescente e perigoso distanciamento entre cidadãos e o Estado. Grupos extremistas recrutam onde há desespero”, discursou.

Julius Maada lembrou que lutou na guerra civil do país (1991 e 2002). “Perdemos uma década, perdemos vidas”.

Com essa experiência, ele afirmou que a paz não é apenas a “ausência de guerra e o silêncio das armas”. “Mas sim o som de pessoas vivendo com dignidade e acreditando no próprio futuro”.

Ele reforçou o posicionamento de líderes africanos em defesa de estabilidade, integração e soberania como soluções duradouras para os desafios de segurança.

“Integração não existe sem soberania. Soberania não se sustenta sem estabilidade. Se puxarmos apenas um desses elementos, todo o sistema se desfaz”, declarou.

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O presidente do país, que tem no passado períodos de colonização portuguesa e britânica, jogou luz na necessidade de autodeterminação dos africanos para os problemas atuais.

“Devem ser soluções africanas, baseadas na realidade africana, não apenas modelos importados adaptados superficialmente”, disse.

“Parcerias são bem-vindas, mas parcerias verdadeiras respeitam a autonomia africana”.

Ele afirmou ainda que a unidade entre países africanos é caminho para a sobrevivência das nações. 

Independência com integração

O presidente da Mauritânia, Mohamed Cheikh El Ghazouani, elencou que tensões identitárias, déficits de governança, rupturas institucionais, vulnerabilidades econômicas, efeitos das mudanças climáticas e a expansão de grupos armados não estatais são fatores que colocam à prova a coesão das sociedades.

Alinhado ao discurso pró-soberania, ele ressaltou que país independente não é sinônimo de isolacionismo. “Nenhum Estado pode, isoladamente, enfrentar os desafios da globalização, da fragmentação das cadeias de valor e das transformações geopolíticas”, afirmou.

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O líder da Mauritânia considera que para a África, a integração é “mais que uma opção, é uma necessidade”.

“Ao reduzir dependências externas, reforçar complementaridades regionais e ampliar a voz do continente no cenário internacional, a integração oferece à África meios de defender melhor seus interesses”.

Comércio

El Ghazouani defendeu o fortalecimento da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao). Para o mauritano, ao favorecer o comércio entre países africanos, facilitar a circulação de bens, serviços e pessoas, a Cedeao mostra-se um “importante motor de transformação econômica”.

Atualmente, a comunidade econômica, que reúne 12 países, é liderada pelo presidente de Serra Leoa, Julius Maada Bio, que busca a reampliação da área de comércio.

“Tenho de convencer os nossos mais de 400 milhões de cidadãos de que a Cedeao importa e que devemos permanecer unidos, examinando os desafios que levaram os nossos irmãos à decisão de sair”, declarou Maada Bio.

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A afirmação foi um recado para Mali, Níger e Burkina Faso, que abandonaram a comunidade econômica nos últimos anos, por a considerarem subordinada aos interesses estrangeiros. 

Os demais países africanos participam do fórum apenas com delegações ministeriais. Entre os temas principais abordados nos dois dias de fórum figuram soberania tecnológica e digital, recursos naturais, transição política e indústria de defesa.

*O repórter viajou a convite do Ministério da Integração Africana, Negócios Estrangeiros e Senegaleses no Estrangeiro.

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Gabriel Araújo conquista Laureus, maior premiação do esporte mundial

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O multicampeão paralímpico Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, conquistou o Prêmio Laureus, a maior premiação do esporte mundial, nesta segunda-feira (20), durante cerimônia no Palácio de Cibeles, em Madri (Espanha). O nadador mineiro de 23 anos, nascido em Santa Luzia – região metropolitana de Belo Horizonte – superou outros cinco concorrentes na categoria de mehor atleta com deficiência.

Gabrielzinho foi o único brasileiro contemplado na 26ª edição do Laureus, considerado o Oscar do esporte internacional. Indicados em outras categorias, os compatriotas João Fonseca, Rayssa Leal e Yago Dora não foram eleitos este ano na votação da Laureus World Sports Academy, cujo juri é formado por 55 esportistas renomados.

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“Eu gostaria de agradecer a Deus, à minha família por tudo que estamos construindo. Estar aqui é um sonho para mim. Agradeço ao meu técnico ]Fábio Antunes] pelo apoio. Esse vai ser o primeiro de muitos, vamos continuar fazendo história”, disse Gabrielzinho, aplaudido de pé ao receber o troféu.

No ano passado, o mineiro de 23 aos foi tricampeão mundial paralímpico em Singapura, nos 50m e 100 metros costas, e 200m da classe S2 (comprometimento físico-mortor). E não foi só: Gabrielzinho também batei p o recorde mundial dos 150m medley. Ícone da natação, ele subiu ao pódio seis vezes nas duas últimas Paralimpíadas: arrematou três ouros em Paris 2024, e dois ouros e uma prata em Tóquio 2020.

Gabrielzinho levou o Laureus 2026 após superar cinco concorrentes na votação da Laureus World Sports Academy: os nadadores Simone Barlaam (Itália) e David Kratochvíl (República Tcheca); os atletas do atletismo Catherine Debrunner (Suíça) e Kiara Rodríguez (Equador) do atletismo, e a jogadora de hóquei no gelo Kelsey DiClaudio (Estados Unidos).

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Antes de Gabrielzinho, o nadador paulista Daniel Dias já havia conquistado o prêmio Laureus de melhor atleta com deficiência nas edições de 2009, 2013 e 2016.

Demais brasileiros indicados

A skatista maranhense Rayssa Leal e o surfista catariense Yago Dora disputaram o Laureus de melhor atleta de ação, junto com outros quatro atletas de outros países. A vencedora na categoria foi a snowboarder norte-americana Chloe Kim. Já o tenista carioca João Fonseca fora indicado ao Laures de revelação do ano, que reuniu outros cinco postulantes. O ganhador foi o piloto britânico de Fórmula 1 Lando Norris.

Vencedores do Laureus 2026

Atleta Homem do Ano: Carlos Alcaraz (Espanha) – tênis

Atleta Mulher do Ano: Aryna Sabalenka (Bielorrússia) – tênis

Jovem Atleta do Ano: Lamine Yamal (Espanha) – futebol

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Atleta com Deficiência: Gabriel Araújo (Brasil) – natação

Revelação do Ano: Lando Norris (Reino Unido) – automobilismo

Equipe do Ano: Paris Saint-Germain (França) – futebol

Melhor Atleta nos Esportes de Ação: Chloe Kim (EUA) – snowboard

Retorno do Ano: Rory McIlroy (Reino Unido) – golfe

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Inspiração Esportiva: Toni Kroos (Alemanha) – futebol

Prêmio Esporte para o Bem: Fútbol Más – futebol

Prêmio Conquista de Vida: Nadia Comăneci (Romênia) – ginástica artística

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Brasil e Alemanha firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras

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Brasil e Alemanha assinaram nesta segunda-feira (20), em Hannover, uma declaração conjunta de intenções para ampliar a cooperação científica e tecnológica na área de minerais críticos e estratégicos, considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento de tecnologias emergentes.

O ato foi firmado durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com o chanceler federal do país europeu, Friedrich Merz.

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O acordo, firmado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil e o Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha, estabelece as bases para intensificar ações conjuntas em pesquisa, desenvolvimento e inovação ao longo de toda a cadeia produtiva desses insumos.

Os minerais críticos são elementos essenciais para tecnologias modernas, defesa e transição energética, como fabricação de baterias, painéis solares e turbinas, cuja oferta enfrenta riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores.

O Brasil está entre as maiores reservas dessas matérias-primas no planeta. O assunto foi mencionado por Lula em declaração a jornalistas após o encontro bilateral com Merz. O presidente brasileiro enfatizou a necessidade de que a exploração dos minerais não seja apenas a venda da matéria-prima.

“Nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities“, afirmou.

 

Pelo acordo de cooperação, também citado por Merz na declaração à imprensa, Brasil e Alemanha prometem expandir ainda mais a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação nas áreas de exploração, extração e processamento de minerais críticos, como terras raras e outros metais e minerais.

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Ambos os países reconhecem a importância estratégica das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação para aumentar o valor agregado ao longo das cadeias de valor dos minerais críticos e estratégicos, contribuindo para o desenvolvimento industrial sustentável, a soberania tecnológica e o fortalecimento das capacidades industriais internas.

Entre os compromissos firmados, está o apoio à inovação, em particular por pequenas e médias empresas em ambos os países, início de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a gestão responsável de minerais críticos, intercâmbio de cientistas, pessoal técnico de pós-graduação. Um novo programa bilateral de financiamento direto às instituições e empresas nacionais dos dois países deverá ser elaborado ainda em 2026, prevê o acordo.

Outros acordos

Além do acordo de cooperação sobre minerais críticos, Brasil e Alemanha adotaram outros 14 atos conjuntos durante a viagem oficial de Lula ao país europeu.

Entre eles, está um acordo de cooperação para fortalecer o combate a crimes ambientais, como desmatamento, tráfico de fauna e flora, pesca e mineração ilegais. Outro acordo trata sobre cooperação na área de inteligência artificial, com foco em governo digital e aplicações industriais.

Também foi firmada uma carta de intenções em que o governo alemão propõe ampliar o aporte de recursos ao Fundo de Combate às Mudanças Climáticas, coordenado pelo governo brasileiro e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O objetivo será financiar projetos, estudos e iniciativas voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação aos efeitos das mudanças climáticas no Brasil. Do lado alemão, o banco de desenvolvimento do país, o KfW, deverá aportar cerca de 500 milhões de euros no fundo.

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Os dois governos também assinaram documentos de cooperação nas áreas de defesa, pesquisa oceânica, apoio a micro e pequenas empresas, pesquisa aeroespacial, tecnologias quânticas, economia circular, entre outros.

Em sua segunda viagem oficial à Alemanha no atual mandato, Lula foi recebido com honras militares em Hannover, para se reunir com Merz. O Brasil é um dos poucos países com quem a Alemanha tem um acordo de parceria estratégica, considerado o mais alto grau de relação diplomática entre países.

“Essa proximidade é mais importante do que nunca nesses tempos de tantas mudanças na ordem mundial. Queremos fortalecer o benefício comum e expandir nossa rede. Queremos ser parceiros fortes e com ideias afins”, disse o chanceler alemão na declaração à imprensa.

Além do encontro bilateral, Lula discursou na abertura da maior feira industrial do mundo, a Hannover Messe, que este ano destaca o Brasil. Ele também participou de um encontro com empresários brasileiros e alemães, em que enfatizou as oportunidades no setor de biocombustíveis.

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