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Após quase 20 anos, Museu da Imagem e do Som do RJ reabre ao público

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A abertura parcial do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro levou o público ao prédio icônico da Avenida Atlântica, em Copacabana, após quase duas décadas de obras e expectativas.

A primeira exposição da reabertura, Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som, apresenta os bastidores da construção do novo museu e antecipa a experiência cultural que será oferecida quando o complexo estiver totalmente concluído, com previsão estimada para o primeiro trimestre do ano que vem.

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Erguido na orla de Copacabana, o novo MIS começou a ser projetado em 2008, a partir de um concurso internacional de arquitetura promovido pela Fundação Roberto Marinho, com apoio da Secretaria de Cultura do estado.

O edifício, concebido pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro, chama atenção pela integração com a paisagem carioca e pelo diálogo com o calçadão de Burle Marx.

“Quem passa por aqui, ninguém fica indiferente. Tem pessoas que logo de cara acham um prédio lindo e tem gente que tem um certo estranhamento. Então, com essa exposição, o prédio que ainda está na fase final de obras, vem para mostrar para o público que ele pode entrar no prédio, conhecer um pouco da arquitetura aqui do térreo, do mezanino”, explicou a gerente de patrimônio e cultura da Fundação Roberto Marinho, Larissa Graça, que também assina a curadoria da mostra ao lado de Ana Paula Pontes.


Rio de Janeiro (RJ), 08/05/2026 – A gerente de patrimônio e cultura da Fundação Roberto Marinho, Larissa Graça, foi uma das curadoras da exposição. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo Larissa Graça, o conceito do prédio surgiu da ideia de transformar o famoso calçadão de Copacabana em um “boulevard vertical”:

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“O escritório vencedor percebeu a importância da rua para o carioca. Eles propõem a verticalização da calçada e ela vira essa escada que se transforma num grande mirante da praia mais famosa do mundo. Então é um projeto muito democrático”, afirmou.

A exposição ocupa o térreo e o mezanino do museu e apresenta maquetes, vídeos, croquis, protótipos e registros da obra. O percurso mostra desde a concepção arquitetônica até os desafios técnicos da construção, incluindo a execução de um auditório subterrâneo de 280 lugares, instalado a cerca de 10 metros de profundidade, próximo ao mar.

A mostra também relembra os percalços enfrentados ao longo da execução do projeto.

As obras foram divididas em três etapas. A primeira incluiu a demolição do antigo prédio da Boate Help, em 2010. A segunda fase contemplou as fundações e a estrutura de concreto, concluídas em 2014. Já a terceira etapa, responsável pelas instalações e acabamentos, sofreu interrupções em 2016, durante a crise fiscal do estado do Rio de Janeiro, e só voltou a ganhar ritmo nos últimos anos.

“De certa forma, a história da construção do MIS reflete a história do Rio de Janeiro nesses anos, de todas as dificuldades vividas, depois da pandemia e de todos esses impactos”, disse Larissa.

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Ela destacou ainda que o financiamento da obra reúne recursos públicos e privados. Segundo a curadora, quase metade dos investimentos necessários para a construção do museu vem de parcerias:

‘’O governo financia uma parte da obra e também parte da museografia, mas a gente tem uma parceria muito importante com o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, pela qual parceiros privados aportam recursos no museu’’.

A secretária estadual de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, definiu a abertura da exposição como um marco simbólico para a retomada do espaço cultural. 


Rio de Janeiro (RJ), 08/05/2026 – A secretária de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, participa da abertura para o público da exposição Arquitetura em cena, o MIS Copa antes da imagem e do som. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

“É uma enorme alegria. A gente está hoje cortando a fita de uma exposição que trata exatamente disso, contando um pouco da história desde a escolha do concurso que definiu a arquitetura desse prédio até esse momento em que inauguramos uma primeira exposição que celebra todo esse legado”, disse.

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A secretária ressaltou que o MIS abrigará parte de um acervo com mais de 1 milhão de itens, incluindo coleções ligadas ao fotógrafo Augusto Malta, à cantora Carmen Miranda e ao músico Pixinguinha.

“É um museu de muita brasilidade, de muita imagem, de muitos legados”, resumiu.

Além das áreas expositivas, o projeto prevê restaurante panorâmico, café, loja, áreas educativas, espaços de pesquisa, cinema ao ar livre no terraço e ambientes imersivos dedicados à música, à fotografia e à cultura carioca.

Entre os primeiros visitantes da exposição estava a professora de arte Marta Azambuja, de 93 anos, gaúcha radicada no Rio de Janeiro. “Eu não via a hora de ser inaugurado e hoje fiquei feliz da vida”, contou.

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Rio de Janeiro (RJ), 08/05/2026 – A professora de artes Marta Azambuja de Oliveira foi a primeira a retirar ingresso para a abertura da exposição Arquitetura em cena, o MIS Copa antes da imagem e do som. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Moradora de Copacabana, ela disse que nunca tinha visto um museu integrado à paisagem daquela forma. “Eu viajei muito pelo mundo e nunca encontrei um museu tão diferente como esse, integrado à natureza”, afirmou.

A exposição também antecipa o futuro percurso museográfico do MIS. Os pavimentos terão experiências dedicadas ao espírito carioca, à música brasileira, à trajetória de Carmen Miranda, à relação do Rio com o mar e à vida noturna da cidade.

No subsolo, haverá um espaço voltado às “Noites Cariocas” e à história do funk. Já o terraço funcionará como mirante e cinema a céu aberto.

Larissa Graça afirmou que acompanhar o projeto desde o concurso internacional até a fase atual transformou a obra em uma experiência pessoal: “Para mim, é uma missão de vida entregar esse museu para a população. Eu estava grávida quando fiz o concurso de arquitetura. Minha filha hoje tem 16 anos. Então, a história do MIS coincide também com a minha história da maternidade”, disse.

Serviço

Exposição Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som
Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Atlântica, Copacabana, Rio de Janeiro
Visitação mediante agendamento prévio
https://fmis.rj.gov.br/v1/

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Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Movimento contra violência sexual lança site para facilitar denúncias

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Fruto de uma parceria entre a Childhood Brasil, o Instituto Liberta, o Grupo Mulheres do Brasil e a Vibra Energia, o Movimento Violência Sexual Zero lançou o Mapa Nacional dos Conselhos Tutelares.

Gratuita, a plataforma funciona como atalho para os mais de 3,5 mil conselhos tutelares existentes pelo país, contendo informações de contato atualizadas.

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O site têm, ainda, instruções sobre como formalizar uma denúncia relacionada a esse tipo de crime.

Um dos canais sugeridos é o Disque 100, mantido pelo governo federal e que pode ser acionado para solicitar a apuração de situações suspeitas. A ligação é gratuita e o denunciante pode se manter em anonimato. 

Os telefones da Polícia Militar (190) e Polícia Federal Rodoviária (191) são indicados na plataforma para quando se presencia uma violação.

Outra circunstância possível, mencionada pela plataforma, é o abuso sexual infantil cometido com o auxílio da internet e que demanda o envio de denúncia a instituições como a SaferNet (denuncia.org.br). 

O Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de crimes sexuais envolvendo crianças, adolescentes e o ambiente online.

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Em balanço recente da rede internacional InHope, o país subiu da 27ª posição para a 5ª posição, no período de 2022 para 2024, no número de denúncias de páginas de distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil

Empresas que desejem apoiar a causa e implementar ações e famílias e educadores que busquem materiais para saber conversar sobre o tema com crianças e adolescentes podem encontrar no site dicas de livros, ferramentas, materiais por escrito e visuais e séries de vídeos com essas finalidades. 

O Movimento Violência Sexual Zero também destaca dados estatísticos coletados por instituições de referência, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o DataSUS. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), outro da lista, traz um número importante: apenas 8,5% dos casos registrados no país são denunciados.

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Avião F-4 grego cai durante show aéreo perto de Atenas

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Um caça F-4 Phantom grego de dois lugares caiu neste sábado (5) durante uma exibição aérea no aeroporto de Tanagra, perto de Atenas, informou um oficial da Força Aérea Grega à Reuters.

Imagens de vídeo da emissora pública ERT, a primeira a noticiar o acidente, mostraram uma coluna de fumaça preta subindo a algumas centenas de metros dos espectadores que assistiam à exibição aérea. Dois helicópteros combatiam o incêndio no local.

O destino dos pilotos não foi conhecido imediatamente, e não ficou claro se alguém na multidão havia ficado ferido, disse o oficial.

Os alto-falantes da base aérea estavam pedindo às pessoas que deixassem a área, segundo a ERT.

* É proibida a reprodução deste conteúdo.

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Novo mapa-múndi corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia

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No mapa-múndi, a África, a América do Sul e o Sul da Ásia foram representados, desde o século 16, menores do que são. Nessa sexta (4), a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu corrigir a distorção ao examinar a proposta intitulada “Corrija o mapa”, liderada pelo Togo e outros países africanos.

Ao todo, representantes de 164 países votaram a favor da mudança. Apenas os Estados Unidos foram contrários. Houve seis abstenções. A proposta altera a representação cartográfica global para “mostrar de forma mais justa algumas regiões do mundo”, como explica a ONU.

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Ao discursar antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras de Togo, Robert Dussey, disse que a aprovação envia a mensagem de que a Assembleia Geral acredita na “verdade científica”. 

Ainda, de acordo com ele, a decisão reforça a equidade de representação e a dignidade dos povos. Para ele, não se trata apenas de corrigir um mapa e sim de corrigir a percepção. 

Distorção

Segundo o argumento, a projeção de Mercator, concebida em 1.569 para fins de navegação, foi amplamente usada em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais.

No entanto, a distorção fez com que as massas de terra ao Norte e ao Sul da linha do Equador fossem ampliadas. Essa representação fez com que se perpetuasse “uma visão desequilibrada do mundo”, apontaram os africanos.

O texto ainda afirma que a correção dessas distorções cartográficas de dimensões continentais vai proporcionar “justiça cognitiva e reparação memorial” para fomentar a compreensão mútua entre os povos.

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Precisão

Os representantes da União Africana apresentaram o modelo de “Terra Igual” como a projeção cartográfica que representaria com mais precisão as dimensões de todos os continentes. A ONU espera que a aprovação da resolução encoraje a adoção desse modelo por governos, organizações internacionais e outras entidades.

Ainda nos argumentos da União Africana, os mapas constituem uma ferramenta educacional, científica e cultural fundamental que “molda a percepção do mundo e o imaginário coletivo dos povos”.

Segundo o texto, as distorções têm impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos e constituem “vieses históricos, cuja correção promoverá reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

A ONU argumentou que o Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-Membros em 2024, enfatizou a necessidade de eliminar os vestígios de desigualdades históricas e estruturais e de erradicar todas as formas de discriminação.

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