Últimas
Rio: esquema de segurança do show da Shakira terá quase 8 mil agentes
Quase 8 mil homens das forças de segurança do estado e município do Rio de Janeiro vão participar da operação especial para o show da cantora Shakira, no próximo sábado (2), na Praia de Copacabana. A ação vai mobilizar 7.927 agentes, sendo 5.692 estaduais e 2.235 municipais.
O reforço no policiamento terá monitoramento em tempo real, uso de reconhecimento facial, drones e câmeras, além de bloqueios, revistas e ações de ordenamento urbano. Também haverá um esquema especial de atendimento médico e salvamento marítimo. A operação segue o modelo integrado usado em grandes eventos no Rio.
Notícias relacionadas:
- Show da Shakira: Crea-RJ vai autuar empresa após morte de trabalhador.
- Shakira é confirmada como atração de megashow no Rio em maio.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, o planejamento reforça a capacidade do Rio de Janeiro de organizar eventos de grande porte com segurança e integração entre diferentes forças.
“A segurança tem papel fundamental em um evento dessa dimensão. São quase 8 mil agentes envolvidos em uma grande operação, com planejamento detalhado, tecnologia de ponta e integração entre estado e município. O objetivo é garantir que as pessoas cheguem, aproveitem o show e voltem para casa com tranquilidade. A segurança pública também ajuda a preservar a imagem do Rio como cidade capaz de realizar grandes eventos”, avaliou.
Polícia Militar
Serão mobilizados para o evento 3.756 policiais militares, 452 a mais do que no show da Lady Gaga, em maio do ano passado. O número representa aumento de quase 14% no efetivo. Serão 145 viaturas na área do evento, sendo 70 com câmeras embarcadas e reconhecimento facial, além de 60 motocicletas, 78 torres de observação, cinco tendas de apoio na areia, quatro quadriciclos e oito cabines de reforço.
A Polícia Militar (PM) também terá um helicóptero equipado com um holofote, para melhorar a identificação de pessoas em movimento durante a operação. O patrulhamento marítimo será reforçado com uma lancha da PM, que dará apoio às equipes na orla.
O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) Móvel ficará na Praça do Lido e vai apoiar o monitoramento das equipes nas ruas com seis drones e dezenas de câmeras extras com reconhecimento facial nos pontos de bloqueio e revista. Em comparação ao último megashow, o número de equipes do Comando de Policiamento em Multidões passou de duas para quatro. Também atuarão duas equipes do Grupamento de Controle de Multidão.
Bloqueios e pontos de revista
Ao todo, serão 18 pontos de revista com detectores de metal e reconhecimento facial e 18 pontos de bloqueio com reconhecimento facial. As estações de metrô Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Cantagalo, na zona sul, terão revista com detectores de metal. O Túnel Coelho Cintra, conhecido como Túnel Novo, terá ponto de interdição.
A PM também fará varreduras com cães farejadores. Não será permitida a entrada de objetos cortantes, inflamáveis ou que outros itens possam colocar o público em risco.
Do Leme a Copacabana, será montado um cinturão de segurança, com drones, motos, patrulhamento marítimo e apoio aéreo. O policiamento também será reforçado no Aterro do Flamengo, Terminal Gentileza, Terreirão e Central do Brasil, além das vias de acesso e saída do show.
Polícia Civil
A Polícia Civil vai mobilizar 1,5 mil agentes, com reforço em todas as delegacias da zona sul, nos aeroportos e na Delegacia Especial de Apoio ao Turismo. Também haverá atuação da Delegacia do Aeroporto Internacional, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.
A instituição terá três centrais de flagrante na zona sul, sendo uma delas exclusivamente voltada ao atendimento de casos envolvendo adolescentes infratores. As estruturas funcionarão na 12ª Delegacia Policial (DP), em Copacabana, na 13ª DP (Ipanema) e na Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade.
O Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos também vai funcionar com apoio de policiais e peritos criminais na região do show. A Polícia Civil terá ainda equipes da Delegacia de Atendimento à Mulher, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Esquadrão Antibomba. A área de inteligência vai monitorar redes sociais para identificar possíveis crimes organizados antes do evento.
Segurança Presente e Lei Seca
Os agentes da PM do Programa Segurança Presente atuarão com 150 homens em Copacabana, com apoio de 43 viaturas. A atuação começará às 22h de sexta-feira (1º) e seguirá até as 4h de domingo (3). As equipes ficarão nas principais vias de circulação, nos acessos à praia e nas entradas de hotéis.
O programa terá uma base fixa em frente ao Copacabana Palace, ponto estratégico de circulação na orla.
Já a Operação Lei Seca vai mobilizar 110 agentes. As blitze serão reforçadas durante o evento e em outros pontos da região metropolitana do Rio. Também haverá ações educativas sobre os riscos de misturar álcool e direção nas praias e no entorno do show.
Corpo de Bombeiros
O Corpo de Bombeiros vai atuar com 176 militares em Copacabana. O efetivo será distribuído em seis grupos de intervenção rápida, sendo quatro terrestres e dois marítimos.
A operação terá também 20 postos de guarda-vidas, com 54 militares ao longo da orla. Equipes de combate a incêndios, salvamento, socorro marítimo e atendimento pré-hospitalar ficarão nas áreas de maior concentração de público.
A estrutura contará com sete viaturas de salvamento, drones, embarcações e motocicletas para agilizar o deslocamento das equipes. Médicos em motos aquáticas vão reforçar a resposta a emergências no mar e na faixa de areia, reduzindo o tempo de atendimento em áreas de difícil acesso.
A Operação Shakira também terá apoio da Secretaria Municipal de Ordem Pública e da Guarda Municipal do Rio. A estrutura municipal contará com 2.235 agentes, 101 viaturas, dez reboques e dois drones, com foco em fiscalização de ambulantes, combate ao estacionamento irregular e atuação em quiosques e barracas de praia.
Últimas
Inscrições para disputar Conselho de Política Cultural vão até dia 22
Interessados em concorrer a uma vaga no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) têm até o dia de 22 de setembro para se inscrever no processo. Os representantes da sociedade civil eleitos exercerão mandato de 2026 a 2029 e contribuirão para formulação, acompanhamento e avaliação de políticas para o setor no Brasil.
As inscrições destinam-se a artistas, produtores culturais, pesquisadores e devem ser feitas pela plataforma Vota Cultura, com autenticação pela conta Gov.br. A participação está aberta nas modalidades eleitor e candidato. A votação também ocorrerá pela internet, entre os dias 11 e 15 de novembro.
Notícias relacionadas:
- Tomam posse 36 membros do Conselho Nacional de Política Cultural .
- Rede quer cadeira de gênero no Conselho Nacional de Política Cultural.
>>O edital completo está disponível aqui.<<
Participação social
Por meio da eleição, diferentes segmentos, áreas e territórios podem participar do debate e levar ao âmbito nacional experiências, demandas e prioridades.
O Conselho é formado por 21 Colegiados Nacionais de Participação Social, que representam diferentes áreas e segmentos culturais. Cada colegiado poderá eleger até 14 representantes titulares e 14 suplentes da sociedade civil.
O processo eleitoral também prevê mecanismos para ampliar a diversidade e a representatividade do Conselho. As regras asseguram a representação das cinco macrorregiões brasileiras, participação mínima de 50% de mulheres e ações afirmativas para pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência.
Perfil
Podem votar aqueles que tiverem pelo menos 16 anos e comprovar, no mínimo, um ano de atuação, vínculo ou pesquisa na área do colegiado escolhido.
Para se candidatar, é preciso ter 18 anos completos, residir no Brasil e comprovar pelo menos três anos de atuação na área cultural correspondente.
Mais informações e dúvidas podem ser enviadas para vota.cnpc@cultura.gov.br.
Últimas
PF afirma que Castro recebeu adega, mansão e caviar para ajudar Refit
A Polícia Federal (PF) apontou em relatório que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro obteve diversas vantagens indevidas em troca da atuação de órgãos estaduais em favor da refinaria Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. O ex-chefe do Executivo fluminense nega as acusações.
As informações constam em relatório da segunda fase da Operação Sem Refino, cujo sigilo foi levantado na quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Notícias relacionadas:
- Cláudio Castro é alvo da segunda fase da Operação Sem Refino.
- Justiça do Rio decreta a falência do Grupo Refit.
- PF prende no Rio suspeito de golpe que fez idosa perder R$ 37 milhões .
Segundo o relatório, entre as vantagens indevidamente recebidas estão:
- R$ 10,5 mil em caviar;
- pagamento do aluguel da residência de Castro na Barra da Tijuca, bairro da capital fluminense;
- usufruto de uma mansão em Petrópolis, na região serrana do Rio, onde teria sido construída, sob encomenda do ex-governador, uma adega avaliada em R$ 245 mil.
O documento serviu como base para Moraes deferir 16 mandados de busca e apreensão pedidos pela PF para aprofundar as investigações.
A Operação Sem Refino 2 foi deflagrada em 14 de agosto, com o objetivo de apurar fraudes na concessão de licenças ambientais para a refinaria.
De acordo com a PF, as licenças teriam sido concedidas “à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminos”.
As investigações buscam esclarecer “a atuação de grupos criminosos organizados em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos”, acrescentou a corporação, em nota.
Despesas pessoais
Segundo o relatório da PF, o esquema criminoso incluía a lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com o registro de bens de luxo em nome de “laranjas”, como forma de beneficiar e pagar despesas pessoais de Castro.
Em troca, o ex-governador teria favorecido os interesses do empresário Ricardo Magro, apontado como líder da organização criminosa responsável por corromper agentes do Estado.
A investigação apresenta mensagens extraídas de diversos celulares apreendidos, segundo as quais Castro mantinha contato direto com os responsáveis por licenças ambientais para agilizar a liberação de empreendimentos e desfavorecer concorrentes de Magro.
Moraes já determinou a prisão preventiva de Magro, mas o empresário se encontra foragido e foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.
Vantagens
O relatório policial indica, por exemplo, que Castro encomendou pessoalmente uma degustação de caviares de diferentes gramaturas quando estava hospedado no Hotel Emiliano, de cinco estrelas, em São Paulo.
O preço da degustação foi R$ 10,5 mil, mas o valor não foi pago por ele, e, sim, pela empresa AC Santos Participações e Empreendimentos, de propriedade do advogado Antonio Carlos da Conceição Santos.
Apelidado como “Pipo”, o advogado é tido pelos investigadores como principal articulador da lavagem e ocultação de patrimônio do grupo ligado à Refit.
Ainda de acordo com a PF, Castro agia como dono de uma casa em Petrópolis registrada em nome da empresa Concrecasa Construções Inteligentes Ltda. O ex-governador seria o responsável por determinar a rotina dos empregados e teria encomendado ainda a construção de uma adega personalizada.
O usufruto da mansão seria uma forma de compensação em troca do favorecimento da empresa Enge Prat Engenharia, do empresário Luiz Fernando Gomes, que assinou R$ 355 milhões em contratos com o governo fluminense, segundo a PF.
Os investigadores apontam ainda como indício de vantagem irregular o fato de Castro pagar apenas R$ 10 mil pelo aluguel da cobertura em que reside, na Barra da Tijuca, valor abaixo do praticado pelo mercado na região, em torno de R$ 25 mil.
A PF aponta que o imóvel foi adquirido pela empresa J3 Real Estate Participações Ltda., por R$ 3,4 milhões, 50 dias após a pessoa jurídica ter sido criada, sendo o apartamento seu único imóvel registrado.
Defesa
Em nota, a defesa de Cláudio Castro negou “qualquer participação em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagem indevida ou favorecimento a terceiros”.
Em relação aos imóveis citados na investigação, a defesa alega que “o imóvel onde reside [o ex-governador] tem contrato regular de locação, com pagamentos comprováveis. O imóvel utilizado em Petrópolis também era alugado e o contrato já foi encerrado”.
Sobre o caviar, a nota da defesa diz que “o episódio ocorreu mais de 30 dias após Cláudio Castro deixar o Governo do Estado. A encomenda havia sido feita por um amigo, e ele apenas retirou os produtos em São Paulo para entregá-los, tendo consumido um deles com autorização do comprador”.
Nota da defesa na íntegra:
“Não há qualquer ligação entre os episódios envolvendo a compra e os imóveis com a Refit. São situações distintas, sem relação com a empresa ou com eventual favorecimento.
Os contatos com representantes da Refit foram institucionais e não resultaram em qualquer benefício. Durante sua gestão, o Estado adotou medidas para cobrar valores devidos pela empresa.
Também não é verdade que uma viagem do então governador a Nova York tenha sido custeada pela Refit. A viagem foi oficial, paga pelo Governo do Estado, com registros disponíveis no Portal da Transparência.
A defesa já requereu ao ministro Alexandre de Moraes que Cláudio Castro seja ouvido pela Polícia Federal para esclarecer todos os pontos da investigação e apresentar a documentação comprobatória. O pedido aguarda decisão.
Cláudio Castro reafirma que não praticou qualquer ato ilícito”.
Últimas
SP: laudo descarta suicídio e diz que policial Gisele foi assassinada
A hipótese de suicídio da soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana é incompatível com os elementos materiais analisados pela perícia, no âmbito da investigação do caso. As informações constam em laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo, assinado na última terça-feira (1º).
“A avaliação do conjunto de padrões de manchas [de sangue] e demais elementos objetivos identificados no local contradizem a hipótese de evento suicida”, diz o documento.
Notícias relacionadas:
- Polícia Civil afasta hipótese de suicídio da PM Gisele Santana.
- Polícia Civil prende PM Geraldo Leite indiciado por feminicídio.
O laudo aponta ainda que houve intervenção de segunda pessoa na morte de Gisele, o que corrobora com a hipótese de que ela foi morta, e não cometeu suicídio. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio contra Gisele, sua então companheira, em fevereiro deste ano.
“A hipótese de intervenção de segunda pessoa resistiu ao confronto com a totalidade dos elementos objetivos examinados, não tendo sido identificado elemento material que a contradissesse”, diz o laudo.
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita. A família de Gisele contestou a versão de suicídio desde o início.
O réu foi preso um mês após o crime, em 18 de março, na cidade de São José dos Campos (SP). Ele segue detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.
Em entrevista à Agência Brasil, o advogado da família da vítima, José Miguel Silva Junior, disse que o resultado não é nenhuma surpresa e que os laudos anteriores já descartavam a hipótese de suicídio.
“Desde o início, nós sempre trabalhamos com essa vertente [de feminicídio]. Os outros laudos, eles são patentes também de que a Gisele não cometeu suicídio. E a perita, ao ser ouvida, deixou claro, em viva voz, que a Gisele não teria condições de cometer suicídio”, disse Silva Junior.
O advogado informou que uma nova audiência do caso ocorrerá na próxima terça-feira (8), quando o réu deverá ser interrogado.
“A defesa do acusado insistiu em alguns pontos, fez alguns questionamentos, os quesitos foram devidamente respondidos, e [a resposta] só corrobora com tudo o que tem nos autos. Ou seja, a negativa do acusado [pelo assassinato de Gisele] está isolada nos autos.”
Histórico
Laudos necroscópicos feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo de Gisele, ainda no início das investigações, já apontavam lesões contundentes na face e na região cervical. Tais lesões foram descritas como resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha.
Uma testemunha vizinha disse, em depoimento, que ouviu um disparo às 7h28 do dia da morte de Gisele. Às 7h57, Geraldo Neto acionou o Copom sobre a ocorrência. Houve um intervalo de quase meia hora para o pedido de socorro.
O advogado mencionou ainda a foto da vítima com a arma na mão tirada pelos socorristas. Ele explicou que, na imagem, a vítima está com a arma na mão, o que seria incomum em casos de suicídio.
Além disso, o advogado ressaltou que três mulheres policiais foram ao apartamento do casal para fazer uma limpeza horas após a ocorrência, o que já foi confirmado em seus depoimentos.
-
Roraima2 dias atrásMormaço Cultural terá shows e espetáculos de dança no Teatro Municipal de Boa Vista
-
Roraima2 dias atrásTRE-RR rejeita impugnação e aprova coligação de Soldado Sampaio e Shéridan
-
Roraima2 dias atrásConfira como foi a terça-feira (1º) dos candidatos a presidente
-
Roraima2 dias atrásTV ASSEMBLEIA Emissora do Legislativo roraimense celebra 11 anos de apoio à comunicação pública
-
Boa Vista2 dias atrásHomem de 27 anos é preso por violência doméstica contra a própria mãe em Boa Vista
-
Últimas2 dias atrásAnvisa interdita água mineral da marca Vitoriosa por conter coliformes
-
Últimas2 dias atrásAnvisa interrompe fabricação de produtos de limpeza da Unilever
-
Últimas2 dias atrásMorre no Rio, aos 83 anos, o ator Gracindo Jr.


