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Boa Vista

Confira novas alterações do primeiro escalão do governo Sampaio

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O Governo de Roraima publicou nesta sexta-feira (1º) uma nova série de nomeações para cargos estratégicos da administração estadual, ampliando a composição da equipe responsável pela condução de secretarias e órgãos prioritários.

As mudanças abrangem áreas como infraestrutura, saúde, educação, gestão econômica, comunicação e articulação institucional, dando continuidade à reorganização administrativa iniciada após as primeiras definições para a segurança pública.

Segundo o Executivo, a formação da equipe busca garantir o funcionamento dos serviços públicos e a estabilidade da gestão.

Entre os novos nomes, Venilson Batista da Mata foi designado para a Procuradoria-Geral Adjunta do Estado, enquanto o advogado Paulo Luís de Moura Holanda já havia sido nomeado procurador-geral.

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Na Casa Civil, o ex-governador Francisco Flamarion Portela assume a chefia da pasta. Já a Secretaria de Infraestrutura (Seinf) passa a ser comandada por Gregório Almeida Júnior, com Carlos Wagner Briglia Rocha como secretário adjunto.

Na saúde, Claudete da Silva Praia foi nomeada secretária adjunta da pasta. Na educação, Ana Célia de Oliveira Paz assume a Secretaria de Estado da Educação e Desporto, com Nildete Silva de Melo na Secretaria Adjunta de Gestão da Educação Básica.

A estrutura administrativa também inclui Leandro Freitas dos Santos como secretário adjunto de Comunicação Social e Márcio Oliveira Pires de Sousa na presidência do Instituto de Desporto, Juventude e Lazer (IDJuv).

Nomeações anteriores

Na primeira etapa da composição do novo governo, já haviam sido definidos nomes para setores considerados prioritários, especialmente na segurança pública.

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Foram nomeadas Eliane Gonçalves para a Secretaria de Segurança Pública, Valdeane Alves de Oliveira para o comando da Polícia Militar e Simone Arruda do Carmo para a Delegacia-Geral da Polícia Civil.

Também foram confirmados Francisco Xavier Castro na chefia da Casa Militar, Anderson Carvalho de Matos no comando do Corpo de Bombeiros, Diego Aragão na presidência do Detran-RR, Raimundo Nonato Mesquita na Setrabes e Kardec Jackson Santos da Silva como secretário interino da Fazenda.

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Repórter do NEWS Roraima, com foco em política, cotidiano e direitos sociais. Acompanha de perto os fatos que moldam a realidade local. Busca sempre o relato humano por trás das notícias. Informação com agilidade e credibilidade.

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Marcelo Zeitoune está provando que não é o novo Iradilson Sampaio

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Quando Marcelo Zeitoune (PL) assumiu a Prefeitura de Boa Vista após a saída de Arthur Henrique para disputar o Governo de Roraima, uma comparação surgiu quase imediatamente nos bastidores políticos, e, cuidadosamente plantada nas redes sociais. Haveria o risco de a capital repetir a experiência vivida após a saída de Teresa Surita em 2006, quando Iradilson Sampaio assumiu o comando do município e a cidade passou por um período de descontinuidade administrativa que muitos boa-vistenses ainda lembram com críticas e nenhuma saudade.

A preocupação não era sem fundamento. Boa Vista construiu, ao longo de décadas, uma cultura política que valoriza planejamento, obras permanentes e manutenção dos serviços públicos. Quando essa engrenagem falha, a população percebe rapidamente. Foi exatamente isso que ocorreu no passado, quando projetos foram interrompidos, obras perderam ritmo e a cidade deixou de apresentar o padrão de organização que a diferenciava.

Passados os primeiros meses de gestão, Marcelo Zeitoune demonstrou que o roteiro seria outro.

O novo prefeito assumiu com a difícil missão de manter uma máquina pública em funcionamento, preservar o legado recebido e, ao mesmo tempo, construir sua própria identidade administrativa. Até aqui, os sinais apontam para uma gestão de continuidade, e não de ruptura.

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As obras não pararam. Em pleno período chuvoso, a Prefeitura intensificou ações de drenagem, ampliou intervenções para redução de pontos de alagamento e colocou equipes nas ruas para executar operações tapa-buracos em uma época do ano tradicionalmente desafiadora para a infraestrutura urbana. São medidas que talvez não rendam manchetes nacionais, mas fazem diferença concreta na vida de quem enfrenta diariamente as ruas da cidade.






Na saúde, a postura também foi de acompanhamento permanente. O monitoramento das unidades básicas, das UBSs com atendimento noturno e das obras do Hospital da Criança sinaliza preocupação com a manutenção dos serviços e com a entrega dos compromissos assumidos pela administração municipal.

Mas foi no Boa Vista Junina que a capacidade de gestão ficou mais evidente para a população. O maior arraial da Amazônia reúne milhares de pessoas, recebe atrações nacionais, movimenta a economia local e transcorre com organização, segurança e estrutura. O evento está funcionando como uma grande vitrine administrativa. E a avaliação predominante entre os participantes foi a de que a festa manteve o padrão de excelência construído ao longo dos anos.

É cedo para julgamentos definitivos sobre qualquer gestão. A cidade ainda enfrenta desafios importantes, especialmente em mobilidade, saúde e infraestrutura. Mas uma conclusão já pode ser tirada: Marcelo Zeitoune não confirmou os prognósticos pessimistas que surgiram quando assumiu a prefeitura.

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Ao contrário. Mostrou que compreendeu a principal expectativa da população de Boa Vista. Mais do que promover mudanças abruptas, os moradores querem que aquilo que funciona continue funcionando.

Até aqui, a palavra que melhor define sua administração é continuidade. E, para uma cidade que já experimentou os custos do abandono administrativo, isso está longe de ser um detalhe.

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Moradores de Normandia já podem sacar FGTS por calamidade após chuvas intensas

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Os trabalhadores de Normandia, no Norte de Roraima, já podem solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade. A medida começou a valer nesta quinta-feira (18) e foi autorizada em razão das fortes chuvas que atingiram o município.

O pedido deve ser feito exclusivamente pelo Aplicativo FGTS, sem necessidade de comparecimento a uma agência da Caixa Econômica Federal. Conforme os endereços reconhecidos pela Defesa Civil Municipal, os moradores das áreas afetadas poderão solicitar o benefício até o dia 15 de setembro de 2026.

Para ter acesso ao saque, é necessário possuir saldo na conta do FGTS e não ter realizado retirada pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses. O valor máximo permitido é de R$ 6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível.

Durante a solicitação, o trabalhador pode indicar uma conta da Caixa, incluindo a Poupança Digital Caixa Tem, ou de qualquer outra instituição financeira para receber o valor sem custos.

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O aplicativo FGTS está disponível gratuitamente para celulares com sistemas Android e iOS.

Como solicitar o saque

O trabalhador deve baixar ou acessar o aplicativo FGTS e realizar o login com seus dados cadastrais. Em seguida, deve selecionar a opção “Solicitar seu saque 100% digital” ou acessar o menu “Saques” e escolher “Solicitar saque”.

Depois, é necessário selecionar a opção “Calamidade pública”, informar o município de Normandia, preencher os dados do endereço e anexar os documentos exigidos. Por fim, basta indicar a conta bancária para o depósito e concluir a solicitação.

Documentos necessários

Entre os documentos aceitos estão RG, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte. Também é exigida uma selfie segurando o documento de identificação.

O trabalhador deve apresentar ainda um comprovante de residência emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade, como contas de água, energia, telefone, internet, TV por assinatura ou fatura de cartão de crédito.

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Quem não possuir comprovante de residência poderá apresentar uma declaração emitida pelo município atestando a moradia na área afetada ou uma declaração própria com nome completo, CPF, data de nascimento e endereço completo. Caso o comprovante esteja em nome do cônjuge ou companheiro, também serão aceitas certidão de casamento ou escritura pública de união estável.

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Relator de Roraima aprova criação de 91 cargos comissionados na DPU, mas admite que número é insuficiente

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a criação de 91 cargos em comissão na Defensoria Pública da União (DPU). O parecer favorável à proposta foi apresentado pelo deputado federal Defensor Stélio Dener (União-RR), que, apesar de defender a constitucionalidade do texto, reconheceu que a quantidade aprovada está longe de atender às necessidades do órgão.

“Embora represente um avanço, a quantidade aprovada é insuficiente para suprir a necessidade real da Defensoria Pública da União”, afirmou o parlamentar durante a tramitação da matéria.

O projeto aprovado estabelece cargos distribuídos em sete níveis de remuneração, com salários que variam de R$ 3.461,96 a R$ 14.607,74.

A proposta, no entanto, chama atenção pela diferença entre o texto original e a versão que avançou na Câmara. Quando foi apresentada, em 2014, a iniciativa previa a criação de 784 cargos em comissão e 362 funções de confiança, totalizando 1.146 postos de trabalho. Após alterações promovidas ao longo da tramitação, o número foi reduzido para 91 cargos.

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Segundo a justificativa do substitutivo aprovado, a mudança teve como objetivo adequar a proposta às limitações orçamentárias e à legislação que reestruturou as carreiras da Defensoria Pública da União.

Outro ponto que levanta questionamentos é que a própria Lei nº 14.377, sancionada em 2022, já havia autorizado a criação de 200 cargos em comissão e funções comissionadas para a DPU. A nova proposta não detalha se esses postos já foram preenchidos nem explica por que houve necessidade de nova ampliação da estrutura administrativa poucos anos depois.

Além disso, o texto aprovado não informa qual será o impacto financeiro anual da criação dos cargos nem detalha como as vagas serão distribuídas entre os estados ou unidades da Defensoria.

A proposta também trata exclusivamente de cargos em comissão, de livre nomeação, e não prevê ampliação do quadro de servidores efetivos por meio de concurso público. A ausência de informações sobre eventual reforço no atendimento direto à população é outro aspecto que pode gerar debate durante a tramitação no Senado.

O projeto tramita há 12 anos no Congresso Nacional. Como foi aprovado em caráter conclusivo pelas comissões da Câmara, poderá seguir diretamente para análise do Senado Federal, a menos que haja recurso para votação pelo plenário da Casa.

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Para especialistas em administração pública, a discussão sobre a ampliação da estrutura da DPU deve considerar não apenas a necessidade de cargos de direção e assessoramento, mas também os impactos orçamentários e os reflexos da medida na prestação de serviços à população que depende da assistência jurídica gratuita oferecida pela instituição.

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